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terça-feira, setembro 18

A IMPRENSA BRASILEIRA VIROU PARTIDO POLÍTICO

A imprensa no Brasil é um partido político. É o que diz o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos (*) em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim publicada em seu site Conversa Afiada. A entrevista faz parte de um projeto sobre a mídia conservadora , que chegará ao seu final em 2008. Amorim pinça algumas das mais lúcidas afirmações do intelectual:
-A imprensa no Brasil se considera indestrutível, porque: ela resiste à democratização, à republicanização do Brasil.
-Os militares brasileiros hoje se submetem mais à lei do que a imprensa.
-Para Wanderley Guilherme dos Santos, restou à imprensa brasileira ter a capacidade de gerar crises, instabilidade política.-No Governo Lula, a imprensa pratica o “quanto pior melhor”, que, antes, atribuía à esquerda: ela combate políticas que, sabe, são benéficas ao país, mas não tolera que sejam praticadas por um líder comprometido com as classes populares.
-"Isso (o compromisso com as classes populares) é algo que irrita e, conseqüentemente, faz com que aumente a disposição da imprensa para acentuar tudo aquilo que venha a dificultar e comprometer o desempenho do governo”, continuou o professor.

Leia a íntegra da entrevista com o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos:

Quando se fala em mídia como o “Quarto Poder”, qual é a primeira coisa que lhe vem à cabeça?
A primeira coisa que me vem à cabeça: não é uma particularidade nacional. Porque, na verdade, na teoria democrática clássica, não havia previsão para o aparecimento de um lugar institucional com poder político relevante. Então, você tinha o Parlamento e você tinha o Executivo. O Parlamento podia ser dividido em duas casas, como quando tem Senado e Câmara, ou ser unicameral. O Executivo podia ser ou de gabinete ou uma Presidência da República. Mais o Judiciário, quando árbitro dos conflitos eventualmente surgidos entre as duas instâncias anteriores. Mas não havia, não há previsão em nenhuma teoria, de algo, de uma instituição que veio a ser a imprensa. Como também, aliás, não havia para as Forças Armadas. Não se concebia que as Forças Armadas viessem a ser um ator político relevante.Mas, sobretudo a imprensa. Porque, de certo modo, ela encarnaria não um poder, mas a vigilância do poder. Era a garantia do direito de opinião, a garantia do direito de expressão de idéias e a garantia de vigilância dos poderes constituídos. Então, era muito mais um órgão defensivo e reflexivo, do que interferente. A partir do momento em que você tem uma sociedade de massa, ou seja, o tamanho do eleitorado traz novidades para o funcionamento da democracia – ninguém jamais imaginou eleitorado de mais de dez milhões de pessoas –, isso também trouxe uma modificação do papel das instituições. Em princípio, elas interagem com estas massas que têm peso.O resultado foi que aquelas instituições que, de certa maneira, condicionam e influenciam a formação de opinião das massas, fazendo com que a disposição delas se altere ou se incline numa direção ou em outra, aquelas instituições passaram a ter um papel de importância.A imprensa, os órgãos de comunicação e informação, na medida em que condicionavam e orientavam a inclinação desta população, e o peso delas se tornando cada vez maior dentro do funcionamento das democracias, fizeram com que esta instituição, a imprensa, passasse a ter um papel híbrido: de um lado, refletia o real; e de outro, ao mesmo tempo, interferia, interfere e condiciona as alternativas deste real.É necessário deixar claro que isso não aconteceu por nenhuma conspiração, nenhum plano previamente estipulado. Foi assim, numa democracia de massa, com o problema do populismo, por exemplo. Este novo papel desempenhado pela imprensa, envolvida no seu papel constitucional, teórico, de expressão de opinião, controle e vigilância da ação dos poderes públicos, e, ao mesmo tempo, cobrar responsabilidade desta instituição pública, tem que ter norma a que deva obedecer, tem que ter instâncias de julgamento – com o qualquer agente público. E não se trata de julgamento estritamente policial, trata-se de julgamento político. Não existe consenso sobre como conciliar esta responsabilidade, que deve ser cobrada neste ato público, com o que é fundamental também numa democracia - que é o respeito à liberdade de imprensa, à liberdade de opinião.Quer dizer, a liberdade de expressão de opinião é crucial e essencial na definição do que é democracia. Quando esta expressão de opinião pode de alguma maneira trabalhar contra a democracia, cria um problema. É o mesmo problema que se coloca em relação a partidos revolucionários. Democraticamente, é necessário que se permita a organização em partidos as diversas opiniões, correntes. Agora, em que medida este direito deve ser ou pode ser assegurado a partidos cujo objetivo é fazer com que desapareçam as instituições que permitam que ele exista - isso é uma complicação numa teoria democrática. Então, esse é um problema contemporâneo da imprensa, não é só no Brasil: como conciliar os dois papéis que a imprensa tem. Primeiro, como instituição da sociedade privada de exprimir o que se passa no mundo e a opinião da população. Por outro lado, na medida em que se comporta como ator político, ter instâncias que cobrem responsabilidade política dessa instituição.

Este problema já foi resolvido em algum país ?

Institucionalmente, não. O que você encontra é uma evolução da cultura política e também do poder da sociedade civil, do poder privado. Na verdade, até agora não se criaram instituições consensuais para a solução deste problema. Tem sido resolvido pela idéia gradativa de redução da importância da imprensa, como condicionador das atitudes da população. Isso é o que tem acontecido nas sociedades ricas, porque dependem cada vez menos das políticas de governo. Porque são ricas, porque a sociedade é abundante, então, a opinião que os jornais e as televisões começam a distribuir – dizer que o governo é isso, que o governo é aquilo, isso não tem conseqüência sobre a vida privada dos cidadãos. E por isso mesmo a opinião da imprensa deixa de ser relevante. Então, o que tem acontecido nos países mais estabilizados, não é que se tenham criado instituições de controle ou de chamada à responsabilidade, mas que os jornais e as televisões vêm perdendo importância.

Especificamente no Brasil, como é que esse cenário se desenvolveu? Quem se aproveitou?

Quem se aproveitou eu não sei. No Brasil, você tem uma circunstância peculiar que é o fato de que as empresas jornalísticas têm os interesses empresariais também fora do circuito de informação. Então, isso faz com que as opiniões da imprensa não se apóiem apenas, como se diz, pelos preceitos de seus comentários, mas pelo interesse de matérias econômicas também, que são defendidos sob a desculpa, o contexto de que está sendo defendido o interesse da população. Então, este aspecto é o aspecto que não se encontra muito nos países desenvolvidos: a distância entre empresas, empresas jornalísticas que têm interesses comercias e empresariais, além dos interesses jornalísticos.E isso cria uma situação muito particular, porque, afinal de contas, os interesses econômicos e empresariais de proprietários de jornais deviam ter suas instâncias de defesa e não utilizar a imprensa para isso. Mas, esta é a peculiaridade do Brasil. E é isso o que se mistura com freqüência no Brasil: as campanhas políticas desenvolvidas pela imprensa, sob o pretexto de que são questões que se quer públicas, mas, na verdade, são interesses privados dos próprios empresários jornalísticos.Paulo Henrique Amorim costuma dizer que em nenhuma democracia importante do mundo os jornais e uma só emissora de TV têm a importância política que têm no Brasil.Quer dizer, só em países mais ou menos parecidos com o Brasil. Fora países, digamos, com renda per capita inferior a 30 mil dólares, fora países desta faixa, isso não existe. Ou seja, em todos os países (com renda superior a 30 mil dólares), a imprensa não tem esta capacidade de criar crises políticas, como tem nos países da América Latina.

Aqui no Brasil, com esta importância política que os jornais e a Globo têm, como é que eles exercem este poder?

O modo tradicional de exercer o poder em países como o Brasil, e isso tem acontecido historicamente com freqüência, é a capacidade que a imprensa tem de mexer na estabilidade, ou seja, de criar crises, cuja origem é simplesmente uma mobilização do condicionamento da opinião pública. O que a imprensa nos países da América Latina, e particularmente no Brasil, têm é a capacidade de criar instabilidades. É a capacidade que a imprensa tem de criar movimentação popular, de criar atitudes, opiniões, independentemente do que está acontecendo na realidade. Isso é próprio de países latino-americanos, mas particularmente no Brasil, em que as empresas jornalísticas têm poder econômico e capacidade e disposição para a intervenção política. Então, a arma da imprensa no Brasil, o seu recurso diante dos governos: esta capacidade de criar instabilidade política.

Como é que o senhor vê o papel da mídia no governo Lula ?

