O governo Yeda está enfrentando uma série de protestos dos estudantes por todo Estado do RS. Na quinta-feira dia 30/8, cerca de 2 mil estudantes da rede Pública Estadual de Novo Hamburgo foram para as ruas em protesto ao projeto de “enturmação” do governo Yeda, eles também protestaram contra a falta de professores e contra o aumento da passagem que o prefeito de Novo Hamburgo decretou no mês passado. Com palavras de ordem tipo: “Estudantes na rua Yeda a culpa é tua” os estudantes caminharam da Instituição Liberato até a praça localizada no centro de NH onde trancaram a saída dos ônibus no “paradão” por cerca de 30 minutos. Já em frente ao Palácio Piratini várias categorias de servidores públicos, estudantes, professores, trabalhadores e empresários alternam-se em manifestações contra a política do governo tucano. Como disse Marco Weissheimer em seu blog RS Urgente Do jeito que vai a coisa, será preciso distribuir senhas para organizar os protestos em frente ao Palácio Piratini.
Este blog trata entre outras coisas da nossa política cotidiana,e, como qualquer outro veículo, tem posição política sobre os fatos que aborda.
quarta-feira, setembro 5
YEDA ENFRENTA UMA SÉRIE DE PROTESTOS EM TODO ESTADO DO RS
O governo Yeda está enfrentando uma série de protestos dos estudantes por todo Estado do RS. Na quinta-feira dia 30/8, cerca de 2 mil estudantes da rede Pública Estadual de Novo Hamburgo foram para as ruas em protesto ao projeto de “enturmação” do governo Yeda, eles também protestaram contra a falta de professores e contra o aumento da passagem que o prefeito de Novo Hamburgo decretou no mês passado. Com palavras de ordem tipo: “Estudantes na rua Yeda a culpa é tua” os estudantes caminharam da Instituição Liberato até a praça localizada no centro de NH onde trancaram a saída dos ônibus no “paradão” por cerca de 30 minutos. Já em frente ao Palácio Piratini várias categorias de servidores públicos, estudantes, professores, trabalhadores e empresários alternam-se em manifestações contra a política do governo tucano. Como disse Marco Weissheimer em seu blog RS Urgente Do jeito que vai a coisa, será preciso distribuir senhas para organizar os protestos em frente ao Palácio Piratini.
TAXA DE JUROS MANTÉM TRAJETÓRIA DE QUEDA MESMO COM CRISE INTERNACIONAL
A Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, de 11,5% para 11,25% ao ano.Isso confirma a saúde financeira da economia brasileira, diante da crise internacional provocada pelo mercado imobiliário nos EUA.Foi-se o tempo em que tucanos emplumados batiam asas alvoraçados em direção à Washington e ao FMI.quarta-feira, agosto 29
A MARIONETE
Marionete é uma espécie de boneco manipulado, por fios, cabos ou varetas, usado como forma de teatro de fantoches. Constitui-se numa forma de entretenimento para adultos e crianças.As apresentações podem ser feitas em pequenos teatros (feitos em formato de caixa, para ocultar o manipulador), teatrinhos abertos, ou mesmo sem este aparato cenográfico. A marioneta de fios, ou simplesmente marioneta, é composta por três elementos estruturais: o boneco ou figura animada, representando um ser humano, animal ou criatura antropomórfica; os fios de comando, que comunicam ao boneco os gestos e ações pretendidas pelo animador; o comando ou cruzeta, destinada à controlar os fios e os movimentos do boneco. Trata-se de uma técnica comum em diferentes culturas, mas com uma grande complexidade formal, tanto na construção da figura como do seu sistema de manipulação (comando ou cruzeta). A funcionalidade da marioneta depende de uma compreensão adequada dos seus princípios mecânicos e estruturais. Trata-se de uma arte ancestral, que evoluiu a partir de pressupostos técnicos de base, incorporando permanentemente novas tecnologias e materiais ao longo da sua história. Ela é sempre manipulada por uma mão que não aparece.
Agora coloque uma vestimenta de duende verde naquele marionete do cabelinho de anjo e olhinhos azuis (achei que esse não serviria para marionete, mas, me enganei) e faça o dançar e pular a marchinha da “situação”, pois o espataculo no circo do “chato da caverna do ratão” não pode parar. Ah e se você entrou de “Gaiato” nessa, não há problema, sente-se e curta o show das Marionetes...
terça-feira, agosto 28
A VERDADE (Carlos Drummond de Andrade)
A porta da verdade estava aberta,PRECONCEITO-ZERO
Eu- Como começou no hip hop?
