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sábado, janeiro 13

O $ DO JUNGMANN E O $ DOS ESCÂNDALOS DO PT


Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 84

. Raul Jungmann foi Ministro da Reforma Agrária - ao qual o Incra é subordinado - no Governo de Fernando Henrique Cardoso.
. Ele é do PPS, o partido dos ex-comunistas brasileiros, que se tornou uma espécie de "linha-auxiliar" dos tucanos.
. Raul Jungmann foi um dos mais agressivos membros da CPI dos sanguessugas, sempre contra o Governo, a tal ponto que deu a impressão de querer assumir a Superintendência da Polícia Federal para botar os corruptos na cadeia.
. Agora, Procuradores da República, no Distrito Federal, pediram o indiciamento de Jungamann e de mais oito pessoas por roubalheira no Incra.
. Uma roubalheira no valor de R$ 30 milhões.
. Como se sabe, pedir o indiciamento não significa que o acusado seja culpado. (Clique aqui) para ler "Jungmann é inocente até que se prove o contrário").
.Porém, é importante não perder a perspectiva: R$ 30 milhões é muito dinheiro.
. Só para faciliatar a comparação, vamos ver o que significam R$ 30 milhões lado-a-lado às cifras de alguns dos recentes "escândalos" a que a mídia conservadora brasileira deu cobertura de forma razoavelmente objetiva...
. Dólares na cueca: eram 200 mil reais e 100 mil dólares, o que dá 72 vezes menos do que os R$ 30 milhões do Incra de que os Procuradores acusam Jungmann.
. Mala dos "aloprados do PT no Hotel Íbis": eram 1,168 milhões de reais e 248,8 mil dólares, o que dá 17 vezes menos do que os R$ 30 milhões do Incra de que os Procuradores acusam Jungmann.
. Dinheiro que o assessor do deputado Professor Luizinho (PT-SP) sacou no Banco Rural: eram 20 mil reais, o que dá 1500 vezes menos do que os R$ 30 milhões do Incra de que os Procuradores acusam Jungmann.
. Propina que Sebastião Buani teria pago a Severino Cavalcanti: eram 130 mil reais, o que dá 230 vezes menos do que os R$ 30 milhões do Incra de que os Procuradores acusam Jungmann.
. Dinheiro que a Telemar investiu para se tornar sócia da empresa do filho do Presidente Lula: eram 5 milhões de reais, o que dá 6 vezes menos do que os R$ 30 milhões do Incra de que os Procuradores acusam Jungmann.
. Na CPI dos Correios, o publicitário Duda Mendonça confessou que recebeu dinheiro de Marcos Valério como pagamento de trabalhos prestados ao PT nas eleições de 2002: eram 10,5 milhões de reais, o que dá 2,8 vezes menos do que os R$ 30 milhões do Incra de que os Procuradores acusam Jungmann.
VOLTANDO DAS FÉRIAS CAI BEM UM HUMOR AINDA MAIS SENDO DA TERRA DA GOVERNADORA QUE É PAULISTA...

sexta-feira, janeiro 12

VOLTANDO DAS FÉRIAS: " COMO ASSIM LOGO ELE O ÉTICO?"

A Procuradoria da República no Distrito Federal apresentou denúncia contra o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário do governo FHC, e mais oito pessoas, por improbidade administrativa, segundo o site Consultor Jurídico. O grupo é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos públicos para pagamento de contratos de publicidade no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), entre 1998 e 2002, quando Jungmann era ministro. As empresas RRN Comunicação e Marketing, Casablanca Comunicação e Artplan Comunicação também fazem parte da denúncia. Segundo o MP, os contratos entre o Incra e as empresas causaram prejuízos de R$ 33 milhões ao erário.

QUANDO ACHAMOS QUE VIMOS TUDO...


Os policiais militares gaúchos passarão a trabalhar sob um regime que prevê o cumprimento de metas diárias e o estímulo à competição entre unidades. Idealizador do projeto, o subcomandante da Brigada Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, detalhou quinta-feira, ao jornal Zero Hora, como deve funcionar a nova política. “Vamos dar as metas para o combate ao crime. Se não forem cumpridas, a população não vai cobrar de mim, e sim do executor, que é cada comandante. Quero resultados”. E acrescentou: “A competição é boa. Ninguém vai querer estar em segundo lugar”.
O comando-geral da Brigada Militar já divulgou as primeiras metas que deverão ser cumpridas pelos policiais: eles terão que abordar pelo menos 70 mil veículos todos os dias. Esse número representa cerca de 2% de toda a frota do Estado. Trata-se de um índice muito superior ao que é feito normalmente. Em janeiro de 2006, segundo dados da própria Brigada, foram abordados cerca de 9 mil veículos por dia no RS.
Trabalho escravizante
O sindicato dos cabos e soldados da Brigada Militar criticou a proposta, dizendo que ela vai “escravizar o trabalho dos policiais”. Leonel Lucas, dirigente do sindicato, disse à rádio Gaúcha, na quinta-feira, que os policiais já são obrigados a dar pouca atenção às suas famílias, trabalhando em condições adversas e sem equipamentos adequados, como coletes à prova de balas. Ele anunciou que os cabos e soldados tentarão uma audiência com o comando da Brigada Militar nos próximos dias para tentar derrubar o plano de metas e competição.

