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domingo, junho 17

AS CRUZADAS MORAIS SELETIVAS DO SENADOR SIMON

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) ficou conhecido nacionalmente como um paladino da moralidade e da luta contra a corrupção. Neste domingo, o senador propõe, em um artigo publicado na Folha de São Paulo, que a população saia às ruas contra a corrupção e pelo fim da impunidade. Intitulado “Reage, Brasil!”, o artigo diz, entre outras coisas, que “nunca, em nenhum momento da nossa história política, os três Poderes da República estiveram tão contaminados pela corrupção”. Simon não apresenta nenhum dado para sustentar tal afirmação, apelando para sua biografia como elemento de prova do que está dizendo. As cruzadas morais do senador gaúcho têm uma particularidade curiosa. Elas nunca se referem às denúncias de corrupção que atingem seus correligionários no Rio Grande do Sul. Quando tais denúncias surgem na província de São Pedro, envolvendo políticos de seu partido ou aliados, reina o silêncio. Alguém lembra de algum pronunciamento irado e indignado do senador Simon, cobrando investigações rigorosas sobre as denúncias contra a Máfia das Consultas, levantadas por uma série de reportagens do jornalista Giovani Grizotti? Denúncias que envolveram, entre outros, Elmar Schneider e João Osório, políticos do PMDB. Alguém ouviu algum comentário sobre o texto publicado no site da Assembléia Legislativa, onde o ex-deputado Schneider diz que “nos primeiros quatro anos de mandato em que trabalhou em parceria com o seu companheiro de partido, deputado João Osório, foram contabilizadas mais de quinhentos atendimentos mensais entre baixas em hospitais, cirurgias e consultas de rotina”, feito obtido através da intermediação dos seus respectivos mandatos? (clique AQUI para ler). Alguém ouviu algum discurso inspirado condenando a utilização de albergues por deputados para angariar votos, conforme denúncias que envolveram entre outros, os deputados Osvaldo e Márcio Biolchi, do PMDB?
Alguém lembra de uma fala de Simon cobrando explicações do vereador Luizinho do Sete, do PMDB de Sapucaia do Sul (RS), que contratou a mulher, a sogra, o filho e o gerente da loja de carros da qual o edil é proprietário? Ou ainda, alguém lembra de algum pedido de explicações do senador sobre o processo de privatização da Companhia Riograndense de Telefonia (CRT), durante o governo Britto, do PMDB, que contou, entre outras coisas, com a nebulosa participação da RBS, principal empresa de comunicação do Estado, e do grupo Oportunity, onde Britto foi trabalhar após deixar o governo? As cruzadas morais do senador parecem ser marcadas por uma curiosa seletividade geográfica e política. Uma seletividade que ajuda a identificar o lugar a partir do qual ele realmente fala.

Marco Weissheimer RS Urgente.

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO

Algumas semanas atrás, numa postagem feita por um anônimo aqui neste blog (possivelmente filhote da corja que administra esse município), ele falava mal do Orçamento participativo, pois, hoje vou falar da experiência maravilhosa que os moradores de São Leopoldo estão vivendo. Não bastasse ser a cidade que mais construiu casas para pessoas de baixa renda de toda nossa região e grande Porto Alegre o Orçamento Participativo “está a milhão”. Esta semana o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, visitou a Escola Municipal de Ensino Fundamental Alberto Pasqualini. O objetivo da vistoria foi acompanhar o andamento da obra da quadra poliesportiva na instituição, localizada no bairro Campina. A obra foi reivindicada pela comunidade através do Orçamento Participativo. Além da quadra, foram construídos vestiários e palco. Vanazzi destacou que a demanda está sendo muito esperada pela população, pois o bairro é carente de quadras. "Esta construção é importante para a comunidade que poderá participar e cuidar da área, e ainda melhorar o aproveitamento dos estudantes que terão um espaço qualificado para realizarem atividades recreativas, esportivas e de lazer", frisou. ExpectativaPara a diretora da escola, Silvia Maria Kunrath, a expectativa da direção e dos estudantes em relação a obra é muito grande. "Os alunos acompanharam o andamento das obras desde o início e estão ansiosos para utilizarem o local", afirmou. Ela comemorou a realização desta obra tão importante na escola. "Tenho 19 anos de município e é a primeira vez que vejo uma administração investir em uma obra de qualidade na periferia. Sempre morei e trabalhei em bairro e para nós é uma satisfação ver isto se realizando. Estou muito feliz", destacou. A titular da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer (Smed), Maria Luiza Sedrez, e a chefe do setor de Projetos da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, Carla Gorski, acompanharam a vistoria. A equipe foi acompanhada pela diretora e as supervisoras Carla Doebber e Rosane Herpich. O valor orçado para construção foi de R$ 359.050,60. A área da obra consiste em 599,93 metros quadrados.
Enquanto que no nosso município as coisas são decididas dentro de quatro paredes, como o “elefante branco” do Palco Móvel, em outros municípios com administrações sérias as coisas acontecem e com a participação da população.

sexta-feira, junho 15

"NOVO JEITO DE GOVERNAR"

Avaliação do governo Yeda Crusius despenca no RS
Marco Aurélio Weisseimer - Carta Maior
A aprovação do governo Yeda Crusius (PSDB) segue caindo no Rio Grande Sul, conforme dados levantados pela mais recente pesquisa do Instituto da Universidade Luterana do Brasil (Dataulbra). Na pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13), a aprovação do governo do Estado atingiu o índice de 30,7%, registrando queda em relação a abril (36%) e a fevereiro (52%).Ou seja, em cinco meses, o governo Yeda perdeu mais de 20 pontos em termos de aprovação, caindo de 52% para 30,7%. A pesquisa foi realizada de 4 a 6 de junho de 2007 em 43 municípios gaúchos, abrangendo quatro intervalos demográficos (1-30 mil; 30-50 mil, 50-100 mil eleitores e acima de 100 mil). Ao todo, foram realizados 1.133 questionários em cidades de 12 regiões do Estado A margem de erro é de 3%.60,5% reprovam modo de Yeda governarDo total de entrevistados, 55,6% disseram não acreditar que Yeda Crusius fará um bom governo e 65% responderam que ela não está cumprindo as promessas de campanha. Já 45,9% responderam que o governo de Yeda não está sendo nem melhor nem pior do que o governo anterior (Germano Rigotto, do PMDB).A avaliação Ruim/Péssimo de Yeda chegou a 43,3%, contra apenas 16,1% de Bom/Ótimo e 34,7% de Regular. Quando perguntados se aprovam ou não o modo como a governadora vem conduzindo o Estado, 60,5% responderam que não aprovam, contra 30,7% de aprovação.Comparação com governo LulaA pesquisa também avaliou o governo federal no RS: 55% dos entrevistados aprovaram o desempenho do governo Lula (índice superior aos 52% verificados em abril). O presidente Lula obteve nota 5,7 (contra 5,6 em abril e 6,0 em fevereiro).Já Yeda ganhou nota 4,3 (4,2 em abril em 5,3 em fevereiro). Ainda em relação ao governo federal, 54,6% dos entrevistados acreditam que o presidente Lula fará um bom governo, mas 50,1% pensam que ele não está cumprindo suas promessas de campanha. Para 40%, o segundo governo Lula não está sendo nem melhor, nem pior que o primeiro.Assim, na comparação entre os desempenhos dos governos Lula e Yeda, os números do Dataulbra ficaram assim:Lula: 55% de aprovação - Nota 5,7Yeda: 30,7% de aprovação - Nota 4,3Os números da nova pesquisa do Dataulbra (a terceira este ano) indicam que a governadora começa a perder, já no início de seu governo, boa parte do capital político acumulado nas eleições de 2006. Yeda recebeu 51,54% dos votos totais e 53,94% dos válidos. Olívio Dutra (PT) ficou com 44,01% 46,06% dos válidos). Foi no Rio Grande do Sul também que Lula teve um de seus piores desempenhos eleitorais. O candidato tucano Geraldo Alckmin recebeu 55,35% dos válidos contra 44,65% de Lula. Agora, após cinco meses, o "novo jeito de governar", bordão de Yeda na campanha, acumula mais de 60% de desaprovação entre o eleitorado gaúcho.

quinta-feira, junho 14

REFORMA POLÍTICA






















Pelos debates, maioria é contrária à lista fechada; votação é adiada
Definitivamente não haverá consenso para votar a reforma política configurada no PL 1.210/07. Por quase dez horas, os deputados debateram nesta quarta-feira, 13/06, no plenário da Câmara os eixos que estruturam o projeto – financiamento público exclusivo de campanha e a lista fechada.

No debate, o que se viu foi um “bombardeio” contra a lista fechada. O voto em lista nada mais é que o fim do voto no candidato para se votar no partido.