Tamborero- Comecei no Hip Hop através da dança, o popular break, mais a minha especialidade era o popping e o b.boyng, foi uma época em que a dança era o combustível do Hip Hop.Era um momento que pra mim o mais importante, porque todos eram Hip Hop não tinha artistas famosos e todos militavam por este movimento cultural, lembro dos passos de Michael Jackson, os Jack Kool de Gang.
Eu- Quem ou o que te inspirou a entrar para o hip hop?
Tamborero- A necessidade de expressar o sentimento de comunidades sem perspectivas de vida, sem infra-estrutura, sem acesso a informação, e também o movimento dos anos 70 e 80 nos guetos norte americanos, com lutas travadas pela igualdade racial e social pelos panteras negras e comunidade Hip Hop da época: expirações Kool Herc, Gil Scott Heron,Stive Bico, Public Enemy e o grande África Boombataa.

Eu- O rap hoje mudou bastante, outros estilos surgiram, e não se fala só de violência, da quebrada e de questões sociais e românticas como o charme e o soul. Mas se fala muito de sexo, de balada, de mulher o que acham disso? O rap perde ou ganha?
Tamborero- Na minha opinião, o rap é uma ferramenta a mais que os(as) periféricos tem na mão, pra protestar, reivindicar e falar de sentimentos. Mais isso, não vende, existe um sistema capitalista pronto pra corromper os movimentos. E em todo “trampo” (trabalho), existe o bom e o mau profissional, e quem faz rap de balada, de sexo não preventivo e sim deturpação do corpo da mulher está no movimento errado simplesmente trabalhando a favor do sistema que escraviza, humilha e mata. Com isso o rap perde e a periferia também, porque são menos lutadores e mais corrompidos, pelo tigre de papel.
Eu- Tu achas que o hip hop tem papel político?
Tamborero- Sim, a luta pelo socialismo ainda não acabou, ficamos anos lutando por isso, por distribuição de renda, por melhores condições de vida e agora que conquistamos pelo menos as atenções de alguns setores, temos que continuar firme na trincheira.
Eu- Quais as dificuldades que tu viste desde o teu início? Tamborero- São muitas, porque no Brasil já é difícil ser negro, o que dirá negro e cantor de rap, que usa boné e calça larga, mais a maior dificuldade que se tem ate hoje é a ignorância que nos mata. E as drogas, impostas pelo sistema e a sociedade não se defende, só participa.
Eu- Um acontecimento marcante nesta caminhada, que tu aches que tenha sido decisivo para a formação do Hip-Hop gaúcho?
Tamborero- Foi quando o Hip-Hop passou a ser o movimento da massa oprimida, isso foi no final dos anos 80, não participei desta época mais pesquiso e escuto os mais velhos e foi ai que este movimento saiu dos guetos das vilas e disse estamos aqui e queremos o que é nosso por direito.

Eu- Tu acredita no “movimento hip hop”?
Tamborero- Sim sempre acreditei o dia que não acreditar paro com tudo e vou seguir minha vida,E tem mais acredito num movimento sócio-cultural.
Eu- Tamborero, meu irmão, é sempre um prazer estar com você, um dos grandes companheiros que conheci nesta luta social, camarada gostaria que você deixasse uma mensagem para os leitores do meu blog.
Tamborero- gostaria de agradecer o convite, para esta entrevista, Paulinho -e por falar neste camarada- conheço você há quatro anos e sempre tive o prazer de conviver com você. Acho que o Brasil precisa ter mais pessoas como você, que se preocupa com as classes oprimidas e que não só se preocupa, mas luta no dia a dia por transformações sociais. Também nessa caminhada com este ilustre camarada tivemos o prazer de conhecer a realidade do bairro São João em Dois Irmãos, numa atividade com jovens ativistas e simpatizantes da cultura Hip Hop, na Escola Paulo Arant.
UM SALVE A TODOS!
