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sábado, outubro 9

Próxima Capa da Revista "óia"

Esta é maravilhosa, vem do Blog Os Amigos do Presidente Lula


José Serra, o homem santo. Na TV posa de bom moço.Na vida real...Bem, na vida real quem conta é meu coleguinha Cloaca, aqui neste link

quinta-feira, setembro 23

Cortina de fumaça ou a guerra continua

Artigo publicado no Sul 21:
Obs: Charge do Bira postada por mim

Reuniram-se em São Paulo, ontem, intelectuais ditos democratas, de um lado, para divulgar um manifesto auto denominado “pela democracia”. Reunir-se-ão em São Paulo, hoje, entidades sindicais, movimentos populares e partidos políticos, ditos todos democratas, para realizar um auto denominado “ato público contra a imprensa golpista” e, portanto, também pela democracia. Trate-se, aqui e agora, dos primeiros, e reserve-se o editorial de amanhã para tratar dos segundos.

De onde saíram, na última hora, tantos democratas e por que motivos organizam-se em lados opostos? Claro que a democracia comporta divergências e posicionamentos contrários, mas, para que ela seja efetiva, um rol de requisitos mínimos precisa ser observado por quaisquer que sejam os contendores. O primeiro e mais fundamental deles é o respeito e a aceitação da divergência e dos adversários. O segundo, a explicitação dos objetivos visados.

Dito isto, algumas perguntas se impõe. Por quais motivos esses intelectuais não se assumem publicamente como peessedebistas? Se, como tentam fazer crer os manifestantes, não existem intelectuais democratas no PT, eles não existirão, ao menos, no PV e estes não se mobilizariam em prol da democracia, caso a avaliassem sob ameaça?

Da nominata divulgada de signatários do manifesto dito dos “intelectuais democratas”, apenas três integrantes não são peessedebistas de carteirinha ou não assumidos, a saber: d. Paulo Evaristo Arns, Carlos Velloso e Hélio Bicudo. Este último foi fundador, vice-prefeito e deputado federal petista, antes de romper com o PT. Além dele, também são ex-fundadores do PT e hoje quadros do PSDB os cientistas políticos Leôncio Martins Rodrigues, José Álvaro Moisés e Jose Arthur Gianotti. O primeiro, assessora FHC, o penúltimo, rompeu com o PT para assumir a diretoria de cinema do Ministério da Cultura na gestão FHC e, o último, foi o mentor intelectual da primeira candidatura FHC. Será a alta plumagem tucana que os tornou, enfim, democratas ou trata-se de mais uma das muitas coincidências desta campanha eleitoral? Compõem, ainda, a lista, dentre outros, Celso Lafer e Carlos Gregory, ex-ministros de FHC e, como todos os demais, integrantes do seu círculo íntimo de relações.

Ao que parece, o tucanato acaba de inventar a democracia peessedebista: excludente e oportunista. Não por acaso, a leitura do manifesto ocorreu às portas da Faculdade do Largo do São Francisco, de gloriosa história, ainda que reduto do elitismo quatrocentão paulista.

Há que se perguntar, também, onde estavam estes mesmo “intelectuais democratas” tucanos quando o governo FHC cooptou deputados para compor supermaioria no Congresso, aviltou a Constituição Federal e implantou a reeleição em seu autobenefício? Onde estavam esses mesmos “intelectuais democratas” tucanos quando o governo Lula tentou reavaliar a anistia concedida pela própria ditadura aos torturadores que a serviram e se viu obrigado a recuar a fim de evitar um confronto desastroso com a direita raivosa e golpista? Onde estavam esses mesmos “intelectuais democratas” tucanos durante a mobilização popular pela aprovação da lei da ficha limpa?

Triste sina a da democracia brasileira, se tiver que depender de democratas deste jaez para defendê-la.

segunda-feira, setembro 20

Exclusivo Revista "Óia": Dilma matava!