INFLAÇÃO: MENOR TAXA DESDE 1998


O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, indicador oficial utilizado pelo governo federal no controle de sua política de metas de inflação) registrou durante o ano de 2006 elevação média de preços de 3,14%, o menor resultado desde 1998 (quando a inflação havia ficado em 1,65%). A variação é 2,55 pontos percentuais inferior à inflação anotada em 2005, quando chegou a 5,69%. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

quarta-feira, dezembro 20

VELHO JEITO DE GOVERNAR

Para lembrar da campanha

Trecho de entrevista da candidata Yeda Crusius ao programa Polêmica, da Rádio Gaúcha, na campanha eleitoral:

Yeda Crusius - O Pacto foi uma iniciativa da Assembléia Legislativa, acima dos partidos, para escancarar a crise fiscal. No Pacto está escrito que não tem aumento de alíquota. O que está acontecendo até agora é que o tarifaço, mesmo existindo, não está conseguindo pagar a folha.

André Machado - Esse é o seu compromisso?

Yeda - É o meu compromisso.

André - Em momento nenhum, daqui a três anos, a senhora governadora vai enviar um projeto à Assembléia alterando para cima qualquer alíquota de imposto?

Yeda - Qualquer alíquota para imposto. Veja bem...

André - Ou criar imposto novo.

Yeda - O meu governo será, desde o princípio, um governo transparente.

Frases idênticas foram ditas na TVCOM e nos debates.

Depois de Eleita...
Uma bomba a caminho

São tão drásticas as medidas esboçadas no pacote em gestação pela equipe da governadora eleita Yeda Crusius, que se torna impossível acreditar na aprovação pela Assembléia. No velho jeito de governar, parte do pacote seria o "bode na sala", para ser retirado nas negociações e tornar o restante mais palatável.
O pacote combina três medidas de alto impacto: a prorrogação do tarifaço que em 2004 elevou as alíquotas do ICMS de combustíveis, telecomunicações e energia elétrica, o aumento da alíquota básica de 17% para 18% e o corte de benefícios fiscais concedidos a setores específicos. A idéia é cortar em até 70% as chamadas desonerações fiscais, o que resultaria num acréscimo de receita de R$ 700 milhões por ano. Com a prorrogação do tarifaço e o aumento do ICMS da maioria dos produtos e serviços em um ponto percentual, o ganho de receita seria de R$ 1,3 bilhão por ano.
A lógica do pacote tem um pouco de Maquiavel: fazer toda a maldade de uma só vez, aproveitando o capital político da governadora recém-eleita. A transparência na apresentação dos números da crise seria o principal argumento para convencer a sociedade a fazer mais um sacrifício. O problema é que esse capital político foi conquistado com a promessa de uma gestão inovadora, sem aumento de carga tributária. O contrário é estelionato eleitoral.