CPI DOS PEDÁGIOS: PRORROGAÇÃO DOS CONTRATOS SÓ COM AVAL DA ASSEMBLÉIA E NOVA LICITAÇÃO
Respondendo a pergunta do deputado Dionilso Marcon (PT), o procurador da República Celso Antônio Tres, que depôs nesta segunda-feira (27) na CPI dos Pedágios, afirmou que para prorrogar os contratos de concessão de rodovias só com aprovação da Assembléia Legislativa e realização de nova licitação pública. “A licitação é um princípio constitucional. Portanto, não é possível prorrogar contratos para fugir da realização de um novo processo licitatório”, defendeu o procurador.Autor de diversas ações judiciais que questionam elementos dos contratos firmados entre o Estado e as concessionárias, Antônio Tres classificou o valor cobrado nas estradas pedagiadas do Rio Grande do Sul de “o mais caro da face da terra”. Para justificar, o procurador citou o exemplo da praça instalada em Santo Antônio da Patrulha, que cobra R$ 6,00 de veículos de passeio para a manutenção de 30 quilômetros de pista.O alto valor das tarifas, segundo ele, vem sendo alimentado pelos preços dos insumos inflacionados e por altos gastos com itens questionáveis, como publicidade e propaganda. Com isso, o reajuste tarifário, em muitos casos, tem sido superior ao da inflação. “Em São Paulo, por exemplo, a inflação medida pela FIPE, de 1994 a 2005, chegou a 262%. No mesmo período, o preço dos pedágios subiu 724%”, comparou.
ACAMPAMENTO DOS CONCURSADOS DA BM COMPLETA UMA SEMANA
O acampamento dos concursados da Brigada Militar em frente ao Palácio Piratini completa uma semana nesta segunda-feira (27). O grupo reivindica o chamamento por parte do governo do estado dos 1468 remanescentes do concurso para soldado da BM realizado em 2005. Em que pese a jornada exaustiva e a saudade da família, a avaliação do grupo é positiva quanto à essa primeira semana. "Logo no primeiro dia obtivemos sinalização positiva do Comando da BM, que manifestou interesse em contar com nosso trabalho já na Operação Golfinho. Embora essa idéia ainda não tenha sido concretizada, parece animador para ambas as partes a idéia de chamar a metade dos concursados no primeiro momento e através de um cronograma efetivar o restante no ano que vem", destaca Antônio Alves que integra o acampamento ao lado de Keli, Marcos, Tiago e Rogério. Outras duas reuniões ocorreram na semana passada, uma na Casa Civil, e outra no Ministério Público Estadual. "Conseguimos retratar as nossas dificuldades de forma transparente e tivemos liberdade para mostrar que a nossa única intenção é a de trabalhar, servindo à corporação e a sociedade gaúcha", completa Antonio. Está prevista para esta segunda-feira a chegada de mais quatro colegas, das cidades de Cruz Alta e Santana do Livramento. O acampamento prosseguirá até que se iniciem as nomeações.PTSUL
Charge:Blog do Kayser
LULA LIBERA R$ 2 BILHÕES PARA A SAÚDE
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta segunda-feira (27), durante reunião de coordenação política, o descontingenciamento de R$ 2 bilhões para atender a área da saúde.Esses recursos vinham sendo solicitados pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Segundo fontes do governo, o presidente está preocupado com a situação de saúde nos Estados.Ficou acertado que Temporão será convidado a participar da próxima reunião de coordenação política. Na reunião de hoje, ficou definido também que o governo vai dar encaminhamento à discussão da regulamentação da emenda 29, que fixa as porcentuais de aplicação obrigatória em saúde por parte dos Estados e municípios.Durante a reunião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez um balanço da situação do país, enfatizando a solidez da economia. O ministro mencionou a última crise financeira e reiterou que o País apresenta crescimento sólido e tem reservas cambiais suficientes. Disse ainda que o governo está acompanhando com a atenção o desdobramento da crise.