Tem dois aspectos. O primeiro aspecto é fato de o governo Lula ser um governo inédito no Brasil. É realmente um governo cuja composição de classe, cuja composição social é diferente de todos os governos até agora. Isso não foi e dificilmente será bem digerido. Agora, em acréscimo a isso, é que, ao contrário do que se teria esperado ou gostariam que acontecesse, este é um governo que até agora tem se mantido fiel à sua orientação original, independentemente das discussões internas do grupo do PT. A verdade é que as políticas do governo têm prioridades óbvias, que são as classes subalternas. Isso é algo que irrita e, conseqüentemente, faz com que aumente a disposição da imprensa para acentuar tudo aquilo que venha a dificultar e comprometer o desempenho do governo.

Em que outros episódios da Historia do Brasil a imprensa usou a arma da instabilidade?

No Brasil, tivemos em 1954, com a crise que resultou no suicídio de Vargas, em que tudo foi utilizado. Documentos falsos que foram apresentados como verdadeiros, testemunhos de estrangeiros que seriam associados a confusões internas...Houve em 1955, na tentativa de impedir a posse de Juscelino Kubitschek. E em 1961, na crise de Jânio, na sucessão do Jânio. E em 1964.Depois, durante o tempo do período autoritário, evidentemente, houve uma atuação explícita da imprensa. Não se falava a favor, mas também não se desafiava. Com o retorno da democracia, a imprensa interveio outra vez, na sucessão de Sarney, com todas as declarações e reportagens absolutamente falsas em relação ao candidato das forças populares, que já era Lula. Isso se repetiu nas duas eleições de Fernando Henrique, mas mais moderadamente. Foi bastante incisiva durante a primeira campanha. Na segunda, a imprensa se comportou razoavelmente. Houve certas referências, mas nada escabroso.Mas, os dois últimos anos, foram inacreditáveis em matéria de criação de fatos sobre nada: foi inacreditável. Para 50 anos de vida política, é uma participação à altura dos partidos políticos e dos militares. Quer dizer, fazem parte da política brasileira os partidos, as Forças Armadas e a imprensa.

Destes episódios que o senhor listou qual o senhor acha que é o mais emblemático?

Eu acho que dois episódios. Primeiro, a tentativa de impedir a posse de Juscelino Kubitschek. Por quê? Porque Juscelino não era intérprete ou representante de uma classe ascendente. Ele pertencia à elite política. Era um homem do PSD – Partido Social Democrata. Juscelino era um modernizador. Portanto, a tentativa de impedir a sua posse mostra o radicalismo e a intolerância das classes conservadoras brasileiras. Quer dizer, naquele momento, não aceitava nem mesmo um dos seus membros, porque era um modernizador. Este episódio é bem emblemático. Não houve nada de dramático, de trágico ou suicídio, mas é um exemplo de até onde pode chegar a intolerância do conservadorismo brasileiro. É impressionante. Esse foi pra mim um episódio que define muito bem até onde o conservadorismo é capaz de violar os escrúpulos democráticos.

E o segundo?

É agora com Lula, porque a posse de Lula realmente revela uma nova etapa histórica no país. E revela o quanto o conservadorismo se dispõe a comprometer o futuro do país, pelo fato de o governo estar sendo exercido pelo intérprete de uma nova composição social. Isto é, há um grupo parlamentar e há grupos privados – e neles se inclui a imprensa - dificultando a implementação de políticas que são reconhecidamente benéficas ao país, porque estão sendo formuladas e implementadas por um governo intérprete das classes populares. Isso é impressionante. Quer dizer, no fundo, aquilo que os conservadores dizem que as forças populares – segundo eles, para a esquerda, quanto pior melhor –, na prática, quem pratica o quanto pior melhor são os conservadores.

Por que, na opinião do senhor, a mídia se considera inatacável, indestrutível?

Ela se considera indestrutível, porque ela tem razões para isso. Ou seja, uma das instituições que até agora vem resistindo à democratização, à republicanização do país é a imprensa. Um país moderno e democrático é um país em que não existe instituição ou pessoa com privilégio de direitos, pessoa que não seja submetida à lei. Na medida em que a democracia se implanta nos países, se reduz o número de instituições e grupos sociais que não se submete à lei. Todo mundo fica, de fato, igual diante da lei. Isso vem acontecendo gradativamente, vagarosamente, mas inapelavelmente no Brasil. Na realidade, nós temos até que as Forças Armadas hoje, no Brasil, estão mais democraticamente enquadradas, mais juridicamente contidas do que a imprensa. Hoje, é muito mais difícil para um representante das Forcas Armadas violar impunemente as leis do que a imprensa.


(*) Wanderley Guilherme dos Santos é diretor do Laboratório de Estudos Experimentais e pró-reitor de Análise e Prospectiva da Universidade Candido Mendes, professor titular aposentado de teoria política da UFRJ, membro-fundador do Iuperj.

Seus últimos cinco livros publicados são:



  1. Governabilidade e Democracia Natural (FGV editora, 2007)

  2. O Paradoxo de Rousseau (Editora Rocco, 2007)

  3. Horizonte do Desejo (Editora FGV, 2006)

  4. O Ex-Leviatâ Brasileiro (editora Civilização Brasileira, 2006)

  5. O Cálculo do Conflito (UFMG, 2003)

OPOSIÇÃO QUER DEVOLUÇÃO DE ORÇAMENTO PARA EXECUTIVO

Requerimento dirigido ao presidente da Assembléia Legislativa, Frederico Antunes (PP), protocolado no final da tarde desta terça-feira (18), pede a devolução do projeto orçamentário à governadora Yeda Crusius e a suspensão dos prazos para a apresentação de emendas parlamentares. Proposto inicialmente pela bancada do PT, o pedido contou com a adesão do PDT, PSB e PC do B. A oposição argumenta que a proposta orçamentária é inconstitucional, pois não apresenta equilíbrio entre a receita e a despesa e nem aponta alternativas para cobrir o déficit declarado de R$ 1,27 bilhão. O líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, Raul Pont, afirma que não há novidade na apresentação de um orçamento deficitário. O aspecto inusitado e inconstitucional do orçamento do Estado para o próximo ano, segundo ele, é a omissão do Executivo no que diz respeito à apresentação de alternativas para supir o déficit. “No orçamento deste ano, o déficit apresentado foi de R$ 1,5 bilhão. Para o próximo ano, a previsão é de R$ 1,27 bilhão. A diferença é que, desta vez, não há qualquer preocupação do governo em apontar medidas para buscar o equilíbrio”, salienta.Conforme o requerimento da oposição, o projeto enviado pelo governo ao Legislativo não respeita a Lei 4320, que regra a elaboração dos orçamentos, transgride a Lei 10.336/94, conhecida Lei Villela, ao ignorar a necessidade de equilíbrio entre receita e despesa, e viola o artigo 165 do Regimento Interno da Assembléia Legislativa, por se tratar de “matéria manifestamente inconstitucional”. Embora reconheça que a obrigação para definir a forma para cobrir o déficit orçamentário seja do Executivo, o líder petista aponta a revisão da política de benefícios fiscais como uma alternativa. “São seis bilhões que deixam de entrar nos cofres públicos por conta da renúncia fiscal. A revisão de um quarto destes benefícios seria suficiente para garantir o equilíbrio para o próximo ano”, contabiliza. Sem emendas O deputado Adão Villaverde (PT) chama a atenção para o fato de que o projeto do governo dificulta a apresentação de emendas. “Não há como cortar, portanto, não há como apresentar emendas. Isso nunca aconteceu antes. Não se trata só de tolher funções do Legislativo, mas de estabelecer um novo padrão de relacionamento com a Assembléia”, aponta.Segundo ele, além de remeter ao Legislativo um orçamento em que não há qualquer alusão quanto à forma com que o Executivo pretende cobrir o déficit, a proposta não expressa nenhuma preocupação social. “Além do compromisso fiscal, o governante, obrigatoriamente, deve ter preocupação social. O orçamento para 2008 está muito longe disso. Nem mesmo obrigações constitucionais com a saúde e com a educação estão sendo observadas”, enfatiza.A bancada do PT espera que, até esta quarta-feira (19), a presidência da Assembléia Legislativa apresente uma resposta oficial para o pedido de devolução do projeto de orçamento ao governo do Estado.