fonte: Página 10 Rosane de Oliveira

terça-feira, dezembro 19

Demitido, repórter da Globo critica direção

Terça, 19 de dezembro de 2006, 18h36
Demitido, Rodrigo Vianna, repórter da TV Globo, critica a direção da emissora.
A TV Globo informa que Rodrigo Vianna encaminhou a mensagem após ter sido informado pela emissora de que seu contrato não seria renovado.
Leia íntegra da carta de Rodrigo Vianna:
LEALDADE
Quando cheguei à TV Globo, em 1995, eu tinha mais cabelo, mais esperança, e também mais ilusões. Perdi boa parte do primeiro e das últimas. A esperança diminuiu, mas sobrevive. Esperança de fazer jornalismo que sirva pra transformar - ainda que de forma modesta e pontual. Infelizmente, está difícil continuar cumprindo esse compromisso aqui na Globo. Por isso, estou indo embora.
Quando entrei na TV Globo, os amigos, os antigos colegas de Faculdade, diziam: "você não vai agüentar nem um ano naquela TV que manipula eleições, fatos, cérebros". Agüentei doze anos. E vou dizer: costumava contar a meus amigos que na Globo fazíamos - sim - bom jornalismo. Havia, ao menos, um esforço nessa direção.
Na última década, em debates nas universidades, ou nas mesas de bar, a cada vez que me perguntavam sobre manipulação e controle político na Globo, eu costumava dizer: "olha, isso é coisa do passado; esse tempo ficou pra trás".
Isso não era só um discurso. Acompanhei de perto a chegada de Evandro Carlos de Andrade ao comando da TV, e a tentativa dele de profissionalizar nosso trabalho. Jornalismo comunitário, cobertura política - da qual participei de 98 a 2006. Matérias didáticas sobre o voto, sobre a democracia. Cobertura factual das eleições, debates. Pode parecer bobagem, mas tive orgulho de participar desse momento de virada no Jornalismo da Globo.
Parecia uma virada. Infelizmente, a cobertura das eleições de 2006 mostrou que eu havia me iludido. O que vivemos aqui entre setembro e outubro de 2006 não foi ficção. Aconteceu.
Pode ser que algum chefe queira fazer abaixo-assinado para provar que não aconteceu. Mas, é ruim, hem!
Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: "o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto".
Tudo isso aconteceu. E nem foi o pior.
Na reta final do primeiro turno, os "aloprados do PT" aprontaram; e aloprados na chefia do jornalismo global botaram por terra anos de esforço para construir um novo tipo de trabalho aqui.
Ao lado de um grupo de colegas, entrei na sala de nosso chefe em São Paulo, no dia 18 de setembro, para reclamar da cobertura e pedir equilíbrio nas matérias: "por que não vamos repercutir a matéria da "Istoé", mostrando que a gênese dos sanguessugas ocorreu sob os tucanos? Por que não vamos a Piracicaba, contar quem é Abel Pereira?"
Por que isso, por que aquilo... Nenhuma resposta convincente. E uma cobertura desastrosa. Será que acharam que ninguém ia perceber?
Quando, no JN, chamavam Gedimar e Valdebran de "petistas" e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do "governo anterior", acharam que ninguém ia achar estranho?
Faltando seis dias para o primeiro turno, o "petista" Humberto Costa foi indiciado pela PF. No caso dos vampiros. O fato foi parar em manchete no JN, e isso era normal. O anormal é que, no mesmo dia, esconderam o nome de Platão, ex-assessor do ministério na época de Serra/Barjas Negri. Os chefes sabiam da existência de Platão, pediram a produtores pra checar tudo sobre ele, mas preferiram não dar. Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!
Ah, sim, Freud. Elio Gaspari chegou a pedir desculpas em nome dos jornalistas ao tal Freud Godoy. O cara pode ter muitos pecados. Mas, o que fizemos na véspera da eleição foi incrível: matéria mostrando as "suspeitas", e apontando o dedo para a sala onde ele trabalhava, bem próximo à sala do presidente... A mensagem era clara. Mas, quando a PF concluiu que não havia nada contra ele, o principal telejornal da Globo silenciou antes da eleição.
Não vi matérias mostrando as conexões de Platão com Serra, com os tucanos.
Também não vi (antes do primeiro turno) reportagens mostrando quem era Abel Pereira, quem era Barjas Negri, e quais eram as conexões deles com PSDB. Mas vi várias matérias ressaltando os personagens petistas do escândalo. E, vejam: ninguém na Redação queria poupar os petistas (eu cobri durante meses o caso Santo André; eram matérias desfavoráveis a Lula e ao PT, nunca achei que não devêssemos fazer; seria o fim da picada...).
O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas.!
Um colega nosso chegou a produzir, de forma precária, por telefone (vejam, bem, por telefone! Uma TV como a Globo fazer reportagem por telefone), reportagem com perfil do Abel. Foi editada, gerada para o Rio. Nunca foi ao ar!
