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sábado, março 24

PARA QUEM NÃO TEM MEMÓRIA...

E para quem tem memória curta, lembramos algumas frases da então candidata Yeda Crusius na campanha:

"O choque de gestão na verdade implica valorizar o servidor público..."

"O funcionalismo anda desmotivado. Temos programa de motivação por prêmio ao funcionalismo..."

Na prática depois de Eleita:


As metas de superávit definidas pelo governo Yeda Crusius no início do ano não atingiram sequer a metade do que era esperado. Acompanhada do secretário da Fazenda, Aod Cunha, a governadora anunciou hoje os números das metas bimestrais. O superávit previsto de R$ 634 milhões não foi alcançado, atingindo R$ 297 milhões. “O nosso esforço de ajuste fiscal do Estado apenas começou e vamos continuar no trabalho de cortar despesas e ampliar as receitas”, disse Yeda. “Estou cumprindo o que disse na campanha”, garantiu.

Não está não, governadora. Na campanha, para refrescar a memória, a senhora disse que não iria aumentar impostos. A primeira medida de seu governo foi propor aumento de impostos. Disse também que iria implantar um novo jeito de governar, sem “partidarizar a máquina pública”. Pois bem, a formação dos primeiros escalões do governo foi na base do velho toma-lá-da-cá para contemplar o amplo leque de partidos que a apoiaram na campanha. Aliança, aliás, que começa a fazer água, justamente pela disputa de cargos. Disse ainda que iria sanear as finanças do Estado sem afetar a qualidade dos serviços públicos. O que vemos hoje: milhares de crianças sem transporte escolar no interior, estudantes com bolsas de pesquisa cortadas, cortes na área da saúde, cortes na área da segurança. E esse modelo só está começando, disse a governadora...

E nesta semana Ela anunciou o Atraso nos Salários

Você acreditou?

quarta-feira, março 7

A "PANELINHA" DE DOIS IRMÃOS

Na ultima sessão da Câmara de Vereadores de Dois Irmãos, mais uma vez foi aprovado pela situação (PMDB e PP), um projeto encaminhado pelo executivo municipal a “toque-de-caixa” (como é de costume), o projeto, que trata mais uma vez de um “cheque em branco” para o executivo, é a tal da “coisa” que tem se tornado normal em Dois Irmãos (onde a situação vota contra até pedido de informações feito pela oposição). Desta vez o Projeto é um convênio da Prefeitura com o Poder Judiciário do Estado, que abre crédito especial no orçamento do corrente exercício e convenia com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. O Vereador Prof. Miguel se mostrou inconformado, “não podemos aprovar um projeto onde não constam valores, custos do convênio e prazo”. Mas não teve jeito a “panela” dos que dizem amém para o executivo venceu mais uma vez, pois, contam com maioria.

BRANCA DE NEVE, A FERA E PINÓQUIO

Os três personagens se encontraram em uma caverna quando buscavam uma consulta ao espelho mágico. Ambos queriam confirmar suas verdades: Se a Branca de Neve ainda era a mais bela do mundo. Se a Fera ainda era a mais Feia criatura do mundo e se o Pinóquio ainda era o mais mentiroso do mundo. Depois da consulta, enquanto a Branca de neve e a Fera sairam satisfeitos com a resposta... O pinóquio saiu da caverna irado dizendo... "Mas quem é essa tal de Yeda Crussius?"




http://rsurgente.zip.net/

O PROBLEMA DE YEDA COM A VERDADE A governadora Yeda Crusius acredita que é uma ótima comunicadora. Já disse isso em várias ocasiões, de diferentes maneiras. Na entrevista que concedeu ao Roda Viva, da TV Cultura, mostrou, porém, os limites de sua crença e um sério problema com a verdade. Em mais de uma ocasião, sapateou em cima da verdade, apelando a uma retórica tecnocrática rasteira, à falsidade, à neurociência e a um conceito de pragmatismo que se pretende desprovido de qualquer conteúdo ideológico. Para transitar neste pântano semântico, tentou inventar uma nova língua. Vejamos alguns exemplos. No primeiro bloco do programa, quando perguntada sobre o projeto de aumento de impostos remetido à Assembléia, e rejeitado pela mesma, justificou a derrota apelando para um “problema de comunicação”.