A Revista Veja (clique ma imagem) teve acesso com exclusividade ao boletim escolar de Dilma Rousseff (mais conhecida como Dilma do Chefe) e comprovou que a candiata do PT matou aula quando criança em Minas Gerais. Ouvida pela revista, a diretora da escola Maria Bernardete dá um depoimento emocionante: "Ela matou aula aos 8 anos de idade"

domingo, setembro 19

Lula diz que vitória nas eleições será também sobre o PIG (Partido da Imprensa Golpista)

Em discurso bem humorado no comício de Campinas, o presidente Lula disse que a vitória nas eleições de 3 de outubro não será apenas sobre os candidatos e partidos da oposição. Será também sobre a imprensa golpista da elite demo-tucana (o PIG):

"Vamos derrotar jornais e revistas que se comportam como partidos políticos... jornais e revistas que têm candidato e não têm coragem de dizer que têm candidato".

O presidente ainda ironizou a revista Veja (se recusando a citar o nome da revista de baixarias da campanha de José Serra):

"Pra mim é óia. O nordestino diz óia", brincou.

Lula criticou o nível de baixarias da imprensa demo-tucana:

"Tem dia que determinados setores da imprensa chegam a ser uma vergonha. Se o dono do jornal lesse seu jornal, se o dono da revista lesse sua revista, eles ficariam com vergonha do que eles estão escrevendo exatamente neste instante. E eles falam em democracia... Eles não suportam escrever que a economia brasileira vai crescer 7% este ano, não se conformam é que um metalúrgico vai criar mais emprego que presidentes elitistas que governaram este País".

domingo, julho 13

RELATÓRIO DA PF DESNUDA CORRUPÇÃO DENTRO DA REVISTA VEJA

Depois do relatório da PF produzido pelo delegado Portógenes Queiros (ver nota abaixo), a revista Veja deveria usar o slogam:

"CORRUPÇÃO: Não basta PROTEGER, tem que PARTICIPAR!"

Em tempo: A revista está cambaleando...

A edição on-line desta semana foi retida por muitas horas, e só publicada com muito atraso. A edição impressa também chegou às bancas com muito atraso.

POLÍCIA FEDERAL ACUSA DIOGO MAINARDI E VEJA

O relatório do delegado Protógenes Queiroz, encaminhado ao Juiz Fausto Martin de Sanctis - que serviu de base para o pedido de prisão de Daniel Dantas e outros réus – acusa diretamente as revistas IstoÉ Dinheiro e Veja e os jornalistas Leonardo Attuch, Lauro Jardim e Diogo Mainardi (foto) de colaborarem com uma organização criminosa, afirma Luís Nassif em seu blog. Mainardi é explicitamente apontado como “jornalista colaborador da organização criminosa”. O capítulo sobre o papel da mídia no processo investigatório diz: "A mídia é um veículo independente comprometido com a verdade imparcial. Certo? Errado. O que estamos assistindo, o desmascaramento por meio do Judiciário Federal com a atenção auspiciosa do Ministério Público Federal é repugnante !!! sob o ponto de vista ético e moral do papel da imprensa". Clique AQUI para ler mais.

sábado, novembro 17

"VEJA" A FARSA!

O repórter Jon Lee Anderson, biógrafo de Che Guevara, foi procurado há umas semanas pelo também repórter Diogo Schelp, da Veja . O objetivo era uma entrevista curta para a composição da reportagem que saiu na revista a respeito dos 40 anos da morte de Guevara.Lee Anderson é um entrevistado natural. Afinal, a própria revista, na reportagem que Anderson critica, descreve seu livro "Che Guevara", como "a mais completa biografia de Che".
Anderson respondeu a Diogo mas acabou não sendo procurado. Na semana passada, o veterano repórter de guerra da New Yorker teve acesso e leu a reportagem recentemente divulgada pela Veja sobre Che, quando então tomou a decisão de tornar pública esta resposta a Schelp, que começou a circular por email entre os jornalistas brasileiros.
Confira o conteúdo da carta já traduzida para o português:

Caro Diogo,
Fiquei intrigado quando você não me procurou após eu responder seu e-mail. Aí me passaram sua reportagem em Veja , que foi a mais parcial análise de uma figura política contemporânea que li em muito tempo. Foi justamente este tipo de reportagem hipereditorializada, ou uma hagiografia ou — como é o seu caso — uma demonização, que me fizeram escrever a biografia de Che. Tentei colocar pele e osso na figura supermitificada de Che, para tentar compreender que tipo de pessoa ele foi. O que você escreveu foi um texto opinativo camuflado de jornalismo imparcial, coisa que evidentemente não é.

