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quinta-feira, agosto 5

DILMA É MAIS EDUCAÇÃO E ESPORTE PARA A JUVENTUDE

Nossa candidata, Dilma Rousseff, detalhou nesta terça-feira, 3/8, parte de suas propostas para melhorar a educação no país. Segundo ela, já há um consenso entre os partidos coligados para a expansão da universidade pública e a interiorização dos campi pelo país, para a construção de pelo menos uma escola técnica nos municípios com 50 mil habitantes ou mais, a ampliação do Programa Universidade para Todos (ProUni), entre outros aspectos.

“Tivemos um processo muito bem sucedido de interiorização [da universidade]. Vou continuar de forma acelerada nas cidades pólos das diferentes regiões. Nas cidades menores nós vamos continuar expandindo a Universidade Aberta do Brasil. Além disso, vamos aperfeiçoar e expandir o ProUni”, disse em entrevista coletiva no escritório político da campanha, em Brasília.

Qualidade da educação – A candidata que vai manter e ampliar os avanços sociais e econômicos do governo Lula disse que o ponto fundamental de todo programa da educação é qualificação do ensino.

domingo, fevereiro 17

COTAS SOCIAIS E RACIAIS

Caio Britto*
Nos dias que se seguiram ao vestibular da UFRGS temos acompanhado pela mídia uma forte movimentação de vestibulando e familiares que se sentiram lesados pela implementação das cotas sociais e raciais na universidade. Em tempos de “salve-se quem puder” essas são atitudes que consideramos normais, mas se olharmos do ponto de vista do interesse social, isto não passa de uma tentativa de burlar as regras do concurso vestibular, bem como fazer os interesses individuais se sobreporem às políticas públicas.
Quando inscritos ao vestibular todos sabiam as regras que estavam sendo dispostas pela universidade e seus conselhos, sabiam todos que haveria uma reserva de vagas de 30% para estudantes oriundos de escolas públicas e que a metade destas seriam destinadas ao que se autodeclararem negros. Ou seja, nenhum candidato ao vestibular poderia alegar que sofreu prejuízo, pois as regras do ingresso na universidade estavam claras.
Alguns questionam a validade das cotas raciais, alegando que estas são um instrumento de racismo e que ferem a constituição, pois fariam diferenciação entre negros e brancos, mais isto obviamente não é verdade. A igualdade entre raças é um objetivo a ser alcançado pela nossa sociedade, que não está concretizado, hoje temos leis que proíbem a discriminação de etnias, porém não tem poder para garantir a igualdade de condições. Basta analisarmos a participação dos negros na sociedade para percebermos que eles estão alijados dos espaços de poder devido à sonegação de oportunidades e a falta de igualdade para o desenvolvimento de suas potencialidades. As cotas raciais não visam compensar diferenças sociais do passado, mas sim de enfrentar a injustiça presente, onde tem acesso à universidade pública uma esmagadora maioria branca.
As cotas sociais e raciais não são de maneira absoluta uma solução para as desigualdades raciais em nosso país, elas devem fazer parte de um conjunto de políticas de expansão e fortalecimento da universidade pública, bem como de qualificação e valorização do ensino fundamental, básico e médio da rede pública, como também integrado a políticas de estado, que visem o crescimento econômico, criação de empregos e distribuição de renda.
O processo de implementação das cotas na UFRGS foi bastante traumático, onde episódios de intolerância racial fizeram parte deste debate, quando muros próximos à universidade amanheceram pichados com mensagens racistas. Esperamos que episódios como estes não se repitam, principalmente no retorno das aulas e no trote dos calouros.


* Estudante de Ciências Sociais da UFRGS
Texto públicado no blog Aldeia Gaulesa!

sábado, fevereiro 16

COTAS! EU DIGO SIM!

Tenho lido pela imprensa que há estudantes, que ficaram de fora e não conseguiram se matricular devido ao Sistema de Cotas instalado em várias Universidades Públicas Federais entrando com processo judicial para garantir sua matricula. Questionam o Sistema de Cotas. (inclusive o Vereador de Dois Irmãos Marcel van Haten).
Pois bem, o Brasil teve historicamente, no aspecto legal, uma postura ativa e permissiva diante da discriminação e do racismo que atinge a população afro-descendente brasileira até hoje.Veja-se, por exemplo, o Decreto nº 1.331, de 17/02/1854, que estabelecia, nas escolas públicas do país, que não seriam admitidos escravos e a previsão de instrução para adultos negros dependia da disponibilidade de professores.
Entendemos que a implementação do Sistema de Cotas, não só nas Universidades, mas também no processo de trabalho, tende a garantir a cidadania e a inclusão de negros e indígenas, além de forjar um novo modo de desenvolvimentos. O Sistema de Cotas propõe uma inovação no sistema educacional brasileiro e, além disso, estará garantindo a uma parcela da população aquilo que o Brasil negou até hoje. Está na hora de o Brasil fazer uma reparação às atrocidades sofridas até hoje pelo povo negro e indígena, precisamos de ações afirmativas. Acho mais, deveríamos estender o Sistema de Cotas à jovens carentes que não tem condições de pagar uma Universidade Particular. Hoje se formos fazer um levantamento na UFRGS, aposto que 70% dos estudantes são abastados de recursos financeiros inclusive o vereador de Dois Irmãos.
Charge: Kayser