Segundo ela, não se tratava de um tarifaço, mas sim de um “guarda-chuva de fundos reestruturadores da realidade”. “Senti um fracasso de comunicação”, disse. Por que será? Talvez pelo fato de ter passado boa parte da campanha eleitoral dizendo que não ia aumentar impostos. “Foi entendido como aumento de impostos. Não era. Eu só queria harmonizar a alíquota mínima do ICMS”. Segundo a governadora, ninguém entendeu o que ela queria, nem seu vice-governador, Paulo Feijó. “O vice não entendeu. Não entende até hoje”. E emendou: “As elites que fazem a política não perceberam o tamanho do problema”. Ah, essas elites, sempre com um déficit de compreensão a dificultar as causas populares. Ou seja, nem seus companheiros de partido, nem o seu vice-governador, nem as elites entenderam o que ela estava querendo dizer. Um “problema de comunicação”, sem dúvida.

Outro problema de comunicação apareceu em um curioso diálogo mantido com a escritora Lya Luft, que defendeu a redução da maioridade penal, justificando que “com 10, 12 anos, alguns já são psicopatas”. Yeda recusou a tese da redução da maioridade penal, mas logo em cima defendeu que há “um problema de saúde mental que leva à violência”, um problema que às vezes vem lá da gestação, e que a neurociência explica isso. Bem, essa é justamente a “tese” de Lya Luft. Desde muito cedo, nossa sociedade está formando psicopatas, defendeu. E, falando em psicopatas, a governadora disse que pretende ir aos Estados Unidos conversar com o procurador-geral Alberto Gonzáles sobre investimentos na política penitenciária do RS. Estranhamente, Yeda disse que viaja sem saber bem o que vai fazer lá.

“Eu vou lá para escutar. Eles é que estão dizendo que há uma política nova. Quero estudar nos EUA. Eles têm uma legislação diferente. Vou fazer uma palestra na Liga das Mulheres e quero falar com o procurador-geral”. O procurador, cabe lembrar, é o homem que inventou uma “legislação diferente” para justificar a prática da tortura nas prisões de Guantánamo e de Abu Ghraib”. Mas, enfim, Yeda vai aos EUA para aprender. Uma coisa que ela pode aprender aqui mesmo é o respeito à verdade. Pisoteou feio nela várias vezes. Uma quando disse que o Bolsa Família não exige contrapartida na freqüência escolar das crianças. É mentira. Outra quando falou que só proferiu uma vez a palavra “Ford” na campanha eleitoral. Mentira também. Também faltou à verdade quando disse que assumia a responsabilidade e não colocava a culpa nos outros. Ela não cansa de atribuir ao governo federal a responsabilidade por muitos dos problemas vividos pelo RS. Por fim, disse defender uma política externa pragmática, desprovida de ideologia, o que equivale a um círculo quadrado. Tem um singelo defeito: não existe. Esse problema a neurociência não explica. A Política, sim.

sexta-feira, março 2

TAXA CÂMBIAL

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), garantiu ao deputado Tarcísio Zimmermann (PT) que na terça-feira marcará data para instalar a comissão geral que avaliará o impacto do câmbio na economia gaúcha, proposta por Zimmermann.

