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quarta-feira, outubro 24

O IMPACTO DO MEGA TARIFAÇO DE YEDA

A Governadora Yeda encaminhou à Assembléia Legislativa proposta de aumento de
impostos que, segundo o Governo, deve gerar um acréscimo de receita direto da ordem de R$ 979 milhões.
A proposta do Governo atinge os seguintes produtos e percentuais:
- Supérfluos: de 25% para 28%.
- Óleo Diesel: de 12% para 13%.
- GNV: de 12% para 25% (posteriormente retificado para 18%).
- Energia elétrica residencial acima de 50 KWh e comercial: de 25% para 30%.
- Telecomunicações, exceto celular pré-pago: de 25% para 30%.
- Gasolina e Álcool: de 25% para 30%.
- Refrigerante: de 18% para 21%.
- Alíquota básica: de 17% para 18%.
A comparação com o Tarifaço do Governo Rigotto, que atingiu as chamadas Blue Chips (energia elétrica residencial acima de 50 KWh e comercial, telefonia, gasolina e álcool combustível) com um aumento em 2006, de 25% para 29%, no caso da telefonia e energia elétrica e de 25% para 28% para gasolina e álcool e que resultou num aumento da arrecadação da ordem de R$ 700 milhões é inevitável.
O estranhamento é maior pois, mesmo que consideremos que as Blue Chips correspondem
a 43% da arrecadação de ICMS, tanto o percentual maior relativo às Blue Chips atualmente proposto quanto a inclusão de outros setores e, mais importante, o fato de a alíquota básica também ser majorada, reflita em tão pouco acréscimo na arrecadação. Ademais, não se pode ignorar que, ao contrário de uma economia em queda – tanto pelo desempenho da produção agrícola, quanto pela queda na indústria – situação vivida pelo Estado principalmente em 2005, hoje a economia gaúcha está em franca recuperação e crescimento. Portanto, se havia um ambiente de “freio” da arrecadação no momento do Tarifaço do Governo Rigotto, hoje há um ambiente completamente favorável ao crescimento da arrecadação sem aumento de impostos, o que poderia refletir em uma estimativa de arrecadação ainda maior. É bom lembrar que, pelo bom desempenho da economia gaúcha – que nos leva à expectativa de, pelo menos acompanhar o desempenho nacional, de crescimento de 4,5% a 5% – e apesar da volta das alíquotas a seus percentuais de 25%, a arrecadação gaúcha em 2007 se estabilizou praticamente nos valores arrecadados em 2006.
Por estes motivos nos desafiamos a buscar, mesmo com os parcos números relativos ao
desempenho setorial do ICMS gaúcho e sem acesso à base de dados capaz de dirimir a
possibilidade de erro a quase zero, dados capazes de nos responder: qual a estimativa mais aproximada de arrecadação com a implantação deste Mega Tarifaço?
Utilizando essencialmente documentos publicados no site da Secretaria da Fazenda e com base no desempenho da arrecadação do ICMS deste ano de 2007, fizemos o cálculo considerando, essencialmente: o aumento das alíquotas das Blue Chips, do setor de bebidas e, num cálculo aproximado, o reflexo na arrecadação do aumento da alíquota básica de 17% para 18%, como também utilizando o peso de cada um destes itens na arrecadação total. Desta forma, concluímos que a aplicação do Mega Tarifaço do Governo Yeda deve refletir em um aumento da arrecadação de aproximadamente R$ 1,7 bilhões.

