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sábado, agosto 4

OLHE PARA O LADO E VEJA QUEM ESTÁ AO SEU LADO!

Luis Fernando Verissimo
19/07/2007
Cumplicidade
Uma comprida palavra em alemão (há uma comprida palavra em alemão para tudo) descreve a "guerra de mentira" que começou com os primeiros avanços da Alemanha nazista sobre seus vizinhos. A pouca resistência aos ataques e o entendimento com Hitler buscado pela diplomacia européia mesmo quando os tanques já rolavam se explicam pelo temor comum ao comunismo. A ameaça maior vinha do Leste, dos bolcheviques, e da subversão interna. Só o fascismo em marcha poderia enfrentá-la. Assim muita gente boa escolheu Hitler como o mal menor. Ou, comparado a Stalin, o mau menor. Era notório o entusiasmo pelo nazismo em setores da aristocracia inglesa, por exemplo, e dizem até que o rei Edward VIII foi obrigado a renunciar não só pelo seu amor a uma plebéia mas pela sua simpatia à suástica. Não tardou para Hitler desiludir seus apologistas e a guerra falsa se transformar em guerra mesmo, todos contra o fascismo. Mas por algum tempo os nazistas tiveram seu coro de admiradores bem-intencionados na Europa e no resto do mundo - inclusive no Brasil do Estado Novo. Mais tarde estes veriam, em retrospecto, do que exatamente tinham sido cúmplices sem saber. Na hora, aderir ao coro parecia a coisa certa.Comunistas aqui e no resto do mundo tiveram experiência parecida: apegarem-se, sem fazer perguntas, ao seu ideal, que em muitos casos nascera da oposição ao fascismo, mesmo já sabendo que o ideal estava sendo desvirtuado pela experiência soviética, foi uma opção pela cumplicidade. Fosse por sentimentalismo, ingenuidade ou convicção, quem continuou fiel à ortodoxia comunista foi cúmplice dos crimes do stalinismo. A coisa certa teria sido pular fora do coro, inclusive para preservar o ideal.Se esses dois exemplos ensinam alguma coisa é isto: antes de participar de um coro, veja quem estará do seu lado. No Brasil do Lula é grande a tentação de entrar no coro que vaia o presidente. Ao seu lado no coro poderá estar alguém que pensa como você, que também acha que Lula ainda não fez o que precisa fazer e que há muita mutreta a ser explicada e muita coisa a ser vaiada. Mas olhe os outros. Veja onde você está metido, com quem está fazendo coro, de quem está sendo cúmplice. A companhia do que há de mais preconceituoso e reacionário no país inibe qualquer crítica ao Lula, mesmo as que ele merece.

Enfim: antes de entrar num coro, olhe em volta.

FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO

Não sei responder a pergunta que a colunista Rosane Oliveira, de Zero Hora, faz hoje em sua coluna (O que a Procergs, uma empresa pública de processamento de dados, faria com 62,5 quilos de queijo do tipo Gran Formaggio?). O que sei é que a justificativa do tucano Ademir Piccoli, diretor comercial da Procergs (nomeado por Rigotto, mantido por Yeda e só demitido hoje), de que o queijo foi comprado para coquetéis de promoção dos serviços da companhia, na verdade, não justifica nada. Ao contrário, só mostra que o senhor Piccoli andava por aí comendo queijos sofisticados e pagando com dinheiro da Procergs. O Gran Formaggio é um queijo caro. Para que se tenha uma idéia, 250g custam, no mercado, algo em torno de R$ 20,00.
Fico pensando... Será este o jeito tucano de administrar? Porque na Corag, o senhor Vitor Hugo Guerra, que também era diretor, também mexia com dinheiro e também era tucano, pagou os serviços de uma famosa casa de prostituição com dinheiro daquela companhia. Soube que o Ministério Público está processando o senhor Guerra e hoje, recebi em meu gabinete, por fax, uma cópia da nota (está aí ao lado para quem quiser ver) da venda que a Randon (única empresa brasileira que produz o Gran Formaggio) fez para a Procergs e que tem carimbo e assinatura do senhor Piccoli.
blog do Bohn Gass

E A EDUCAÇÃO PAGA CONTA DA FARRA FISCAL

Não aceito o argumento usado pelo governo Yeda para determinar esta verdadeira esculhambação no ensino médio estadual - a tal da “enturmação” - é de que a medida permitirá um enxugamento do quadro docente, diminuindo o número de professores não-concursados na folha do Estado. É o governo Yeda fazendo, de novo, economia às custas dos serviços públicos essenciais. Enquanto isso...
...os impostos escoam pelo ralo

Se, por um lado, Yeda esgaça a educação pública, por outro segue concedendo benesses fiscais para grandes empresas como fez no último dia 11 de maio quando abriu mão de mais R$ 66 milhões de impostos via Fundopen. Todas as empresas se utilizaram também da modalidade Integrar, que somou R$ 33 milhões a fundo perdido. Ou seja, as empresas deixam de recolher o ICMS atual e após cinco anos de carência, terão outros oito anos para amortizar apenas parte do recurso, porque a outra parte é paga pelo Estado.


...os grandes ganham mas não geram emprego


Além dos novos benefícios, o governo Yeda reduziu o compromisso de geração de empregos de uma grande empresa incentivada com Fundopem. A empresa recebeu em 2005 um incentivo de R$ 17 milhões para gerar 1.898 postos de trabalho, e, agora, teve sua obrigação reduzida para apenas 298. São 1.600 empregos a menos. Mais incrível é que o governo Yeda não reduziu em nada os benefícios da empresa.
...e quem tem mais, não paga


O governo ainda anistiou devedores do ICMS do pagamento de multa e juros de 12 autos de lançamento específicos, beneficiando empresas de grande porte como a Alpargatas e a Companhia Brasileira de Cartuchos, esta última inclusive beneficiária do Fundopem durante o governo Britto.





blog do Bohn Gass

PÉROLA DO DIA NA IMPRENSA LOCAL

A Pérola do dia vem do nosso querido e incansável timoneiro dos homens de bem de Dois Irmãos: “Não é de hoje que se desrespeita direitos humanos em Cuba e o Governo brasileiro faz de conta que não vê.” Mister Alan Caldas, este ser de inteligência e astúcia, grande timoneiro na luta contra o esquerdismo atroz que tenta se apossar da Pátria. Apesar da grande humildade e do modo de vida simples e discreto, Alan Caldas o Diretor do Jornal Dois Irmãos não poderia se furtar a levantar sua voz, e Denunciar a conivência do Governo brasileiro com a total falta da democracia e da falta dos direitos humanos no país de Cuba. É isso ai... Oh grande líder, tens que denunciar sempre os descalabros perpetrados pela gentalha ignara que usurpou o poder central das mãos dos seus legítimos donos. Bravo Dr. Alan!

sexta-feira, agosto 3

PROTESTO PEDE FORA YEDA

Milhares de professores e bancários caminharam juntos em defesa do ensino público e contra a privatização disfarçada do Banrisul. Os trabalhadores deram um abraço simbólico ao prédio sede do banco e após foram até o palácio piratini protetar contra o governo de Yeda e de seus aliados.
A voz do povo

O POVO
TEM DITO
A YEDA É PIOR
QUE O BRITTO!!!

(referência às ações do Banrisul que estão sendo vendidas e que fazem parte da privatização mal disfarçada do banco do estado posta em curso pelo governo Yeda.
Fonte: Jornalista Jornalista Responsável: Kiko Machado

YEDA PORQUE VOCÊ
NÃO VAI EMBORA
E FAZ A TAL MARIZA
TE ACOMPANHAR
YEDA, PORQUE VOCÊ
NÃO VAI AGORA
E PÁRA DE O ESTADO SUCATEAR

(referência à determinação da governadora para a secretária estadual de Educação, Mariza Abreu, para que proceda a “enturmação” em todas as coordenadorias regionais do Estado e que vai criar turmas de até 50 alunos num nítido descaso com a qualidade de ensino da rede estadual)

SOLDADO
VOCÊ AÍ PARADO
TAMBÉM É EXPLORADO

(referência às centenas de policiais militares deslocados para a frente do Palácio Piratini no final da tarde desta sexta-feira para “enfrentar” a mobilização dos professores)

O que coloco em destaque aí acima são as letras dos cantos que o CPERS Sindicato está entoando neste momento (sexta, 3 de agosto, 17h44min) em frente ao Palácio Piratini. Sindicato de altíssima consciência política, o CPERS sabe o que faz, sabe o que canta e sabe contra o quê protesta.


quinta-feira, agosto 2

GROOVING DE DOIS IRMÃOS

Há mais de um mês a Corsan está trabalhando na extensão do sistema de abastecimento para a nova captação de água. No Bairro Vila Becker e na Av. Sapiranga a população sofre com os buracos abertos, além de se tornar um perigo para os motoristas que tentam desviar das valas na rua e entram na pista contrária. Já faz mais de um mês que os canos foram colocados. Por que o Asfalto não foi refeito? Estão esperando que aconteça um acidente grave para começar as obras de restauração? Ou nas avenidas do município também necessitam o “grooving” ?
Charge do "Kayser".