domingo, agosto 26
"TEU RISO"
Tira-me o pão, se quiseres, sexta-feira, agosto 24
LULA LANÇA PROGRAMA NO RS NESTA SEXTA-FEIRA
Nesta sexta-feira (24), o presidente Lula estará em Porto Alegre para fazer o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento do Saneamento para o Rio Grande do Sul. A cerimônia será realizada às 15h30, no Centro de Convenções da Fiergs.RS É O ESTADO QUE MENOS INVESTE NA SAÚDE
O Rio Grande do Sul é o estado brasileiro que menos investe em Saúde, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (21) pelo ministro José Gomes Temporão. O percentual aplicado pelo governo gaúcho no setor em 2006 corresponde a 4,99% do orçamento, muito aquém dos 12% determinados pela lei. O estado fica atrás de Minas Gerais (6, 87%), Paraíba (7,62%) e Alagoas (10,33%)A síntese do Plano Plurianual para o quadriênio 2008/2011 indica a intenção do governo Yeda de continuar descumprindo a Emenda Constitucional 29, em vigor desde 2003, e não destinar 12% da Receita Líquida de Impostos e Transferências à saúde da população. Para os dois últimos anos do período estão previstos investimentos de 7,5% da RLIT. Estas projeções, no entanto, são superestimadas em 2,5%, pois incluem os gastos com o IPE-Saúde, o que é vedado pela legislação.Além de descumprir a lei, o governo ignora as sentenças judiciais que definem a recomposição dos orçamentos passados e a reposição de mais de R$ 1 bilhão referentes aos anos de 2003, 2004 e 2005, prazo em que a EC 29 está vigorando e não sendo observada no Rio Grande do Sul. O ano de 2006 ainda está sendo analisado pelo poder judiciário.Por Denise Ritter PTSUL
Charge:Blog do Kayser
BRASIL É O MELHOR EXEMPLO DA NOVA ESTABILIDADE DA AMÉRICA LATINA, DIZ ECONOMIST
A edição da revista britânica The Economist publicada nesta quinta-feira afirma que o Brasil é o "mais claro exemplo da recém descoberta estabilidade financeira da América Latina". (Matéria em inglês aqui) No artigo Um "dar de ombros" e não um arrepio, a revista diz que os investidores internacionais parecem compartilhar a "atitude radiante" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem descartado uma crise no Brasil em decorrência das turbulências nos mercados financeiros globais."Nos círculos financeiros, a América Latina tem tido por muito tempo uma reputação de continente 'subprime' (em referência às hipotecas americanas de alto risco), que periodicamente tem dificuldades para repagar o dinheiro emprestado a ele por credores irresponsáveis", afirma o artigo.O texto lembra que o Brasil foi afetado por crises globais em 2002, 1999 e 1998.'Animação macroeconômica'Agora, o cenário é diferente, afirma a revista, já que o Brasil atingiu a meta semestral de superávit orçamentário, antes do pagamento de dívidas, tem um bom superávit de conta corrente – graças às altas dos preços de commodities – e conseguiu acumular cerca de US$ 160 bilhões em reservas."Aliás, o Brasil é agora um credor de dólares, o que significa que o país tem muito menos a temer em relação a uma queda do real frente ao dólar. De fato, uma moeda brasileira mais fraca ajudaria exportadores de manufaturados, que têm reclamado que o real está muito forte."A revista lembra que a Bovespa foi atingida pelas turbulências recentes no mercado financeiro mundial, mas diz que "o fato de os mercados (brasileiros) não terem caído ainda mais é testemunha da recém descoberta animação macroeconômica do Brasil"."No passado mais turbulento, uma rápida saída de dinheiro do Brasil e dos seus vizinhos poderia ter desencadeado moedas mais fracas, custos de dívidas maiores, inflação mais acelerada e taxas de juros punitivas", diz a Economist."Mas, se Lula estiver certo, este enredo econômico medonho pode não ser mais eminentemente latino-americano", acrescenta o artigo. A revista ainda destaca avaliações de bancos e consultorias que colocam o Brasil ao lado de Chile e Peru no grupo de países "diligentes". O México estaria em um nível intermediário, por estar mais exposto à economia americana. Entre os países de maior risco, segundo as consultorias ouvidas pela The Economist, estariam Argentina, Equador e Venezuela.
IBGE: DESEMPREGO VOLTA A CAIR E FICA EM 9,5%, EM JULHO
Após ficar em 9,7% em junho, a taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país caiu para 9,5% em julho, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Trata-se da segunda queda na taxa de desocupação do ano, com abertura significativa de postos de trabalho.
A renda média do trabalhador foi de 1.108,30, o que representou aumento de 2,5% ante julho de 2006 e queda de 1,2% frente a junho deste ano.
O IBGE apura dados em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o desemprego registra uma queda de 1,2 ponto percentual. O contingente total de desempregados foi de 2,2 milhões em julho.
A reação no mercado de trabalho foi ditada por Rio de Janeiro, em que o desemprego caiu 0,9 ponto percentual. Nas demais regiões foi registrada estabilidade estatística, segundo o IBGE.