sábado, fevereiro 24

CRISE NA FEPAM

As denúncias envolvendo diretores da Fepam repercutiram na sessão plenária da Assembléia Legislativa nesta quarta-feira (21). O deputado Ronaldo Zulke (PT) já solicitou a realização de uma audiência pública na Comissão de Serviços Públicos com a presença do presidente do órgão, Renato Breunig, e do ex-diretor técnico Jakson Müller. O objetivo é esclarecer o envolvimento dos dois com a empresa Utresa, apontada como a principal responsável pela mortandade de peixes no rio dos Sinos. “É lamentável que o comando do principal órgão de fiscalização do meio ambiente seja alvo de denúncias que apontam ligação com a empresa responsável por um dos maiores desastres ambientais ocorridos no Rio Grande do Sul”, salientou.O parlamentar quer, ainda, explicações sobre declarações de Jackson Müller à imprensa, segundo as quais a pressão econômica torna o sistema vulnerável. “Queremos saber a quais investimentos o ex-diretor se referiu. Isso é fundamental para preservar a própria Fepam, que não pode inviabilizar o desenvolvimento sustentável do Estado e nem se curvar a interesses econômicos, facilitando que a legislação seja burlada”, acentuou.Zulke pretende garantir a realização da audiência assim que as comissões retomarem suas atividades na próxima semana. “Estou propondo que seja feito um convite, mas se for necessário defendo que o Legislativo gaúcho faça a convocação do atual presidente e do ex-diretor técnico do órgão”, afirmou Zulke na tribuna.Segundo o deputado, é preciso esclarecer os fatos para que as denúncias não acabem afetando a credibilidade da Fepam e comprometendo os avanços ocorridos na área ambiental no Estado nos últimos anos. “O Rio Grande do Sul, desde a aprovação do Código Estadual do Meio Ambiente, conta com uma das legislações ambientais mais avançadas do País. Não podemos permitir um retrocesso em função de relações não recomendáveis entre dirigentes dos órgãos fiscalizadores e empresas alvos da fiscalização”, concluiu.

YEDA E SEU "NOVO JEITO DE GOVERNAR"

Aos poucos o povo Gaúcho vai descobrindo como funciona o "Novo Jeito de Governar" da Governadora Yeda Crusius...
Sem o repasse de verbas do Estado, prefeituras do interior ameaçam não renovar convênio que oferece o serviço de transporte escolar, um serviço vital em muitas regiões. Em Santa Rosa, uma escola estadual (Mercedes Motta) adiou o início das aulas pela falta de transporte. Nesta cidade, cerca de 2 mil alunos de 23 escolas estaduais dependem do transporte público para ir à aula.

terça-feira, fevereiro 13

LEI CONTRA O TRABALHADOR É APROVADA NA CÂMARA

A Câmara dos Deputados aprovou, na tarde desta terça-feira, por 304 votos a 106, a emenda ao projeto de lei da "Super Receita" que impede auditores fiscais do trabalho de apontarem vínculos empregatícios entre patrões e funcionários, quando forem constatadas irregularidades. Segundo o texto aprovado, apenas a Justiça do Trabalho terá competência para determinar se uma pessoa é ou não empregada de outra. Caso entenda que seus direitos não tenham sido honrados, o trabalhador deverá por conta própria recorrer ao poder judiciário contra o empregador. O deputado Nélson Pellegrino (PT-BA) classificou a aprovação como uma “tragédia” que vai acabar com a fiscalização no Brasil. Segundo ele, a emenda é inconstitucional, pois atenta contra o direito de fiscalização do Estado. A emenda agora segue para apreciação da presidência da República.
A bancada do PT anunciou que pedirá ao presidente Lula que vete o texto.