O VÔO DA GALINHA


















Flávio Aguiar

Artigo publicado originalmente no site da Agência Carta Maior:

Vejam as manchetes:População brasileira sobe 1,42% e atinge 187,2 milhões. Desemprego tem a maior queda em 10 anos e renda sobe. Trabalho infantil recua em 2006. Acesso a telefone sobe em todas as regiões em 2006. Aumenta parcela de brasileiros que se dizem negros.(A propósito: com isso, a parcela dos brasileiros que se declaram negros, pardos, índios e amarelos passou de 50% da população). Número de estudantes no nível superior cresce 13,2%. Alta da renda do brasileiro é a maior desde 95. Desemprego em 2006 é o menor em 10 anos. População do país está envelhecendo. Acesso à internet cresce mantendo disparidades regionais. Não, internautas, não eram manchetes de uma Carta Maior, às vezes acusada de ser “chapa-branca” por fazer o contraponto à mídia conservadora e marrom que pretende ter a hegemonia do enquadramento da opinião pública para que esta espelhe seus interesses.
Eram manchetes colhidas a esmo nas páginas virtuais dos jornalões brasileiros, que espelhavam os dados do Pnad do IBGE. Depois, nas páginas impressas, viriam análises, algumas tentando favorecer FHC e o ano de 96, sem se dar conta de que assim só sublinhavam a débâcle que foram os anos subseqüentes de seu governo.
Dava para ouvir o rilhar de dentes e sentir as lágrimas de ódio que corriam nas redações conservadoras, nos grotões da história onde a élite e seus arautos vivem sem querer arredar pé.
E tais notícias saem quando esses mesmos grotões perdem, ainda que momentaneamente, o renânico véu com que tentavam tapar a visão do país verdadeiro e profundo. Não perdem por esperar, contudo. Com certeza o renânico personagem, que os serviu tão bem durante tantos anos, e que ao longo deles foi tão calorosamente acolhido e preservado, voltará a lhes dar motivos para baterem o bumbo do moralismo dirigido.
Mas no momento, enquanto tais índices afloravam à superfície das manchetes, o odiado Presidente Lula era recebido com festejos protocolares Europa afora, como o primeiro dignatário de uma grande nação (com problemas graves sem dúvida) que é, e não como o bufão de um paiseco bananeiro, que é como as élites e seus arautos gostariam de impingir à opinião pública que somos.Mas nas mesmas manchetes pairava a detestável ameaça sobre os que não suportam esse país habitado por um zé povinho (para elas) que teima em ser o povão (palavra intraduzível em outras línguas) dos nossos sonhos e do pesadelo delas: “Acelerar distribuição de renda é o maior desafio, diz presidente do IBGE”.É isso que as élites e os economistas neo-liberóides (porque liberal, Liberal, assim com letra maiúscula, é outra coisa) detestam e de tudo fazem para impedir, alegando riscos inflacionários, bolhas e vôos de galinha.Pobres galinhas! Quem já viu uma galinha voar sobre a cerca dos galinheiros sabe do espantoso que isso é, mais maravilha do que o balão do Bartolomeu e o 14-bis do Santos Dumont.Pois é isso que apavora a élite e seus arautos: perceber que a galinha está escapando do cercado. Por cima dele.

Flávio Aguiar é editor-chefe da Agência Carta Maior.

sexta-feira, setembro 14

A VERDADE SOBRE O VOTO SECRETO

Faça-se a Justiça, Excelência!
Centro dos debates políticos nas últimas semanas, o "Caso Renan Calheiros" mostra uma total inversão de papel dos "bons" contra os "maus" de acordo com grande parcela da mídia e dos "moralistas" do DEM/PSDB. Na verdade, provavelmente Renan Calheiros, hoje, não seria mais presidente do Senado caso a sessão de votação do processo de cassação de seu mandato fosse aberta, pois nenhum senador gostaria de carregar o ônus de ser reconhecido como parte responsável pela absolvição de Renan diante de tantas evidências de sua quebra de decoro parlamentar. Parece ser consenso geral, portanto, a tese defendida hoje pelos partidos de oposição DEM/PSDB: as sessões de cassação de mandato deviam, sim, ter voto aberto. Mas vamos voltar a "fita" um pouco, para avaliarmos a diferença entre o discurso e a prática.
Em 2003, o senador Tião Viana (PT-AC) apresentou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) alterando o artigo 55 da Constituição Federal, estabelecendo voto aberto em todos os casos de perda de mandato de deputados e senadores. Na época, os senadores petistas apoiaram a PEC. No dia 13 de março de 2003, no entanto, o Senado rejeitou a proposta do senador Tião Viana. Na ocasião, muita "gente boa" que recentemente defendeu a abertura de voto no "Caso Renan", votou contra a proposta do Senador Tião Viana. Arthur Virgílio (PSDB), por exemplo, que fez veemente defesa do voto aberto no início do julgamento de Calheiros, disse, em 2003: "O voto secreto é um instrumento que deixa o parlamentar a sós com sua consciência em uma hora que é sublime, em que o voto é livre de quaisquer pressões, que podem ser familiares, do poder econômico, de expressão militar ou de setores do Executivo. Voto pela manutenção do voto secreto". Quando a proposta foi levada ao plenário em março de 2003 , todo o comando da atual oposição votou contra a PEC, incluindo Artur Virgílio, líder do PSDB, José Agripino, líder do DEM, e outros tucanos e democratas ilustres, como Tasso Jereissati (PSDB-CE), Heráclito Fortes (DEM-PI), César Borges (DEM-BA), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Jorge Bornhausen (DEM-SC) e Marco Maciel (DEM-PE).
Como se vê, nenhum tribunal de cassação que tenha tribunos com o perfil de moralidade no trato da coisa pública como a maioria dos senadores de oposição do DEM/PSDB poderia dar certo. Em tese, quem diz ao público que é contra o voto secreto, está querendo justificar-se perante a opinião pública, passando a idéia de que votaram contra Renan. Isso é apenas um álibi. Mas, pense: olhando o passado desses "excelentíssimos", será que dá para confiar neles? Será que, no escurinho da urna, não votaram pela absolvição de Renan Calheiros? Vimos Renan fazendo várias insinuações fortes em plenário contra esses Senadores – sobrou até para o gaúcho Pedro Simon (PMDB) – mas todos silenciaram. Por que será? Há políticos que ainda crêem que a mediocridade e a hipocrisia são os caminhos reais para o sucesso. Não têm coerência política, acreditam com convicção que se pode enganar todo o povo durante todo o tempo. Pregam uma coisa e fazem outra. Como diz a letra da música "Vossa Excelência", dos Titãs, "Sorrindo para a câmera/ Sem saber que estamos vendo/ Chorando que dá pena/ Quando sabem que estão em cena/ Sorrindo para as câmeras/ Sem saber que são filmados... Vamos esperar que tudo caia no esquecimento/ Aí então.../ Faça-se a justiça!/ Vamos arrumar vossas acomodações, Excelência".

FALSO DEBATE NO CASO RENAN CALHEIROS

Essa o meu camarada Luciano de Sapucaia do Sul mandou: Tenho acompanhado debates na TV onde apenas se discute se o Governo teve participação ou não na absolvição do Senador Renan Calheiros, não que isso não seja relevante, mas é bom lembrar algumas coisas.


  • Renan Calheiros é Senador eleito pelo Estado de Alagoas, o Estado do Fernando Collor de Mello, o qual voltou à vida pública como Senador.
  • Renan Calheiros é filiado do PMDB, então ele é um problema do PMDB e não do PT.
  • A votação foi secreta, porém em 2003 o Senador Tião Viana do PT apresentou proposta de voto aberto para caçassão, mas o Dem (antigo PFL) e o PSDB naquela votação dessidiram em bloco para que a votação fosse fechada e hoje os caras de pau dão discursos demagógicos
  • O Senador Paulo Paim (PT-RS) abriu seu voto pela caçassão.
  • O Zambiase (PTB-RS) ficou quietinho, porque será que não abriu o voto?
  • O Senador Simon (PMDB-RS) também não abriu seu voto, porque?
  • O Senador Simon ouviu fortíssimas insinuações de Renan no plenário e permaneceu calado sem revidar. Será que o Renan tem o "rabo dele preso"? Ou será que enquanto o Renan insinuava ele não ouviu porque estava tirando sua soneca de costume?
  • Porque a RBS não convida o PMDB para debater o Caso Renan, será que por ele ser "só" Senador deles, eles não tem nada com isso?
  • Enquanto isso o PMDB do Renan "passa de lombo liso" como se diz em nossa terra gaúcha.


quinta-feira, setembro 13

PIZZA RENAN SAINDO...