CHAUÍ EXCLUSIVO: A INVENÇÃO DA CRISE

divulgado no site do"Paulo Henrique Amorim", 30/07/2007 18:48h

A invenção da crise
Marilena Chauí


Era o fim da tarde. Estava num hotel-fazenda com meus netos e resolvemos ver jogos do PAN-2007. Liguei a televisão e “caí” num canal que exibia um incêndio de imensas proporções enquanto a voz de um locutor dizia: “o governo matou 200 pessoas!”. Fiquei estarrecida e minha primeira reação foi típica de sul-americana dos anos 1960: “Meu Deus! É como o La Moneda e Allende! Lula deve estar cercado no Palácio do Planalto, há um golpe de Estado e já houve 200 mortes! Que vamos fazer?”. Mas enquanto meu pensamento tomava essa direção, a imagem na tela mudou. Apareceu um locutor que bradava: “Mais um crime do apagão aéreo! O avião da TAM não tinha condições para pousar em Congonhas porque a pista não está pronta e porque não há espaço para manobra! Mais um crime do governo!”. Só então compreendi que se tratava de um acidente aéreo e que o locutor responsabilizava o governo pelo acontecimento.Fiquei ainda mais perplexa: como o locutor sabia qual a causa do acidente, se esta só é conhecida depois da abertura da caixa preta do avião? Enquanto me fazia esta pergunta e angustiada desejava saber o que havia ocorrido, pensando no desespero dos passageiros e de suas famílias, o locutor, por algum motivo, mudou a locução: surgiram expressões como “parece que”, “pode ser que”, “quando se souber o que aconteceu”. E eu me disse: mas se é assim, como ele pôde dizer, há alguns segundos, que o governo cometeu o crime de assassinar 200 pessoas? Mudei de canal. E a situação se repetia em todos os canais: primeiro, a afirmação peremptória de que se tratava de mais um episódio da crise do apagão aéreo; a seguir, que se tratava de mais uma calamidade produzida pelo governo Lula; em seguida, que não se sabia se a causa do acidente havia sido a pista molhada ou uma falha do avião. Pessoas eram entrevistadas para dizer (of course) o que sentiam. Autoridades de todo tipo eram trazidas à tela para explicar porque Lula era responsável pelo acidente. ETC.Mas de todo o aparato espetacular de exploração da tragédia e de absoluto silêncio sobre a empresa aérea, que conta em seu passivo com mais de 10 acidentes entre 1996 e 2007 (incluindo o que matou o próprio dono da empresa!), o que me deixou paralisada foi o instante inicial do “noticiário”, quando vi a primeira imagem e ouvi a primeira fala, isto é, a presença da guerra civil e do golpe de Estado. A desaparição da imagem do incêndio e a mudança das falas nos dias seguintes não alteraram minha primeira impressão: a grande mídia foi montando, primeiro, um cenário de guerra e, depois, de golpe de Estado. E, em certos casos, a atitude chega ao ridículo, estabelecendo relações entre o acidente da TAM, o governo Lula, Marx, Lênin e Stálin, mais o Muro de Berlim!!!

1) Que papel desempenhou a mídia brasileira – especialmente a televisão – na “crise aérea” ?Meu relato já lhe dá uma idéia do que penso. O que mais impressiona é a velocidade com que a mídia determinou as causas do acidente, apontou responsáveis e definiu soluções urgentes e drásticas!Mas acho que vale a pena lembrar o essencial: desde o governo FHC, há o projeto de privatizar a INFRAERO e o acidente da GOL, mais a atitude compreensível de auto-proteção assumida pelos controladores aéreos foi o estopim para iniciar uma campanha focalizando a incompetência governamental, de maneira a transformar numa verdade de fato e de direito a necessidade da privatização. É disso que se trata no plano dos interesses econômicos. No plano político, a invenção da crise aérea simplesmente é mais um episódio do fato da mídia e certos setores oposicionistas não admitirem a legitimidade da reeleição de Lula, vista como ofensa pessoal à competência técnica e política da auto-denominada elite brasileira. É bom a gente não esquecer de uma afirmação paradigmática da mídia e desses setores oposicionistas no dia seguinte às eleições: “o povo votou contra a opinião pública”. Eu acho essa afirmação o mais perfeito auto-retrato da mídia brasileira!Do ponto de vista da operação midiática propriamente dita, é interessante observar que a mídia:

a) não dá às greves dos funcionários do INSS a mesma relevância que recebem as ações dos controladores aéreos, embora os efeitos sobre as vidas humanas sejam muito mais graves no primeiro caso do que no segundo. Mas pobre trabalhador nasceu para sofrer e morrer, não é? Já a classe média e a elite... bem, é diferente, não? A dedicação quase religiosa da mídia com os atrasos de aviões chega a ser comovente...


b) noticiou o acidente da TAM dando explicações como se fossem favas contadas sobre as causas do acontecimento antes que qualquer informação segura pudesse ser transmitida à população. Primeiro, atribuiu o acidente à pista de Congonhas e à Infraero; depois aos excessos da malha aérea, responsabilizando a ANAC; em seguida, depois de haver deixado bem marcada a responsabilidade do governo, levantou suspeitas sobre o piloto (novato, desconhecia o AIRBUS, errou na velocidade de pouso, etc.); passou como gato sobre brasas acerca da responsabilidade da TAM; fez afirmações sobre a extensão da pista principal de Congonhas como insuficiente, deixando de lado, por exemplo, que a de Santos Dumont e Pampulha são menos extensas;


c) estabeleceu ligações entre o acidente da GOL e o da TAM e de ambos com a posição dos controladores aéreos, da ANAC e da IFRAERO, levando a população a identificar fatos diferentes e sem ligação entre si, criando o sentimento de pânico, insegurança, cólera e indignação contra o governo Lula. Esses sentimentos foram aumentados com a foto de Marco Aurélio Garcia e a repetição descontextualizada de frases de Guido Mântega, Marta Suplicy e Lula;


d) definiu uma cronologia para a crise aérea dando-lhe um começo no acidente da GOL, quando se sabe que há mais de 15 anos o setor aéreo vem tendo problemas variados; em suma, produziu uma cronologia que faz coincidir os problemas do setor e o governo Lula;


e) vem deixando em silêncio a péssima atuação da TAM, que conta em seu passivo com mais de 10 acidentes, desde 1996, três deles ocorridos em Congonhas e um deles em Paris – e não dá para dizer que as condições áreas da França são inadequadas! A supervisão dos aparelhos é feita em menos de 15 minutos; defeitos são considerados sem gravidade e a decolagem autorizada, resultando em retornos quase imediatos ao ponto de partida; os pilotos voam mais tempo do que o recomendado; a rotatividade da mão de obra é intensa; a carga excede o peso permitido (consta que o AIRBUS acidentado estava com excesso de combustível por haver enchido os tanques acima do recomendado porque o combustível é mais barato em Porto Alegre!); etc.


f) não dá (e sobretudo não deu nos primeiros dias) nenhuma atenção ao fato de que Congonhas, entre 1986 e 1994, só fazia ponte-aérea e, sem mais essa nem aquela, desde 1995 passou a fazer até operações internacionais. Por que será? Que aconteceu a partir de 1995?


g) não dá (e sobretudo não deu nos primeiros dias) nenhuma atenção ao fato de que, desde os anos 1980, a exploração imobiliária (ou o eterno poder das construtoras) verticalizou gigantesca e criminosamente Moema, Indianópolis, Campo Belo e Jabaquara. Quando Erundina foi prefeita, lembro-me da grande quantidade de edifícios projetados para esses bairros e cuja construção foi proibida ou embargada, mas que subiram aos céus sem problema a partir de 1993. Por que? Qual a responsabilidade da Prefeitura e da Câmara Municipal?

2) Como a sra. avalia a reação do Governo Lula à atuação da mídia nesse episódio ?Fraca e decepcionante, como no caso do mensalão. Demorou para se manifestar. Quando o fez, se colocou na defensiva.O que teria sido politicamente eficaz e adequado?Já na primeira hora, entrar em rede nacional de rádio e televisão e expor à população o ocorrido, as providências tomadas e a necessidade de aguardar informações seguras.Todos os dias, no chamado “horário nobre”, entrar em rede nacional de rádio e televisão, expondo as ações do dia não só no tocante ao acidente, mas também com relação às questões aéreas nacionais, além de apresentar novos fatos e novas informações, desmentindo informações incorretas e alertando a população sobre isso.Mobilizar os parlamentares e o PT para uma ação nacional de informação, esclarecimento e refutação imediata de notícias incorretas.

3) Em “Leituras da Crise”, a sra. discute a tentativa do impeachment do Presidente na chamada “crise do mensalão”. Há sra. vê sinais de uma nova tentativa de impeachment ?Sim. Como eu disse acima, a mídia e setores da oposição política ainda estão inconformados com a reeleição de Lula e farão durante o segundo mandato o que fizeram durante o primeiro, isto é, a tentativa contínua de um golpe de Estado. Tentaram desestabilizar o governo usando como arma as ações da Polícia Federal e do Ministério Público e, depois, com o caso Renan (aliás, o governador Requião foi o único que teve a presença de espírito e a coragem política para indagar porque não houve uma CPI contra o presidente FHC, cuja história privada, durante a presidência, se assemelhou muito à de Renan Calheiros). Como nenhuma das duas tentativas funcionou, esperou-se que a “crise aérea” fizesse o serviço. Como isso não vai acontecer, vamos ver qual vai ser a próxima tentativa, pois isso vai ser assim durante quatro anos.