A votação dos dois itens da reforma política foi adiada para a próxima terça-feira, dia 19. O resultado ainda é uma incógnita. Apenas três partidos decidiram votar a favor da lista – PT, PCdoB e o DEM. Mesmo assim no PT, a metade da bancada é contrária à lista. São totalmente contrários, o PDT, PSB e, por maioria, PP, PTB, PSDB e PR.

Tal como está formulada hoje, a tendência é que a lista seja derrotada, considerando-se o debate desta quarta-feira. Uma série de outros temas foi inserida no debate como o voto distrital puro e uma variação dele, o misto. O projeto recebeu 244 emendas de plenário.

O fiel da balança
O fiel da balança para adiar a votação foi o PSDB. A bancada tucana na Câmara, com 57 deputados, tendia a votar favoravelmente à instituição da lista partidária fechada, mas decidiu votar contra a medida em reunião realizada na terça, dia 12. Os líderes partidários haviam acertado que a adoção das listas partidárias seria o primeiro ponto da reforma política a ser examinado.

Diante da divisão, o deputado Ronaldo Caiado (DEM/G), um dos relatores do projeto, vai agora examinar todas as propostas para apresentar outro projeto de lei (substitutivo), com algumas mudanças.

Alguns parlamentares defendem sistemas alternativos, capazes de assegurar tanto a escolha pessoal do candidato da preferência do eleitor quanto o peso partidário ou ideológico nas eleições.

É nessa linha que deve caminhar a nova proposta de Caiado. Ele pode incorporar ao substitutivo emenda da deputada Rita Camata (PMDB/ES) que possibilita ao eleitor votar em uma lista determinada pelos partidos, mas dando-lhe a chance de escolher o seu preferido dentre os nomes apresentados. Há ainda a possibilidade de se incorporar uma emenda que determina que o voto seja facultativo.

DEBATE ABERTO

Os atributos de Vavá
Criaram, na imprensa, um personagem fantástico, feito de retalhos de inquéritos, retalhos de declarações do próprio presidente, retalhos de declarações de seu sósia na vida real, o cidadão brasileiro Genivaldo Inácio da Silva.
Passei um mês fora do Brasil, e me esqueci, por causa daquelas correrias, de pedir a transferência dos jornais entregues por assinatura para o endereço de uma das minhas filhas. Resultado: como a faxineira que freqüenta minha casa é muito diligente e respeitadora, lá estavam eles – os jornais – convenientemente empilhados, aliás, gigantescamente empilhados. O folhear daquela pilha passadiça me confirmou a impressão que eu tivera pela internet. Os deserdados do segundo turno de outubro de 2006 continuam na ativa – ainda que deserdados, é verdade. Não há o que fazer, para eles, a não ser CPIs, e procurar ataques à probidade do presidente. Não há programas a apresentar, idéias a debater. Só a moral do presidente interessa, e só a do presidente e de seus arredores. Criaram, na imprensa, um personagem fantástico, feito de retalhos de inquéritos, retalhos de declarações do próprio presidente, retalhos de declarações de seu sósia na vida real, o cidadão brasileiro Genivaldo Inácio da Silva, irmão mais velho do mandatário da nação. Esse personagem chama-se Vavá. Vavá está em toda a parte, Vavá é o band-aid da falta de assunto, Vavá é imorredouro, Vavá é tudo e é nada, é lobista e é ingênuo, é um vírus e é o inocente-útil, é falastrão e é calado, tudo depende da manchete e da notícia. Vavá é melhor do que Roberto Jefferson: ao contrário deste, Vavá quase nada parece ter a dizer. Então pode se lhe atribuir tudo. Vavá ligou para o presidente. O outro irmão do presidente ligou para Vavá. Aliás, não se sabe se foi propriamente o irmão, só se sabe ao certo que o telefonema partiu de um telefone da família, e que provavelmente a voz em questão deve ser desse outro irmão. É uma novela de suposições. Provas, investigação jornalística, muito pouco há. Há ilações a partir de fragmentos de relatórios e inquéritos, de conjeturas e suposições. Mas de tudo se pode tirar uma conclusão segura. O que interessa mesmo é mostrar como Vavá (o personagem, do irmão de Lula, pelo noticiário, pouco sei), esse Vavá, é canhestro, é desajeitado, como ele parece ter feito lobby sem saber fazer lobby. Lobby, afinal, é coisa de gente fina. Pobre faz lobby? Não, responde esse noticiário grotesco. Pobre pede. É diferente. A conclusão dessa leitura acumulada é uma só: é nisso que dá por alguém "do povo" no Palácio do Planalto. É que nem casamento: os noivos não casam só um com a outra, ou com o outro, ou uma com a outra, nestes novos tempos (felizmente) mais abertos que o Brasil vive; os noivos casam com as respectivas famílias também. E vejam no que dá fazer a família de pobre (e petista ainda por cima!) chegar à rampa do Palácio. Dá lobby? Não, não só. Dá ridículo, dá vergonha, é isto que o noticiário exala. Pobre é desajeitado, quando fala se lambuza de palavras e de poder, vejam só! Enquanto isso, o país vai melhor. Em muitas coisas, em outras não, é claro. A economia vai melhor, o povo vai melhor, muito melhor do que nunca esteve, pelo menos desde os tempos dos finados doutores Getúlio e Juscelino. O dólar baixa, o poder aquisitivo cresce, as famílias tem mais dinheiro para gastar (há economistas preocupadíssimos com isso), o euro nunca esteve tão baixo em relação ao real, a economia se aquece aqui e ali, ou seja, há um país inteiro a decifrar: que pauta! Mas as esfinges do nosso jornalismo ímpares só têm uma pergunta a se fazer: como impedir daqui para frente que o povo possa imaginar que um deles – ou mesmo um que governe em nome deles, por eles e para eles – possa permanecer impune, imune, no Palácio do Planalto. Flávio Aguiar é editor-chefe da Carta Maior.

TARCÍSIO ESPERA MAIS DO GOVERNO FEDERAL

Diante do anúncio das medidas para estimular os setores prejudicados pela cotação do dólar, feito no início da semana pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o deputado Tarcísio Zimmermann fez a seguinte manifestação: "Enfim, parece que a equipe econômica do Governo levou um puxão de orelhas do Presidente Lula".
Tarcísio, no entanto, vê com reserva as novas medidas anunciadas, que consistem, basicamente, na disponibilização de financiamentos com condições privilegiadas para os setores exportadores, na área do crédito: "Isto nós já conquistamos há mais de um ano, quando o Governo disponibilizou cerca de um bilhão de reais em linhas de crédito para os setores intensivos em mão-de-obra. Mas não foi o suficiente para resolver os problemas dos exportadores, uma vez que grande parte das empresas tem problemas cadastrais devido às suas dívidas acumuladas, ficando impossibilitadas de acessar esses créditos. Apesar de serem bem-vindos estes novos financiamentos, o que realmente precisamos, agora, são de medidas de maior profundidade que reduzam os custos da produção no País", frisou o deputado.
Tarcísio lembra, ainda, que no dia 22 de março, o Ministério da Fazenda recebeu relatórios que comprovavam o alto aumento da carga de PIS e COFINS nos últimos anos e que, portanto, o Ministério já teria tido tempo suficiente para se manifestar sobre este assunto, que é de crucial relevância para a solução da crise. "Estas medidas inicialmente anunciadas são importantes, mas continuaremos pressionando o Governo a adotar ações que efetivamente devolvam a competitividade à nossa produção, sobretudo ações que incidam sobre o campo tributário", finalizou.