Documento elaborado pela Coordenadoria Bancada PT/RS
Assessoria Técnica

O CIRCO E SEU PICADEIRO

As sessões da câmara de vereadores de Dois Irmãos, são um verdadeiro “circo”, tem vereador que passa o tempo todo provocando (Elony Niland-PP), tem o Paulinho Quadri- PMDB que acha que a culpa de tudo que acontece de errado no mundo é do Lula e ainda canta de galo se orgulhando de ter derrubado as emendas da oposição como fez na ultima segunda (22), onde falou de “boca-cheia” e estufando o peito que “quando era presidente da Câmara derrubou 32 emendas na LDO da oposição”. Pasmem munícipes de Dois Irmãos, um vereador que se gaba de ter derrubado emendas que iriam beneficiar a população, derrubadas porque foram apresentadas pela oposição. Vejam a arrogância daqueles que se acham os “espertos” os “poderosos”. Na sessão do dia (8) ele distribuiu uma lista com os supostos votos contra de deputados federais à emenda no Fundeb, citando a Deputada Manuela-PCdoB e o Dep. Tarcísio Zimmermann-PT . Mas uma vez temos que esclarecer as asneiras colocadas pelo vereador...
A queixa inicial dos municípios é contra os Estados que não fazem o ressarcimento pelo transporte dos alunos da rede estadual transportados pelos municípios.
Em primeiro lugar, há que esclarecer que a MP do FUNDEB não trata do transporte escolar.
Em segundo lugar, a emenda proposta é inconstitucional, pois pretendia que recursos dos fundos fossem utilizados para ressarcimento dos municípios em virtude do transporte dos alunos da rede estadual.
A inconstitucionalidade é evidente, uma vez que a E.C. 53 deixa claro que a distribuição dos recursos dos fundos de volta a estados e municípios se dará EXCLUSIVAMENTE em função do número de matrículas.

Portanto, não há outra possibilidade.
Ainda, mesmo se não fosse inconstitucional, seria uma estultice, para quem quer ser ressarcido, usar dinheiro de um fundo cujos recursos são, em parte, resultado da própria contribuição.
Além disso, houve em plenário uma tentativa de acordo que poderia viabilizar tal ressarcimento que foi rejeitada pela oposição.
Finalmente, o último artigo do PLV da MP 339/06 afirma que a União fará uso de recursos orçamentários para apoiar o ensino médio e o transporte escolar.

A Pergunta que não quer Calar: Por que o Vereador Paulinho Quadri (PMDB), não cobrou do Governo Rigotto (PMDB) que ficou devendo para Dois Irmãos o repasse do transporte escolar que é dever do Estado?

terça-feira, outubro 23

HUMOR

O Gremista vira indignado para seu amigo dizendo:

- Pôxa... Acho que meu cachorro é colorado.

- Como tens tanta certeza?

- Ah, quando o inter perde pro Grêmio, ele vai para a casinha dele e fica meio triste e quando o inter empata com o Grêmio, ele também não sai da sua casinha.

- Sim, mas, e quando o Inter ganha do Grêmio?

- Ah, não sei ainda. Só tenho o cachorro há dois anos !!!!!

Charge:Blog do Kayser

RS É ÚNICO COM DÉFICIT EM LISTA DE 24 ESTADOS

Contas gaúchas estão em situação pior que as de Maranhão, Piauí e Sergipe, todas superavitárias. O Rio Grande do Sul é o único de 24 Estados a apresentar déficit nominal entre janeiro e agosto deste ano. O levantamento, feito pelo jornal O Estado de S.Paulo, indica que, se o superávit da maioria dos Estados reflete um momento positivo das contas públicas, possibilitado pelo aumento das receitas de ICMS e a contenção de despesas, as finanças gaúchas se encontram em um momento crítico.Apenas o Rio Grande do Sul não está conseguindo gerar superávit nominal entre os 24 Estados pesquisados. Embora a governadora Yeda Crusius (PSDB) cite previsões otimistas, o Rio Grande do Sul está sofrendo um processo de deterioração das finanças que começa a lembrar a crise da vizinha Argentina. Ainda é um dos lugares com a melhor qualidade de vida no País, mas o seu desempenho social e econômico começa a ser ameaçado por uma coleção dos piores indicadores fiscais: o maior endividamento entre os Estados, o mais alto gasto com pessoal e aposentados, o mais baixo investimento e a quarta menor receita de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).O resultado disso é que, gastando muito e mal - e arrecadando pouco -, o Rio Grande do Sul tem uma história de déficits crônicos e não consegue reduzir a dívida. Neste ano, o excesso de despesas sobre as receitas deve chegar a R$ 1,2 bilhão.