4) No fim de “Simulacro e Poder” a sra. diz: “... essa ideologia opera com a figura do especialista. Os meios de comunicação não só se alimentam dessa figura, mas não cessam de instituí-la como sujeito da comunicação ...Ideologicamente ... o poder da comunicação de massa não é igual ou semelhante ao da antiga ideologia burguesa, que realizava uma inculcação de valores e idéias. Dizendo-nos o que devemos pensar, sentir, falar e fazer, (a comunicação de massa) afirma que nada sabemos e seu poder se realiza como intimidação social e cultural... O que torna possível essa intimidação e a eficácia da operação dos especialistas ... é ... a presença cotidiana ... em todas as esferas da nossa existência ... essa capacidade é a competência suprema, a forma máxima de poder: o de criar realidade. Esse poder é ainda maior (igualando-se ao divino) quando, graças a instrumentos técnico-cientificos, essa realidade é virtual ou a virtualidade é real...” Qual a relação entre esse trecho de “Simulacro e Poder” e o que se passa hoje ?Antes de me referir à questão do virtual, gostaria de enfatizar a figura do especialista competente, isto é, daquele é supostamente portador de um saber que os demais não possuem e que lhe dá o direito e o poder de mandar, comandar, impor suas idéias e valores e dirigir as consciências e ações dos demais. Como vivemos na chamada “sociedade do conhecimento”, isto é, uma sociedade na qual a ciência e a técnica se tornaram forças produtivas do capital e na qual a posse de conhecimentos ou de informações determina a quantidade e extensão de poder, o especialista tem um poder de intimidação social porque aparece como aquele que possui o conhecimento verdadeiro, enquanto os demais são ignorantes e incompetentes. Do ponto de vista da democracia, essa situação exige o trabalho incessante dos movimentos sociais e populares para afirmar sua competência social e política, reivindicar e defender direitos que assegurem sua validade como cidadãos e como seres humanos, que não podem ser invalidados pela ideologia da competência tecno-científica. E é essa suposta competência que aparece com toda força na produção do virtual.Em “Simulacro e poder” em me refiro ao virtual produzido pelos novos meios tecnológicos de informação e comunicação, que substituem o espaço e o tempo reais – isto é, da percepção, da vivência individual e coletiva, da geografia e da história – por um espaço e um tempo reduzidos a um única dimensão; o espaço virtual só possui a dimensão do “aqui” (não há o distante e o próximo, o invisível, a diferença) e o tempo virtual só possui a dimensão do “agora” (não há o antes e o depois, o passado e o futuro, o escoamento e o fluxo temporais). Ora, as experiências de espaço e tempo são determinantes de noções como identidade e alteridade, subjetividade e objetividade, causalidade, necessidade, liberdade, finalidade, acaso, contingência, desejo, virtude, vício, etc. Isso significa que as categorias de que dispomos para pensar o mundo deixam de ser operantes quando passamos para o plano do virtual e este substitui a realidade por algo outro, ou uma “realidade” outra, produzida exclusivamente por meios tecnológicos. Como se trata da produção de uma “realidade”, trata-se de um ato de criação, que outrora as religiões atribuíam ao divino e a filosofia atribuía à natureza. Os meios de informação e comunicação julgam ter tomado o lugar dos deuses e da natureza e por isso são onipotentes – ou melhor, acreditam-se onipotentes. Penso que a mídia absorve esse aspecto metafísico das novas tecnologias, o transforma em ideologia e se coloca a si mesma como poder criador de realidade: o mundo é o que está na tela da televisão, do computador ou do celular. A “crise aérea” a partir da encenação espetacularizada da tragédia do acidente do avião da TAM é um caso exemplar de criação de “realidade”. Mas essa onipotência da mídia tem sido contestada socialmente, politicamente e artisticamente: o que se passa hoje no Iraque, a revolta dos jovens franceses de origem africana e oriental, o fracasso do golpe contra Chavez, na Venezuela, a “crise do mensalão” e a “crise aérea”, no Brasil, um livro como “O apanhador de pipas” ou um filme como “Filhos da Esperança” são bons exemplos da contestação dessa onipotência midiática fundada na tecnologia do virtual.

FURO DE ENTREVISTA COLETIVA

A excelente reporter Eleonora Gosman, do jornal argentino "Clarín", ouviu ontem a mesma entrevista coletiva de que participou toda imprensa brasileira, com o mesmo brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica (Cenipa). Ou ela errou feio, ou entendeu melhor do que todos os outros e deu um verdadeiro furo de coletiva, mostrando que a TAM é a grande culpada do acidente. Título da reportagem de Eleonora, publicada hoje pelo "Clarín", que nenhum jornal brasileiro deu: Caixa preta: o piloto da TAM atuou bem, mas uma turbina falhou “El Airbus 320 de TAM, que el martes (terça-feira) pasado produjo la mayor tragedia de la historia de la aviación brasileña, derrapó, pasó la avenida que separa el Aeropuerto de Congonhas del barrio Campo Belo y chocó contra un edificio de la propia compañía, a 175 kilómetros por hora. El impacto fue tan tremendo que derribó ese edificio, hizo estallar la aeronave y produjo un gigantesco incendio. El jefe del Centro de Investigación y Prevención de Accidentes Aéreos, brigadier Jorge Kersul, admitió ayer (ontem) que el avión tocó la pista de la Terminal en el lugar correcto y que lo hizo a la velocidad normal. "Sólo que no consiguió frenar", subrayó en una conferencia de prensa para ofrecer los primeros datos que surgen de la caja negra del avión y de la pista de Congonhas. Según indicaron los especialistas, el Airbus iba con su capacidad de pasajeros colmada y una carga muy próxima al límite permitido (98%). A eso se le sumó la falla del sistema de reversión que una vez accionado contribuye sustancialmente a frenar las máquinas, ya que estaba desactivado en la turbina derecha por defectos. Nuevos datos parecían consolidar ayer la hipótesis de un defecto en el Airbus como causa principal, al tiempo que disminuía la importancia de la lluvia y la pista. La misma máquina había aterrizado, ese mismo día en Congonhas, otras dos veces: una fue pasada las 11 del fatídico martes 17, cuando llovía fuertemente. Otra a las 14.30 con pista mojada. En el momento de la llegada fatal, esa misma aeronave hacía su séptimo viaje, en condiciones poco adecuadas. El brigadier Kersul reveló que las marcas dejadas en la pista mostraron que la aeronave se deslizaba hacia la izquierda. Dijo que una de las razones pudo haber sido la falla en el sistema de reversión de una de las turbinas. Ayer, el aeropuerto internacional de Guarulhos comenzó a sufrir los problemas de falta de infraestructura para atender los vuelos que antes aterrizaban en la céntrica Terminal de Congonhas. Hubo pasajeros que después de tocar tierra debieron permanecer en las aeronaves por falta de escalerilla para descender. Otros tuvieron que aguardar largo tiempo para retirar el equipaje. Nerviosos, los viajeros emprendieron a los gritos contra el personal de a bordo y luego en el hall de desembarque. Ayer, la Agencia Nacional de Aviación Civil prohibió a las compañías vender más boletos de vuelos con salida desde el céntrico aeropuerto paulista. El ente regulador intenta así garantizar que primero vuelen los pasajeros que cuentan con billete emitido y que quedaron varados por cancelaciones. El presidente de la empresa que maneja los aeropuertos, Brigadier José Carlos Pereira, terminó por admitir que el sistema aéreo brasileño vive "una situación caótica". Sostuvo: "Cuando hay mil pasajeros que sufren todos los días por las cancelaciones de los vuelos y que al día siguiente intentan embarcar, la empresa que tiene que dar respuesta a otros mil pasajeros no tiene cómo transportar a la totalidad". El funcionario concluyó: "La situación no puede ser peor". En ese panorama casi desquiciado, algunas empresas comenzaron a pedir a los clientes que posterguen sus viajes por lo menos hasta el lunes. Según los directivos de Gol, dentro de una semana es posible que el tráfico aéreo retorne a su flujo normal. La compañía que "mantendrá sus servicios para atender a los clientes que precisen viajar inmediatamente y para llevar a sus destinos a aquellos que quedaron retenidos los últimos días". Y admitió en un comunicado que este momento "es uno de los más críticos de la aviación brasileña". ”

domingo, julho 29

O "MOVIMENTO CANSEI"

Uma campanha publicitária, oferecida de graça por Nizan Guanaes, gênio da propaganda nativa de inolvidável extração tucana, mais badalado entre nós do que George Clooney no resto do mundo, insistirá em peças destinadas a expor o pensamento dos graúdos envolvidos E quem é Nizan:Em 2006, Nizan foi acusado de lavagem de dinheiro. Aqui o jornal Correio Braziliense conta que, o publicitário baiano Nizan Guanaes coordenador de marketing das campanhas presidenciais de José Serra (PSDB),e do também tucano Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998 —, aparece na documentação como responsável pela transferência de R$ 23,2 milhões para duas das contas que também seriam utilizadas pela Daslu.Marqueteiro de Serra ganha cinco canais". Folha de S. Paulo, 26/6/02"O Ministério das Comunicações concedeu, em portarias publicadas ontem no ‘Diário Oficial da União’, cinco novos canais retransmissores da TV Sul Bahia, afiliada do SBT em Teixeira de Freitas (BA), comprada em outubro do ano passado por Nizan Guanaes, marqueteiro da campanha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Em maio(2002), Guanaes recebeu do governo federal(Fernando Henrique Cardoso), um canal retransmissor, a intenção do publicitário é, a partir da geradora de Teixeira de Freitas, formar uma rede nacional de televisão.Além disso, Nizan tem suspensa pela Justiça a concessão de um canal UHF em Santo André, ABC paulista. Obtida no início de maio, a concessão foi suspensa dias depois pelo juiz Guilherme Jorge de Resende Brito, da 21ª Vara da Justiça Federal em Brasília, que teria encontrado irregularidades no processo. Leia mais

MOVIMENTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Cansei. Cansei de falso moralista, da hipocrisia dos burgueses, falsos burgueses, pretensos burgueses e reles candidatos a burgueses deste país que só conhecem uma causa: a própria...e o resto que se dane...só sabem lutar por eles mesmos, exigindo direitos que negam aos outros.

sábado, julho 28

O SLOGAN DA ELITE TUCANA

Mino Carta escreve em seu blog: Estamos às vésperas do retorno da Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade. Agora passa a se chamar Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros. Trata-se de uma fórmula mais elaborada, mais complexa, mas os objetivos são os mesmos. O movimento foi lançado pela OAB de São Paulo, e conta com o respaldo de figuras importantes da Fiesp e da Associação Comercial paulista, e com a divulgação de televisões e rádios, por ora não melhor especificadas. A idéia inicial faísca no escritório de João Dória Jr., o Iconoclasta Mor, aquele que destruiu a pauladas o monumento dedicado a Cláudio Abramo, o grande jornalista, em uma pracinha do Jardim Europa. Ali desceu o Espírito Santo, e iluminou os primeiros carbonários da grana, unidos em torno do slogan: Cansei. Uma campanha publicitária, oferecida de graça por Nizan Guanaes, gênio da propaganda nativa de inolvidável extração tucana, mais badalado entre nós do que George Clooney no resto do mundo, insistirá em peças destinadas a expor o pensamento dos graúdos envolvidos: “cansei do caos aéreo”, “cansei de bala perdida”, “cansei de pagar tantos impostos”. É do conhecimento até do mundo mineral a quem esses valentes senhores atribuem a culpa por os males que denunciam: nem é ao governo como um todo, e sim ao Lula, invasor bárbaro de uma área reservada aos doutores. Mas o presidente da OAB paulista, certo D’Urso, diz que o movimento não tem conotação política. Enquanto isso, às sorrelfas, o pessoal pede instruções aos mestres. Alguns ligam para Fernando Henrique Cardoso, outros para José Serra. São os derradeiros retoques da tucanização da elite brasileira, a mesma que sentou-se em cima de um tesouro chamado Brasil e só cuidou de predá-lo, com os resultados conhecidos. Incompetência generalizada, recorde mundial em má distribuição de renda, baixo crescimento, educação e saúde descuradas até o limite do crime, miséria da maioria etc. etc. Acorda Lula, chama o teu povo.
Clique Para acessar o blog do Mino

sexta-feira, julho 27

CHARGE DO DIA

Charge do Bira. Acertou no Alvo.
No acidente da Gol os pilotos do Legacy estavam em uma altitude diferente do PLANO DE VOÔ, mas tudo bem, a culpa é do Lula. Eles tambem desligaram o transponder, e talvez alguma coisa a mais, mas tudo bem, a culpa tambem é do Lula. Em congonhas no acidente da TAM o governo havia acabado de inaugurar a pista, tão pedida por todos, mas tudo bem a culpa tambem é do Lula. O avião estava com sobrepeso e com o reverso pinado e, agora, a midia GOLPISTA, infelizmente para ela, desconfia-se que o piloto tambem poderia ter errado no posicionamento do manete, mas tudo bem, a culpa tambem é do Lula. O Serra poderia, quando prefeito, ter embargado a obra do hotel, ele não fez na época, mas agora como governador e após o acidente ele diz que embargou a obra e que vai demolí-la, porque que ele não fez isso quando era prefeito? Ah já sei, A culpa é do Lula.

YEDA AUMENTA PARCELAMENTO DE SALÁRIOS

Enquanto que para nossa imprensa local, mais especificadamente de Dois Irmãos não existe Governo do Estado só o Governo Federal- no período de 1999/2003 só existia Governo do Estado não existia governo Federal agora reverteu, por que será? A "Mãe Yeda" apronta mais uma. O governo Yeda Crusius (PSDB) anunciou o aumento do parcelamento no pagamento dos salários do funcionalismo público estadual. O limite que era de R$ 2,5 mil nos últimos quatro meses, cairá para R$ 2 mil. A colunista Rosane de Oliveira, de Zero Hora, cita o secretário da Fazenda, Aod Cunha, dizendo que o fechamento das cotas de julho será ainda mais difícil do que nos meses anteriores, por conta do aumento da parcela da dívida, sem o correspondente aumento da receita.

Sobre esse tema, vale a pena lembrar o que escreveu o economista Paulo Muzell, dias atrás: “Concluído o primeiro semestre do ano, os números da fazenda estadual confirmam o péssimo desempenho da receita do seu principal tributo, o ICMS. A receita de junho, em termos reais, caiu 6,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Aliás, em apenas um dos seis últimos meses – em maio - a receita teve comportamento positivo; nos outros cinco meses diminuiu. Ao longo do semestre a receita diminuiu 2,8% (em termos reais, corrigida pelo IGP/DI/FGV), o que significa que foram arrecadados a menos 171 milhões de reais em relação ao primeiro semestre de 2006. É difícil de explicar este mau desempenho da receita estadual num ano de franca aceleração econômica, em que o Banco Central e institutos especializados estimam taxas de crescimento do PIB da ordem de 4,5%. E o governo Yeda, na contramão da história, repete à exaustão um discurso de ilusório “equilíbrio fiscal” que, na verdade, leva o Estado à mais absoluta penúria fiscal. E os gaúchos, especialmente os mais pobres, sentem, cada vez mais, os efeitos da piora dos já precários serviços que lhe são prestados”.

CHARGE DE IOTTI, PUBLICADA NO ZH

quarta-feira, julho 25

MÍDIA BRASILEIRA É OBSSESSIVA

DO BLOG DA HELENA
"Toda a obsessão é um mal da mente. Nesta nova viagem que faço ao Brasil encontro os jornais brasileiros ou melhor, seus chefes de redação, acometidos de uma moléstia mental coletiva que beira a obsessão".
"Tudo, absolutamente tudo, para eles é culpa do presidente do país."
"A obsessão por culpar o presidente por tudo expõe esses jornalistas ao ridículo".
"Depois de passar três dias inteiros de manhã à noite culpando o governo pela falta de umas ranhuras que só 5 pistas de aeroporto possuem em todo o país, a mídia, em vez de fazer auto-critica quando o vice-presidente técnico da TAM revelou que o avião estava com o reverso desligado no momento do pouso, sai como louca em busca de uma nova imagem sensacionalista para desviar a atenção do público para a mentira que repetiu setenta e duas horas seguidas, sem descanso, sobre as tais "ranhuras indispensáveis".
"Podia ser o Lula tirando meleca. Podia ser Dona Marise, limpando o sapato depois de pisar em cocô de um dos cachorrinhos do presidente. Podia ser qualquer coisa, contanto que desviasse a atenção. Quis o destino que fosse o tal assessor, fazendo "top-top" atrás da cortina do seu escritório...
Então, desce o pano rápido e vamos de assessor!
"Escondam imagem do avião correndo a velocidade três vezes a normal na pista".
"Escondam essa história de reverso quebrado e desligado".
"Mostrem o Marco Aurélio fazendo top-top, rápido!"
Sinceramente, eu gostaria de perguntar aos "barões da mídia" e seus cumplices:Quem vocês acham que ainda acredita em vocês?Vocês não têm medo de perder completamente o que lhes restou de credibilidade?"
Esse caso parece a versão do capitalismo que nos irradiava dia e noite a televisão da ex-RDA ( Alemanha Oriental) . Tudo para eles era culpa do capitalismo!
"No Brasil a censura é muito maior forte do que sob o comunismo soviético, pois aqui as chefias de redação usam métodos empresariais para exercer a censura, que são muito mais eficientes do que os velhos censores estatizados e burocráticos.Mandar cinegrafistas ficar nas janelas do Palácio do Planalto filmando as janelas dos escritórios para pegar alguém coçando prurido anal, o buraco do nariz ou da orelha é uma atitude que denota absoluta falta de controle emocional e uma obsessão que pode ser contagiosa."

PÉROLAS DO DIA NA IMPRENSA

"Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil". Paulo Henrique Amorin
. O Bom (?) Dia Brasil desta quarta-feira, dia 25, nos ofertou uma coleção de pérolas:
. Claudia Bom (?) Tempo sobre as medidas da Anac: “Surpreendeu porque chegou atrasado.” . Alexandre Garcia, na sua homilia diária, com aquela expressão de quem convida o espectador a subir ao patíbulo: “O senso de responsabilidade das autoridades é movido por mortes”.
. A Controladora Geral da República, Miriam Leitão: “Por causa dos dois acidentes aéreos, as estatísticas de mortes em acidentes de avião dão um salto.”


  • E aqui em Dois Irmãos "Todos Ficamos Escandalizados...Com a ausência no local do Presidente" Alan Caldas Diretor do JDI.