A GUERRA REQUENTADA

por Antonio Luiz M. C. Costa - Carta Capital

Embora o G-8 seja o fórum dos maiores poderes reais do planeta – mais de dois terços do PIB (segundo a taxa de câmbio) e 97% das armas nucleares do mundo – e suas iniciativas não sejam embaraçadas por estruturas burocráticas ou votações complexas, suas reuniões geralmente foram mornas, rotineiras e aparentemente amigáveis.
Salvo algumas medidas de coordenação contra o terrorismo e a pedofilia, suas resoluções desde 1997, quando a incorporação da Rússia deu ao fórum a configuração atual (que soma nove membros com a União Européia), não foram muito além de promessas vazias de ajudar países pobres, reduzir barreiras comerciais e, nos últimos anos, também de pensar mais seriamente no aquecimento global. Abafada pela malfadada incursão israelense no Líbano, a reunião de 2006, em São Petersburgo (Rússia), mal foi notada.
Desta vez, porém, criou-se um clima de tensão e real expectativa em torno da reunião no balneário de Heiligendamm – perto de Rostock, na antiga Alemanha Oriental. Não pelo ativismo dos críticos da globalização, embora estes estejam recuperando o ímpeto perdido com o 11 de setembro e tenham dado trabalho aos 16 mil integrantes das forças de segurança mobilizadas para mantê-los a distância. As razões mais fortes para ansiedade estão nos crescentes desentendimentos entre as potências nucleares sobre questões cada vez mais difíceis de ignorar ou adiar.
Em 17 de janeiro, os especialistas do Boletim de Cientistas Atômicos adiantaram em 2 minutos – até 5 para meia-noite, a hora mais adiantada desde o fim da Guerra Fria – o “relógio do fim do mundo”, que, desde 1947, procura medir o risco de extinção da humanidade.
Agora, as razões do ajuste não estavam nas tensões entre Washington e Moscou, mas nas ambições nucleares de nações periféricas como Irã e Coréia do Norte, nos riscos de tráfico nuclear e, pela primeira vez, também a ameaça do aquecimento global. Esta, segundo o físico britânico Stephen Hawking, porta-voz da publicação, representa agora uma ameaça maior que o terrorismo.
Cinco meses depois, há motivos para pensar que o Boletim vai mover o ponteiro para ainda mais perto da vertical. Não só os novos problemas continuam sem solução à vista, como os velhos voltam com roupagem diferente.
O presidente russo Vladimir Putin preparou-se para a reunião do G-8 com um exercício não visto em seu país há algum tempo: o teste de um novo míssil balístico intercontinental. Substituto dos mísseis RS-18 e RS-20 (lançados em 1967 e 1974 e capazes de conduzir seis e dez ogivas, respectivamente), o RS-24 foi apresentado como capaz não só de transportar dez ogivas, como também de alterar sua altitude e curso em vôo hipersônico, para evadir defesas antimísseis. O Kremlin esclareceu tratar-se de uma resposta à instalação desse tipo de defesa pelos EUA na Europa Oriental e ameaçou transformá-la em mais um alvo de seus mísseis, caso o Pentágono prossiga com seus planos.
Washington quer dez antimísseis interceptadores na Polônia, combinados a uma estação de radar na República Tcheca. O pretexto é proteger os aliados de um eventual ataque nuclear do Irã ou da Coréia do Norte. Teerã ainda está muito longe dessa capacidade. Se esta existisse e os aiatolás tivessem algum interesse concebível em atacar a Europa, o local adequado para a defesa seria a Turquia, membro tradicional da Otan. Quanto à Coréia do Norte, é evidente que, caso tivesse mísseis com esse alcance, os apontaria na direção oposta. O desafio é tão claro quanto o de Kruchev ao instalar mísseis em Cuba, em 1962 – o momento em que o mundo esteve mais perto de uma guerra nuclear.
Dez antimísseis parecem pouco ante os 927 mísseis intercontinentais em poder de Putin – sem falar de milhares de mísseis nucleares de menor alcance –, mas a Rússia não tem por que encorajar um precedente. Além disso, a partir da era Bush júnior, os russos precisam levar mais a sério a possibilidade de um ataque “preventivo” dos EUA a seus silos, que deixaria aos russos sobreviventes poucas dezenas de mísseis para retaliação.
No complicado pôquer da dissuasão nuclear, dez antimísseis podem de fato fazer diferença – mesmo que seu verdadeiro propósito talvez seja o de mero prêmio de consolação para a Boeing e outros financiadores da campanha republicana desapontados com a postergação indefinida das ambições originalmente muito mais amplas do programa Guerra nas Estrelas.
Os governos de Varsóvia e Praga, ansiosos por se atrelar mais solidamente à carruagem de Washington e afastar o risco de retornarem ao rebanho de Moscou, receberam a iniciativa estadunidense com entusiasmo. Já a seus povos, o risco de se tornarem alvos preferenciais de um eventual choque entre potências parece bem menos atraente: pesquisas de opinião deste ano indicaram que 57% dos poloneses e 68% dos tchecos se opõem à instalação. Muito compreensível, especialmente considerando-se que a eficácia dessas armas é incerta mesmo contra mísseis baseados no velho Scud (como os usados por Saddam na primeira guerra do Golfo), quanto mais contra mísseis intercontinentais avançados. Muitos dos testes reportados fracassaram, inclusive o último, em 29 de maio.
Por lamentável que seja o autoritarismo de Moscou em sua política interna e nas suas relações com vizinhos, a deterioração nas relações com o Ocidente deve-se em maior grau à obsessão dos EUA com isolar ou neutralizar qualquer concorrência, diplomática ou militar, à sua hegemonia unilateral. Mesmo o ex-líder Mikhail Gorbachev, crítico de Putin, acusa a embriaguez de Washington com o sucesso no novo jogo iniciado após o fim da Guerra Fria, o do “novo império”.
Quando da invasão do Iraque, França e Alemanha esboçaram alinhar-se à Rússia para conter o unilateralismo estadunidense – e esta, por sua vez, somou-se ao Protocolo de Kyoto, passo decisivo para fazê-lo sair do papel. Entretanto, Chirac e Schroeder deixaram o governo, o fracasso da União Européia em aprovar seu projeto de constituição minou suas pretensões a uma política externa ativa e própria, enquanto seus interesses se distanciavam dos russos graças à disputa pelo preço do gás e por influência na Europa Oriental.
Conseqüentemente, a Rússia se afasta da parceria com os ricos com a qual lhe acenaram na era Clinton e tende a procurar aliados entre colegas exportadores de energia, tais como o Irã e a Venezuela. Ao mesmo tempo, o peso ainda enorme do G-8 na economia global começa a diminuir devido ao crescimento acelerado de alguns países emergentes, principalmente a China e a Índia. Apesar de estarem fora do clube, ambas as nações já são economicamente mais relevantes que membros tradicionais do grupo e também já se impuseram ao mundo como potências nucleares.
Em termos práticos, mesmo um difícil consenso do G-8 já não teria peso suficiente para ditar decisões ao mundo em muitos aspectos relevantes. Por essa razão, desde 2005, cinco grandes nações representativas dos países periféricos – China, Índia, Brasil, México e África do Sul – têm sido convidadas a conversar, configurando o chamado O-5 (“O” de outreach, extensão). Em termos de paridade de poder aquisitivo, o peso econômico dessas nações tem crescido na mesma proporção em que o do G-8 tem diminuído: em 1996, representavam 21% do PIB global ante 49% das oito potências, e hoje a proporção é de 42% para 28%.
O diálogo, entretanto, tem frustrado a principal expectativa dos europeus, principalmente da Alemanha de Angela Merkel – a saber, a aceitação pelo O-5 de um compromisso para limitar o aquecimento global a 2 graus, o que implica emissões globais em 50% até 2050. A China – que a partir do ano que vem deve tirar dos EUA o papel de maior emissor de gases de efeito estufa, assumiu também o papel antes reservado aos republicanos de Washington, o de pôr em dúvida as conclusões científicas sobre o aquecimento global.
Dentro do próprio G-8, Bush júnior insiste em um laissez-faire que inviabiliza uma decisão séria. Embora em fevereiro seu governo tenha abandonado o anterior ceticismo oficial sobre o aquecimento global, no Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas da ONU, levou ao G-8 uma proposta de “redução voluntária” de emissões, independentemente do Protocolo de Kyoto e de resoluções da ONU, cujo objetivo evidente era esvaziar os foros multilaterais e os avanços que obtiveram. Foi devidamente criticado pelo presidente Lula na entrevista ao jornal britânico Guardian de 1º de junho. Mesmo a China, a menos interessada em metas compulsórias, recusou a iniciativa de Washington como substituição do Protocolo.
Por outro lado, como outros países periféricos, a China recusa-se a aceitar metas de redução proporcionais às dos países ricos, com o argumento bastante razoável de que seu padrão de vida ainda é muito inferior e sua produção de poluentes per capita é cinco vezes menor que a dos EUA. Também exige ajuda financeira e tecnológica maciça para possibilitar que ela e outros países em vias de industrialização se desenvolvam sem agravar o problema ambiental, compromisso que os desenvolvidos estão longe de assumir.
A postura pode ser justa, mas o resultado prático é um impasse que poderá se prolongar até ser tarde demais para limitar as conseqüências provavelmente catastróficas do aquecimento global. Enquanto isso, acirra-se a disputa sobre fontes de energia e água cada vez mais escassas em relação ao crescimento acelerado da demanda global. Da superarmada Rússia à frágil Bolívia, países com reservas energéticas lutam para maximizar o valor de seus recursos e empregá-los em seu próprio crescimento econômico e industrial.
Se apagões energéticos e hídricos causados pela escassez objetiva não bastarem para agravar tensões internacionais, haverá o problema politicamente ainda mais complicado de dividir e administrar mundialmente as cotas de emissão de gases, potencialmente equivalentes à autorização ou proibição do crescimento econômico. E muitos cientistas não vêem qualquer alternativa prática e compatível com o controle do aquecimento global além de recorrer à energia nuclear em escala sem precedentes, multiplicando oportunidades para disseminação de armas nucleares, entre nações menores e mesmo grupos terroristas.
O mundo nunca precisou tanto de alguma espécie de governança global – e o G-8 nunca esteve tão distante do consenso necessário para formular uma proposta, quanto mais para torná-la aceitável aos novos poderes emergentes. Os EUA, a Rússia, a Europa e os novos países industrializados formam blocos de interesses aparentemente inconciliáveis: um busca hegemonia absoluta em todos os aspectos, o segundo tenta controlar a oferta da energia, o terceiro insiste em um status quo que já não consegue defender e o quarto em conquistar seu lugar ao sol. É uma receita não só para ressuscitar a Guerra Fria como para aquecê-la de maneira tão perigosa quanto ocorreu com a “paz armada” que antecedeu as guerras mundiais.

sexta-feira, junho 1

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL

Próximo Fórum Social Mundial, em 2009, será em Belém do Pará
Reunidos na Alemanha desde o dia 29, os membros do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial decidiram, nesta quinta, que a próxima edição do evento acontecerá em Belém. Cidade bateu candidatos como Indonésia e Coréia do Sul.