É inaceitável o que ocorreu no Senado brasileiro, com a absolvição de Renan Calheiros. Não importa aqui, que Renan sofre uma perseguição por parte da mídia que FHC não sofreu quando fez a filha fora do casamento com a jornalista da Globo - que a Globo tratou de esconder mandando-a para Europa. O que importa aqui é o respeito com o povo brasileiro. Por hora começam a surgir rumores –que assino em baixo- que o Senado poderia ser “riscado do mapa” que ninguém iria sentir falta a não ser os Senhores Senadores no alto de suas pompas.

quarta-feira, setembro 12

SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADO

A cidade de Dois Irmãos avançou no que diz respeito à instalação de câmeras de vigilância. Na terça-feira (11), foi aprovado na Câmara de Vereadores projeto de Lei n° 051/2007, que autoriza a Prefeitura a firmar convênio com o Conselho de Segurança (Consepro) para a compra de seis câmeras. O convênio terá custo de R$ 145 mil para o Município. No dia 28 de agosto durante uma sessão da Câmara de vereadores que assisti, o presidente do Consepro Alan Caldas falou sobre as instalações das câmeras e segundo ele, A prefeitura de Dois Irmãos tinha cinco projetos, dos quais o valor menor era de 300 mil. O Consepro fez uma pesquisa e conseguiu pela metade do preço. O Consepro está de Parabéns por essa iniciativa, com certeza teremos reduções na criminalidade, pois esses equipamentos de vigilância inibem a ação de meliantes. A única questão que fica é com relação ao valor orçado pela Prefeitura. Por que teve tanta diferença? A uma evidente falta de seriedade com o dinheiro público por parte da administração PMDB/PP. E isso, a população já está vendo!

AMOR, QUANTOS CAMINHOS (Pablo Neruda)

“ Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações
tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos.”

Pablo Neruda

FUTURO AMEAÇADO

Novos alertas sobre os efeitos do aquecimento global
Organismos internacionais e cientistas lançam novas advertências sobre as ameaças do aquecimento do planeta. Segundo a FAO, segurança alimentar está ameaçada. Ecologistas espanhóis dizem que 200 milhões de pessoas podem virar refugiados ambientais. Na Inglaterra, cientistas dizem que mundo deve ultrapassar o limite considerado perigoso. > LEIA MAIS
Reportagem de Marco Aurélio Weissheimer da Carta Maior

COMISSÃO DE TRABALHO APROVA QUARENTENA MAIOR E REGRAS CONTRA CORRUPÇÃO

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público aprovou hoje o Projeto de Lei 7528/06, do Poder Executivo, que disciplina as obrigações e regras a serem cumpridas pelos agentes públicos em caso de conflito de interesse público-privado ou de acesso a informações privilegiadas. O projeto ainda estabelece regras e amplia de quatro meses para um ano o prazo de quarentena para quem tiver ocupado esses cargos.
O relator, deputado Tarcísio Zimmermann (PT-RS), lembrou que, como signatário da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, o Brasil se comprometeu a adotar sistemas destinados a promover a transparência e a prevenir conflitos de interesses, ou a manter e fortalecer tais sistemas. "Essa norma, por si só, já exigia do governo brasileiro as providências legislativas constantes deste projeto de lei", afirmou.Passo importanteO relator aponta como um passo importante no caminho do combate à corrupção no serviço público a definição de conflitos de interesse e informações privilegiadas, bem como a fixação de limites para a atuação dos agentes públicos quando envolvidos em situações desta natureza, durante ou depois o exercício do cargo ou emprego.As regras valem para ministros, cargos de natureza especial ou equivalentes, ocupantes de Direção e Assessoramento Superior (DAS) níveis 5 e 6, além de presidentes, vice-presidentes e diretores de autarquias, fundações públicas, empresas públicas ou sociedades de econcomia mista. Também estarão sujeitos às normas os ocupantes de cargos cujo exercício proporcione acesso a informação privilegiada, capaz de trazer vantagem econômica ou financeira para o agente público ou para terceiro.TramitaçãoA proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem - Vania Alves

Edição - Francisco Brandão


(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')

terça-feira, setembro 11

"REÚNAM"

Segundo Helena do blog Amigos do Presidente, a decisão sobre o futuro político do presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), parece discussão de torcedores de times de futebol. Cada um defende de forma apaixonada o julgamento final do presidente da Casa. Com isso, a imagem do Senado se deteriora cada vez mais.

quinta-feira, setembro 6

UM CERTO CHE

Havia um homem que falava de flores:
Deram-lhe espinhos.
Havia um homem que falava de comida:
Deram-lhe fome.
Havia um homem que falava de reforma agrária:
Vieram-lhe os camponeses fortalecer sua trincheira.
Havia um homem que falava de justiça:
Deram-lhe o castigo.
Havia um homem que falava de igualdade social
E teve que consquistar o chão das Américas
Para pregar suas certezas.
Havia um homem que falava de sonhos:
Deram-lhe pesadelos.
Havia um homem que falava de liberdade:
Deram-lhe prisão.
Havia um homem que falava de vida:
Deram-lhe a selva boliviana
Para que morresse como herói.
Havia um homem...
Que levava a vida a espalhar sonhos.
(Texto do livro "Poema Descalço" do poeta Paiva Neves)

FRENTE EM DEFESA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DO RIO GRANDE DO SUL

No início da noite desta quarta-feira (5), foi lançada a Frente em Defesa dos Serviços Públicos do Rio Grande do Sul, na sala Alberto Pasqualini, no 4º andar da Assembléia Legislativa. O movimento encabeçado por entidades representativas dos servidores públicos e por deputados estaduais é uma reação à política de desmonte do Estado patrocinada pelo governo Yeda Crusius. A iniciativa surgiu para barrar a venda de ações do Banrisul e agora se expande para outros setores, a fim de preservar a Corsan, a CEEE e a Procergs, ameaçadas de privatização. Os integrantes da Frente farão uma visita à Famurs com o propósito de reverter a idéia de algumas prefeituras de municipalizar os serviços de abastecimento de água e de esgoto com vista à privatização ou à terceirização.

LULA ANUNCIA R$ 5 BILHÕES PARA JUVENTUDE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (5) aqueles que torcem negativamente pela realização de programas do governo. “É quase uma revoada de aves de mal agouro, não querendo que as coisas dêem certo no país”, disse o presidente durante a assinatura do chamado programa do PAC da Juventude, o ProJovem.
O ProJovem estima investimentos de R$ 5,4 bilhões até 2010, atendendo a 4,2 milhões de jovens entre 15 a 29 anos. O programa reúne quatro projetos: o ProJovem Urbano, ProJovem Campo, ProJovem Adolescente e ProJovem Trabalhador.
Emoção
Lula se emocionou ao ouvir os depoimentos de quatro jovens atendidos pelo programa. Segundo o presidente, ele também precisou de uma oportunidade pra poder realizar o que desejava, lembrando que fez até a quarta série do ensino fundamental e um curso técnico.

O presidente ouviu elogios dos jovens que prestaram seus depoimentos. Cada um contou a sua história. “É uma visão de garantia de direitos, e não de ocupação de tempo”, disse o estudante Pedro Henrique Santos, 21, de Belo Horizonte, referindo-se aos benefícios que recebeu após matricular-se no programa.
“O conhecimento vai dar segurança que o país precisa”, afirmou o agricultor Vilson Ferreira dos Santos, 28, do Paraná.
O presidente não conteve o riso ao ouvir do estudante Fabio Ferreira, 28, de Natal, que graças ao ProJovem pode dar o primeiro beijo em uma namorada. “Nunca tinha beijado nenhuma menina. O ProJovem me ensinou não só coisas básicas, mas me ensinou a viver”, disse o estudante.

quarta-feira, setembro 5

NADA É IMPOSSÍVEL DE MUDAR (Bertolt Brecht)


Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo,
o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.

YEDA ENFRENTA UMA SÉRIE DE PROTESTOS EM TODO ESTADO DO RS

O governo Yeda está enfrentando uma série de protestos dos estudantes por todo Estado do RS. Na quinta-feira dia 30/8, cerca de 2 mil estudantes da rede Pública Estadual de Novo Hamburgo foram para as ruas em protesto ao projeto de “enturmação” do governo Yeda, eles também protestaram contra a falta de professores e contra o aumento da passagem que o prefeito de Novo Hamburgo decretou no mês passado. Com palavras de ordem tipo: “Estudantes na rua Yeda a culpa é tua” os estudantes caminharam da Instituição Liberato até a praça localizada no centro de NH onde trancaram a saída dos ônibus no “paradão” por cerca de 30 minutos. Já em frente ao Palácio Piratini várias categorias de servidores públicos, estudantes, professores, trabalhadores e empresários alternam-se em manifestações contra a política do governo tucano. Como disse Marco Weissheimer em seu blog RS Urgente Do jeito que vai a coisa, será preciso distribuir senhas para organizar os protestos em frente ao Palácio Piratini.