VIVA A CATÁSTROFE! OS BONS TEMPOS VOLTARAM

Olha o que o blog do Nassif ACHOU.
Clique AQUI para ver.
Sempre que há uma catástrofe nacional, irrompe uma euforia de cabeça para baixo. É como se a opinião pública dissesse: "Eu não avisei? Bem que eu falei, não adianta tentar que sempre dá tudo errado...". Há um grande amor brasileiro pelo fracasso. Quando ele acontece, é um alívio. O fracasso é bom porque nos tira a ansiedade da luta. Já perdemos, para que lutar? O avião explodindo nos dá uma sensação de realidade. Parece o Brasil indo a pique -o grande desejo oculto da sociedade alijada dos podres poderes políticos, que giram sozinhos como parafusos espanados. Não é uma ameaça de CPI, não é um perigo de crash da Bolsa. É morte, gás e fogo. E nossa vida fica mais real e podemos, então, aliviados, botar a culpa em alguém. Chovem cartas de leitores nos jornais. Todas exultam de indignação moral, todas denotam incompreensão com o programa do governo de reformar o sistema, programa muito "macro", mal explicado, "muito cabeça" para a população. Nada como um desastre ou escândalo para acalmar a platéia. E a oposição, aliada à oligarquia, usa bem isso. Danem-se as questões importantes, dane-se a crise externa, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. A finalidade da política é impedir o país de fazer política. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo. Há uma tradição colonial de que nossa vida é um conto-do-vigário em que caímos. Somos sempre vítimas de alguém. Nunca somos nós mesmos. Ninguém se sente vigarista. O fracasso nos enobrece. O culto português à impossibilidade é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do séc. 16, em que só o Estado-Rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso. Até hoje somos assim. Só nos resta xingar e desejar o mal do país. Quem tem coragem de ir à TV e dizer: "O Brasil está melhorando!", mesmo que esteja? Ninguém diz. É feio. Falar mal do país é uma forma de se limpar. Sentimo-nos fora do poder, logo é normal sabotar. O avião da TAM derreteu feito bala de açúcar na boca dos golpistas. O fracasso é uma vitória para muitos. Não fui eu que fracassei, foi o governo, o “populismo”. O maior inimigo da democracia é a aliança entre o ideologismo regressista e a oligarquia vingativa. Nossos heróis todos fracassaram. Enforcados, esquartejados, revoltas abortadas, revoluções perdidas. Peguem um herói norte-americano: Paul Revere, por exemplo. Cavalgou 24 horas e conseguiu salvar tropas americanas na Guerra da Independência. Foi o herói da eficiência. Aqui, só os fracassados verão Deus. O que moveu Pedro Simon e Arthur Virgilio foi a esperança do caos. Pedro Simon se acha o missionário da catástrofe. Ele é o ideólogo da explosão de furúnculos. Ele acredita no pus revelador. Virgilio quer levar em seu declínio o país todo com ele, cair destruindo, numa espécie de triunfo ao avesso. Ele é o último bastião do patrimonialismo tradicional, resistindo ao capitalismo impessoal. Espalhou-se a teoria de que o problema do Brasil é "moral". Este "bonde" funk de neo-udenismo psicótico, este lacerdismo tardio, este trenzinho de "janismo" com "collorismo" visam impedir a modernização do país, sob a capa do "amor". São a favor da moralidade, mas contra a lei de Responsabilidade Fiscal. Esta onda de moralismo delirante busca impedir a reforma das instituições, que estimulam a imoralidade. Tasso , tocando trombone sob um telhado de vidro, é o grande exemplo. Arthur Virgilio, com boquinha de ânus e vozinha de padre, outro. Nossos intelectuais se deliciam numa teoria barroca da "zona" geral. O Brasil é visto como um grande "bode" sem solução, o paraíso dos militantes imaginários. Quem quiser positividade é traidor. A miséria tem de ser mantida "in vitro" para justificar teorias e absolver inações. A academia cultiva o "insolúvel" como uma flor. Quanto mais improvável um objetivo, mais "nobre" continuar tentando. O masoquista se obstina com fé no impossível. Há um negativismo crônico no pensamento brasileiro. Paulo Prado contra Gilberto Freyre. Para eles, a esperança é sórdida, a desconfiança é sábia: "Aí tem dente de coelho, "alguma" ele fez...". Jamais perdoarão Lula por ter abandonado a utopia tradicional e aderido à "realpolitik". Quase nenhum "progressista" tentou ajudá-lo nessa estratégia. Quem tentou foi queimado como áulico ou traidor, pela plêiade dos canalhas e ignorantes. Talvez tenha sido um dos maiores erros da chamada "social-democracia", talvez a maior perda de oportunidade da história. Agora, os corruptos com que Lula se aliou para poder governar querem afogá-lo na lama. A "realpolitik" virou "shit politics". Assim como o atraso sempre foi uma escolha consciente no século 19, o abismo para nós é um desejo secreto. Há a esperança de que, no fundo do caos, surja uma solução divina. "Qual a solução para o Brasil?", perguntam. Mas a própria idéia de "solução" é um culto ao fracasso. Não lhes ocorre que a vida seja um processo, vicioso ou virtuoso, e que só a morte é solução. Vejam como o Brasil se animou com a crise atual. Ôba! É o velho Brasil descendo a ladeira! Viva! Os bons tempos voltaram!


Sei que a maioria dos anti-Lula e anti-PT adoram a suposta contundência de Arnaldo Jabor.


Leiam só o artigo dele na Folha sobre a tragédia da plataforma P-36, durante o governo FHC. Trocas efetuadas no texto Onde se lê: O avião explodindo Leia-se: plataforma afundando


Onde se lê: populismo Leia-se: neoliberalismo


Onde se lê: O avião da TAM Leia-se: A plataforma da Petrobrás afundando


Onde se lê: Pedro Simon Leia-se: Luiz Francisco


Onde se lê: Arthur Virgilio Leia-se: ACM


Onde se lê: Lula Leia-se: FHC


Onde se lê: social democracia Leia-se: esquerda


PS – Perdão, Jabor, mas essa foi irresistível.
Atenção, para quem não reparou: esse texto, brilhante, é do Arnaldo Jabor. Apenas os nomes e circunstâncias foram trocados, para montar a pegadinha.

CHARGE DO DIA













A CHARGE DE HOJE É DO BIRA

terça-feira, julho 24

UM "PROJETO" PARA O FUTURO

A Controladoria Geral da União do governo Lula está fazendo uma devassa nas contas da ONG Alfabetização Solidária, fundada por dona Ruth Cardoso. Descobriram que a ONG recebeu R$ 211 milhões do MEC no segundo governo FHC e outros R$ 58 milhões entre 2003 e 2006. Só no ano passado, foram repassados R$ 8 milhões do governo e a ONG captou mais R$ 12 milhões de empresas. Dava para alfabetizar 1,14 milhão de adultos. Estudos preliminares do MEC indicam que menos de 10% desse total foi alcançado. O governo Lula cortou os repasses, e mandou investigar tudo. Ahhh! é por isso que ele anda sumido? Cadê o FHC?

domingo, julho 22

DESINFORMAÇÃO E JOGO DE INTERESSES

Quem assistiu o Jornal Nacional de ontem viu a manipulação, a mentira sendo martelada na cabeça daqueles menos informados.Foi vergonhoso ver a Globo insistir na culpa do governo, quando a verdade é bem outra.
1)A assessoria de imprensa da TAM demorou para admitir que o piloto Marcos Stepanski, de 27 anos, estava na lista de passageiros do Airbus A-320, vôo 3054. Por quê?: Para esconder que o vôo estava superlotado!
2) "Decolagem foi abortada 20 dias antes". O avião já tinha problemas mecânicos.Antes de surgir defeito no reverso da turbina do jato da TAM, um outro problema obrigou o piloto a abortar uma decolagem quando já estava em alta velocidade na pista do Aeroporto do Recife.O prefixo era MBK, o mesmo do avião que explodiu em São Paulo no início da semana. A TAM reconheceu no dia 14 de julho, em Congonhas, foi encontrado mais um problema. Uma equipe de mecânicos encontrou um pequeno vazamento de óleo no sistema hidráulico do reversor direito. Os mecânicos travaram o equipamento.
3)TAM sabia que avião operava com defeito no equipamento desde a sexta-feira anterior".O reverso direito do Airbus A320 da TAM não abriu no pouso trágico em Congonhas porque estava travado. A informação foi admitida pela empresa, que alegou que esse não era um item obrigatório para a aterrisagem. Fontes do setor aeronáutico. no entanto, afirmam que o uso do reverso (um equipamento que inverte a pressão da turbina) ajudaria a fixar o pneu do avião no solo, especialmente numa pista curta, sem ranhuras e em dia de chuva.
4)O IPT- Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) demorou na divulgação do laudo. Por quê?. O IPT é um órgão do governo do Estado de São Paulo --comandado, portanto, pelo tucano José José. Logo depois do acidente de terça-feira, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), contestou a informação vazada por autoridades do governo federal a respeito da existência de laudo técnico do IPT liberando a pista de Congonhas.O IPT, sem outra alternativa, divulgou o laudo ontem Parecer técnico nº12792-301-ii realizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) na pista principal do aeroporto de Congonhas não identificou restrições ao uso da mesma, concluiu que o asfalto no local tem condições de atrito acima do padrão internacional de qualidade, mesmo sem as ranhuras para o escoamento de água. . O documento é datado de (19/07/2007) .
5) Sabotagem
Um curto-circuito no controle do tráfego aéreo, em Manaus, provocou ontem uma onda de atrasos em vários aeroportos do Brasil.A Infraero confirmou que uma pane no sistema elétrico tirou do ar rádios e radares.E o que a Globo fez ontem? Convocou dois comandantes para defender a TAM. O primeiro falou(com autorização da TAM), mas sem mostrar o rosto. O segundo comandante(com direito a crachá na lapeta) simplemente detonou a pista depois do apresentador ler parte do laudo do IPT.E as entrevistas? Ah! Essas o JN escolheu a dedo. A senhora perua berrou "A culpa é das autoridades"..."Eu quero saber o que aconteceu naquela maldita pista"O palco já está montado e o cenário pronto, e nessa encenação da verdade querem nos fazer acreditar à qualquer custo que o Presidente Lula é o culpado pela tragédia da TAM. Eles fazem os modelos, criam os estereótipos, ruminam sem cessar a verdade pronta, aquela que segundo eles você deve seguir. A exploração da mídia à ignorância de uma parte da massa é uma realidade e já não podemos negar a influência da Globo.

OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

REQUIÃO SOLTA O VERBO

(....)"O governador do Paraná, Roberto Requião, naquela tarde visita o presidente Lula no Palácio do Planalto, para um encontro como de hábito cordial. Em seguida, o governador, em toda a sua corajosa imponência, dirigi-se ao Comitê de Imprensa do próprio Palácio."Requião tem sido um dos alvos preferidos dos ataques da mídia. Suas relações com os jornalistas são tensas, mas ele não hesita na provocação, e pergunta por que, em outros tempos, “vocês não falaram do filho de Fernando Henrique?” Mais um rebento fora do matrimônio, como no caso de Renan Calheiros. A aventura de FHC, do conhecimento até do mundo mineral, é anterior à sua primeira eleição em 1994, e a jovem brindada pelos favores do príncipe dos sociólogos foi mais uma jornalista em atividade em Brasília, Miriam Dutra.A pergunta de Requião deixa os credenciados do comitê entre atônitos e perplexos. Alguém balbucia que a comparação não cabe, os casos são diferentes. Impávido, o governador ergue o sobrolho e clama: “Por quê?” Logo explica: “Quem sustentou o filho do ex-presidente foi, desde o nascimento, uma empresa privada, a Globo da família Marinho”.A bem da tranqüilidade familiar de FHC, e do seu desempenho na Presidência, Miriam Dutra e seu filho foram enviados ao exterior, no resguardo. Consta que voltaram para o País faz pouco tempo. Fez-se o silêncio no comitê, e o governador se foi, a dar risadas." Leia matéria completa aqui na Carta Capital.

quinta-feira, julho 19

TRAGÉDIA EM CONGONHAS

Neste momento de dor, minhas condolências aos familiares e amigos das vitimas. Infelizmente algumas pessoas não respeitam essa dor e estão fazendo política em cima deste caso.
As causas da tragédia em Congonhas só serão melhor esclarecidas após a investigação do conteúdo da caixa-preta do avião da TAM. Até aqui, reinam as especulações, as hipóteses e as tentativas de exploração política da tragédia. Enquanto a Oposição e a mídia, - até o editor do Jornal da nossa cidade (que ninguém sabe o R.P. de jornalista), mas que sabemos qual seu lado-, já acharam o culpado do acidente aéreo (Governo Federal). Os técnicos estão investigando o caso e surgiram fatos novos. Os peritos detectaram "fumaça forte" no motor esquerdo do Airbus-A320 da TAM no filme feito durante sua tentativa fracassada de pouso na pista do aeroporto de Congonhas, informa nesta quinta-feira reportagem de Eliane Cantanhêde, colunista da Folha (íntegra disponível só para assinantes do jornal ou do UOL). A Folha informa que, segundo o brigadeiro, a fumaça introduz um elemento novo no início das investigações: a possibilidade de falha mecânica no equipamento. A fumaça, de acordo com a reportagem, pode indicar que os motores estavam funcionando em sentidos opostos, um impulsionando para frente e outro freando, o que explicaria, por exemplo, por que o piloto não conseguiu parar o avião, que continuou em velocidade bem alta depois de tocar o solo e girou para a esquerda ao final da pista, em vez de seguir reto. As críticas às condições operacionais de Congonhas são antigas. Em fevereiro deste ano, um juiz tentou proibir que o aeroporto recebesse aviões grandes por falta de segurança. A decisão foi derrubada por um tribunal superior, sob o argumento que a medida era drástica demais e teria um efeito econômico negativo. Quanto aos custos humanos, estes são incalculáveis. A dor daqueles que perderam parentes, amigos e amigas não têm preço. Os procuradores da República, Márcio Schusterschitz e Fernanda Taubemblatt, protocolaram nesta quarta-feira, na Justiça Federal, em São Paulo, uma ação civil pública pedindo o fechamento do aeroporto de Congonhas até que seja realizada uma investigação sobre as condições da pista. Em caso de fechamento, os vôos seriam transferidos para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e para Viracopos, em Campinas.

segunda-feira, julho 9

DOIS IRMÃOS NA LISTA DAS FRAUDES

Reportagem no Clic RBS AQUI
Mais cinco municípios são suspeitos de fraude em concursos públicos.
Número de investigados pela Operação Gabarito chega a 42
Mais cinco municípios gaúchos podem estar envolvidos na fraude de licitações em concursos públicos. Com isso, chega a 42 o número de prefeituras investigadas pela Operação Gabarito do Ministério Público. Os novos municípios suspeitos são Dois Irmãos, Lindolfo Collor, Nova Hartz, Três Coroas e Triunfo.
A Justiça começa a analisar a documentação apreendida. No mês passado, a operação desarticulou um esquema envolvendo prefeitos, vice-prefeitos e empresários gaúchos acusados e fraudar concursos públicos e licitações no interior do Estado.
FONTE: RÁDIO GAÚCHA

OS DONOS DA MORAL

Alguns dias atrás, um cidadão de Dois Irmãos em uma resposta à uma postagem minha escreveu: "Alías, paulinhodopt, tu que prega tanta moralidade, tuas respostas e postagens são feitas em horário de trabalho e o pior, deve sair de algum gabinete de deputado. Tu já tens antecedentes em Dois Irmãos, de trabalhar em outra coisa em horário de trabalho..." Detalhe todas as minhas postagens são feitas em horário de Almoço ou depois do horário de trabalho e os outros em finais de semana e feriado jamais em horário de trabalho, Mas visitando alguns sites encontrei um comentário de um secretário da Prefeitura de Dois Irmãos neste sitio: AQUI. Olhe o que diz o comentário "Não esperem jamais de um petista "mente lavada" , adimitir (assim mesmo com aquele “i” antes do m), que estejam fazendo alguma coisa errada. Sempre vão justificar suas ações totalitárias em nome do "bem comum". Contestar seus panfletos e artigos, como fiz em minha cidade, é no mínimo ter que responder um processo judicial, que não foram poucos. Portanto, o Presidente que temos vai morrer e vai continuar dizendo "nada saber, nada ouvir e nada ver"." Enviado por: Afonso Bastian (18/04/2006 09:46) Em Plena terça-feira às 09:46 da manhã, Como são as coisas, nada como um dia após do outro...As máscaras caem.

domingo, julho 8

A FARRA DO BOI

Para que Senado?
Representação do Estado?
Mandato de oito anos, um mundo mordomia, privilégios. Com gente como Renan Calheiros (PMDB) e Roriz (PMDB). Pilantras, cara- de - pau, um renunciou para não ser cassado, sabe que o povo vai elegê-lo novamente. O outro acha que o povo brasileiro acredita em Papai Noel. Dois grandes criadores de Bezerros... O lema deles...

Podemos...
Meter- a-mão...
Depois falamos que era dinheiro dos...
Bezerros ...

O CUSTO DOS NOSSOS DEPUTADOS

Além de proporcionar episódios que deixam vermelhos de vergonha a maior parte dos brasileiros, como atestou a pesquisa CNT/Sensus divulgada na terça-feira, o Congresso brasileiro é um dos mais caros do mundo. De acordo com a pesquisa o orçamento destinado à Câmara e ao Senado só perde para o dos EUA. Mas, quando os cálculos levam em consideração o PIB per capita e o salário mínimo local o Congresso brasileiro é muito mais caro ou, pelo menos, está entre os mais onerosos do mundo.O primeiro orçamento é o dos EUA, de R$ 8,17 bilhões. O orçamento da Câmara e do Senado é de R$ 6,09 bilhões por ano, o que representa R$ 32,64 por habitante, ou 0,18% do PIB per capita.Em segundo lugar vem a Itália, cujo parlamento custa 0,11% do PIB por cabeça. Nos EUA, essa relação é de 0,03%.Quando se olha apenas o custo por habitante, o Brasil fica em terceiro lugar (R$ 32,64), atrás de Itália (R$ 64,46) e França (R$ 34,00), mas à frente dos parlamentos da Espanha (R$ 28,87) e EUA (R$ 27,00). Cada deputado e senador custa 2.068 salários mínimos por ano.O valor é mais que o dobro observado no México que é de 911 salários mínimos anuais. Na Argentina, que tem um salário mínimo semelhante ao brasileiro, o custo é de 264 mínimos por ano.A organização realizou um cruzamento entre o custo do Congresso inteiro por habitante e o salário mínimo. A Câmara e o Senado estão à frente mais uma vez. Todo os anos, cada brasileiro paga 0,66% do salário mínimo recebido durante doze meses. Em segundo lugar, o México, com índice de 0,54%, e Itália, com 0,23%.