DEPUTADO COBRA "ATITUDE" POR PARTE DO GOVERNO FEDERAL

O deputado Tarcísio está bastante apreensivo com os rumos que o setor coureiro-calçadista está tomando. Depois de mais uma reunião da Frente Parlamentar do Setor Coureiro-Calçadista com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, no último dia 29 de maio, Tarcísio relata que não houve qualquer sinalização, por parte do Governo, de adotar, pelo menos por enquanto, alguma medida efetiva de apoio aos setores intensivos em mão-de-obra, como o coureiro-calçadista. Para o deputado "o Governo Federal parece não ter compreendido a gravidade da crise pela qual estes setores estão passando". Ele relatou que, novamente, foi enfatizada com o Sr. Nelson Machado a necessidade urgente de o Governo Federal adotar medidas como, por exemplo, a desoneração do PIS e do COFINS.
Somente nos três primeiros meses de 2007, estima-se que quatro mil trabalhadores do calçado, no Brasil, tenham perdido seus empregos e "a perspectiva que infelizmente desponta é a de agravamento da situação, com o fechamento de mais empresas", lamenta o deputado.
Para minimizar os impactos sociais da crise, Tarcísio propôs à Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados o agendamento de uma audiência com o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o que deverá acontecer já no começo de junho. "Vamos reivindicar ao Ministro Carlos Lupi a ampliação do número de parcelas do seguro-desemprego e o oferecimento de cursos de aperfeiçoamento profissional aos trabalhadores do setor que forem demitidos", informou o deputado.
Tarcísio lembra que o Governo Federal, no passado, mostrou-se bastante sensível aos prejuízos do setor, tanto que em novembro de 2005, o presidente Lula teve um encontro histórico com as lideranças coureiro-calçadistas. A partir daquele momento, foram liberados mais de 1 bilhão de reais para linhas de crédito específicas para o setor coureiro-calçadista, com taxas e prazos verdadeiramente vantajosos. Também houve a prorrogação por mais dois meses do seguro-desemprego aos trabalhadores demitidos em 2005 e 2006. Além disso, houve restrição às importações através do imposto de 35% para os calçados chineses e um maior monitoramento das importações para combater o contrabando e o sub-faturamento. No entanto, apesar de todos os esforços do Governo Federal nos dois últimos anos, a economia brasileira, e especialmente a gaúcha, está sofrendo muito por conta da política monetária.
"Vivemos um drama econômico e social. Os empregos estão desaparecendo, as empresas estão indo à falência e há intranqüilidade econômica e social. A saída está em diversificarmos a nossa economia, mas para isso é imprescindível que os trabalhadores tenham qualificação profissional e suporte para atravessar este período de transição", afirma Tarcísio.

quarta-feira, maio 30

O QUE É NOTÍCIA

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30/05/2007
Brasil
09h50
Ministra do STJ quebra sigilo de inquérito sobre Operação Navalha
Brasil
07h49
Ex-ministro Silas Rondeau e dois governadores prestam depoimento hoje no STJ
29/05/2007
Brasil
19h36
PF vai investigar delegados envolvidos em suposto vazamento e fraude
Brasil
14h18
STJ afasta diretor da PF e mais dois delegados por vazamento e fraudes
Brasil
13h35
PSOL entra com representação no Conselho de Ética contra Renan
Brasil
11h58
Renan diz que não se afasta do cargo; Peres defende licenciamento
Brasil
10h49
Ministra do STJ determina afastamento de três delegados da PF
Brasil
08h46
Ministra do STJ intima Rondeau e dois governadores a depor
28/05/2007
Brasil
20h13
Documentos apresentados por Renan não mostram origem dos pagamentos
Brasil
17h00
Renan diz que é amigo de lobista e nega ter recebido dinheiro de empreiteira
Brasil
16h16
Renan pede perdão à família e critica ataque pessoal
Brasil
12h45
Presidente do PSDB diz que são graves as denúncias contra Renan
Brasil
09h40
Lula diz que, até provarem o contrário, Renan é inocente
Brasil
04h27
STJ toma depoimento de filho do dono da Gautama e de mais quatro
27/05/2007
Brasil
19h11
STF solicita informações ao STJ para analisar habeas corpus a dono da Gautama
Brasil
18h08
Renan prepara defesa para rebater acusações de ligação com lobista de empreiteira
Brasil
12h19
STF julga habeas corpus de Zuleido neste domingo

sexta-feira, maio 25

AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE REESTRUTURAÇÃO DO BANCO DO BRASIL

Atendendo o requerimento dos deputados Tarcísio Zimmermann e Pepe Vargas (PT/RS), a Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara de Deputados realizou audiência pública, na última quarta-feira, para debater os impactos do plano de reestruturação do Banco do Brasil. A preocupação com a piora no atendimento nas agência do BB dominou os debates, uma vez que entre as medidas propostas pelo plano prevêem cortes de custos administrativos, centralização de atividades, redução de 3.900 postos de trabalho, incentivos à demissão voluntária, antecipação de aposentadorias e terceirização de mão-de-obra. Tarcísio Zimmermann criticou a extinção de 4.284 caixas do Banco do Brasil em todo o País. "Hoje já é muito difícil pagar qualquer conta no Banco do Brasil. Como o banco vai cumprir a legislação que limita o prazo de atendimento nas filas com o corte no número de caixas?", indagou. O deputado lembrou que o BB tem sido citado, com outros bancos públicos, como um campeão de filas.
O deputado fez um apelo aos dirigentes do Banco do Brasil para que sejam postergadas as medidas que fecham gerências regionais e caixas executivos e para que não seja ampliada a terceirização de serviços na instituição. Segundo Tarcísio, o Banco do Brasil é um bem público e seu compromisso primeiro deve ser com a qualidade do atendimento e com as políticas de desenvolvimento do País. "Não dá para entender como um Banco com altos lucros como o BB possa alegar que precisa diminuir o já escasso atendimento direito à população para preservar seus lucros. Por isso é necessário que a Direção do Banco do Brasil discuta mais com a comunidade e com os seus trabalhadores as medidas que está implementando", disse ele.
Participaram da audiência o presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto; o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), Vagner Freitas de Moraes; o diretor-administrativo da Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul, Mauro Rui Tellitu Cardenas; e o representante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Marcel Barros.

quarta-feira, maio 23

DESMORALIZAÇÃO P/ COM OS BRIGADIANOS


foto ilustrativa

No blog da rádio Gaúcha, Antônio Carlos Macedo apresenta um retrato breve do quão distantes andam os discursos (e as rezas) dos secretários de Segurança da verdadeira (e dura) realidade dos homens e mulheres responsáveis pela segurança dos gaúchos. Ele escreve:

"Virei uma espécie de muro de lamentações dos soldados da Brigada Militar. A categoria não pára de enviar queixas sobre as dificuldades que enfrenta para trabalhar. A mais recente envolve a falta de coturnos

para reposição dos calçados velhos, desgastados pelo excesso de uso. Outra reclamação é sobre o aperto nas escalas. Tem PM que sai do serviço e seis horas depois está escalado de novo, sem intervalo suficiente para se alimentar e descansar. "Se a reportagem investigar, verá que as escalas são desumanas e encontrará policiais custeando do próprio bolso o material necessário para trabalhar", protesta o pai de um brigadiano em mensagem enviada à coluna. "Muitos estão trabalhando no limite físico e emocional. As últimas explosões de violência, com certeza, têm a ver com isso", completa.