Os telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias cercados pelos deputados sanguessugas. Era o que estava na tal fita do "dossiê". Outras TVs mostraram o vídeo, a internet mostrou. A Globo, não. Provava alguma coisa contra Serra? Não. Ele não era obrigado a saber das falcatruas de deputados do baixo clero. Mas, por que demos o gabinete de Freud pertinho de Lula, e não demos Serra com sanguessugas?
E o caso gravíssimo das perguntas para o Serra? Ouvi, de pelo menos 3 pessoas diretamente envolvidas com o SP-TV Segunda Edição, que as perguntas para o Serra, na entrevista ao vivo no jornal, às vésperas do primeiro turno, foram rigorosamente selecionadas. Aquele diretor (aquele, vocês sabem quem) teria mandado cortar todas as perguntas "desagradáveis". A equipe do jornal ficou atônita. Entrevistas com os outros candidatos tinham sido duras, feitas com liberdade. Com o Serra, teria havido, deliberadamente, a intenção de amaciar.
E isso era um segredo de polichinelo. Muita gente ouviu essa história pelos corredores...
E as fotos da grana dos aloprados? Tínhamos que publicar? Claro. Mas, porque não demos a história completa? Os colegas que estavam na PF naquele dia (15 de setembro), tinham a gravação, mostrando as circunstâncias em que o delegado vazara as fotos. Justiça seja feita: sei que eles (repórter e produtor) queriam dar a matéria completa - as fotos, e as circunstâncias do vazamento. Podiam até proteger a fonte, mas escancarando o que são os bastidores de uma campanha no Brasil. Isso seria fazer jornalismo, expor as entranhas do poder.
Mais uma vez, fomos seletivos: as fotos mostradas com estardalhaço. A fita do delegado, essa sumiu!
Aquele diretor, aquele que controla cada palavra dos textos de política, disse que só tomou conhecimento do conteúdo da fita no dia seguinte. Quer que a gente acredite?
Por que nunca mostraram o conteúdo da fita do delegado no JN?
O JN levou um furo, foi isso?
Um colega nosso, aqui da Globo ouviu a fita e botou no site pessoal dele... Mas, a Globo não pôs no ar... O portal "G-1" botou na íntegra a fita do delegado, dias depois de a "CartaCapital" ter dado o caso. Era noticia? Para o portal das Organizações Globo, era.
Por que o JN não deu no dia 29 de setembro? Levou um furo?
Não. Furada foi a cobertura da eleição. Infelizmente.
E, pra terminar, aquele episódio lamentável do abaixo-assinado, depois das matérias da "CartaCapital". Respeito os colegas que assinaram. Alguns assinaram por medo, outros por convicção. Mas, o fato é que foi um abaixo-assinado em defesa da Globo, apresentado por chefes!
Pensem bem. Imaginem a seguinte hipótese: a revista "Quatro Rodas" dá matéria falando mal da suspensão de um carro da Volkswagen, acusando a empresa de deliberadamente não tomar conhecimento dos problemas. Aí, como resposta, os diretores da Volks têm a brilhante idéia de pedir aos metalúrgicos pra assinar um manifesto em defesa da empresa! O que vocês acham? Os metalúrgicos mandariam a direção da fábrica catar coquinho em Berlim!
Aqui, na Globo, muitos preferiram assinar. Por isso, talvez, tenhamos um metalúrgico na Presidência da República, enquanto os jornalistas ficaram falando sozinhos nessa eleição...
De resto, está difícil continuar fazendo jornalismo numa emissora que obriga repórteres a chamarem negros de "pretos e pardos". Vocês já viram isso no ar? Sinto vergonha...
A justificativa: IBGE (e, portanto, o Estado brasileiro) usa essa nomenclatura. Problema do IBGE. Eu me recuso a entrar nessa. Delegados de policia (representantes do Estado) costumavam (até bem pouco tempo) tratar companheiras (mesmo em relações estáveis) como "concubinas" ou "amásias". Nunca usamos esses termos!
Árabes que chegaram ao Brasil no início do século passado eram chamados de "turcos" pelas autoridades (o passaporte era do Império Turco Otomano, por isso a nomenclatura). Por causa disso, jornalistas deviam chamar libaneses de turcos?
Daqui a pouco, a Globo vai pedir para que chamemos a Parada Gay de "Parada dos Pederastas". Francamente, não tenho mais estômago.
Mas, também, o que esperar de uma Redação que é dirigida por alguém que defende a cobertura feita pela Globo na época das Diretas?
Respeito a imensa maioria dos colegas que ficam aqui. Tenho certeza que vão continuar se esforçando pra fazer bom Jornalismo. Não será fácil a tarefa de vocês.
Olhem no ar. Ouçam os comentaristas. As poucas vozes dissonantes sumiram. Franklin Martins foi afastado. Do Bom dia Brasil ao JG, temos um desfile de gente que está do mesmo lado.
Mas sabem o que me deixou preocupado mesmo? O texto do João Roberto Marinho depois das eleições.
Ele comemorou a reação (dando a entender que foi absolutamente espontânea; será que disseram isso pra ele? Será que não contaram a ele do mal-estar na Redação de São Paulo?) de jornalistas em defesa da cobertura da Globo:
"(...)diante de calúnias e infâmias, reagem, não com dúvidas ou incertezas, mas com repúdio e indignação. Chamo isso de lealdade e confiança".