sábado, julho 7

PREVISÕES DE KAYESER PARA O FUTURO DO GRÊMIO COM BRITTO

Kayser FAZ UMA PREVISÃO DO FUTURO DO GRÊMIO COM BRITTO.
Para ver a charge clique em cima dela e verás de maneira legível.
Julho de 2007 -
Britto aceita o convite feito por Odone e assume a presidência do Grêmio. Na entrevista coletiva, sempre espirituoso, brinca com os repórteres, que o chamam de “governador”, dizendo que vai manter o que está bom e mudar o que é preciso. Em um canto da sala, um sujeito magricelo e desconhecido, que depois seria identificado como o prefeito de Porto Alegre, dá um sorriso amarelo.
Setembro de 2007 – Não se confirmam os boatos de que os ingressos seriam majorados. Em compensação, pedágios, tanto para automóveis quanto para pedestres, são instalados na entrada do Largo dos Campeões. O custo do pedágio é maior do que o da maioria dos ingressos, mas é cobrado em um único sentido: “O torcedor paga apenas para entrar no Olímpico e a Univias se compromete a pavimentar o Largo dos Campeões em um prazo de até 12 anos”, exulta Antônio Britto.
Janeiro de 2008 – A situação financeira desfavorável obriga Britto a lançar mão de um PDV. Muitos atletas decidem deixar o clube em troca de uma indenização. A maioria deles investe em automóveis da marca Towner equipados com kit para cachorro-quente. Sandro Goiano opta por um carrinho.
Maio de 2008 - Os salários são pagos com um atraso de 15 dias. Britto acena com um aumento de 33 %, mas não paga. Os atletas entram na justiça para receber esse aumento. A dívida será paga por uma futura administração.
Junho de 2008 – Com uma eficiente política de atração de investimentos, Britto anuncia que uma grande multinacional construirá a Arena Fifa. Como contrapartida, o Grêmio fornecerá a área, a torcida para pagar ingressos e os jogadores, que atuarão por um novo clube, o qual terá o nome da empresa multinacional. Após 25 anos, a Arena será alugada para o Grêmio, que então poderá usar novamente seu nome.
Agosto de 2008 - A equipe passa por dificuldades e precisa do apoio dos seus torcedores, que têm comparecido em menor número a cada jogo. Britto anuncia o pagamento de “cinco pila e um pastel” para cada torcedor que se dispuser a balançar uma bandeirinha de plástico e usar um bonezinho.
Setembro de 2008 – É contratada uma consultoria comandada por Vicente Falconi para modernizar a gestão do clube.
Outubro de 2008 – A consultoria sugere uma terceirização da equipe, que fracassa no Brasileirão. Britto fecha o departamento de futebol e contrata, em um moderno sistema de leasing, os jogadores do Zequinha.
Dezembro de 2008 – Britto abandona a presidência do Stora Enso Ford Roundup Ready Portoalegrense – novo nome do clube – e viaja para a Espanha na companhia de um enteado. O vice-presidente fará a transmissão do cargo para o futuro presidente.

quinta-feira, julho 5

GRÊMIO UM SENTIMENTO QUE NÃO SE TERMINA

Pensem num clube popular, onde há torcedores das mais diferentes classes sociais, sei você poderá dizer que todos os clubes têm esse perfil. Sim, esse é o perfil do Grêmio, meu time do coração, do time que desde que me conheço por gente aprendi a amar, um amor platônico que não se termina que resiste às mais humilhantes derrotas e tem seu ápice nas conquistas. Mas a notícia que recebi hoje, me entristece, trairam o meu amor... Isso só pode ser uma brincadeira de mau gosto dos colorados, Antônio Britto Presidente do Grêmio? Sim, isso mesmo, ele mesmo, o homem que vendeu o patrimônio do nosso Estado, que sucateou o nosso RS. O que ele irá fazer no Grêmio? Talvez vender o Grêmio para alguma multinacional, quem sabe o Banco Opportunity, para depois se empregar nele. Não esquecendo que ele é o "homem dos pedágios", o que teremos que pagar para poder torcer pelo nosso time? Quem sabe, um aumento abusivo no valor dos ingressos, seu histórico é de trabalhar para os grandes, talvez agora só os afortunados, a “Elite do Pampa Gaúcho” poderá ir ao estádio. Qual o torcedor tricolor que pode me citar uma contribuição desse "cidadão" para o nosso imortal? Quem já viu ou ouviu falar em Antônio Britto no Olímpico? Perdoe-me Paulo Odone, mas tornar o Grêmio, com essa torcida maravilhosa (melhor do Brasil) em um objeto de ambições e pretensões políticas! Isso nós gremistas não merecemos... Brito Não! Respeitem esse time e sua Imortal torcida. Brito Não!

Do Blog do Kayser vem a frase do Dia


segunda-feira, julho 2

CONGRESSO DA UNE

Entre os dias 4 e 8 de julho, na Universidade Federal de Brasília (UnB), calcula-se que cerca de 10 mil jovens de todos os cantos do País vão participar do maior encontro organizado da juventude brasileira e principal fórum de deliberação do movimento estudantil. É o Congresso da UNE (CONUNE), que vai eleger a nova diretoria da entidade e defir seus rumos para os próximos dois anos, quando serão comemorados os 70 anos da UNE.
A Unisinos elegeu 24 delegados para participar do Conune, numa proporção de 1 delegado para cada 1.000 estudantes da Universidade. Destes 24 delegados, 11 pertencem à chapa Participação, entre os quais o estudante de História Paulo José Schmidt Brachtvogel, assessor parlamentar do deputado Tarcísio Zimmermann.
Participar desse congresso é passar por uma experiência gratificante visto que a Une é uma das principais organizações da sociedade civil brasileira, com uma bela história de lutas e conquistas ao lado do povo brasileiro sempre marcando presença nos principais acontecimentos políticos, sociais e culturais do país, na ditadura militar, pelas diretas, no fora Collor, contra as privatizações e a era neoliberal de FHC. Então um movimento como esse tem que ter o nosso respeito, temos que resgatar os valores históricos da Une e mantê-la autônoma que, a grosso modo, represente de fato os interesses e os anseios dos estudantes brasileiros .

sábado, junho 30

E AGORA, SILÊNCIO?

"A má-fé costuma andar de mãos dadas com o esquecimento seletivo e a amputação da memória. A memória amputada e a história sonegada são marcas hoje, infelizmente, de boa parte do jornalismo que se faz no Rio Grande do Sul. E um Estado sem memória é um Estado sem presente e sem futuro"Marco Weissheimer.
Aqui na nossa cidade não foi diferente, pegue o Jornal que leva o nome dessa cidade e veja as “notícias de capa” quando o governo era outro, do Olívio Dutra (PT) o editor chefe do tablóide massacrava o então secretário da segurança Bisol. Passou os quatro anos do Governo Olívio batendo nessa tecla: "segurança". Quando José Paulo Bisol falou, pela primeira vez, na famosa “banda podre” da polícia foi bombardeado na e pela mídia (toda a mídia gaúcha). Combate à corrupção policial, investimento nos serviços de inteligência, integração das polícias civil e militar, atuando em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público. Essas eram justamente as propostas da gestão de José Paulo Bisol, no governo Olívio Dutra (PT).
As cruzadas “Morais” do nosso querido Jornal são seletivas, agora em meio a total falta de segurança, onde, a cada semana são arrombadas diversas casas, roubados vários carros, assaltadas várias pessoas nas ruas da nossa cidade. - Não vou esquecer uma frase que li em um artigo de desabafo de uma cidadã de Dois Irmãos: “Nós lutamos a cada dia para construir uma vida, e vem aqueles que acabam com ela em poucos minutos, levando tudo o que temos”. É realmente muito triste. Mas não notamos os “protestos”, os pedidos por mais segurança. Quando o Governo era do Olívio queimaram até boneco do secretário na frente do Piratini e agora, agora as notícias sobre a segurança estão escondidas no meio do jornal lá em uma “coluninha pequeninha”. Cadê o “nobre editor”? Calou-se? Cadê a irá e a cruzada pela segurança pública dos prefeitos que naquela época queimaram o boneco do então secretário Bisol? A População quer saber. A População quer segurança, já.

IRÔNIA HISTÓRICA

Nos últimos dias, atos de dois ex-governadores gaúchos vieram à tona por conta da crise financeira que atinge o Estado do Rio Grande do Sul. Na terça-feira, a notícia foi o agravamento da crise em virtude de decisões judiciais que deram ganho de causa a servidores públicos que, durante o governo Antônio Britto, tiveram aumento estabelecido em lei e suspenso logo depois. Nesta quinta, a notícia foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que negou recurso da União contra a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), em um processo que o Estado ingressou contra a União durante o governo Olívio Dutra. A decisão do governo Olívio de mover a ação visou recuperar um passivo formado quando da criação da CEEE, em 1963. Caso ganhe a ação, o Estado terá R$ 2 bilhões de crédito para amortizar sua dívida com a União, podendo reduzir os repasses mensais dessa dívida. Qual dos dois governadores defendeu melhor o interesse público?