Jornalismo honesto, pelos meus critérios, envolve pesquisar fontes variadas e perspectivas múltiplas, na tentativa de compreender a pessoa sobre a qual se escreve, que precisa ser situada no contexto em que viveu, tudo isso com o fim de informar os leitores, a partir de um esforço de objetividade.

O que você fez com Che é o equivalente a escrever sobre George W. Bush utilizando apenas o que lhe disseram Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad para sustentar seu ponto de vista.
No fim das contas, estou feliz que você não tenha me entrevistado. Eu teria falado em boa-fé imaginando, equivocadamente, que você fosse um jornalista sério, um companheiro de profissão honesto. Ao presumir isto, eu estaria errado. Esteja à vontade para publicar esta carta em Veja, se for seu desejo.

Cordialmente,
Jon Lee Anderson.

quarta-feira, outubro 3

VEJA, A INCOMPETENTE!























Che era um assassino frio e insaciável, um narcisista cujas irresponsáveis aventuras conduziram à morte milhares de cubanos. Era também um sujeito desprezível que implorou pela vida segundos antes de ser executado, além de um maltrapilho fedorento que odiava tomar banho.
Estas são algumas das “revelações” sobre o homem Ernesto Guevara de la Serna, trazidas à luz pela revista Veja desta semana. São 10 páginas dedicadas ao assunto, numa espécie de edição comemorativa pelos 40 anos do assassinato do monstruoso líder guerrilheiro. Segundo Veja, “já passou da hora” de alguém mostrar ao mundo a verdadeira face do “falso mito”.
A matéria, fiel à linha editorial da revista, é recheada de imprecisões, contradições, omissões e informações incorretas, além de se legitimar inteiramente no depoimento de cubanos residentes em Miami, que, como sabemos todos, são as pessoas mais isentas do mundo para falar sobre o assunto.
Mas dentro da estratégia geral do panfletão dos Civita – alimentar o fascismo atávico que habita o coraçãozinho nervoso dos cansados –, não há como negar que a “nova biografia” de Che cumpre plenamente seus objetivos.Ao longo do laboroso trabalho de desconstrução restou, porém, uma pergunta incômoda: por que um homem tão desprezível permanece “intocado” no “panteão dos mitos”? Veja tenta esclarecer: o fato de Guevara sobreviver no imaginário popular como um ideal de justiça e liberdade se deve à força da “máquina de propaganda marxista”.
Dado que apenas três pessoas no planeta acreditam na existência de tal máquina – Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho – a conclusão de Veja só pode ser entendida como uma surpreendente confissão de incompetência.

do blog do PT

segunda-feira, outubro 1

FREUD EXPLICA! EXPLICA?