Entendi. Ele comemora que não haja dúvidas e incertezas... Faz sentido. Incerteza atrapalha fechamento de jornal. Incerteza e dúvida são palavras terríveis. Devem ser banidas. Como qualquer um que diga que há racismo - sim - no Brasil.
E vejam o vocabulário: "lealdade e confiança". Organizações ainda hoje bem populares na Itália costumam usar esse jargão da "lealdade".
Caro João, você talvez nem saiba direito quem eu sou.
Mas, gostaria de dizer a você que lealdade devemos ter com princípios, e com a sociedade. A Globo, infelizmente, não foi "leal" com o público. Nem com os jornalistas.Vai pagar o preço por isso. É saudável que pague. Em nome da democracia!
João, da família Marinho, disse mais no brilhante comunicado interno:
"Pude ter certeza absoluta de que os colaboradores da Rede Globo sabem que podem e devem discordar das decisões editoriais no trabalho cotidiano que levam à feitura de nossos telejornais, porque o bom jornalismo é sempre resultado de muitas cabeças pensando".
Caro João, em que planeta você vive? Várias cabeças? Nunca, nem na ditadura (dizem-me os companheiros mais antigos) tivemos na Globo um jornalismo tão centralizado, a tal ponto que os repórteres trabalham mais como bonecos de ventríloquos, especialmente na cobertura política!
Cumpro agora um dever de lealdade: informo-lhe que, passadas as eleições, quem discordou da linha editorial da casa foi posto na "geladeira". Foi lamentável, caro João. Você devia saber como anda o ânimo da Redação - especialmente em São Paulo.
Boa parte dos seus "colaboradores" (você, João, aprendeu direitinho o vocabulário ideológico dos consultores e tecnocratas - "colaboradores", essa é boa... Eu não sou colaborador, coisa nenhuma! Sou jornalista!) está triste e ressabiada com o que se passou.
Mas, isso tudo tem pouca importância.
Grave mesmo é a tela da Globo - no Jornalismo, especialmente - não refletir a diversidade social e política brasileira. Nos anos 90, houve um ensaio, um movimento em direção à pluralidade. Já abortado. Será que a opção é consciente?
Isso me lembra a Igreja Católica, que sob Ratzinger preferiu expurgar o braço progressista. Fez uma opção deliberada: preferiram ficar menores, porém mais coesos ideologicamente. Foi essa a opção de Ratzinger. Será essa a opção dos Marinho?
Depois, não sabem porque os protestantes crescem...
Eu, que não sou católico nem protestante, fico apenas preocupado por ver uma concessão pública ser usada dessa maneira!
Mas, essa é também uma carta de despedida, sentimental.
Por isso, peço licença pra falar de lembranças pessoais.
Foram quase doze anos de Globo.
Quando entrei na TV, em 95, lá na antiga sede da praça Marechal, havia a Toninha - nossa mendiga de estimação, debaixo do viaduto. Os berros que ela dava em frente à entrada da TV traziam uma dimensão humana ao ambiente, lembravam-nos da fragilidade de todos nós, de como nossa razão pode ser frágil.
Havia o João Paulada - o faz-tudo da Redação.
Havia a moça do cafezinho (feito no coador, e entregue em garrafas térmicas), a tia dos doces...
Era um ambiente mais caseiro, menos pomposo. Hoje, na hora de dizer tchau, sinto saudade de tudo aquilo.
Havia bares sujos, pessoas simples circulando em volta de todos nós - nas ruas, no Metrô, na padaria.
Todos, do apresentador ao contínuo, tinham que entrar a pé na Redação. Estacionamentos eram externos (não havia "vallet park", nem catraca eletrônica). A caminhada pelas calçadas do centro da cidade obrigava-nos a um salutar contato com a desigualdade brasileira.
Hoje, quando olho pra nossa Redação aqui na Berrini, tenho a impressão que estou numa agência de publicidade. Ambiente asséptico, higienizado. Confortável, é verdade. Mas triste, quase desumano.
Mas, há as pessoas. Essas valem a pena.
Pra quem conseguiu chegar até o fim dessa longa carta, preciso dizer duas coisas...
1) Sinto-me aliviado por ficar longe de determinados personagens, pretensiosos e arrogantes, que exigem "lealdade"; parecem "poderosos chefões" falando com seus seguidores... Se depender de mim, como aconteceu na eleição, vão ficar falando sozinhos.
2) Mas, de meus colegas, da imensa maioria, vou sentir saudades.
Saudades das equipes na rua - UPJs que foram professores; cinegrafistas que foram companheiros; esses sim (todos) leais ao Jornalismo.
Saudades dos editores - que tiveram paciência com esse repórter aflito e procuraram ser leais às minúcias factuais.
Saudades dos produtores e dos chefes de reportagem - acho que fui leal com as pautas de vocês e (bem menos) com os horários!
Saudades de cada companheiro do apoio e da técnica - sempre leais.
Saudades especialmente, das grandes matérias no Globo Repórter - com aquela equipe de mestres (no Rio e em São Paulo) que aos poucos vai se desmontando, sem lealdade nem respeito com quem fez história (mas há bravos resistentes ainda).
Bem, pelo tom um tanto ácido dessa carta pode não parecer. Mas levo muita coisa boa daqui.
Perdi cabelos e ilusões. Mas, não a esperança.
Um beijo a todos.
Rodrigo Vianna
Fonte: Terra Magazine