Ainda sobre segurança, o ex-secretário número 1 de Yeda, Ênio Bacci, usou o espaço gratuito do PDT na televisão para, mais uma vez, sugerir que o governo do Estado está mancomunado com a bandidagem. Não é demais lembrar que Bacci já sugeriu que Yeda correu da raia na hora de enfrentar a banda podre. Se bem que o próprio Bacci tinha em seu gabinete um delegado que, pelos antecedentes, não era exatamente um expoente da banda boa da organização. (Maneco)


por Marco Weissheimer

segunda-feira, maio 21

INVESTIGAÇÃO PODE CAUSAR ESTRAGOS NA POLÍTICA

Depoimentos e avaliações mais minuciosas dos documentos em poder da Polícia Federal darão, a partir de hoje, a dimensão do estrago que a Operação Navalha poderá provocar, em particular, no meio político. Os desdobramentos da operação, deflagrada na quinta-feira pela PF, que prendeu suspeitos de fazer parte de um esquema de desvio de recursos de obras públicas, em nove estados e no Distrito Federal, são aguardados hoje com apreensão no Congresso Nacional. Mais uma vez, no epicentro dos escândalos, as emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União. Os depoimentos de Zuleido Veras e de sua braço-direito, a diretora comercial da Gautama, Maria de Fátima Palmeira, que podem ser colhidos até o fim da semana, assim como análise de todo o círculo de amizades do empreiteiro, prometem tirar o sono de deputados e senadores. Veras é dono da Construtora Gautama Ltda - o principal elo de um esquema de corrupção envolvendo autoridades federais, governadores, deputados e prefeitos. Ministério da Justiça trabalha com possibilidade de nova rodada de prisões. A expectativa do Ministério da Justiça é de que uma nova rodada de prisões da Operação Navalha aconteça hoje. Novos nomes podem surgir e aumentar ainda a tensão no Congresso com a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quinta, que levou à prisão 46 pessoas, entre parlamentares, prefeitos, ex-governadores e empresários. O ministro Tarso Genro, evitou analisar politicamente a operação, "até mesmo porque ela envolve diversos partidos, PT, PMDB, PSDB e DEM". Segundo ele, estender às legendas a responsabilidade por ações de indivíduos é uma tática "fascista", condenada por ele . "A depuração ética posterior é um debate que cabe aos partidos, não ao ministro da Justiça".disse Tarso. Na avaliação da polícia, os indícios mais fortes encontrados até agora são suficientes para amparar uma denúncia contra o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), dois funcionários graduados do Ministério das Minas e Energia, o chefe de gabinete e homem de confiança do ministro Silas Roudeau, Ivo Almeida Costa e um dos responsáveis pelo Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso de Energia Elétrica (Luz Para Todos), Sérgio Luis Pompeu Sá. Lagos, segundo as gravações, teria recebido, através de dois sobrinhos, também presos, R$ 240 mil de propina por favorecer a Gautama na concorrência para implantação e pavimentação da BR 402, no Maranhão. Um dos nomes que surgiram no fim de semana foi o do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que aparece na lista, ao lado de uma cifra de R$ 24 mil referente ao aluguel de um jatinho. Segundo ele, o dinheiro refere-se a um empréstimo que seria tomado de Zuleido por um amigo em comum, o engenheiro e empresário Luiz Gonzaga Salomão, para alugar o avião bimotor que levaria o senador ao enterro do sogro, em Barretos, em 4 de abril deste ano. Hoje, o senador promete colocar uma pá de cal no assunto em pronunciamento no plenário do Senado. Congresso começa semana avaliando os estragos da Operação Navalha. Ontem, o escândalo ganhou mais peso ao ser divulgada, pela Agência Globo, e o Fántastico da Globo. Informação de que relatório da PF acusa o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, afilhado político do senador José Sarney (PMDB-MA), de ter se beneficiado do esquema. Teria incorrido em crime de corrupção passiva. Governador de Alagoas Teotônio Vilela (PSDB) é citado em inquérito da Polícia Federal Teotônio Vilela (PSDB) autorizou obra para empresa após encontro com Zuleido. Apuração também aponta para o ex-governador João Alves Filho (DEM-SE); O inquérito criminal da Operação Navalha da Polícia Federal cita o envolvimento do governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), no esquema de fraude a licitações e obras públicas.Também aparece nas investigações o nome do ex-governador de Sergipe João Alves Filho (DEM), cujo filho, João Alves Neto, está preso. O procurador-geral da República, Antonio Fernando diz: "Existem indícios da participação do governador de Sergipe, João Alves Filho, através do filho, João Alves Neto".
Só uma pergunta aos nobres leitores deste blog: Por quê a oposição não pede a CPI da Gautama?
Do Blog Amigos do Presidente

"DRAMA CAMBIAL" É MENOS INTENSO QUANDO SE COMPARA REAL A OUTRA MOEDAS

Câmbio
As razões para o vigor de exportadores, mesmo com a valorização do dólar, são variadas. Mas há um fator que costuma passar despercebido: moedas de grandes parceiros comerciais do Brasil não têm se desvalorizado como o dólar - algumas até ganharam poder de compra em relação ao real, aponta o economista Bráulio Lima Borges. Leia mais no Terra Magazine.

quarta-feira, maio 16

FANTASMAS ASSOMBRAM SAPUCAIA

Até agora, as lideranças estaduais do PMDB, DEM e PSDB não se manifestaram sobre o envolvimento de vereadores de seus partidos em um esquema de contratação de funcionários fantasmas na Câmara de Vereadores de Sapucaia do Sul, revelado através de matéria do jornalista Giovani Grizotti, da RBS TV. O vereador Luizinho do Sete (PMDB) lidera o ranking dos fantasmas: contratou a mulher, a sogra, o filho e o gerente da loja de carros da qual é proprietário. Ao se defender, o edil argumentou que a revenda de automóveis funciona como uma espécie de extensão do seu gabinete. Outro envolvido é o vereador Ivan da Bia (DEM), cujo assessor de comunicação trabalha em uma farmácia. Já o vereador Neri Araújo (PSDB) empregou a mulher, a filha e uma sobrinha. Nenhuma delas trabalha, de fato, na Câmara de Vereadores.
O presidente da Casa, Nilton Santos (PSC), inicialmente disse desconhecer a existência de funcionários fantasmas, mas a matéria mostrou que ele empregou sua mulher, Irene Vieira dos Santos, sem que a mesma trabalhe na Câmara. Indagada por Grizotti, dona Irene disse que “permanecia em casa em vez de trabalhar por orientação de Santos, pois temia assaltos ou retaliações por ser esposa do presidente da Câmara”. Após a repercussão negativa da matéria, nesta terça-feira todos os dez funcionários que recebiam salários sem trabalhar foram demitidos pela mesa da Câmara. Segundo Nilton Santos, a medida “visa dar mais transparência à investigação do Ministério Público”. O PT de Sapucaia está chamando um ato público de protesto para quinta-feira, às 16h, em frente à Câmara Municipal. Todos os vereadores envolvidos pertencem à base de apoio do prefeito Marcelo Machado (PMDB).

Marco Weissheimer http://rsurgente.zip.net/

terça-feira, maio 15

MUNICIPALIZAÇÃO DAS ESCOLAS ESTADUAIS

A direção do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) alerta que o governo Yeda Crusius (PSDB) colocou em marcha o processo de municipalização das escolas estaduais. Uma matéria publicada no site do CPERS chama a atenção para a nota divulgada pelo governo do Estado, quinta-feira, em que a Secretaria de Educação informa que “o governo do estado está à disposição das prefeituras para receber pedidos de municipalização de escolas estaduais”. Para o CPERS, o anúncio revela autoritarismo e falta de democracia do governo na relação com a comunidade escolar gaúcha, pois em nenhum momento foi ouvida a opinião de pais, alunos e professores sobre a proposta de municipalização. Essa idéia, acrescenta o sindicato, “reporta a tentativa anterior feita pelo então governador Germano Rigotto através dos contratos de gestão”.

“O governo do Estado tenta mais uma vez se desobrigar da prestação da educação, repassando-a para os municípios, entes da Federação com menor poder de arrecadação de tributos, e que, portanto, terão mais dificuldades para manter a qualidade da educação”, avalia ainda a direção do CPERS. A municipalização é a porta de entrada para a privatização da educação, acrescenta. E adverte: “Os municípios que caírem no canto da sereia, na impossibilidade de manter a estrutura assumida, irão se socorrer na comunidade. Será o momento em que a privatização se concretizará. O CPERS é historicamente contrário à municipalização por entender que a educação não pode ser vista apenas como uma despesa, mas como um investimento essencial para o desenvolvimento humano, fator fundamental para se ter um desenvolvimento econômico com geração de trabalho e justa distribuição de renda”.

domingo, maio 13

DEMOCRACIA PARTICIPATIVA

César, do Animot, sugere leitura de um artigo do professor de Economia Política, Gar Alperovitz, da Universidade de Maryland (EUA), publicado no New York Times. O artigo trata de uma experiência que estaria em curso na Califórnia, com o governo de Arnold Schwarzenegger. O “exterminador do futuro” teria percebido, segundo o autor, uma verdade essencial: nenhuma grande nação, nem mesmo os Estados Unidos, pode ser bem administrada sem implementar mecanismos de descentralização de poder e de democracia participativa. O que a noção de democracia participativa pode significa em um país com as dimensões e o poder dos EUA? – pergunta o autor. Divisão do poder e descentralização são o caminho de sua resposta. A Califórnia, diz Alperovitz, está implementando políticas próprias em áreas como saúde pública e aquecimento global, distintas daquelas praticadas pelo governo Bush. César fez um resumo do artigo, no Animot. Clique AQUI para ler.