TAXA DE JUROS MANTÉM TRAJETÓRIA DE QUEDA MESMO COM CRISE INTERNACIONAL

A Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, de 11,5% para 11,25% ao ano.Isso confirma a saúde financeira da economia brasileira, diante da crise internacional provocada pelo mercado imobiliário nos EUA.Foi-se o tempo em que tucanos emplumados batiam asas alvoraçados em direção à Washington e ao FMI.

quarta-feira, agosto 29

A MARIONETE

Marionete é uma espécie de boneco manipulado, por fios, cabos ou varetas, usado como forma de teatro de fantoches. Constitui-se numa forma de entretenimento para adultos e crianças.
As apresentações podem ser feitas em pequenos teatros (feitos em formato de caixa, para ocultar o manipulador), teatrinhos abertos, ou mesmo sem este aparato cenográfico. A marioneta de fios, ou simplesmente marioneta, é composta por três elementos estruturais: o boneco ou figura animada, representando um ser humano, animal ou criatura antropomórfica; os fios de comando, que comunicam ao boneco os gestos e ações pretendidas pelo animador; o comando ou cruzeta, destinada à controlar os fios e os movimentos do boneco. Trata-se de uma técnica comum em diferentes culturas, mas com uma grande complexidade formal, tanto na construção da figura como do seu sistema de manipulação (comando ou cruzeta). A funcionalidade da marioneta depende de uma compreensão adequada dos seus princípios mecânicos e estruturais. Trata-se de uma arte ancestral, que evoluiu a partir de pressupostos técnicos de base, incorporando permanentemente novas tecnologias e materiais ao longo da sua história. Ela é sempre manipulada por uma mão que não aparece.
Agora coloque uma vestimenta de duende verde naquele marionete do cabelinho de anjo e olhinhos azuis (achei que esse não serviria para marionete, mas, me enganei) e faça o dançar e pular a marchinha da “situação”, pois o espataculo no circo do “chato da caverna do ratão” não pode parar. Ah e se você entrou de “Gaiato” nessa, não há problema, sente-se e curta o show das Marionetes...

terça-feira, agosto 28

A VERDADE (Carlos Drummond de Andrade)

A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir quala metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.

PRECONCEITO-ZERO

Para relembrar a entrevista feita com um grande camarada, (irmão como nos chamamos), Tamborero. Ele que é do Grupo de Rap "Preconceito-Zero" de Novo Hamburgo. Grupo que é respeitado nacionalmente pelos projetos e pela seriedade no tratar das questões sociais. Vamos a nossa entrevista.
Eu- Como começou no hip hop?
Tamborero- Comecei no Hip Hop através da dança, o popular break, mais a minha especialidade era o popping e o b.boyng, foi uma época em que a dança era o combustível do Hip Hop.Era um momento que pra mim o mais importante, porque todos eram Hip Hop não tinha artistas famosos e todos militavam por este movimento cultural, lembro dos passos de Michael Jackson, os Jack Kool de Gang.
Eu- Quem ou o que te inspirou a entrar para o hip hop?
Tamborero- A necessidade de expressar o sentimento de comunidades sem perspectivas de vida, sem infra-estrutura, sem acesso a informação, e também o movimento dos anos 70 e 80 nos guetos norte americanos, com lutas travadas pela igualdade racial e social pelos panteras negras e comunidade Hip Hop da época: expirações Kool Herc, Gil Scott Heron,Stive Bico, Public Enemy e o grande África Boombataa.
Eu- O rap hoje mudou bastante, outros estilos surgiram, e não se fala só de violência, da quebrada e de questões sociais e românticas como o charme e o soul. Mas se fala muito de sexo, de balada, de mulher o que acham disso? O rap perde ou ganha?
Tamborero- Na minha opinião, o rap é uma ferramenta a mais que os(as) periféricos tem na mão, pra protestar, reivindicar e falar de sentimentos. Mais isso, não vende, existe um sistema capitalista pronto pra corromper os movimentos. E em todo “trampo” (trabalho), existe o bom e o mau profissional, e quem faz rap de balada, de sexo não preventivo e sim deturpação do corpo da mulher está no movimento errado simplesmente trabalhando a favor do sistema que escraviza, humilha e mata. Com isso o rap perde e a periferia também, porque são menos lutadores e mais corrompidos, pelo tigre de papel.
Eu- Tu achas que o hip hop tem papel político?
Tamborero- Sim, a luta pelo socialismo ainda não acabou, ficamos anos lutando por isso, por distribuição de renda, por melhores condições de vida e agora que conquistamos pelo menos as atenções de alguns setores, temos que continuar firme na trincheira.
Eu- Quais as dificuldades que tu viste desde o teu início? Tamborero- São muitas, porque no Brasil já é difícil ser negro, o que dirá negro e cantor de rap, que usa boné e calça larga, mais a maior dificuldade que se tem ate hoje é a ignorância que nos mata. E as drogas, impostas pelo sistema e a sociedade não se defende, só participa.
Eu- Um acontecimento marcante nesta caminhada, que tu aches que tenha sido decisivo para a formação do Hip-Hop gaúcho?
Tamborero- Foi quando o Hip-Hop passou a ser o movimento da massa oprimida, isso foi no final dos anos 80, não participei desta época mais pesquiso e escuto os mais velhos e foi ai que este movimento saiu dos guetos das vilas e disse estamos aqui e queremos o que é nosso por direito.
Eu- Tu acredita no “movimento hip hop”?
Tamborero- Sim sempre acreditei o dia que não acreditar paro com tudo e vou seguir minha vida,E tem mais acredito num movimento sócio-cultural.
Eu- Tamborero, meu irmão, é sempre um prazer estar com você, um dos grandes companheiros que conheci nesta luta social, camarada gostaria que você deixasse uma mensagem para os leitores do meu blog.
Tamborero- gostaria de agradecer o convite, para esta entrevista, Paulinho -e por falar neste camarada- conheço você há quatro anos e sempre tive o prazer de conviver com você. Acho que o Brasil precisa ter mais pessoas como você, que se preocupa com as classes oprimidas e que não só se preocupa, mas luta no dia a dia por transformações sociais. Também nessa caminhada com este ilustre camarada tivemos o prazer de conhecer a realidade do bairro São João em Dois Irmãos, numa atividade com jovens ativistas e simpatizantes da cultura Hip Hop, na Escola Paulo Arant.
UM SALVE A TODOS!

CPI DOS PEDÁGIOS: PRORROGAÇÃO DOS CONTRATOS SÓ COM AVAL DA ASSEMBLÉIA E NOVA LICITAÇÃO

Respondendo a pergunta do deputado Dionilso Marcon (PT), o procurador da República Celso Antônio Tres, que depôs nesta segunda-feira (27) na CPI dos Pedágios, afirmou que para prorrogar os contratos de concessão de rodovias só com aprovação da Assembléia Legislativa e realização de nova licitação pública. “A licitação é um princípio constitucional. Portanto, não é possível prorrogar contratos para fugir da realização de um novo processo licitatório”, defendeu o procurador.Autor de diversas ações judiciais que questionam elementos dos contratos firmados entre o Estado e as concessionárias, Antônio Tres classificou o valor cobrado nas estradas pedagiadas do Rio Grande do Sul de “o mais caro da face da terra”. Para justificar, o procurador citou o exemplo da praça instalada em Santo Antônio da Patrulha, que cobra R$ 6,00 de veículos de passeio para a manutenção de 30 quilômetros de pista.O alto valor das tarifas, segundo ele, vem sendo alimentado pelos preços dos insumos inflacionados e por altos gastos com itens questionáveis, como publicidade e propaganda. Com isso, o reajuste tarifário, em muitos casos, tem sido superior ao da inflação. “Em São Paulo, por exemplo, a inflação medida pela FIPE, de 1994 a 2005, chegou a 262%. No mesmo período, o preço dos pedágios subiu 724%”, comparou.