por Izaías Almada

Afinal, é o Brasil que pauta a mídia ou é a mídia que passou a pautar o Brasil? Liberdade ou libertinagem de imprensa? A democracia deve ser preservada para o bem de todos ou deve ser tutelada para o bem de alguns? A liberdade de expressão vale para todo e qualquer cidadão ou apenas para aqueles que têm colunas e editoriais jornalísticos e televisivos? Vale para os movimentos sociais ou vale apenas para os lobbies da direita golpista? Confundir conscientemente verdades e mentiras não será um perigoso jogo antidemocrático? Condenar sem provas, uma atitude irresponsável? Opinião pública é apenas a opinião da classe média cansada ou é a opinião da maioria dos cidadãos?Não sou psicólogo, nunca tive a intenção de ser, nem tenho conhecimentos que me habilitem a fazer análises da conjuntura política brasileira – se for o caso - sob esse prisma. Contudo, pertenço ao rol daqueles 170 milhões de brasileiros que entendem de tudo e não entendem de nada ao mesmo tempo. Desse Brasil pós-moderno e neoliberal. Nesse aspecto, sim, considero-me capacitado a dar opinião, como qualquer cidadão a falar sobre a seleção de futebol, sobre política ou sobre o Lalau e o Paulo Maluf. Mas, voltando à psicologia. Já é famosa e gasta entre nós a expressão “Freud explica!”. A expressão, usada ad nauseam significa que a preocupação excessiva – individual ou coletiva – sobre determinada questão, sobre determinado assunto, pode significar, grosso modo, que a pessoa ou o grupo de pessoas preocupadas age, no seu inconsciente, de maneira diferente (e até mesmo oposta) àquilo que dá origem à sua preocupação. Em outras palavras: se eu não consigo alcançar as uvas maduras e fresquinhas de uma parreira, eu posso dizer que elas ainda estão verdes. Ou, se a namorada do meu vizinho é mais bonita do que a minha, eu sempre poderei dizer, “é... mas em mulher a beleza não é tudo”.E já que estamos no terreno do popular – essa condição social da qual Jorge Bornhausen e FHC e seus partidários têm tanto horror, existem também alguns ditados muito apropriados para explicar o inconsciente de um indivíduo, de uma coletividade ou de uma corporação. Ditados como “é o porco falando do toucinho” ou “o roto falando do rasgado”, que demonstram a falta de critérios ou de autoconhecimento na avaliação de uma determinada questão, em particular quando queremos imputar aos outros aquilo que muitas vezes fazemos às escondidas. Tomemos a ética como exemplo, esse conceito filosófico que estuda o comportamento humano sob a ótica do que é certo ou errado ou do bem e do mal. De repente, a imprensa brasileira descobriu a ética, alguns velhos políticos brasileiros descobriram a ética. Alguns filósofos, profissionais do assunto, trataram de deitar falação sob os holofotes da mídia, deleitando-nos a nós pobres mortais e ignorantes das questões de honestidade, justiça e democracia, com sua sapiência sobre a ética e o comportamento exemplar que cada cidadão deve ter perante a sociedade, numa generalização mais ao gosto dos livros de auto-ajuda e dos programas de culinária do que propriamente à luz da ciência social.E agora juntemos os ingredientes e formulemos a seguinte questão: por que só agora a mídia, setores da oposição como DEM e PSDB, alguns e pequenos setores da chamada elite econômica (alguns se querem até intelectuais) resolveram que o Brasil passa por uma crise de ética? Não leram esses senhores sobre a formação histórica do Brasil? Desconhecem as capitanias hereditárias e o sistema de heranças e transmissão de terras? Ignoram a escravidão e suas seqüelas entre a população negra e mulata no Brasil? Não somos todos herdeiros de um sistema político clientelista e apodrecido, cuja compra de votos foi sempre a regra e não a exceção, inclusive para o estabelecimento da reeleição em proveito próprio, como fez Fernando Henrique Cardoso e seu incorruptível escudeiro Sérgio Mota?Ah, quanta hipocrisia! Como o papel em branco e o microfone e a câmera de TV, ligados, aceitam tudo, nada mais fácil hoje em dia para os que detêm o poder da informação em levantar calúnias e mentiras contra seus adversários, mesmo que existam aqui e ali alguns deslizes praticados pelos acusados, mas que os próprios acusadores já cometeram algum dia (alguns até mais graves do que os anunciados). E falam todos de boca cheia contra a grande crise de ética no país em defesa da democracia e da liberdade de imprensa, como nunca se viu antes! E a entrega da Vale do Rio Doce a preço de banana? E a CPI Abril - TVA? E a CPI do Banestado? E as concorrências públicas no Estado de São Paulo, esse ninho de tucanos acima de qualquer suspeita? E as bonecas do “Cansei”?Perdoem-me o inevitável e surrado lugar comum: Freud explica!

*Izaías Almada é escritor e dramaturgo. Autor, entre outros, do livro TEATRO DE ARENA: uma estética de resistência, Ed. Boitempo