Charge: Blog do Kayser

domingo, outubro 21

NO GOVERNO LULA RENDA DOS MAIS POBRES AUMENTOU 11,99%

Dados coletados pelo economista Marcelo Neri, da FGV, ajudam a entender melhor a indestrutível popularidade do Presidente Lula. Entre 2005 e 2006, pela primeira vez na história deste país (parafraseando o próprio Lula), o Brasil assistiu à combinação de aumento de renda com redução na desigualdade social. No ano passado, os 50% de brasileiros mais pobres tiveram aumento de renda de 11,99%, um índice espetacular mesmo para padrões chineses. No mesmo período, a renda dos 10% de brasileiros mais ricos cresceu 7,85%, um ganho maior que na Índia. No governo Collor, o Brasil também registrou redução na desigualdade social, mas isso ocorreu porque tanto ricos quanto pobres perderam renda. Nos anos do governo Fernando Henrique e do Plano Real, os pobres tiveram aumento de renda, mas o rendimento dos ricos foram bem maiores. Segundo a pesquisa, Lula ganha dos dois.

Do blog Amigos do Presidente.

PERGUNTAR NÃO OFENDE

Luiz Antônio Magalhães destaca, no Entrelinhas, nota publicada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo:

NOVO ENDEREÇO - A jornalista Miriam Dutra, da TV Globo, deixou Barcelona depois de 11 anos na cidade. Ela foi transferida para Londres, onde passa a integrar a equipe de Marcos Losekan, chefe do escritório da Globo na cidade.
Magalhães escreve: "A pergunta que não quer calar é simples: alguém sabe qual foi a última matéria realizada pela jornalista para algum dos telejornais da TV Globo?

Para quem não sabe, Miriam Dutra é mãe de um menino chamado Tomás. O pai dele atende pelo nome de Fernando Henrique Cardoso. A imprensa brasileira achou um horror que Renan Calheiros tenha usado um amigo lobista para pagar a pensão alimentícia de sua filha com Mônica Veloso. Mas nunca deu um pio sobre o caso de FHC. Não é no mínimo esquisito que a TV Globo, uma concessionária de serviço público, pague salários e mantenha uma jornalista no exterior sem que ela realize uma mísera pauta para seus telejornais?"

sexta-feira, outubro 19

GOVERNO LULA REPASSA R$ 147,7 MILHÕES PARA A SAÚDE DO RS

Em meio à discussão sobre o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou o aumento em R$ 147,7 milhões anuais de recursos para o setor no Estado do Rio Grande do Sul. A informação foi dada em encontro com a governadora Yeda Crusius. Os recursos serão destinados à ampliação do limite de gasto do chamado Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade, além do reajuste médio de 30% nos valores pagos por procedimentos como partos, consultas médicas especializadas, internações, UTIs e cirurgias, entre outros.Com a medida, o gasto per capita em saúde no Estado sobe de R$ 119,9 para R$ 132,52 com esse tipo de procedimento. O aumento elevou para R$ 1,45 milhões o limite de gasto, com recursos da União, para esses procedimentos no Rio Grande do Sul. Os novos recursos devem desafogar o setor de média e alta complexidade, que abrange de consultas especializadas a cirurgias cardíacas. “Traçamos uma estratégia para aumentar os serviços oferecidos à população, em um esforço para diminuir as filas, e para melhorar a remuneração pelos serviços realizados no Sistema Único de Saúde, o que resolve em parte reivindicações por melhor financiamento da rede pública. Para o crescimento da oferta no Estado do Rio Grande do Sul, são R$ 30,7 milhões. Para a melhor remuneração, R$ 116,7 milhões”, afirmou o ministro.O Rio Grande do Sul também é um parceiro do governo federal em programas como o Saúde da Família, mantendo 1.062 equipes em ação, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), implementado em 39 municípios, e o Brasil Sorridente, com 15 centros odontológicos em funcionamento e 521 equipes de saúde bucal atendendo a população.