segunda-feira, fevereiro 12

sábado, fevereiro 10

CNBB CRITICA MOVIMENTO POR ANISTIA PARA DIRCEU

A campanha alinhavada pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para concessão de uma anistia política a seu favor foi duramente criticada pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Geraldo Majella Agnelo. “Não houve tempo para que o responsável pelo ilícito seja punido ou dê respostas à comunidade, e já falam em anistia”, disse. “Não podemos concordar.”Cassado em 2005 durante o escândalo do mensalão, Dirceu deixa claro que não vai poupar esforços para reaver seus direitos cassados. Formou uma equipe para idealizar o movimento para sua reabilitação política e sondar o momento exato pra colocar a campanha na rua, a pleno vapor.O movimento pela anistia, porém, não parte apenas de José Dirceu.O PTB também estuda a possibilidade de iniciar um movimento pela reabilitação de Roberto Jefferson, também cassado em 2005 durante as investigações do mensalão.Mas, ao contrário de Dirceu, Jefferson não assumiu publicamente o interesse por um processo de reabilitação. Limita-se a dizer que a questão está em estudo.

sexta-feira, fevereiro 9

DEPUTADOS REAGEM RAPIDAMENTE PARA RESPONDER À CRISE CAMBIAL

Uma reunião convocada emergencialmente pelo deputado Tarcísio Zimmermann (PT) reuniu dezenas de deputados de diversos partidos na sala da Comissão de Orçamento da Câmara hoje à tarde. Os parlamentares debateram sobre as conseqüências da crise cambial que está afetando seriamente diversos setores exportadores, como calçadista, têxtil, moveleiro e de agronegócios.
Apesar das medidas compensatórias específicas adotadas pelo Governo Federal ao longo dos últimos dois anos, como a abertura de crédito subsidiado, os parlamentares entendem que a atual política monetária implantada pelo Banco Central está prejudicando direta e seriamente o desenvolvimento dos setores exportadores, sobretudo àqueles intensivos em mão-de-obra e à agricultura, e também aos direcionados ao mercado interno que sofrem forte competição com os produtos importados.
A reunião dos deputados resultou na indicação de formação de uma Comissão Geral para tratar do assunto. A proposta foi imediatamente encaminhada ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, que se comprometeu a realizar a Comissão Geral ainda no mês de fevereiro. Através deste expediente, a política cambial passará a ser tema de debate de toda a Câmara de Deputados e discutida em plenário.
"Lamentavelmente, todo o esforço do Governo em relação ao PAC pode ser posto a perder, exatamente por causa da outra face que nunca conseguimos controlar neste Governo: a política monetária implantada pelo Banco Central. Uma Comissão Geral da Câmara de Deputados é a maneira mais forte que temos para pressionar o Governo a iniciar um processo urgente de mudanças na política cambial, pois estão em jogo milhares de empregos por todo o Brasil e a própria estabilidade econômica do País", declarou o deputado Tarcísio.

segunda-feira, fevereiro 5

PREFEITO DESIQUILIBRADO AGRIDE CIDADÃO EM SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), expulsou aos gritos e empurrões, em um evento de inauguração, um senhor que aguardava atendimento odontológico na Assistência Médica Ambulatorial (AMA) na manhã desta segunda-feira (5). (assista aqui)Aos berros e empurrões e bastante alterado, o prefeito de SP expulsou o homem do hospital.Kassab estava na unidade de Pirituba, na Zona Norte, quando um homem,acompanhado pelo filho de 7 anos protestava contra a má qualidade do atendimento . Ainda não viu o vídeo do prefeito descontrolado? Não?
A prefeitura e o prefeito de São Paulo, estuda um meio para abrir processo......contra o prefeito? NÃO.....é contra o homem que foi agredido e expulso da unidade de sáude, pelo prefeito. Não acredita? Veja aqui o vídeo no Jornal Nacional.

BLOQUEIO ECONÔMICO CONTRA CUBA COMPLETA 45 ANOS

O prejuízo econômico direto causado ao povo cubano pela aplicação do bloqueio ultrapassa 82 bilhões de dólares, com uma média de 1.782 milhões de dólares anuais. A exigência da Assembléia Geral da ONU para se pôr um fim ao bloqueio, incluída em quinze resoluções adotadas com o apoio quase unânime dos estados membros das Nações Unidas, têm sido ignorada sistematicamente pelo governo dos EUA...Leia mais

As Cartas vão continuar?