PREOCUPAÇÃO NO PMDB

O governo estadual não havia desmentido, a notícia publicada pelo site Vide Versus, segundo a qual um dossiê sobre um suposto esquema de desvio de recursos dentro do Banrisul teria sido entregue, terça-feira, ao serviço de inteligência da Brigada Militar e à governadora Yeda Crusius (PSDB). Funcionários do Banrisul confirmaram que agentes da Polícia Federal estiveram no banco na semana passada, em Porto Alegre. Uma visita muito discreta. Reina grande inquietação dentro do PMDB com os rumos dessa história. Além das novas denúncias contra a gestão de Fernando Lemos, afilhado político do senador Pedro Simon, o clima da disputa interna segue aumentando com a postura agressiva do deputado federal Eliseu Padilha. Simon já se afastou da presidência do partido no Estado. Enquanto isso, Padilha avança para assumir o controle da sigla no RS. Há quem diga que esses problemas são apenas a ponta de um grande e perigoso iceberg.

Escrito por Marco Weissheimer http://rsurgente.zip.net/

NOVAS DENÚNCIAS

O site Vide Versus publicou, nesta quarta-feira, novas denúncias sobre um suposto esquema de desvio de recursos no Banrisul, sob a gestão de Fernando Lemos. As acusações são pesadíssimas e já seriam de conhecimento da governadora Yeda Crusius e do serviço de inteligência da Brigada Militar. A matéria afirma:

“Nesta terça-feira, por volta do meio-dia, foi entregue ao serviço de inteligência da Brigada Militar, lotado junto ao gabinete da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), por um advogado gaúcho respeitado, documentação e informações completas sobre como funcionaria e ainda estaria funcionando um esquema de desvio de recursos no Banrisul. Conforme esse advogado, foi detalhado o roteiro completo de como se processa a intervenção de duas empresas de comunicação, de propriedade de dois irmãos, diretamente ligados ao PMDB, que controlam os serviços das agências de publicidade prestadoras de serviços ao Banrisul. As agências são a DCS e a Dez Progaganda. Em conhecida agência de automóveis importados de Porto Alegre estariam estacionados carros importados prontos para serem vendidos, para lavar verbas auferidas em operações não republicanas de publicidade do banco estatal gaúcho. Contas bancárias estão sendo investigadas por autoridades envolvendo pessoas ligadas ao presidente do Banrisul. Quatro empresas terceirizadas dos dois agentes-irmãos terão de prestar informações na Polícia Federal, na sede localizada na Avenida Ipiranga. A governadora Yeda Crusius já tem conhecimento da denúncia. Um dos depoimentos prestados é devastador, detalhando item por item a operação, e se constitui em uma gravação de 43 minutos”.
Escrito por Marco Weissheimer http://rsurgente.zip.net/

quinta-feira, maio 10

LIBERADOS R$ 172,4 MILHÕES PARA EXECUÇÃO DE OBRAS NO RS

Os investimentos do Governo Federal previstos no Programa de Aceleração do Crescimento PAC permitirão ao DNIT incrementar o volume de recursos para as obras de infra-estrutura de transportes em todo o País, em especial no Rio Grande do Sul. Os recursos recentemente alocados para o Estado, no valor global de R$ 172,4milhões, viabilizarão a execução das obras de construção, adequação, restauraçãoe manutenção da malha rodoviária federal. Com isso, os usuários terão rodoviasem melhores condições de trafegabilidade e maior segurança nas vias. Leia mais, clique:
http://logisticaetransportes.blogspot.com/2007/05/liberados-r-1724-milhes-para-execuo-de.html

SIMON SOBRE O CONTÍNUISMO NA PREFEITURA

“Dezesseis anos é tempo de mais, não há rotatividade, não há mudança... As pessoas se transformam em Robô, pensam a mesma coisa e perdem a capacidade de analisar de criticar e de criar coisas novas... E será que ta bom mesmo? Será que não pode mudar?”
Ai está o que o Senador Pedro Simon, do continuísmo na prefeitura...

O que Pedro Simon falaria de Dois Irmãos 19 anos administrada pelo PMDB...

Calice

Para Relembrar um pouco de um periodo trágico da nossa história...

quarta-feira, maio 9

O PEQUENINHO QUE PENSA GRANDE

O PEQUENINHO QUE PENSA GRANDE
Na última sessão da Câmara Marcel van Hattem do PP, tentou aprovar um projeto para poder viajar com dinheiro público para Holanda, segundo informações veiculadas em jornais da cidade o valor em diária custaria 6 mil reais para os cofres públicos.
O interessante é que Marcel é representante do Comitê Caí pela Câmara de Vereadores. E a atividade na Holanda é sobre o Rio Sinos. Além disso, 96% de nossas águas fazem parte da Bacia do Caí.
O agora "defensor do meio-ambiente", há alguns dias atrás votou contra vários projetos apresentados pelo vereador Miguel (PT), em favor do meio-ambiente. Tudo que é para Dois Irmãos deve ser muito pequeno para o Vereador Marcel, definitivamente ele é um cara que pensa grande...

terça-feira, maio 8

SUGESTÕES DE LOGOMARCA PARA YEDA

Os últimos governos do Rio Grande do Sul sempre tiveram uma logomarca. O Simon tinha aquele mapa-coração, que virado de cabeça para baixo tornava-se uma simpática bunda. A logomarca do Britto era parecida com a do Simon, um mapa estilizado com três riscos nas cores da bandeira do estado. A do Olívio era uma bandeira-homenzinhos. Já o Rigotto mostrou a toda a criatividade do PMDB e fez outro mapa do RS. Só que ao invés do coração-bunda do Simon ou dos traços do Britto, o mapa foi transformado em um saboroso ovo-frito. Embora, para alguns, a logomarca lembrasse um coração (como o do Simon).Pois a Yeda ainda não tem uma logomarca. Aliás, está difícil saber o que ela tem... Mas para resolver pelo menos o problema da logomarca, segue abaixo sugestões dos blogueiros para ajudar a Governadora Yeda a construir uma Logomarca de seu governo, vamos ver alguns resultados. Algumas imagens de Kayser, Moses Besouchet, Hals e Juska.














Dica de Filme do Kayser

O Gabinete do Doutor Caligari é um clássico do “Expressionismo Alemão”. É considerado por muitos como o primeiro filme de terror.Pois quase 90 anos depois, esteve em cartaz no Palácio Piratini um filme muito semelhante. Trata-se de um verdadeiro clássico do “Impressionismo Pantalhão”, movimento que se caracteriza por impressionar a população gaúcha com sua bizarrice. Outros, mais impressionáveis, têm a impressão de que se trata de um governo. Seja como for, o impressionante clássico impressionista impressiona pelas cenas de violência. Os espectadores mais sensíveis podem ficar chocados com a fritura explícita a que é submetida a personagem principal.Terror, comédia, ficção, realidade e melodrama se misturam em “O Gabinete da Doutora Callegaro”, um clássico definitivo do cinema pantalhão.

http://blogdokayser.blogspot.com/

segunda-feira, maio 7

TAH NA REDE...

Essa veio do blog Diário Gauche: http://diariogauche.zip.net/

Formação de Lideranças

A crise de hoje é na TVE

A crise de hoje no governo de dona Yeda Que culpa tenho de ser alta, bonita e inteligente? e modesta Crusius é a da TVE, onde o diretor-presidente Luiz Fernando Moraes está sendo fritado há dez longos dias.

O caso é o seguinte: uma jornalista de fora do Estado, reconhecida lobista da Monsanto, e que trabalhou na campanha eleitoral tucana, está dando pitacos com grande desenvoltura na emissora educativa, sem o menor respeito pela direção constituída e desautorizando os atos administrativos da mesma.

Respondendo sobre o novo incêndio, dona Yeda Que culpa tenho de ser alta, bonita e inteligente? e modesta Crusius, fez olho branco para o caso em si, jogando mais gasolina no fogaréu:

- No serviço público, ninguém manda em ninguém. Ou lidera ou não faz bem feito. Estamos formando novas lideranças. Não há dúvida.

A formação de novas lideranças, a que se refere a governadora Yeda Que culpa tenho de ser alta, bonita e inteligente? e modesta Crusius é pautada pelo método darwinista da lei do mais forte e do mais apto, a volta ao estado de natureza, ou seja, a lei da selva.

........

Foto: Dona Yeda Que culpa tenho de ser alta, bonita e inteligente? e modesta Crusius se sente em casa numa feira de bovinos neste final de semana. A governadora é a da esquerda, de chapéu e blusa rosa. Sem brinco.