ACAMPAMENTO DOS CONCURSADOS DA BM COMPLETA UMA SEMANA

O acampamento dos concursados da Brigada Militar em frente ao Palácio Piratini completa uma semana nesta segunda-feira (27). O grupo reivindica o chamamento por parte do governo do estado dos 1468 remanescentes do concurso para soldado da BM realizado em 2005. Em que pese a jornada exaustiva e a saudade da família, a avaliação do grupo é positiva quanto à essa primeira semana. "Logo no primeiro dia obtivemos sinalização positiva do Comando da BM, que manifestou interesse em contar com nosso trabalho já na Operação Golfinho. Embora essa idéia ainda não tenha sido concretizada, parece animador para ambas as partes a idéia de chamar a metade dos concursados no primeiro momento e através de um cronograma efetivar o restante no ano que vem", destaca Antônio Alves que integra o acampamento ao lado de Keli, Marcos, Tiago e Rogério. Outras duas reuniões ocorreram na semana passada, uma na Casa Civil, e outra no Ministério Público Estadual. "Conseguimos retratar as nossas dificuldades de forma transparente e tivemos liberdade para mostrar que a nossa única intenção é a de trabalhar, servindo à corporação e a sociedade gaúcha", completa Antonio. Está prevista para esta segunda-feira a chegada de mais quatro colegas, das cidades de Cruz Alta e Santana do Livramento. O acampamento prosseguirá até que se iniciem as nomeações.
PTSUL
Charge:Blog do Kayser

LULA LIBERA R$ 2 BILHÕES PARA A SAÚDE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta segunda-feira (27), durante reunião de coordenação política, o descontingenciamento de R$ 2 bilhões para atender a área da saúde.Esses recursos vinham sendo solicitados pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Segundo fontes do governo, o presidente está preocupado com a situação de saúde nos Estados.Ficou acertado que Temporão será convidado a participar da próxima reunião de coordenação política. Na reunião de hoje, ficou definido também que o governo vai dar encaminhamento à discussão da regulamentação da emenda 29, que fixa as porcentuais de aplicação obrigatória em saúde por parte dos Estados e municípios.Durante a reunião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez um balanço da situação do país, enfatizando a solidez da economia. O ministro mencionou a última crise financeira e reiterou que o País apresenta crescimento sólido e tem reservas cambiais suficientes. Disse ainda que o governo está acompanhando com a atenção o desdobramento da crise.

domingo, agosto 26

"TEU RISO"

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar,
mas não me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito brota da tua alegria,
a repentina onda de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura
e regresso com os olhos cansados
às vezes por ver que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todasas portas da vida.

Meu amor,
nos momentos mais escuros
soltao teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha as pedras da rua,
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar,
no outono,
teu riso deve erguer sua cascata de espuma,
e na primavera,
amor,quero teu riso como a flor que esperava,
a flor azul, a rosada minha pátria sonora.

Ri-te da noite, do dia, da lua,
ri-te das ruas tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro rapaz que te ama,
mas quando abro os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda

sexta-feira, agosto 24

LULA LANÇA PROGRAMA NO RS NESTA SEXTA-FEIRA

Nesta sexta-feira (24), o presidente Lula estará em Porto Alegre para fazer o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento do Saneamento para o Rio Grande do Sul. A cerimônia será realizada às 15h30, no Centro de Convenções da Fiergs.
Lula participará do ato de liberação de investimentos de mais de R$ 1bilhão. Também estarão presentes na cerimônia 20 prefeitos, representando os municípios com mais de 150 mil habitantes, que serão beneficiados com o programa. serão contempladas com o programa federaldas as Bacias dos Rios dos Sinos e Gravataí. Dos projetos apresentados no PAC Saneamento, 37 deles contemplam os municípios integrantes da bacia do rio Gravataí e 21 da bacia dos Sinos.

RS É O ESTADO QUE MENOS INVESTE NA SAÚDE

O Rio Grande do Sul é o estado brasileiro que menos investe em Saúde, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (21) pelo ministro José Gomes Temporão. O percentual aplicado pelo governo gaúcho no setor em 2006 corresponde a 4,99% do orçamento, muito aquém dos 12% determinados pela lei. O estado fica atrás de Minas Gerais (6, 87%), Paraíba (7,62%) e Alagoas (10,33%)A síntese do Plano Plurianual para o quadriênio 2008/2011 indica a intenção do governo Yeda de continuar descumprindo a Emenda Constitucional 29, em vigor desde 2003, e não destinar 12% da Receita Líquida de Impostos e Transferências à saúde da população. Para os dois últimos anos do período estão previstos investimentos de 7,5% da RLIT. Estas projeções, no entanto, são superestimadas em 2,5%, pois incluem os gastos com o IPE-Saúde, o que é vedado pela legislação.Além de descumprir a lei, o governo ignora as sentenças judiciais que definem a recomposição dos orçamentos passados e a reposição de mais de R$ 1 bilhão referentes aos anos de 2003, 2004 e 2005, prazo em que a EC 29 está vigorando e não sendo observada no Rio Grande do Sul. O ano de 2006 ainda está sendo analisado pelo poder judiciário.

Por Denise Ritter PTSUL

Charge:Blog do Kayser

BRASIL É O MELHOR EXEMPLO DA NOVA ESTABILIDADE DA AMÉRICA LATINA, DIZ ECONOMIST

A edição da revista britânica The Economist publicada nesta quinta-feira afirma que o Brasil é o "mais claro exemplo da recém descoberta estabilidade financeira da América Latina". (Matéria em inglês aqui) No artigo Um "dar de ombros" e não um arrepio, a revista diz que os investidores internacionais parecem compartilhar a "atitude radiante" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem descartado uma crise no Brasil em decorrência das turbulências nos mercados financeiros globais."Nos círculos financeiros, a América Latina tem tido por muito tempo uma reputação de continente 'subprime' (em referência às hipotecas americanas de alto risco), que periodicamente tem dificuldades para repagar o dinheiro emprestado a ele por credores irresponsáveis", afirma o artigo.O texto lembra que o Brasil foi afetado por crises globais em 2002, 1999 e 1998.'Animação macroeconômica'Agora, o cenário é diferente, afirma a revista, já que o Brasil atingiu a meta semestral de superávit orçamentário, antes do pagamento de dívidas, tem um bom superávit de conta corrente – graças às altas dos preços de commodities – e conseguiu acumular cerca de US$ 160 bilhões em reservas."Aliás, o Brasil é agora um credor de dólares, o que significa que o país tem muito menos a temer em relação a uma queda do real frente ao dólar. De fato, uma moeda brasileira mais fraca ajudaria exportadores de manufaturados, que têm reclamado que o real está muito forte."A revista lembra que a Bovespa foi atingida pelas turbulências recentes no mercado financeiro mundial, mas diz que "o fato de os mercados (brasileiros) não terem caído ainda mais é testemunha da recém descoberta animação macroeconômica do Brasil"."No passado mais turbulento, uma rápida saída de dinheiro do Brasil e dos seus vizinhos poderia ter desencadeado moedas mais fracas, custos de dívidas maiores, inflação mais acelerada e taxas de juros punitivas", diz a Economist."Mas, se Lula estiver certo, este enredo econômico medonho pode não ser mais eminentemente latino-americano", acrescenta o artigo. A revista ainda destaca avaliações de bancos e consultorias que colocam o Brasil ao lado de Chile e Peru no grupo de países "diligentes". O México estaria em um nível intermediário, por estar mais exposto à economia americana. Entre os países de maior risco, segundo as consultorias ouvidas pela The Economist, estariam Argentina, Equador e Venezuela.

IBGE: DESEMPREGO VOLTA A CAIR E FICA EM 9,5%, EM JULHO

Após ficar em 9,7% em junho, a taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país caiu para 9,5% em julho, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Trata-se da segunda queda na taxa de desocupação do ano, com abertura significativa de postos de trabalho.
A renda média do trabalhador foi de 1.108,30, o que representou aumento de 2,5% ante julho de 2006 e queda de 1,2% frente a junho deste ano.
O IBGE apura dados em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o desemprego registra uma queda de 1,2 ponto percentual. O contingente total de desempregados foi de 2,2 milhões em julho.
A reação no mercado de trabalho foi ditada por Rio de Janeiro, em que o desemprego caiu 0,9 ponto percentual. Nas demais regiões foi registrada estabilidade estatística, segundo o IBGE.
Em julho, a taxa de desemprego foi de 7,8% em Belo Horizonte, 14,6% em Salvador, 12,6% em Recife, 8% no Rio, 7.4% em Porto Alegre e 10,2% em São Paulo.

quarta-feira, agosto 22

PETROBRAS PERTO DE 2 MILHÕES DE BARRIS

Notícia do blog Amigos do Presidente.
A produção de petróleo nacional vai alcançar a marca de 2 milhões de barris por dia até o final deste ano a partir dos poços da Petrobras. O diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella, afirmou que quatro plataformas que entrarão em operação nos próximos meses vão produzir, juntas, 510 mil barris por dia de óleo - inclusive a P-54, entregue ontem pelos dirigentes e trabalhadores do estaleiro Mauá Jurong à diretoria da estatal. A plataforma seguirá para o campo de Roncador, na Bacia de Campos, dentro de três semanas.