segunda-feira, dezembro 18

O MUNDO É VERMELHO


Sou Gremista, mas temos que nos curvar a brilhante conquista do nosso rival. Parabéns Internacional. Parabéns a todos os colorados.

domingo, dezembro 17

PESQUISA APONTA LULA COMO MELHOR PRESIDENTE DA HISTÓRIA DO PAÍS

Às vésperas da transição entre o primeiro e o segundo mandato, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surge como o presidente mais bem avaliado da história do Brasil e cercado de uma forte expectativa positiva entre a maioria dos brasileiros: 59% esperam um segundo mandato ótimo/bom.
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sábado, dezembro 16

TARCISIO:"ME SINTO ENVERGONHADO COM QUE ESTÁ ACONTECENDO"

Revoltado com o acordo firmado entre lideranças partidárias para reajustar os salários de deputados e senadores em 91%, o deputado federal Tarcísio Zimmermann prevê que somente uma grande mobilização, com apoio e participação da sociedade, será capaz de revogar tal ato. "A decisão de praticamente dobrar os salários de deputados e senadores é uma afronta ao povo brasileiro, que espera há anos para ter um salário mínimo digno. O Legislativo não está honrando a confiança da população, que tem razões suficientes para estar revoltada", desabafa o parlamentar.
Tarcísio lembra que a bancada do PT apresentou a proposta de reajustar os salários dos parlamentares em 28,4%, correspondente à inflação dos quatro últimos anos, mas que esta alternativa foi descartada pela maioria dos líderes de partidos. "O reajuste aprovado gerará um efeito cascata, que comprometerá ainda mais os orçamentos dos estados e da própria União. Temos que conclamar a população a se manifestar contra esta sandice e a exigir um mínimo de responsabilidade e respeito dos detentores de cargos eletivos. Sinto vergonha do que está acontecendo...".
O deputado acredita que ainda é possível rever tal decisão, uma vez que os parlamentares da próxima legislatura têm a prerrogativa de rever o reajuste e baixar o índice: "É hora de a sociedade manifestar sua contrariedade e exigir que a Câmara e o Senado revejam suas posições. Vou lutar para que isso aconteça", declarou Tarcísio.
Fonte: Assessoria de Imprensa.