BI-CAMPEÃO GAÚCHO FIFA

AÇÕES NO PIRATINI

Vamos começar a semana com duas Charges do Kayser e uma Matéria do Marco Weissheimer


Não foi exatamente amigável o clima da conversa entre a governadora Yeda Crusius (PSDB) e a ex-secretária do Meio Ambiente, Vera Callegaro, que decidiu a demissão desta última. A ainda então secretária alimentava a ilusão de que o pior havia passado e que poderia permanecer a frente da pasta, depois que Yeda Crusius afirmou que a decisão de sair ou não era de Callegaro. A ex-secretária não deve ter visto muitos filmes sobre o Império Romano quando, a alguns condenados, era dado o direito de escolher a forma da morte. Achou que a governadora estava falando sério e decidiu ficar. Não era essa vontade de Yeda, o que motivou uma nova conversa, desta vez em linguagem direta, sem metáforas. A conversa, em uma reconstituição ficcional, foi mais ou menos assim:

- Quero que tu te demitas!
- Olha, Yeda. Sem mágoas, mas você está louca.

Silêncio no Palácio. Ao fundo, um vulto esconde-se rapidamente atrás da cortina. No dia anterior, a governadora havia puxado o “Parabéns a Você” no aniversário da amiga. Um dia depois, estava pedindo sua cabeça. Mais uma vez. Desta vez, sem rodeios e sem usar uma linguagem enigmática que a amiga secretária não entendia. A conclusão foi simetricamente oposta à clássica frase final de “Casablanca”: foi o fim de uma grande amizade.

terça-feira, maio 1

CONTRADIÇÕES

Na última segunda-feira, fomos surpreendidos por um texto publicado "A Pedido" pelo PMDB e pelo PP nos Jornais da cidade. A mensagem começa "chutando" o Vereador Miguel (PT), responsabilizando-o pelas discussões de baixo nível que ocorreram na nossa Câmara Municipal. Ora, o texto deixa de mencionar que não foi o Vereador Miguel que chamou outro vereador de "jumento", e também que não foi ele quem ameaçou bater em outros parlamentares. Estas atitudes nada civilizadas partiram, sim, foi do vereador Roberto Jacó Stoffel (PMDB), casualmente o próprio Presidente do nosso Legislativo.
O texto também deixa de contar que, há cerca de um ano, os vereadores do PMDB e do PP tentaram "armar" uma situação para "punir" o Professor Miguel que, de acordo com eles, teria "manchado a imagem do Legislativo". Gostaria, portanto, de indagar se estes mesmos vereadores do PMDB e do PP, agora, terão tamanho empenho para "punir" o vereador e Presidente da Câmara em função daquele verdadeiro fiasco que ele protagonizou durante a última sessão. Em qualquer casa legislativa séria, a postura do Presidente Roberto Stoffel seria passível de abertura de processo de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar.
A população de Dois Irmãos está atenta e quer, agora, ver a seriedade dos seus vereadores. O próprio Vereador Miguel já afirmou que "não espera mais nada dos atuais vereadores". Ora, nem você, Miguel, nem qualquer cidadão consciente que freqüente o Legislativo.
Todos sabem que os projetos apresentados na Câmara pela oposição sempre são barrados. A situação chegou ao extremo de votar contra pedidos de informação feitos pela oposição. Então é esse o diálogo que os vereadores do PMDB e do PP se propõem a fazer, amigos leitores?
Para encerrar, dizem que a população nunca ouviu um político do PMDB e do PP reclamar de cansaço. Na verdade, é a população de Dois Irmãos que está cansada deles!
Mas o PT, o Prof. Miguel e milhares de cidadãos continuam acreditando em Dois Irmãos. Temos a convicção de que nossa cidade pode ser muito melhor, para que o orgulho de ser dois-irmonense e de viver nesta cidade esteja sempre estampado na face de cada cidadão. Para que possamos multiplicar riquezas, reunir energias, estimular o desenvolvimento e gerar os empregos de que necessitamos.
Juntos, somos capazes de realizar muito. Com o Orçamento Participativo, o dinheiro público é sagrado e ninguém melhor do que a população para decidir em que ele deve ser gasto. Pela saúde, segurança, educação e cultura, enfim, para que nossa cidade possa ser uma terra de cidadãos livres e do futuro. Uma terra das crianças, da juventude, dos idosos, dos portadores de deficiência, da cultura, do trabalho e do lazer. Jamais cansaremos de lutar por isso.

segunda-feira, abril 30

O NOVO JEITO DE ADOECER

O aparecimento dos primeiros casos de transmissão da dengue em municípios do Rio Grande do Sul, nos últimos dias, significou uma novidade assustadora para a população - acostumada apenas a ouvir falar de uma enfermidade que até há pouco parecia exótica e distante.

quarta-feira, abril 25

VEREADOR MIGUEL FAZ CARTA À DOIS IRMÃOS

CANSEI



Cansei de pedir bom senso aos vereadores do PMDB e PP com objetivo de proporcionar debates propositivos. Não aceito o vale-tudo deles para desviar a atenção dos problemas da nossa cidade. Quem me conhece sabe que não aceito mentiras, preconceitos e reprodução do senso comum.



Cansei de pedir apartes, sem receber, para corrigi-los de seus erros. Mesmo assim continuarei cedendo apartes como sempre fiz, porque assimé a democracia. Cansei de exigir dos líderes de governo explicações sobre projetos da prefeitura e fiquei sem respostas. Cansei de explicar, sem ser compreendido, e receber como resposta novas provocações. Denunciei as inverdades proferidas pelo PMDB e PP e porisso recebi ameaças de expulsão.



Propus uma reforma no Regimento Interno para estabelecer regras claras, impor limites e disciplina a fim de acabar com a bagunça na Câmara. Infelizmente vereadores do PMDB e PP votaram contra, além de ficarem com todos os cargos da Câmara.



Esses mesmos tentaram me "cassar" em 2006 com uma investigação armada por eles. Sofri durante 120 dias, mas não encontraram nenhuma prova ou testemunha que pudesse arranhar minha imagem.



Cansei de ser ofendido, mas acredito que não devo me comportar como eles. Não vou baixar o nível e dar mau exemplo, mas mostrar que podemos fazer diferente e melhor quando governarmos Dois Irmãos.



Desculpem minha indignação. Debates de Projetos, sim. Bagunça não. Deles não espero mais nada, mas a boa luta continua.



Vereador Prof. Miguel

sexta-feira, abril 20

SHAKESPEARE

Um dia você aprende que...


...não importa em quantos pedaços seu coração foi quebrado, o mundo nunca pára para que você o concerte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode...
...Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser...
Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve...

...E que realmente a vida tem valor, e mais, que você tem valor diante da vida. Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar...
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens. Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
...Nós somos do tecido de que são feitos os sonhos...
William Shakespeare.

quarta-feira, abril 18

DOIS IRMÃO E A CULTURA

Lamentável a atitude da Prefeitura em acabar com apresentações culturais no palco móvel, principalmente com as bandas de Rock que existem em nossa cidade e que merecem serem apoiadas. Construímos um "elefante branco" com dinheiro público – e não foi barato- em pleno centro para não ser utilizado? Não é possível aceitar que a administração do PMDB/PP não dá a mínima para atividades culturais para nossos jovens que, muitas vezes, se deslocam para outras cidades, porque em Dois Irmãos não há opções culturais. É injustificável alegarem aos jovens que não há recursos para este tipo de evento, enquanto que o departamento de cultura tem um orçamento de mais de R$ 500 mil para o ano de 2007. Nossos Prefeitos devem dar prioridade para a diversificação cultural, realizando mais eventos dentro do Orçamento que já existe. Essas apresentações com bandas locais devem continuar sim, mas com melhor infra-estrutura e melhor organização. Sugerimos apresentações como essas no Largo Felipe Seger, complexo esportivo ou o Parque doTrabalhador - que já consumiu muito dinheiro público e não foi usado. Também é necessário garantir mais efetivo da brigada, e providenciar banheiro químicos para o público presente. Vale ressaltar que, quando usar o Palco Móvel, convém fazer um isolamento das vitrines do comércio na hora do show. Por último é preciso deixar de lado o preconceito contra bandas de Rock. Também existem problemas de lixo na rua, gerado em outras apresentações e atividades, bem como menores bebendo nos campos defutebol e na nossa festa mais tradicional que é o kerb. Ora, não é porcausa de problemas como esses que vamos acabar com o Kerb da cidade. Temos sim, é que enfrentar esses problemas em vez de fechar os olhos para eles e utilizar o caminho mais fácil. A cultura é indispensável na formação humana e não podemos deixar de praticá-la.

POR QUE NEGAR INFORMAÇÕES?