Depois de enviar uma carta à governadora Yeda Crusius, o vice Paulo Feijó está esperando a resposta da solicitação de audiência com a governadora, más a governadora esperava explicações por carta. E já disse em entrevista no CP que Paulo Feijó foi desleal. Confira a carta da discórdia na integra:


"Excelentíssima Senhora, Yeda Rorato Crusius - Governadora do Estado do Rio Grande do Sul
- Prezada Governadora - Ao cumprimentá-la cordialmente. venho, através desta carta, abordar um assunto que considero da maior importância. Em conversa que tivemos, no dia 15 de dezembro de 2006, com a presença do futuro secretário Nelson Proença, no centro de treinamento da PROCERGS, tive a oportunidade de expor a vossa excelência que não lhe pediria cargos e também que não indicaria nomes para estatais ou secretarias em nosso governo. Apenas gostaria de ter a minha opinião considerada em relação a eventuais indicações que me parecessem não ser as ideais para fomentar o desenvolvimento responsável no nosso Estado. E a possibilidade da permanência do Sr. Fernando Lemos na presidência do Banrisul muito me preocupa. A questão é muito séria.
O fato é que não podemos arcar com o ônus de manter na direção do Banco do Rio Grande do Sul uma pessoa que muito em breve pode ter sua conduta questionada publicamente, manchando a imagem do nosso governo. Se, ao contrário, firmássemos a palavra empenhada em campanha, colocando na Presidência do Banrisul um técnico, funcionário de carreira, estaríamos afastando o risco de um escândalo desnecessário e ganhando, com certeza, a confiança dos servidores públicos. O nosso governo só teria a ganhar e a sociedade gaúcha teria um Banrisul administrado de forma mais responsável e eficiente. Paulo Afonso Girardi Feijó, Vice-Governador do Estado do Rio Grande do Sul”.

domingo, fevereiro 4

AÇÃO HUMANA É PRINCIPAL RESPONSÁVEL PELO AQUECIMENTO GLOBAL

O cenário do aquecimento global traçado pelo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), divulgado nesta sexta-feira (2) em Paris, é considerado preocupante tanto para ambientalistas, comunidade científica, como para os governos de países emissores de gases de efeito estuda (GEE). O aumento da temperatura do planeta entre 1,8oC e 4oC até o final deste século é um fenômeno inevitável e as suas conseqüências climáticas já são sensivelmente percebidas. O estudo do IPCC aponta a ação humana como sendo a maior responsável pelo aquecimento do planeta. “Concentrações atmosféricas globais de dióxido carbônico, metano e óxido de nitrogênio tem aumentado notavelmente como resultado das atividades humanas desde 1750 e por muito excedeu os níveis pré-industriais”, descreve o relatório. Segundo o IPCC, o aumento global das taxas de dióxido de carbono se deve principalmente ao uso de combustível fóssil, ou seja, o petróleo.Segundo o estudo, o aquecimento climático é uma certeza e é evidente a partir das observações de aumento das temperaturas do ar e dos oceanos, devido ao derretimento de neve e gelo.veja mais aqui Carta Maior

MP PEDIRÁ À SABESP EXPLICAÇÕES SOBRE DOAÇÃO A IFHC

O Ministério Público vai requisitar à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informações sobre a doação de R$ 500 mil feita pela empresa, controlada pelo governo paulista, ao Instituto Fernando Henrique Cardoso, ONG criada pelo ex-presidente tucano.
Responsável pela investigação aberta na semana passada, o promotor Saad Mazloum quer saber a identidade dos autores do pedido e em que instância da empresa a doação foi aprovada. Em 2006, quando o dinheiro foi repassado ao iFHC, a estatal era presidida por um tucano, Dalmo Nogueira Filho, e o governo do Estado era comandado pela aliança PSDB-PFL. A doação foi revelada por Terra Magazine (leia aqui).