DEM, PMDB E PSDB LIDERAM RANKING DA CORRUPÇÃO ELEITORAL

Notícia publicada no blog RS Urgente.
O dossiê “Políticos cassados por corrupção eleitoral”, produzido pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, aponta o DEM, o PMDB e o PSDB liderando o ranking de partidos que mais tiveram políticos cassados desde o ano de 2000. Neste período, a Justiça Eleitoral brasileira cassou o mandato de 623 políticos. O DEM lidera o ranking com 69 cassações (20,4%), sendo seguido pelo PMDB com 66 (19,5%) e pelo PSDB com 58 (17,1%). Em quarto, aparece o PP com 26 casos (7,7%), seguido pelo PTB com 24 (7,1%) e pelo PDT com 23 (6,8%). O PT aparece em nono no ranking das cassações com 10 casos (2,9%). A pesquisa foi feita com base nas informações disponíveis nos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O levantamento não inclui políticos que perderam cargos em virtude de condenações criminais.
A pesquisa, divulgada no dia 4 de outubro, foi realizada pelo juiz Márlon Reis, que desenvolve atualmente tese de doutorado sobre o tema na Universidade de Zaragoza, Espanha. Ele também é presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (ABRAMPPE) e integrante do Comitê Nacional do MCCE. Na divisão por Estados, Minas Gerais lidera o ranking com 71 cassações, sendo seguido pelo Rio Grande do Norte, com 60 casos, São Paulo, com 55, e Bahia, com 54. O Rio Grande do Sul aparece em quinto lugar, com 49 casos. Entre os cinco estados com mais políticos cassados desde 2000, três são das regiões Sul e Sudeste, supostamente as mais politizadas do país. Segundo dados da Corregedoria Geral Eleitoral, ainda tramitam 1.100 processos relativos às eleições de 2006. Todos eles podem levar à cassação de mandatos.

quinta-feira, outubro 18

MÔNICA DESPE A TODOS

Texto de Martha Medeiros
Peguemos um acontecimento trivial, que está praticamente perdendo a atualidade e que daqui a uma semana não será mais comentado nem em fila de banco, nem em mesa de churrascaria: as fotos da jornalista Mônica Veloso na Playboy.
O que sabemos de concreto sobre o fato: ela teve um caso com um senador da República, casado. Ninguém tem nada a ver com isso, são dois adultos e fazem o que bem entendem. No entanto, ele acabou colocando a República na história porque pagava pensão pra moça com dinheiro que não era dele, e sim de aliados que ele favorecia com sua ascendência política, o que passa a ser assunto nosso, já que Renan Calheiros é funcionário meu, seu e de todo o povo brasileiro.
O caso deles termina, pormenores vêm a público e, depois de prolongadas e irrefutáveis denúncias, Sua Excelência renuncia usando o eufemismo "licença" para sair de cena com alguma pose, como se isso fosse possível depois do trucidamento moral e ético. Ela? Linda! Faturando com gosto. Mas, em entrevistas, negando-se veementemente a falar sobre o pai da sua filha, que, segundo ela, nada tem a ver com a venda da revista ou com a futura biografia que pretende lançar sobre os bastidores da política em Brasília - projeto que é bom que saia logo antes que a esqueçam.
Gente, eu sonhei tudo isso ou é real?
Primeiro: a Playboy, revista respeitada em seu segmento, sempre alternou ensaios sensuais com mulheres famosas e mulheres contingentes, digamos assim. Atualmente, as contingentes estão mais requisitadas do que nunca e, se não forem deusas, o photoshop está aí pra isso mesmo. Muitas artistas consagradas e respeitadas já fotografaram também por dinheiro, mas souberam dar à sua nudez algum conceito, alguma mística, algum mistério. Agora é essa liquidação, esse fim de feira.
Segundo: Mônica se recusa a falar em entrevistas sobre Renan Calheiros, como se o fato de ela ter sido pivô de um escândalo político nada tivesse a ver com sua projeção momentânea. É um faz-de-conta constrangedor e hipócrita: ela se comporta como se tivesse sido convidada apenas por ser bonita, quando, na verdade, no Brasil, chuta-se uma árvore e caem 10 Mônicas Veloso, só que nenhuma com a história peculiar que ela tem pra contar - mas que, recatada, não conta.
Terceiro: que mediocridade é essa que estamos vivendo e consumindo? Uma sociedade sem vergonha de se expor, sem vergonha da própria farsa, sem vergonha de faturar em cima de situações vexatórias, sem vergonha de ganhar dinheiro a qualquer custo, uma sociedade absolutamente sem pudor.
Já tivemos glamour, já tivemos cultura, já tivemos um certo refinamento, uma certa discrição. Foi em outra vida. Que bando de chinelões nos tornamos.