Cada dia me surpreende mais o “Grupo do Poder” de Dois Irmãos.
Vejamos a última.
Entre várias funções dos vereadores, há uma função, quase esquecida pelas Câmaras Municipais. A sociedade em geral não sabe e o próprio Vereador muitas vezes desconhece sua responsabilidade de exercer o CONTROLE EXTERNO. Significa dizer que é responsabilidade do Vereador realizar a fiscalização e o controle das contas públicas. A Câmara Municipal foi encarregada pela Constituição da República para acompanhar a execução do orçamento municipal e verificar a legitimidade dos atos do Poder Executivo. Cabe ao Vereador avaliar permanentemente as ações do Prefeito. A Câmara pode realizar esse controle diretamente ou por intermédio dos Tribunais de Contas estaduais.
É função de a Câmara Municipal ATUAR PARA O EQUILÍBRIO ENTRE OS PODERES. O modelo constitucional brasileiro, que está expresso nas Leis Orgânicas dos municípios, prevê a existência de dois Poderes independentes e harmônicos entre si: o Executivo e o Legislativo. Pressupõe-se também a necessidade de que tais Poderes sejam equilibrados, sem que nenhum sobressaia ao outro. A concentração de poder pode ser identificada no excesso de legislação proveniente da Prefeitura, na escassez de ações de fiscalização por parte da Câmara ou na pequena interferência do Legislativo no processo de elaboração do orçamento do município. Deve, portanto, o Vereador ter a consciência de que a sua atuação pode equilibrar a democracia no Município.
Más em Dois Irmãos isso não acontece, há na Câmara Municipal uma “panelinha do poder” da qual fazem parte 6 dos 9 vereadores. Aqui darei “nome aos bois” (é só uma expressão não levem ao pé da letra). Marcel Van Haten (PP), Schenkel (PP), Elony (PP), Ademir Berlitz (PP), Paulinho Quadri (PMDB) e Roberto Stoffel (PMDB). Chegamos ao cumulo, desses vereadores negarem pedidos de Informação para a oposição (Prof. Miguel (PT), Jair Quiling (PDT) e Edemar Rambo (PSB), quer dizer, a oposição está tendo o seu direito de fiscalizador negado por essa “panelinha” da situação. Na última segunda feira (16), foram 4 os pedidos de informação negados. O que o PMDB e PP tem para esconder? Se não há nada para esconder, por que negaram esses pedidos? Diz o ditado “quem não deve não teme”...

segunda-feira, abril 16

UM GOVERNO "DESCENTE"

Entre os dias 02 e 05de abril foi realizado o segundo levantamento de opinião pública realizado pelo Dataulbra. Entre outros temas o instituto avaliou a desempenho do Governo Yeda Crusius. A pesquisa revela um declínio na avaliação do Governo Yeda Crusius em todos os indicadores apresentados. Considerando que Yeda venceu as eleições no segundo turno com mais de 51% dos votos totais (53,9% dos votos válidos), podemos concluir que mais de 60% dos seus eleitores consideram o seu governo, na melhor das hipóteses, regular, o que é um indicador consistente do desencanto que atinge neste momento o seu eleitorado.




ENQUANTO ISSO NO SUBMUNDO MARROM


domingo, abril 15

FURACÃO

Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

PF faz sexta-feira, 13, inesquecível para vice-presidente de Tribunal Federal-RJ

Pela 1ª vez, um desembargador é preso por corrupção. Uma mega operação da Polícia Federal leva para a cadeia desembargadores, delegados de polícia e o ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal no Rio de Janeiro. Também foi preso Aniz Abraão David, ex-presidente da escola de samba Beija-flor, a campeã do carnaval carioca. As acusações são de lavagem de dinheiro em casas de bingo e em máquinas de caça-níqueis. As prisões acontecem em quatro estados.Dos 25 mandados de prisão, 24 já foram cumpridos, sendo um na Bahia e 23 no Rio. Entre os presos estão três desembargadores, dois delegados da PF, um procurador da República e quatro contraventores, Além de advogados e empresários. Os presos foram levados para a seda da Polícia Federal no centro do Rio, mas ainda nesta sexta-feira deverão ser levados para Brasília, onde prestarão depoimentos e cumprir a prisão, inicialmente temporária, de cinco dias. O jato já está preparado na base aérea do Galeão para fazer o transporte dos presos. A polícia começou a cumprir os mandados de prisão no início da manhã. Aniz Abraão David, o Anísio, foi preso em casa, uma cobertura na avenida Atlântica, em Copacabana, um dos endereços mais nobres do Rio. Ele é ex-presidente da escola de samba Beija-flor de Nilópolis.Antônio Petrus Kalil, o Turcão, e Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, também foram detidos. Capitão Guimarães é presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio. Anísio, Turcão e Capitão Guimarães já tinham sido condenados em 1993 a seis anos de prisão por envolvimento com o jogo do bicho. Foi o maior julgamento da história dos contraventores no país. Ao todo14 bicheiros foram presos, mas três anos depois foram libertados.A operação desta sexta-feira, batizada de “Hurricane” (furacão em inglês), contou com a participação de 300 agentes para cumprir 70 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisão. Os outros acusados de envolvimento são dois delegados da Polícia Federal. Um deles da cidade de Niterói, Carlos Pereira. E três desembargadores, inclusive o ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal, José Eduardo Alvim. Ele foi diretor geral da Escola de Magistratura Federal do Rio e é autor de livros de direito.Segundo a Polícia Federal, essa é uma das maiores operações já realizadas no combate à corrupção. Precisou de uma autorização do Supremo Tribunal Federal, já que diversos acusados são desembargadores com direito a foro especial. Todos os presos serão levados de avião para Brasília, onde serão interrogados. Na casa dos contraventores foi encontrado tanto dinheiro que os agentes precisaram requisitar carros fortes para o transporte.“A dificuldade maior é a contabilidade dos valores que foram apreendidos. É muito dinheiro que foi encontrado e que nós ainda estamos terminando de contar, fazer a apreensão, trazer o carro forte e depositar na agência da Caixa Econômica”, disse o delegado Renato Porciúncula. A polícia passou a sexta-feira cumprindo mandados de busca e apreensão., Foram apreendidos dinheiro, computadores e dezenas de carro, na maioria carros de luxo. São tantos veículos que a PF teve que pedir emprestada uma área do cais do porto para usar como depósito. A operação que levou às 24 prisões começou a ser planejada há cerca de um ano com a investigação sobre a importação ilegal de componentes eletrônicos para máquinas caça-níqueis.

RECORDAR É VIVER

Do Blog: "RS URGENTE"
A cada dia que passa, a realidade tem se encarregado de mostrar o tamanho da farsa que foi a CPI da Segurança Pública que, durante vários meses, sangrou politicamente o governo Olívio Dutra. Essa CPI ganhou repercussão nacional, não por debater os problemas da segurança do Estado – seu objetivo oficial -, mas sim por tentar atingir algumas das principais autoridades do Do Blog: governo estadual em uma trama que envolvia jogo do bicho, máfia italiana e jogatina internacional. Os deputados que conduziram a CPI deixaram de lado os “fatos determinados” que justificaram a criação da mesma e desencadearam uma avalanche de denúncias contra o governador, o secretário de Segurança, o vice-governador, o chefe da Casa Civil, entre outros. Todos os pedidos de indiciamento acabaram arquivados por falta de provas. Mas o objetivo real da CPI tinha sido atingido.

Os meses de holofote na mídia acabaram fornecendo à oposição um poderoso canhão eleitoral que foi usado à exaustão na campanha para a eleição do governador Germano Rigotto. A campanha de Rigotto usou e abusou do tema do “caos na segurança”. A propaganda do então candidato mostrava casas e edifícios cercados por grades e desfilava capas do jornal Zero Hora, que não se cansava de usar termos como “terror”, “medo”, “pânico” para descrever o sentimento de insegurança da população. Vale a pena lembrar alguns dos “fatos determinados” que embasaram o pedido de criação da CPI:

“a situação de insegurança pessoal e patrimonial da maioria dos habitantes do RS, decorrente fundamentalmente da (1) ausência de uma política pública de segurança; da (2) desestruturação do aparelho policial; da (3) quebra de hierarquia na polícia civil e militar; das (4) rebeliões na Febem e nos presídios, onde os criminosos se organizam acima da lei; (5) das tentativas de fugas no sistema carcerário; do (6) aumento do número de assaltos a bancos, farmácias, lotéricas, ônibus e taxistas, furtos, roubos e homicídios e das continuadas e repetidas (7) invasões a propriedades, rurais e urbanas, com o apoio velado de agentes públicos e omissão na repressão dessas invasões e de invasões de próprios públicos”.

As referências feitas pelo então secretário José Paulo Bisol, à “banda podre” da polícia receberam muitas críticas dentro e fora do aparato de segurança. A esmagadora maioria da mídia e a oposição acusaram o secretário de atingir a dignidade das corporações. E agora, quando Yeda Crusius e o novo secretário da segurança dizem que o combate à corrupção será o primeiro foco da política da segurança, onde estão os autores desses ataques?