sábado, fevereiro 3

GOVERNADOR DE MINAS, AÉCIO NEVES, PAGA US$ 269 MILHÕES DE DÍVIDAS DA REDE GLOBO

Conforme noticiado pelo Novo Jornal, o governador Aécio Neves na montagem de um esquema capaz de alavancar sua candidatura à Presidência da República vem utilizando, sem qualquer fiscalização, o patrimônio público de Minas Gerais. Isto porque tem contado com a omissão de parte da Assembléia Legislativa e da alta direção do Ministério Público mineiro.Após utilizar-se das ações da Copasa, conforme matéria publicada pelo Novo Jornal em 19 de dezembro de 2006, intitulada “Aécio vende Copasa e investe no Rio”, transferindo para a empresa Capital Group International Inc., pertencente ao mesmo grupo econômico da Editora Abril e Folha de S. Paulo R$ 800 milhões em ações da Copasa agora através da Cemig monta a empresa RME – Rio Minas Energia Participações S/A, sem qualquer autorização legislativa para compra da concessionária de energia carioca Light, transferindo para os fundos credores da Rede Globo, GMAM Investment Founds Trust I, Foundations For Research, WRH Global Securities Pooled Trust, um crédito em ações de US$ 269 milhões, através do pagamento feito a maior que a quantidade de ações adquiridas na Bovespa pela RME – Rio Minas Energia Participações S/A, na operação de compra. Este detalhe só é percebido se verificado o constante na folha 4 - II do parecer nº 06326/2006/RJ da Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda, que analisou e aprovou a transação. Lá consta que a RME-Rio Minas Energia Participações S/A adquiriu 75,40% da Light, embora tenha comprado e pago 79,57%, inclusive é esta a quantidade de ações constantes nas atas da Cemig que autorizaram a compra assim como é informado no próprio site da Light.Esta diferença aparece apenas como uma operação (escrituração no pregão da bolsa) e só foi possível devido a diferença entre avaliação patrimonial da empresa (valor real com deságio) e o valor pago.Trata-se, mais uma vez, da utilização da desonesta operação do “pagar a maior”, algo vulgarmente utilizado pelas empresas particulares para esconder ou desviar lucros, onde compra-se nota fria. Na compra da Light pela RME – Rio Minas Energia Participações S/A a contabilidade da operação da bolsa maquiou a fraude. Neste caso específico foram utilizados profissionais conhecidos no mercado de capitais pelo alto conhecimento neste tipo de jogada.veja aqui

sexta-feira, janeiro 26

CRÔNICA DE UMA QUIMERA


Estava eu no jardim brincando com meu netinho ...
- Goool! – grita o pequeno, entusiasmado. Mais uma vez, a bola acertara bem no cantinho da minha goleira improvisada – Está 10 a um, vovô! – vibra o garoto orgulhoso por estar derrotando o ancião da família. Eu, no alto dos meus 65 anos, divirto-me mas me sinto cansado devido ao esforço e às limitações físicas impostas pela idade "avançada". Mas não perco o rebolado e tento acertar a goleira dele mais uma vez.
- Isso não vai ficar assim, vou empatar! Pega essa!
Putz... meu chute foi totalmente impreciso e fraco. Algum tempo depois, a vantagem do meu neto só aumentara. Definitivamente, era chegada a hora de dar um tempo no jogo. - Vamos sentar um "bocadinho"? Vovô cansou... – sugiro.
O guri põe a bola embaixo do braço um pouco contrariado, talvez pensando que, dando uma trégua ao "humilhado" avô, o jogo pudesse recomeçar logo, logo. Sentou-se ao meu lado em silêncio, enquanto eu tentava recuperar-me do esforço, totalmente ofegante. Saquei da sacola os "apetrechos" do meu inseparável chimarrão e comecei a sorver, devagarinho, curtindo o líquido quente que saciava a minha sede e, aos poucos, recompunha minha sanidade física. Ficamos ali, em silêncio por alguns deliciosos instantes, quando o guri, com sua característica curiosidade, perguntou:
- Vovô, de onde veio o chimarrão?
A pergunta me surpreendera e, após pensar um pouco, recuperei, lá do baú da memória, a lenda do chimarrão. Comecei a narrar-lhe a história que eu ouvira há muitos anos atrás.
- A lenda da Erva–Mate conta que um velho guerreiro guarani vivia triste em sua cabana, pois já não podia mais sair para as guerras, nem mesmo para caçar e pescar. Ele vivia sozinho com sua linda filha, Yari, que o tratava com muito carinho. Yari jamais casara pois fazia questão de permanecer na casa do pai para melhor cuidá-lo e dedicar-lhe todas os cuidados e atenção.
Dei uma pausa nas palavras e, com inevitável satisfação, percebi que meu neto estava completamente compenetrado em cada sílaba que eu pronunciava. Crianças são assim, adoram ouvir uma história nova... Mais um gole de chimarrão e retomei, com entusiasmo, o relato que absorvia todos os sentidos da minha platéia solitária...