terça-feira, outubro 16

OLHA A DIFERENÇA VEREADOR!

O vereador de Dois Irmãos Paulinho Quadri (PMDB), (aquele que acha que tudo é culpa do Lula, inclusive quando se trata de um problema do município), tocou na questão das concessões das rodovias federais durante a sessão de ontem (15). Acho que ele não estava muito esclarecido- como sempre. Mas vamos esclarecer as duvidas levantadas pelo vereador:
O leilão que definiu as concessões de sete trechos de estradas federais, realizado no dia (9), mostrou de maneira cristalina a diferença entre o (des) governo FHC e o governo Lula. O processo de entrega destes trechos, deflagrado ainda na gestão tucana, foi retardado ao máximo por Lula, que mudou as bases do negócio para que nem o Estado nem o usuário das rodovias saíssem prejudicados.

Resultado: Foi registrado deságio de até 65% sobre o valor das tarifas de pedágio por trechos definidos, que serão pagos pelos usuários a partir de meados do ano que vem o pedágio cobrado nos trechos concedidos será, em média, de R$ 0,02 por quilômetro. Nas rodovias paulistas, privatizadas pela tucanada, a média é seis vezes maior: R$ 0,12.Isso quer dizer que, até mesmo quando se trata de descascar os abacaxis da herança maldita, nosso governo é muito melhor do que o deles. Neste caso, 500% melhor!


A Diferença:

Bastaria seguir o modelo demo-tucano de leilões de concessões, colocando pedágios altos, conseguindo um alto ágio para encher os cofres.

O baixo pedágio das concessões federais tornou-se referência que nenhum governante pode mais fugir.

Não dá mais para inventar desculpas, e jogar a conta dos altos pedágios nas costas do povo. O cidadão não vai aceitar.Aliás, no âmbito federal, o TCU (Tribunal de Contas da União) exigiu estudos da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestes), para revisar os preços para baixo das antigas concessões federais, pois devem estar com valores abusivos, muito acima da realidade de custos. Em 30 dias a ANTT deve entregar seu estudo.

Concessão demo-tucana:

Dutra (Rio-São Paulo)402 km = R$30,60 - 7,60 por 100km

Concessão do governo Lula:

Régis Bittencourt (São Paulo-Curitiba)401 km = R$8,16 - 2.01 por 100km

Fernão Dias (São Paulo-Belo Horizonte)562 km = R$7,92 - 1,40 por 100km


A via Dutra (Rio-São Paulo), o melhor negócio do Brasil para as concessionárias, por ter o maior movimento, é mais curta do que a Fernão Dias (São Paulo - BH), e está com um pedágio muito mais alto, devido às concessões da época demo-tucana.

CPI DOS PEDÁGIOS

Foi melancólico o fim da CPI dos Pedágios na noite desta segunda-feira (15). O relatório, aprovado pela maioria, deixou muitas perguntas sem respostas e ignorou suspeitas de irregularidades envolvendo empresas ligadas às concessionárias. Genérico e superficial, não pediu o indiciamento de ninguém pelo descumprimeto de cláusulas contratuais, omissão na fiscalização, clonagem de notas e sonegação fiscal, fatos que vieram à tona no decorrer das investigações. Para os deputados oposicionistas, a CPI chegou ao fim prematuramente, sem apontar medidas para evitar prejuízos à sociedade e sobrecarga financeira aos usuários. “Após um desfecho nunca visto na história da Assembléia Legislativa, a CPI dos Pedágios só conseguiu levantar as principais suspeitas existentes na sua instalação, mas não consegiu responsabilizar nenhum gestor deste processo”, diz a declaração de voto por escrito apresentada pelos representantes do PT na comissão de inquérito, Marisa Formolo e Dionilso Marcon.