Em julho, a taxa de desemprego foi de 7,8% em Belo Horizonte, 14,6% em Salvador, 12,6% em Recife, 8% no Rio, 7.4% em Porto Alegre e 10,2% em São Paulo.
quarta-feira, agosto 22
PETROBRAS PERTO DE 2 MILHÕES DE BARRIS
Notícia do blog Amigos do Presidente.A produção de petróleo nacional vai alcançar a marca de 2 milhões de barris por dia até o final deste ano a partir dos poços da Petrobras. O diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella, afirmou que quatro plataformas que entrarão em operação nos próximos meses vão produzir, juntas, 510 mil barris por dia de óleo - inclusive a P-54, entregue ontem pelos dirigentes e trabalhadores do estaleiro Mauá Jurong à diretoria da estatal. A plataforma seguirá para o campo de Roncador, na Bacia de Campos, dentro de três semanas.
EMATER

Bohn Gass divulga carta em que Yeda afirma que não faria demissões
O vice-líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, Elvino Bohn Gass, revelou nesta terça-feira (21) a existência de uma carta assinada por Yeda Crusius, dirigida aos servidores da Emater, em que a então candidata tucana afirmava que os servidores não precisariam temer “listas de demissões”. O material foi elaborado durante o segundo turno da campanha ao Piratini e distribuído em todos os escritórios da Emater. Sete meses após assumir o governo, Yeda anunciou a demissão de cerca de 300 servidores da empresa. “Há uma profunda contradição entre o que a candidata Yeda prometeu e o que a governadora Yeda vem fazendo no Estado. A carta dirigida aos servidores da Emater é um exemplo cristalino do abismo entre o discurso de palanque e as ações efetivas de governo”, apontou Bonh Gass. As demissões de servidores, segundo o próprio governo, têm como objetivo adequar a Emater ao novo convênio firmado com o Estado. O acordo reduz os repasses dos atuais R$ 9 milhões para apenas R$ 7 milhões por ano. Na carta, no entanto, a então candidata ao governo gaúcho afirmava que iria garantir “o reforço do quadro de servidores, hoje defasado”. Yeda prometeu também recursos para a continuidade e ampliação das ações, uma relação de parceria permanente com os extensionistas e o aumento dos repasses do governo federal. Nada disso, no entanto, está acontecendo. O corte de servidores imposto pelo governo do Estado poderá inviabilizar a concretização de convênio com o governo federal no valor de R$ 5 milhões. “A contratação de técnicos é exigência para o acordo com a União. Mas a governadora está fazendo exatamente o contrário e, com isso, abrindo mão de recursos e, mais uma vez, contrariando seu discurso de campanha”, criticou o deputado.Na tribuna da Assembléia, o parlamentar acusou a governadora de usar a Emater como cobaia para o choque de gestão que pretende aplicar no Estado. “A bola da vez é a Emater. No entanto, a lógica que tem norteado o governo do Estado nos permite prever que outras estruturas, como a TVE, Procergs, Fundação Zoobotância e Fundação Liberato também estão na mira do novo jeito de governar”, alertou.
terça-feira, agosto 21
PAÍS CRIOU 1,2 MILHÃO DE EMPREGO NO 1º SEMESTRE
O Brasil já criou de janeiro a julho deste ano 1,222 milhão de empregos formais, praticamente o mesmo número de postos de trabalho com carteira assinada criados durante todo o ano passado. A informação foi dada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).Na avaliação do ministro, a crise que afeta os principais mercados de capitais internacionais não deverá influir o desempenho da economia brasileira e nem o mercado de trabalho do país.
“Nós já estamos batendo um novo recorde na geração de novos postos de trabalho. São 1,222 milhão de novos empregos formais até o mês de julho, no mínimo. Este número poderá ser ainda maior porque ainda não fechamos julho. Isto significa que nós já atingimos o mesmo número de empregos gerados ao longo de 2006, que foi de cerca de 1,230 milhão a 1,240 milhão de empregos, segundo dados do Caged”, disse.