EMATER
























Bohn Gass divulga carta em que Yeda afirma que não faria demissões

O vice-líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, Elvino Bohn Gass, revelou nesta terça-feira (21) a existência de uma carta assinada por Yeda Crusius, dirigida aos servidores da Emater, em que a então candidata tucana afirmava que os servidores não precisariam temer “listas de demissões”. O material foi elaborado durante o segundo turno da campanha ao Piratini e distribuído em todos os escritórios da Emater. Sete meses após assumir o governo, Yeda anunciou a demissão de cerca de 300 servidores da empresa. “Há uma profunda contradição entre o que a candidata Yeda prometeu e o que a governadora Yeda vem fazendo no Estado. A carta dirigida aos servidores da Emater é um exemplo cristalino do abismo entre o discurso de palanque e as ações efetivas de governo”, apontou Bonh Gass. As demissões de servidores, segundo o próprio governo, têm como objetivo adequar a Emater ao novo convênio firmado com o Estado. O acordo reduz os repasses dos atuais R$ 9 milhões para apenas R$ 7 milhões por ano. Na carta, no entanto, a então candidata ao governo gaúcho afirmava que iria garantir “o reforço do quadro de servidores, hoje defasado”. Yeda prometeu também recursos para a continuidade e ampliação das ações, uma relação de parceria permanente com os extensionistas e o aumento dos repasses do governo federal. Nada disso, no entanto, está acontecendo. O corte de servidores imposto pelo governo do Estado poderá inviabilizar a concretização de convênio com o governo federal no valor de R$ 5 milhões. “A contratação de técnicos é exigência para o acordo com a União. Mas a governadora está fazendo exatamente o contrário e, com isso, abrindo mão de recursos e, mais uma vez, contrariando seu discurso de campanha”, criticou o deputado.Na tribuna da Assembléia, o parlamentar acusou a governadora de usar a Emater como cobaia para o choque de gestão que pretende aplicar no Estado. “A bola da vez é a Emater. No entanto, a lógica que tem norteado o governo do Estado nos permite prever que outras estruturas, como a TVE, Procergs, Fundação Zoobotância e Fundação Liberato também estão na mira do novo jeito de governar”, alertou.

terça-feira, agosto 21

PAÍS CRIOU 1,2 MILHÃO DE EMPREGO NO 1º SEMESTRE

O Brasil já criou de janeiro a julho deste ano 1,222 milhão de empregos formais, praticamente o mesmo número de postos de trabalho com carteira assinada criados durante todo o ano passado. A informação foi dada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Na avaliação do ministro, a crise que afeta os principais mercados de capitais internacionais não deverá influir o desempenho da economia brasileira e nem o mercado de trabalho do país.
“Nós já estamos batendo um novo recorde na geração de novos postos de trabalho. São 1,222 milhão de novos empregos formais até o mês de julho, no mínimo. Este número poderá ser ainda maior porque ainda não fechamos julho. Isto significa que nós já atingimos o mesmo número de empregos gerados ao longo de 2006, que foi de cerca de 1,230 milhão a 1,240 milhão de empregos, segundo dados do Caged”, disse.
O ministro Carlos Lupi previu novo recorde na geração de empregos formais, embora tenha reduzido a previsão inicial. “Vamos bater o recorde de 2004 e gerar entre 1,55 milhão a 1,6 milhão. Este resultado fica acima do recorde obtido em 2004, quando foram gerados 1,523 milhão de novos postos de trabalho".

segunda-feira, agosto 20

PLEBESCITO DA VALE GANHA FORÇA NO RS

O Celeuma noticia:"A campanha pela anulação do leilão da Cia. Vale do Rio Doce vem se espalhando pelo Rio Grande.Além de Porto Alegre, já foram criados comitês regionais em Erechim, Santa Maria, Pontão, Pelotas e Cruz Alta.A informação é de Raquel Casiraghi da Agência de Notícias Chasque.Em todas as regiões gaúchas, entidades, pastorais e movimentos sociais realizam encontros para debater as perdas que a privatização da empresa trouxe ao País.Na opinião de Irmã Lourdes Dill, coordenadora do Projeto Esperança (Cooesperança), de Santa Maria, a campanha servirá para que a população reflita sobre o papel do patrimônio público e a soberania nacional."O plebiscito é uma grande oportunidade de participação popular. É uma oportunidade de decisão, de participação e de formar consciência nas pessoas, já que como cidadãos temos o direito de opinar", diz.O ponto alto da campanha será o Plebiscito Popular, que ocorre entre os dias 1º e 7 de setembro em todo o País.Na consulta, a população irá votar em cinco perguntas. Quatro delas, são referentes à Vale do Rio Doce, Reforma da Previdência, pagamento da dívida externa e preço da energia elétrica. A quinta pergunta é específica para o Rio Grande do Sul, sobre os pedágios.Milhares de urnas estarão espalhadas por todas as cidades gaúchas.Qualquer pessoa pode votar, desde que leve consigo um documento de identidade.Menores de 16 anos também votam, mas em urna separada.Os resultados da consulta serão divulgados até o dia 20 de setembro.Irmã Lourdes é a favor da anulação do leilão de privatização ocorrido em 1997, durante o governo FHC.Para ela, a venda da Vale do Rio Doce foi um ato irresponsável."A Vale do Rio Doce foi vendida por um preço muito irrisório. Ela vale bilhões de reais, e a gente sabe que a empresa que a comprou hoje está explorando muito", diz.o cartaz mais feio do anoEntre as entidades promotoras do plebiscito, estão a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pastorais sociais, Cáritas, Via Campesina, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Cpers Sindicato e União Nacional dos Estudantes (UNE).A Companhia Vale do Rio Doce foi vendida em um leilão em 1997, durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (foto), por R$ 3,3 bilhões. Hoje, seu valor de mercado está avaliado em mais de R$ 200 bilhões."
Leia mais do Celeuma aqui:

domingo, agosto 19

A DANÇA DOS VAMPIROS

Flávio Aguiar - Carta Maior

Ao desdenhar tão brutalmente o Piauí o presidente da Philips, Paulo Zottolo, cometeu um ato falho. Por isso mesmo suas palavras devem ser levadas a sério. E o preconceito que elas mostraram é da mesma natureza daquele contra o presidente Lula.No excelente filme de Roman Polanski, “A dança dos vampiros” (1967, com ele próprio e Sharon Tate), há uma cena em que os tão implacáveis quanto desajeitados caçadores dos dráculas contracenam com os próprios num baile. É uma cena inesquecível: alguns são mortos que dançam para parecer que estão vivos, outros são vivos que dançam para parecer que são mortos.A verdade vem à tona quando, inadvertidamente, os caçadores e Sharon Tate passam diante de um espelho. Os vampiros, como se sabe, não têm imagem no espelho. A verdadeira imagem denuncia as mútuas fraudes, e naturalmente os caçadores se vêem implacavelmente caçados, e por aí se vai a comédia macabra.A cena lembra o que aconteceu com as declarações do presidente da Philips, Paulo Zottolo, um dos animadores do movimento “Cansei”, desdenhando o estado do Piauí. É evidente que o sr. Zottolo cometeu um ato falho, isto é, um “ato involuntário”, no sentido de que não media então as conseqüências de seu gesto. Mas por isso mesmo deve ser levado a sério. Aquilo, por assim dizer, lhe saiu “pela boca afora”. Pode ser até que ele estivesse, como se diz juridicamente, “tomado de forte emoção”.Que emoção? A do seu movimento, sem dúvida, a das raízes profundas do movimento “Cansei”. E que são, na verdade verdadeira, toda a coleção de preconceitos contra o povo brasileiro, por parte das auto-proclamadas “elites”, ou “élites”, como se dizia antigamente num pseudo-francês grotesco e macarrônico. Elites? Elite, convenhamos, é José Mindlin, é Antonio Candido, é Machado de Assis, é Lima Barreto, é Milton Santos, Raimundo Faoro, é Carvalho Pinto para citar alguém do campo conservador. Quem se auto-proclama “élite”, assim como quem se auto-proclama “formador de opinião” não merece ser levado muito a sério não.O movimento “Cansei” tem na origem o entalhe do forte preconceito de que nossos problemas vêm de sermos obrigados a conviver com um “zé povinho” ou “zé povão”, sobretudo no que toca à escolha de governantes. Por extensão, é o mesmo preconceito que periodicamente se alevanta contra o presidente que, por duas vezes, esse “zé povinho” ou “zé povão” escolheu, em 2002 e 2006.Agora o preconceito contra o presidente, que bate sempre na tecla da sua “ignorância”, do seu “despreparo”, envereda pelas suas declarações de que a crise econômica nas bolsas do mundo inteiro não deva nos afetar tanto. Tal declaração, assim de bandeja, só pode ter raiz no fato de que o presidente “não sabe” ou “não quer saber das coisas”. E é evidente que as declarações sobre o preconceito mal conseguem disfarçar a expectativa vampiresca de que sim, algo dê errado, que a vida do povão despenque de novo no buraco de onde mal e mal começa a sair, para que então a popularidade do presidente caia também e o Palácio do Planalto volte a cair nos braços de quem espelhe a imagem dessa “élite”, ou, quem sabe, o seu vazio de imagem, já que nem como burguesa consegue se ver, preferindo, num ato falho histórico, se ver para sempre no alpendre da casa grande, a contemplar os cafèzais.De qualquer modo, pode-se dizer que a frase de Zottolo se transformou no epitáfio do “Cansei”.

sábado, agosto 18

CANSOU DO QUÊ?