- Um dia, Yari e seu pai receberam a visita de um viajante que passava por aquelas bandas. Como era de costume, acolheram o andarilho para um pernoite na sua humilde cabana, dispensando a ele os melhores cuidados. A jovem cantou para que o visitante adormecesse e tivesse um sono tranqüilo, entoando um canto suave e triste. Ao amanhecer, o viajante confessou ser enviado de Tupã e disse que, para retribuir-lhes a hospitalidade, atenderia a qualquer desejo dos dois, mesmo o mais remoto. O velho guerreiro, sabendo que sua jovem filha não se casara para não abandoná-lo, pediu que lhe fossem devolvidas as forças, para que Yari se tornasse livre. O mensageiro de Tupã entregou ao velho um galho de árvore de Caá, ensinando-lhe a preparar uma infusão que lhe devolveria todo o vigor. Transformou, ainda, Yari na deusa dos ervais e protetora da raça Guarani, sendo chamada de Caá-Yari, a deusa da erva-mate. E assim, a erva foi usada por todos os guerreiros da tribo, tornando-os mais fortes e valentes. Quando os espanhóis por aqui chegaram, encontraram os índios guaranis dóceis e receptivos, já então utilizando uma bebida que sorviam em cabaças por meio de um canudo, preparada com folhas de uma árvore nativa da região – chamada cáa – dizendo que esta lhes havia sido dada pelo deus Tupã. De imediato, os espanhóis adquiriram o hábito e passaram a tomar o chimarrão, desde os soldados até os oficiais, sem distinção de classes sociais. E aqui, no Rio Grande do Sul, o tradicional chimarrão tornou-se um salutar hábito, símbolo da hospitalidade do gaúcho, que o oferece sempre a qualquer visitante. É bebido assim – mostrei-lhe a cuia – um uma cuia onde depositamos um pouco de erva-mate já moída e de onde sorvemos o líquido (água quente sem ferver), através de uma bomba de metal.
- Más vovô, isso se toma assim, segurando um guardanapo?
Interrompeu o garoto, com cara curiosa.
- Não, meu filho. Isso é uma outra história...
Enchi mais uma vez a cuia e, antes de retomar o relato, bebi alguns goles da bebida para retomar o fôlego, como que para "amaciar" as palavras que me sairiam da boca.
- Em 2006, os gaúchos elegeram uma paulista para governar o nosso Estado. Esta mulher usava um lenço para saborear o chimarrão. Este gesto, que em princípio causou estranheza em todo o pampa, passou a ser adotado pela classe média e logo, logo se espraiou por todas as classes, até se incorporar à nossa tradição...
O menino, de olhos arregalados, parecia não entender como uma "estrangeira" poderia ter sido a responsável por mudar, em tão pouco tempo, uma tradição arraigada na cultura da sua terra e cultivada com tanto orgulho pelo seu avô.
- Me conte mais uma pouco sobre essa mulher, vovô?
Refleti um pouco e decidi ser um pouco mais cuidadoso com as palavras
- Bom, ela era paulista, a primeira mulher e a primeira paulista a eleger-se governadora desse nosso maravilhoso Estado. No começo, ela se enrolou um pouco com nossas tradições, a ponto de afirmar, em rede nacional de televisão, que "pantalha" era uma vestimenta gaúcha.
O garoto riu. Até ele, na sua tenra idade, não entendia como alguém poderia chamar a estrutura que compõe os abajures de vestimenta? Também ri, mas continuei.
- Durante a campanha eleitoral, esta mulher negava com veemência a proposta de aumentar impostos para enfrentar a crise financeira do Estado. À época, ela qualificava essa idéia como própria de um "velho jeito de governar". Porém, depois de eleita, a primeira decisão dela, mesmo antes de assumir o cargo de governadora, foi propor o aumento de impostos. Graças a Deus, os deputados derrotaram a intenção da governadora e vetaram-lhe a iniciativa. Mas a mulher, destemida, não descansou. Resolveu reduzir em 30% os investimentos em todas as secretarias. Não conseguiu pagar os servidores públicos em dia. Também vendeu nosso Banco Estatal, que em governos anteriores fora tratado como "orgulho dos gaúchos". Esta mulher decepcionou a todos os gaúchos que lhe haviam depositado sua confiança. Mas isso não é tudo. Depois, ela...
- Amor! Acorda! Acorda que está na hora!
Fui surpreendido pela mão de minha mulher que me sacudia e me dava leves tapinhas no ombro... Então, tudo não passara de um sonho? Cadê a criança que me chamava de avô? E o chimarrão que eu estava a saborear agora mesmo? Estou confuso... Toco no meu rosto e vejo que minha pele ainda é relativamente lisa. Olho para as mãos. Sim, são as mesmas que me acompanham há 26 anos.
Meio tonto, ergo-me da cama e tateio no criado-mudo em busca do meu telefone celular. Encontrei-o... Ufa! Que alívio! Ainda estamos em 2007. Era apenas um pesadelo...
Ou não?