O ministro Carlos Lupi previu novo recorde na geração de empregos formais, embora tenha reduzido a previsão inicial. “Vamos bater o recorde de 2004 e gerar entre 1,55 milhão a 1,6 milhão. Este resultado fica acima do recorde obtido em 2004, quando foram gerados 1,523 milhão de novos postos de trabalho".
segunda-feira, agosto 20
PLEBESCITO DA VALE GANHA FORÇA NO RS
O Celeuma noticia:"A campanha pela anulação do leilão da Cia. Vale do Rio Doce vem se espalhando pelo Rio Grande.Além de Porto Alegre, já foram criados comitês regionais em Erechim, Santa Maria, Pontão, Pelotas e Cruz Alta.A informação é de Raquel Casiraghi da Agência de Notícias Chasque.Em todas as regiões gaúchas, entidades, pastorais e movimentos sociais realizam encontros para debater as perdas que a privatização da empresa trouxe ao País.Na opinião de Irmã Lourdes Dill, coordenadora do Projeto Esperança (Cooesperança), de Santa Maria, a campanha servirá para que a população reflita sobre o papel do patrimônio público e a soberania nacional."O plebiscito é uma grande oportunidade de participação popular. É uma oportunidade de decisão, de participação e de formar consciência nas pessoas, já que como cidadãos temos o direito de opinar", diz.O ponto alto da campanha será o Plebiscito Popular, que ocorre entre os dias 1º e 7 de setembro em todo o País.Na consulta, a população irá votar em cinco perguntas. Quatro delas, são referentes à Vale do Rio Doce, Reforma da Previdência, pagamento da dívida externa e preço da energia elétrica. A quinta pergunta é específica para o Rio Grande do Sul, sobre os pedágios.Milhares de urnas estarão espalhadas por todas as cidades gaúchas.Qualquer pessoa pode votar, desde que leve consigo um documento de identidade.Menores de 16 anos também votam, mas em urna separada.Os resultados da consulta serão divulgados até o dia 20 de setembro.Irmã Lourdes é a favor da anulação do leilão de privatização ocorrido em 1997, durante o governo FHC.Para ela, a venda da Vale do Rio Doce foi um ato irresponsável."A Vale do Rio Doce foi vendida por um preço muito irrisório. Ela vale bilhões de reais, e a gente sabe que a empresa que a comprou hoje está explorando muito", diz.o cartaz mais feio do anoEntre as entidades promotoras do plebiscito, estão a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pastorais sociais, Cáritas, Via Campesina, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Cpers Sindicato e União Nacional dos Estudantes (UNE).A Companhia Vale do Rio Doce foi vendida em um leilão em 1997, durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (foto), por R$ 3,3 bilhões. Hoje, seu valor de mercado está avaliado em mais de R$ 200 bilhões."Leia mais do Celeuma aqui:
domingo, agosto 19
A DANÇA DOS VAMPIROS
Flávio Aguiar - Carta MaiorAo desdenhar tão brutalmente o Piauí o presidente da Philips, Paulo Zottolo, cometeu um ato falho. Por isso mesmo suas palavras devem ser levadas a sério. E o preconceito que elas mostraram é da mesma natureza daquele contra o presidente Lula.No excelente filme de Roman Polanski, “A dança dos vampiros” (1967, com ele próprio e Sharon Tate), há uma cena em que os tão implacáveis quanto desajeitados caçadores dos dráculas contracenam com os próprios num baile. É uma cena inesquecível: alguns são mortos que dançam para parecer que estão vivos, outros são vivos que dançam para parecer que são mortos.A verdade vem à tona quando, inadvertidamente, os caçadores e Sharon Tate passam diante de um espelho. Os vampiros, como se sabe, não têm imagem no espelho. A verdadeira imagem denuncia as mútuas fraudes, e naturalmente os caçadores se vêem implacavelmente caçados, e por aí se vai a comédia macabra.A cena lembra o que aconteceu com as declarações do presidente da Philips, Paulo Zottolo, um dos animadores do movimento “Cansei”, desdenhando o estado do Piauí. É evidente que o sr. Zottolo cometeu um ato falho, isto é, um “ato involuntário”, no sentido de que não media então as conseqüências de seu gesto. Mas por isso mesmo deve ser levado a sério. Aquilo, por assim dizer, lhe saiu “pela boca afora”. Pode ser até que ele estivesse, como se diz juridicamente, “tomado de forte emoção”.Que emoção? A do seu movimento, sem dúvida, a das raízes profundas do movimento “Cansei”. E que são, na verdade verdadeira, toda a coleção de preconceitos contra o povo brasileiro, por parte das auto-proclamadas “elites”, ou “élites”, como se dizia antigamente num pseudo-francês grotesco e macarrônico. Elites? Elite, convenhamos, é José Mindlin, é Antonio Candido, é Machado de Assis, é Lima Barreto, é Milton Santos, Raimundo Faoro, é Carvalho Pinto para citar alguém do campo conservador. Quem se auto-proclama “élite”, assim como quem se auto-proclama “formador de opinião” não merece ser levado muito a sério não.O movimento “Cansei” tem na origem o entalhe do forte preconceito de que nossos problemas vêm de sermos obrigados a conviver com um “zé povinho” ou “zé povão”, sobretudo no que toca à escolha de governantes. Por extensão, é o mesmo preconceito que periodicamente se alevanta contra o presidente que, por duas vezes, esse “zé povinho” ou “zé povão” escolheu, em 2002 e 2006.Agora o preconceito contra o presidente, que bate sempre na tecla da sua “ignorância”, do seu “despreparo”, envereda pelas suas declarações de que a crise econômica nas bolsas do mundo inteiro não deva nos afetar tanto. Tal declaração, assim de bandeja, só pode ter raiz no fato de que o presidente “não sabe” ou “não quer saber das coisas”. E é evidente que as declarações sobre o preconceito mal conseguem disfarçar a expectativa vampiresca de que sim, algo dê errado, que a vida do povão despenque de novo no buraco de onde mal e mal começa a sair, para que então a popularidade do presidente caia também e o Palácio do Planalto volte a cair nos braços de quem espelhe a imagem dessa “élite”, ou, quem sabe, o seu vazio de imagem, já que nem como burguesa consegue se ver, preferindo, num ato falho histórico, se ver para sempre no alpendre da casa grande, a contemplar os cafèzais.De qualquer modo, pode-se dizer que a frase de Zottolo se transformou no epitáfio do “Cansei”.
sábado, agosto 18
CANSOU DO QUÊ?

Texto enviado por Fernando Rossas e publicado no blog Agente 65 é uma boa reflexão para os "cansados"
Cansou do quê?
Cansou de um país que se livrou do FMI?
Cansou dos juros mais baixos da história?
Cansou de pobre não se deixar encabrestar pela elite (de)formadora de opinião?
Cansou de entrar na fila do aeroporto porque tem pobre viajando?
Cansou de crédito barato?
Cansou de tratamento de dente gratuito do Brasil Sorridente e remédio a preço simbólico?Cansou de ver a Polícia Federal prendendo os teus?
Cansou de ganhar na bolsa?
Cansou da inflação lá em baixo?
Cansou de economia crescendo 18 trimestres seguidos?
Cansou de política externa independente?
Cansou de auto-suficiência de petróleo?
Cansou do melhor PAN da história?
Cansou de ter aumento salarial acima da inflação?
Cansou de ver a desigualdade cair?
Cansou de ver o Nordeste crescer em ritmo chinês?
Cansou da idéia de que seu país se impor como vanguarda energética mundial? (BIODÍSEL)
Cansou de tentar, em vão, explorar bóia-fria que agora se recusa ao trabalho degradante porque tem bolsa-família?
Cansou de tanta terra indígena demarcada?
Cansou da drástica redução do desmatamento na Amazônia?
Cansou dos recordes de produção, safra e exportação agrícola?
Cansou de ser o maior exportador de carne do mundo?
Cansou de conviver com o otimismo e a prosperidade do povão deste país?
Já sei, cansou de ver o operário resolvendo o que nenhum doutor ou sociólogo tiveram competência para resolver?
Não é cansaço, meu rei! É inveja...
Os cansados(das) querem de volta a velha Pasárgada chamada Brasil, onde os reis eram seus amigos.
CAMINHO SEGURO? PRA QUEM?
Durante a campanha de 2004 a coligação PMDB/PP usou o "lema" de campanha "O Caminho Seguro".A crise do calçado vem se arrastando há mais de 10 anos, quando iniciou a quebradeira durante os governos Britto (PMDB) e FHC (PSDB). Naquela época, o dólar valia menos que o real – então cotado em R$ 0,85 – e o Brasil entrou em uma crise generalizada, inviabilizando todas as nossas exportações. Nesse período, a China começou a investir na produção de calçado para dominar o mercado mundial.
Lamentavelmente nossos administradores públicos preferiram fechar os olhos, como se nada estivesse acontecendo. Preferiram apostar no caminho mais fácil, pois acreditavam que era mais seguro depender apenas do calçado. Assim,foram incapazes de incentivar a diversificação da nossa economia e dispensaram a vinda de empresas que queriam investir e produzir em nosso município. Enfim, optaram pela inércia, não enfrentando a crise que se avolumava. Pois senhores, é esse “o caminho seguro” de vocês?