Texto enviado por Fernando Rossas e publicado no blog Agente 65 é uma boa reflexão para os "cansados"

Cansou do quê?

Cansou de um país que se livrou do FMI?
Cansou dos juros mais baixos da história?
Cansou de pobre não se deixar encabrestar pela elite (de)formadora de opinião?
Cansou de entrar na fila do aeroporto porque tem pobre viajando?
Cansou de crédito barato?
Cansou de tratamento de dente gratuito do Brasil Sorridente e remédio a preço simbólico?Cansou de ver a Polícia Federal prendendo os teus?
Cansou de ganhar na bolsa?
Cansou da inflação lá em baixo?
Cansou de economia crescendo 18 trimestres seguidos?
Cansou de política externa independente?
Cansou de auto-suficiência de petróleo?
Cansou do melhor PAN da história?
Cansou de ter aumento salarial acima da inflação?
Cansou de ver a desigualdade cair?
Cansou de ver o Nordeste crescer em ritmo chinês?
Cansou da idéia de que seu país se impor como vanguarda energética mundial? (BIODÍSEL)
Cansou de tentar, em vão, explorar bóia-fria que agora se recusa ao trabalho degradante porque tem bolsa-família?
Cansou de tanta terra indígena demarcada?
Cansou da drástica redução do desmatamento na Amazônia?
Cansou dos recordes de produção, safra e exportação agrícola?
Cansou de ser o maior exportador de carne do mundo?
Cansou de conviver com o otimismo e a prosperidade do povão deste país?
Já sei, cansou de ver o operário resolvendo o que nenhum doutor ou sociólogo tiveram competência para resolver?
Não é cansaço, meu rei! É inveja...
Os cansados(das) querem de volta a velha Pasárgada chamada Brasil, onde os reis eram seus amigos.

CAMINHO SEGURO? PRA QUEM?

Durante a campanha de 2004 a coligação PMDB/PP usou o "lema" de campanha "O Caminho Seguro".
O desemprego vem aumentando a cada dia em nossa cidade. Fábricas e atelieres estão fechando suas portas, o comércio está diminuindo suas atividades. A pergunta que se faz é: o que estão fazendo as autoridades que administram Dois Irmãos?
A crise do calçado vem se arrastando há mais de 10 anos, quando iniciou a quebradeira durante os governos Britto (PMDB) e FHC (PSDB). Naquela época, o dólar valia menos que o real – então cotado em R$ 0,85 – e o Brasil entrou em uma crise generalizada, inviabilizando todas as nossas exportações. Nesse período, a China começou a investir na produção de calçado para dominar o mercado mundial.
Lamentavelmente nossos administradores públicos preferiram fechar os olhos, como se nada estivesse acontecendo. Preferiram apostar no caminho mais fácil, pois acreditavam que era mais seguro depender apenas do calçado. Assim,foram incapazes de incentivar a diversificação da nossa economia e dispensaram a vinda de empresas que queriam investir e produzir em nosso município. Enfim, optaram pela inércia, não enfrentando a crise que se avolumava. Pois senhores, é esse “o caminho seguro” de vocês?

sexta-feira, agosto 17

"ELA SEMPRE FEZ TUDO DIREITINHO"

Ana Maria Braga recebeu hoje, em seu programa Mais Você (TV Globo), representantes do movimento gaúcho das tricoteiras, que reivindicam o pagamento de precatórios atrasados. A "musa" do movimento Cansei, a apresentadora da Globo iniciou a entrevista "sedenta por sangue" cobrando de um representante do governo federal uma solução para o problema. Mal informada, ficou sabendo que, da parte do governo federal, todos os precatórios que poderiam ter sido pagos até dezembro foram pagos em março, e que os precatórios das tricoteiras eram relativos a dívidas do governo do Rio Grande do Sul. A entrevista, então, perdeu interesse e foi encerrada rapidamente. Cansada, a "Loura tingida" mudou de tom e, no lugar da cobrança, lascou: “A governadora (Yeda Crusius PSDB) vai cumprir. Ela sempre fez tudo direitinho”. Tudo direitinho? Somente essa Cansada mesmo para falar tamanha asneira. As promessas feitas por Yeda durante a campanha estão sendo descartadas uma a uma, evidenciando um verdadeiro golpe eleitoral aplicado ao povo gaúcho. A governadora se elegeu com a promessa de não privatizar o Banrisul, mas o banco está sendo vendido! Yeda Crusius dizia que iria valorizar a educação pública, mas o que a população está descobrindo é que "o novo jeito" de valorizar a educação nada mais é do que o velho jeito tucano de sucatear e desmontar o que é público: faltam professores nas escolas, os salários estão cada vez mais achatados, há descompromisso com o transporte escolar e atraso no repasse da verba de autonomia escolar. Para completar, Yeda vem com a "enturmação", um termo inventado para tentar fazer o povo pensar que empilhar estudantes em sala de aula é algo legal.

quinta-feira, agosto 16

MOVIMENTO CANSEI

QUEM SOMOS
CANSEI!!!
Um movimento de ricos paulistanos, aproveitando o acidente da TAM para fazer política.

quarta-feira, agosto 15

ENQUANTO ELES CANSARAM, LULA TRABALHA

GOVERNO LIBERA R$ 600 MILHÕES PARA TRANSPORTE ESCOLAR

O Presidente Lula lançou ontem o programa Caminho da Escola, que visa renovar, ampliar e padronizar a frota de veículos de transporte escolar para estudantes da educação básica de escolas públicas da zona rural. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem uma linha de crédito de R$ 300 milhões para estados, municípios e o Distrito Federal financiarem a compra de 2,5 mil veículos zero-quilômetro e embarcações.O prazo do financiamento é de seis anos, com carência de seis meses e taxa de juros de 4% ao ano. Só pode participar do programa quem aderir ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os recursos deverão ser aplicados até 2009. A expectativa é que o programa atenda 4,5 mil municípios.O ministro da Educação, Fernando Haddad, explicou que a compra dos veículos deve ser por meio de pregão eletrônico, com isenção de impostos. "Da combinação da escala da compra com a desoneração tributária os preços (dos veículos) tenderão a cair." Foi lançado também o Programa de Financiamento à Aquisição de Veículos de Transporte Escolar (Pró-Escolar), voltado para empresas do setor privado e pessoas físicas que realizam atividades de transporte escolar rural e urbano das redes públicas. O programa tem uma linha de crédito de outros R$ 300 milhões.

AS MUSAS CANSADAS

As irmãs cajazeiras, Ana Maria Braga, Regina Duarte, Hebe Camargo e Ivete Sangalo, negaram ontem durante entrevista à imprensa, que o cansei, do qual elas fazem parte seja partidário, que tenha conotação política ou que seja contra Lula. Para mostrar que as senhoras cansadas estão mentindo, convido você leitor, para ver esses vídeos selecionados por nosso leitor Thiago.
Ana Maria Braga e Alexandre Garcia na propaganda contra Lula ainda no primeiro turno POSTADO ABAIXO.


Clicando aqui neste link ,do minuto 05:00 ao minuto 06:50 (é um vídeo sobre a campanha de 1989), a Hebe Camargo faz campanha para o Maluf , onde ela diz que Maluf é um democrata!. No mesmo vídeo, no minuto 08:40, tem a Regina Duarte fazendo campanha para Mário Covas (PSDB).

E O OUTRO MAIS ABAIXO SOBRE REGINA CANSADA NA CAMPANHA QUE ELA ESTAVA COM MEDO.

OS CANSADOS APARTIDÁRIOS?

REGINA DUARTE POR QUE ELA ESTÁ CANSADA?

Regina Medrosa Duarte faz campanha para JoséSerra(PSDB) em 2002 .Esse é o famoso "Eu tenho medo".