quinta-feira, janeiro 25

U2 VERTIGO

Para quem gosta...E Sabe o Real significado dessa banda...

IPARCIALIDADE DA IMPRENSA


Doações Jornalísticas
E por falar em doações, consulta ao site do TSE revela que a empresa Folha da Manhã doou R$ 42.354,30 para a campanha de Paulo Renato Costa Souza (PSDB), em 27/10/2006: "Informações prestadas pelo doador FOLHA DA MANHÃ S/A CPF/CNPJ 60579703000148 para o(s) candidato(s) abaixo: Valor total das receitas R$ 42.354,30 Candidato Partido - UF Data Valor Tipo PAULO RENATO COSTA SOUZA PSDB - SP 27/10/2006 42.354,30 Recursos de pessoas jurídicas" Paulo Renato também declarou R$ 80.406,30 de despesas com a Folha, a título de "publicidade por jornais e revistas".

Basta uma consulta ao site (http://www.tse.gov.br/sadSPCE06F3/faces/careceitaByDoador.jspou http://www.tse.gov.br/sadSPCE06F3/faces/cadespRecList.jsp).

Cabem as seguintes perguntas: Por que a Folha fez doação a um candidato?
Por que a doação foi feita às vésperas do segundo turno, quando a campanha para deputado federal (caso de Paulo Renato) já havia sido decidida quatro semanas antes?
Quais os critérios utilizados pelo jornal na escolha de Paulo Renato?
Que garantias o jornal, tão cioso de sua independência e de sua linha pluralista, dá de que a doação não influencia o conteúdo editorial?