quinta-feira, dezembro 14

VERGONHA, DEPUTADOS AUMENTAM O PRÓPRIO SALÁRIO AO EQUIVALENTE A 70 VEZES O SALÁRIO MÍNIMO

Deputados e Senadores que atualmente recebem R$ 12.847,00 vão passar a ganhar R$ 24.500,00, a partir do próximo ano. O reajuste corresponde ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e é o teto do funcionalismo público federal.
Como a decisão não será votada no plenário, os presidentes da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), chamaram os líderes para dividir o ônus pelo reajuste. No total foram 20 deputados e seis senadores que votaram pelo reajuste de 90,7%.
O reajuste salarial de 91% que os parlamentares federais se auto-concederam vai onerar as contas da União em pelo menos R$ 174 milhões anuais.
Confira a lista dos parlamentares que votaram a favor do reajuste e o e-mail para você manifestar sua opinião sobre o assunto.
Aldo Rebelo (PC do B-SP):
dep.aldorebelo@camara.gov.br
Renan Calheiros (PMDB-AL):
renan.calheiros@senador.gov.br
Ciro Nogueira (PP-PI):
dep.cironogueira@camara.gov.br
Jorge Alberto (PMDB-SE):
dep.jorgealberto@camara.gov.br
Luciano Castro (PL-RR):
dep.lucianocastro@camara.gov.br
José Múcio (PTB-PE):
dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br
Wilson Santiago (PMDB-PB):
dep.wilsonsantiago@camara.gov.br
Miro Teixeira (PDT-RJ):
dep.miroteixeira@camara.gov.br
Sandra Rosado (PSB-RN):
dep.sandrarosado@camara.gov.br
Colbert Martins (PPS-BA):
colbertmartins@camara.gov.br
Bismarck Maia (PSDB-CE):
dep.bismarckmaia@camara.gov.br
Rodrigo Maia (PFL-RJ):
dep.rodrigomaia@camara.gov.br
José Carlos Aleluia (PFL-BA):
dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br
Sandro Mabel (PL-GO):
dep.sandromabel@camara.gov.br
Givaldo Carimbão (PSB-AL):
dep.givaldocarimbao@camara.gov.br
Arlindo Chinaglia (PT-SP):
dep.arlindochinaglia@camara.gov.br
Inácio Arruda (PC do B-CE):
dep.inacioarruda@camara.gov.br
Carlos Willian (PTC-MG):
dep.carloswillian@camara.gov.br
Mário Heringer (PDT-MG):
dep.marioheringer@camara.gov.br
Inocêncio Oliveira (PL-PE):
dep.inocenciooliveira@camara.gov.br
Demóstenes Torres (PFL-GO):
demostenes.torres@senador.gov.br
Efraim Moraes (PFL-PB):
efraim.morais@senador.gov.br
Tião Viana (PT-AC):
tiao.viana@senador.gov.br
Ney Suassuna (PMDB-PB):
neysuassun@senador.gov.br
Benedito de Lira (PL-AL):
dep.beneditodelira@camara.gov.br
Ideli Salvatti (PT-SC):
ideli.salvatti@senadora.gov.br

O “NOVO JEITO DE GOVERNAR”!

Depois de passar o primeiro turno da campanha eleitoral criticando a atuação do Governo Rigotto na área da saúde, Yeda Crusios (Governadora Pantalha), anunciou o Secretário da Saúde que vai ter a incumbência de levar a cabo o modelo do “novo jeito de governar”. Até aqui tudo tranqüilo, se não fosse ela, anunciar o secretário do Governo Rigotto Osmar Terra, criticado na campanha pela atuação da saúde. Que “novo jeito de governar” é esse? Tudo que estamos vendo até agora é velho, e o jargão não passou de Marketing Eleitoral.

quarta-feira, dezembro 13

PRÁTICA NO RS 13º DO FUNCIONALISMO SÓ COM EMPRÉSTIMO

O que deveria ser uma solução emergencial virou prática de gestão pública. Pelo quarto ano consecutivo, o governo Germano Rigotto contrairá empréstimo junto ao Banrisul para pagar o 13º salário dos servidores públicos do RS. Desde 2003, a atual administração estadual pretende - através de projeto - institucionalizar o financiamento do 13º salário do funcionalismo. No entanto, emendas de deputados não permitiram que esta transação ocorra sem passar pelo Parlamento. Esta estratégia do governo Rigotto se repetiu no corpo do projeto encaminhado à Assembléia Legislativa e aprovado com uma emenda e com os votos contrários da bancada do PT, na sessão desta terça-feira (12). Foram 35 votos favoráveis e 14 contrários.O vice-líder da bancada, deputado Raul Pont, lembrou que os petistas têm votado contra não só pelo fato de o governo estadual não priorizar o pagamento do salário dos servidores, mas, também, pela prática repetida de afronta e descumprimento da Constituição. Esta proíbe que os Executivos usem os bancos públicos para políticas de empréstimos como esta. Apesar do empréstimo ser feito pelos servidores, quem quita a dívida é o Estado. “Devido aos juros bancários, esta operação onera os cofres públicos”, acrescentou Pont, para quem o atual governo estadual prioriza os grandes em detrimento dos pequenos.