Marco Weissheimer Do Blog: http://rsurgente.zip.net/

FLAUTA

Essa é do Kayser...Mandou bem...ehehe

segunda-feira, junho 18

A IMPRENSA E A DESILUSÃO POLÍTICA

Por: Antônio Augusto de Queiroz*
O Brasil está passando por um processo absolutamente curioso do ponto de vista da percepção e participação política. Na proporção em que avançam a transparência e o controle sobre os atos dos agentes políticos, aumentam a desilusão, o descrédito e a falta de disposição das pessoas para participarem da política, especialmente em razão dos custos de imagem. Há algo de muito errado nisso.
O modo como vêm sendo divulgados os recentes escândalos políticos – em geral captados e desvendados por órgãos oficiais – tem produzido um efeito contraditório. A ausência de qualquer menção aos avanços das instituições na percepção e descoberta de desvios, a partir do trabalho dos órgãos que combatem a corrupção – como Ministério Público, Controladoria Geral da União, Polícia Federal, Tribunal de Contas e Receita Federal – transmite a idéia de aumento da corrupção, quando ocorre exatamente o contrário, ou seja, o combate à corrupção.
Para corrigir esses equívocos de percepção e contribuir para a melhoria do padrão ético, a partir da punição exemplar dos culpados, duas ações são necessárias e a participação da imprensa é fundamental em ambas: uma de esclarecimento e outra de mudança legislativa e de postura dos membros dos três poderes.
A primeira – de esclarecimento – passa por mostrar que delinqüir tem custos e conseqüências sérias porque o Estado e a sociedade já dispõem de meios para descobrir, denunciar e processar seus atores, que responderão civil e penalmente pelos seus atos. Simplesmente denunciar, sem esses cuidados, deseduca porque passa a impressão de que o crime compensa, além da falsa idéia de aumento da deterioração do padrão ético.
A segunda – de mudança de postura e da legislação – consiste em cobrar das autoridades medidas voltadas para apurar, denunciar, julgar e punir os culpados, chamando à responsabilidade cada um dos três poderes. Do Poder Executivo exigir condições para aperfeiçoamento do trabalho dos órgãos de controle, fiscalização, transparência e responsabilização. Do Legislativo a discussão, formulação e votação de projetos que tornem célere a prestação jurisdicional, notadamente com mudanças nos códigos de processo para evitar recursos protelatórios que levam à prescrição dos processos e, em conseqüência, à impunidade. E do Judiciário, rigor e celeridade no ato de julgar.
O Brasil, desde a Constituição de 1988, já melhorou muito os mecanismos de fiscalização, controle e responsabilização dos agentes públicos, tanto pela profissionalização da burocracia, a partir do mérito e do concurso público, quanto pela criação de órgãos e de atribuições voltadas para a transparência da gestão estatal.
A impressão de impunidade é real porque se espelha na punição de detentores de mandato, cujo processo de julgamento passa por três etapas. A primeira é interna corpori, ou seja, os parlamentares julgam seus colegas e, nos casos do mensalão e das sanguessugas, houve absolvição quase que generalizada. A segunda é o julgamento das urnas, e nesse particular já houve avanço, a ponto de terem retornado apenas cinco dos 84 deputados denunciados na CPI das sanguessugas. O terceiro é o processo judicial, produto de denúncia do Ministério Público.
No julgamento do Judiciário é que está o principal problema. A frouxidão dos códigos de processo, que permitem reiterados recursos (quase todos de natureza protelatória), e a lentidão do Judiciário levam, quase que invariavelmente, à prescrição e extinção do processo antes do julgamento do mérito. Quem possui recursos para contratar bons advogados, mantidas as atuais regras, nunca será punido penal e civilmente.
A tarefa, portanto, é persistir no aperfeiçoamento dos mecanismos de controle e, principalmente, cobrar das autoridades mudanças nos códigos de processo para dar celeridade à prestação jurisdicional, punindo exemplarmente todos os culpados. E a imprensa é fundamental nesse processo. A mera denúncia – sem essas preocupações – apenas aprofunda o ceticismo e a desilusão com a política, além de afastar quadros éticos da disputa política e contribuir para piorar a qualidade da representação.
* Jornalista, analista político e Diretor de Documentação do DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.

domingo, junho 17

OLHA A PIZZA

Mais uma Pizza está saindo do forno do Conselho de Ética do Senado. O caso Renan Calheiros (PMDB-AL) ao qual, tudo indica que pagava pensão para sua filha constituída em uma relação extraconjugal com dinheiro de Lobistas. O Conselho de Ética ouve nesta segunda o lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Jr., acusado de pagar despesas pessoais do presidente do Senado, e o advogado da jornalista Mônica Veloso, Pedro Calmon. A principal testemunha não irá ser ouvida que é a própria Mônica Veloso.

AS CRUZADAS MORAIS SELETIVAS DO SENADOR SIMON

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) ficou conhecido nacionalmente como um paladino da moralidade e da luta contra a corrupção. Neste domingo, o senador propõe, em um artigo publicado na Folha de São Paulo, que a população saia às ruas contra a corrupção e pelo fim da impunidade. Intitulado “Reage, Brasil!”, o artigo diz, entre outras coisas, que “nunca, em nenhum momento da nossa história política, os três Poderes da República estiveram tão contaminados pela corrupção”. Simon não apresenta nenhum dado para sustentar tal afirmação, apelando para sua biografia como elemento de prova do que está dizendo. As cruzadas morais do senador gaúcho têm uma particularidade curiosa. Elas nunca se referem às denúncias de corrupção que atingem seus correligionários no Rio Grande do Sul. Quando tais denúncias surgem na província de São Pedro, envolvendo políticos de seu partido ou aliados, reina o silêncio. Alguém lembra de algum pronunciamento irado e indignado do senador Simon, cobrando investigações rigorosas sobre as denúncias contra a Máfia das Consultas, levantadas por uma série de reportagens do jornalista Giovani Grizotti? Denúncias que envolveram, entre outros, Elmar Schneider e João Osório, políticos do PMDB. Alguém ouviu algum comentário sobre o texto publicado no site da Assembléia Legislativa, onde o ex-deputado Schneider diz que “nos primeiros quatro anos de mandato em que trabalhou em parceria com o seu companheiro de partido, deputado João Osório, foram contabilizadas mais de quinhentos atendimentos mensais entre baixas em hospitais, cirurgias e consultas de rotina”, feito obtido através da intermediação dos seus respectivos mandatos? (clique AQUI para ler). Alguém ouviu algum discurso inspirado condenando a utilização de albergues por deputados para angariar votos, conforme denúncias que envolveram entre outros, os deputados Osvaldo e Márcio Biolchi, do PMDB?
Alguém lembra de uma fala de Simon cobrando explicações do vereador Luizinho do Sete, do PMDB de Sapucaia do Sul (RS), que contratou a mulher, a sogra, o filho e o gerente da loja de carros da qual o edil é proprietário? Ou ainda, alguém lembra de algum pedido de explicações do senador sobre o processo de privatização da Companhia Riograndense de Telefonia (CRT), durante o governo Britto, do PMDB, que contou, entre outras coisas, com a nebulosa participação da RBS, principal empresa de comunicação do Estado, e do grupo Oportunity, onde Britto foi trabalhar após deixar o governo? As cruzadas morais do senador parecem ser marcadas por uma curiosa seletividade geográfica e política. Uma seletividade que ajuda a identificar o lugar a partir do qual ele realmente fala.

Marco Weissheimer RS Urgente.

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO

Algumas semanas atrás, numa postagem feita por um anônimo aqui neste blog (possivelmente filhote da corja que administra esse município), ele falava mal do Orçamento participativo, pois, hoje vou falar da experiência maravilhosa que os moradores de São Leopoldo estão vivendo. Não bastasse ser a cidade que mais construiu casas para pessoas de baixa renda de toda nossa região e grande Porto Alegre o Orçamento Participativo “está a milhão”. Esta semana o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, visitou a Escola Municipal de Ensino Fundamental Alberto Pasqualini. O objetivo da vistoria foi acompanhar o andamento da obra da quadra poliesportiva na instituição, localizada no bairro Campina. A obra foi reivindicada pela comunidade através do Orçamento Participativo. Além da quadra, foram construídos vestiários e palco. Vanazzi destacou que a demanda está sendo muito esperada pela população, pois o bairro é carente de quadras. "Esta construção é importante para a comunidade que poderá participar e cuidar da área, e ainda melhorar o aproveitamento dos estudantes que terão um espaço qualificado para realizarem atividades recreativas, esportivas e de lazer", frisou. ExpectativaPara a diretora da escola, Silvia Maria Kunrath, a expectativa da direção e dos estudantes em relação a obra é muito grande. "Os alunos acompanharam o andamento das obras desde o início e estão ansiosos para utilizarem o local", afirmou. Ela comemorou a realização desta obra tão importante na escola. "Tenho 19 anos de município e é a primeira vez que vejo uma administração investir em uma obra de qualidade na periferia. Sempre morei e trabalhei em bairro e para nós é uma satisfação ver isto se realizando. Estou muito feliz", destacou. A titular da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer (Smed), Maria Luiza Sedrez, e a chefe do setor de Projetos da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, Carla Gorski, acompanharam a vistoria. A equipe foi acompanhada pela diretora e as supervisoras Carla Doebber e Rosane Herpich. O valor orçado para construção foi de R$ 359.050,60. A área da obra consiste em 599,93 metros quadrados.
Enquanto que no nosso município as coisas são decididas dentro de quatro paredes, como o “elefante branco” do Palco Móvel, em outros municípios com administrações sérias as coisas acontecem e com a participação da população.