Além de tentar preencher lacunas do relatório elaborado pelo deputado Berfran Rosado (PPS), o documento pede a apuração das responsabilidades de diversas autoridades estaduais e representantes das concessionárias pelo não cumprimento de contratos, interferência em depoimentos, punição de depoentes e omissão de informações. Os petistas recomendam, ainda, que o Estado não prorrogue os atuais contratos com as concessionárias, não feche vias alternativas e que realize um plebiscito em 2008 para que a população discuta uma nova alternativa para a conservação das estradas. O relator admite a prorrogação desde que haja contrapartida das concessinárias.

Sem respostas

Na opinião dos deputados petistas, o modelo de pedágios implantado no Rio Grande do Sul começo mal. O processo de licitação, segundo Marisa e Marcon, foi marcado pela ilegalidade tanto no processo de pré-seleção das empresas quanto no loteamentos dos trechos a serem explorados. Segundo os parlamentares, não houve competição e sim acordo entre as empresas, desrespeitando a Lei das Concessões. Por este motivo, os petistas pedem a responsabilização do diretor de Concessões do DAER, Sérgio Simões.

Classificando de retrocesso, a deputada Marisa Formolo criticou a sugestão do relatório de reduzir em 50% as tarifas para veículos com placas dos locais em que as praças estão inseridas. Ela lembrou que, em algumas localidades, como Viamão, os moradores já obtiveram na Justiça o direito à isenção para trafegar. “Trata-se de um retrocesso em relação a vitórias que a população vem conquistando a duras penas”, frisou.

A alteração da Taxa Interna de Retorno das empresas (TIR) de 14% para 18% também é questionada pelos deputados. A ausência, no relatório final, de explicações para o fato é um dos argumentos da oposição para defender a prorrogação da CPI. A falta de preocupação com os custos de operação das concessionárias, com a receita e com os investimentos constam na declaração de voto do PT como questões que não foram respondidas pelo relator. E os vínculos político-partidários de dirigentes do DAER e da AGERS são apontados como fatores que põem em dúvida a atuação dos órgãos e criam entraves à fiscalização das concessionárias.Segundo o PT, o relatório final não fez menção à clonagem de notas e crimes de sonegação fiscal que teriam sido praticados por concessionárias. Tampouco as divergências sobre o desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos foram equacionados pelo relatório final. Os petistas lembram que o valor de R$ 650 milhões, reivindicado pelas empresas, não é reconhecido pelo Estado e foi obtido a partir de informações das próprias empresas, segundo o depoimento do diretor de Concessões do DAER, Sérgio Simões. “Foi uma CPI criada a portas fechadas, que teve um relator chapa branca, se negou a abrir a caixa preta e produziu uma grande pizza”, avaliou Marcon.

Mais investigações

Ao contrário do relator, que poupou autoridades estaduais e representantes das empresas, o PT solicita que sejam apuradas as responsabilidades de oito pessoas, entre elas o presidente da AGERS, Alcides Saldanha, por permitir a realização de reuniões nas dependências do órgão por representantes das concessionárias com o objetivo de orientar depoimentos, e do conselheiro Guilherme Socias Vilella, em função de gravação em que ele sugere a uma testemunha que poderia combinar o depoimento com o relator. Pelo envolvimento no mesmo episódio, pede que sejam apuradas as responsabilidades de Eduardo Krause, funcionário da agência.Os petistas querem mais investigações sobre a conduta do ex-diretor geral do DAER, José Luis Rocha Paiva, que teria autorizado o início da cobrança nas praças de pedágio sem que as concessionárias tivessem concluído os trabalhos iniciais previstos nos contratos. O presidente da Associação Gaúcha das Concessionárias de Rodovias (AGCR), Marcos Picarelli, também está na mira do PT por não ter entregue a CPI notas fiscais para comprovar gastos com consultorias e propaganda. O diretor administrativo da Sultepa, Ângelo Villarinho da Silva, deve, segundo os deputados do PT, ser responsabilizado por não dizer a verdade à Comissão de Valores Mobiliários. Em ofício dirigido ao órgão, ele afirmou que havia projeto de lei na Assembléia Legislativa para prorrogar os pedágios, o que não é verdadeiro. Villarinho omitiu, ainda, a existência de processo por sonegação fiscal de R$ 33,5 milhões envolvendo empresas ligadas às concessionárias. O relatório apresentando por Berfran foi aprovado por sete votos favoráveis a cinco contrários. Mesmo assim, a declaração de voto apresentada pelo PT deverá ser publicada no Diário Oficial, integrando as conclusões da CPI dos Pedágios.