FONTE: Portal PTSUL

LULA PERDEU A OPORTUNIDADE DE FICAR EM SILÊNCIO

Lula perdeu a oportunidade de não falar "bobagem" ao fazer o seguinte comentário: "É a evolução da espécie humana: quem é mais de direita vai ficando mais de centro, quem é mais de esquerda vai ficando social-democrata. As coisas vão confluindo de acordo com a quantidade de cabelos brancos e de acordo com a responsabilidade que você tem. Não tem outro jeito. Se você conhecer uma pessoa idosa esquerdista é porque está com problema. Se acontecer de conhecer alguém muito novo de direita é porque também está com problema. Quando a gente tem 60 anos está no equilíbrio porque a gente não é nem um e nem outro. A gente se transforma no caminho do meio, aquele caminho que precisa ser seguido pela sociedade”.Lula não deveria renegar seu passado, pois graças a ele, foi eleito nosso presidente. Não se esqueça presidente que foi o POVO quem te elegeu e foi a esquerda junto com os movimentos populares que foram pra rua, se dependesse da direita o senhor estaria em qualquer lugar bem longe doPalácio do Planalto... VIVA A ESQUERDA, VIVA AO POVO, VIVA A CLASSE TRABALHADORA.

terça-feira, dezembro 12

LULA É O LÍDER MAIS APRECIADO NA AMÉRICA LATINA, DIZ PESQUISA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi considerado o líder mais apreciado da América Latina, de acordo com o Informe 2006 do Latinobarómetro, uma pesquisa realizada em 18 países com mais de 20 mil entrevistas, segundo o jornal El País. leia mais

segunda-feira, dezembro 11

CEEE EM RISCO

Na ultima sexta-feira (8), na reunião da Subcomissão de Desverticalização da CEEE, o Deputado Estadual Raul Pont, denunciou que a equipe de transição da governadora Yeda Crusius está trabalhando em um projeto para a venda da CEEE Geração e Transmissão.A denúncia do parlamentar, foi baseada em uma informação divulgada, no último dia 6, pelo boletim eletrônico Relatório Reservado. O informativo revela que a equipe de transição da governadora, planeja vender a CEEE – GT, e ficar apenas com a área de distribuição. “Isso é contrário a tudo que foi votado na Assembléia Legislativa, quando foi aprovada a desverticalização da empresa”, afirmou Pont. De acordo com o parlamentar é necessário que sejam cobrados esclarecimentos da equipe da futura governadora, pois após a posse será mais difícil.Também foi debatido na Subcomissão, a dívida que a Companhia possui com a Fundação CEEE, estimada em cerca de R$ 700 milhões. A Fundação administra o fundo de pensão da Companhia. Entidades de classes questionaram os deputados sobre as garantias de que a Fundação não seria prejudicada com a cisão societária. Os funcionários, afirmaram o interesse de que o crédito junto ao Governo Federal, possa ser utilizado no pagamento dos créditos a Fundação.
fonte: Assessoria de imprensa Dep. Raul Pont.

domingo, dezembro 3

PSDB APRESENTA: "SUCATEAMENTO" ATRIZ PRINCIPAL YEDA CRUSIUS


A medida anunciada na última sexta-feira de fusão da secretaria da cultura com a secretaria de turismo é um retrocesso na área cultural, agora a secretaria vai se tornar apenas em um departamento não levando em conta os movimentos culturais gaúchos que lutaram para ver criada essa secretaria. Yeda começou com o pé “direito”, e “enfiou o pé na jaca”. Para o Deputado Raul Pont, isso significa o sucateamento da cultura, que passaria a ser um departamento, perdendo a capacidade de estabelecer políticas para o setor. “O governo Yeda está encarando a cultura como um espetáculo turístico, não levando em conta correntes culturais e a tornando algo mercantilista,” afirmou Raul..veja mais

UM EXÉRCITO DE MERCENÁRIOS...


DEFINIÇÃO DA FORMA QUE SE COMPORTA UM EXÉRCITO DE MERCENÁRIOS, QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA.
Eficazes no plano militar, esses soldados de ofício, reunidos provisoriamente sob a liderança de um chefe forte, lutam por um soldo e pelo “butim”, mas são totalmente indiferentes ao país de origem, à honra e a legalidade. A ambição dos primeiros mercenários se restringe a ganhar dinheiro e a conquistar um ou dois castelos, mas, conforme os êxitos, a ambição aumenta...

BRASIL ATROPELA POLÔNIA E É BI NO VÔLEI...

A seleção brasileira de vôlei conquistou hoje pela manhã o seu segundo titulo mundial. Depois de ficar campeã pela primeira vez na Argentina em 2002, a seleção se consagrou bi-campeã neste domingo no Japão após "atropelar" a seleção polonesa, com três sets a zero, parciais de 25/12, 25/22 e 25/17. Resultado dos investimentos dos bancos estatais que estão estimulando o esporte e a cultura no nosso país...Valeu seleção...Viva o Brasil...

sábado, dezembro 2

O MOTIVO...

O MOTIVO DA ALIENAÇÃO MENTAL COM MODIFICAÇÃO PROFUNDA DA PERSONALIDADE DO LASIER MARTINS...