CHOQUE DE GESTÃO, O CHARLATANISMO GRANDILOQÜENTE

A fala do presidente Lula, quando expressou, há alguns dias, em alto e bom som, que choque de gestão, na sua visão, era criar empregos e oportunidades (ou algo nessa linha) foi manipulada e descontextualizada, de maneira capciosa, pela grande imprensa, de sorte que, ao final, ficou parecendo que o presidente havia dito uma enorme sandice, uma temeridade que sugeria “irresponsabilidade” e “incompetência” – o que não é, em absoluto, verdade.
Não utilizarei esse espaço para defender as palavras mal ditas pelo presidente, mas para questionar esse remédio amargo vendido como verdadeira panacéia por muito charlatão engravatado que circula por aí vestindo a fantasia de homem público competente e probo – travestindo assim a realidade, a verdade dos fatos.Em seguida, logo após a repercussão das palavras de Lula no noticiário, esses veículos, estrategicamente, abriram espaço para tucanos emplumados abrirem o bico e exibirem as cores enganadoras de sua plumagem. Li, dentre outros, um artigo do governador Aécio Neves, um outro do economista Yoshiaki Nakano (guru desse, vamos dizer, “chocante” modo de governar tipicamente tucano) e mais um punhado de alguns outros colunistas e articulistas. Esses últimos, jornalistas muito bem remunerados pelo exercício da sabujice aos “donos do poder”, confortavelmente abrigados na grande imprensa – onde mais?No caso específico do artigo do governador (reeleito em seu estado, diga-se), o que se vê é mera propaganda enganosa, cujo repertório de “argumentos” reduz-se à enumeração e divulgação de supostas (e questionáveis) realizações de seu governo. Os demais fazem uma costura, muito mal cerzida, um arrazoado de sofismas muito mal “arrematado”. Questiono, por exemplo: pode se considerar mérito de algum governo pagar os salários de seus funcionários – e, veja bem, pagar “em dia”! O artigo do governador diz ser meritório. Caberia uma pergunta: os funcionários públicos de MG têm recebido reajustes salariais que contemplem, pelo menos, a recuperação das perdas inflacionárias? Isso também – a exemplo de pagar em dia – deve ser considerado apenas mera obrigação de qualquer governante. Não há mérito algum nisso. Ou estou equivocado? Pelas informações e notícias que me chegam, o funcionalismo público de Minas Gerias há muito não recebe reajuste salarial. Aliás, vale frisar, o tratamento dispensado aos servidores públicos nas gestões tucanas é baseado em princípios nocivos, desrespeitosos, desumanos mesmo. Os tucanos, como se sabe, são os mercadores monopolistas dessa grife mentirosa e vazia do “choque de gestão”.A ministra Dilma Roussef foi uma das poucas vozes, no governo e no PT, sensatas e ponderadas o suficiente, para dizer, com rara propriedade, clareza e assertividade (característica essas tão raras nas nossas autoridades), que “choque de gestão” é mero recurso de propaganda. Ponto final. Touché, ministra!O tal “choque de gestão”, emblema da (in)competência tucana na gestão da coisa pública, propiciou, só para citar um exemplo, que as concessões de exploração das estradas paulistas se realizassem com a custa de pedágios altíssimos, escorchantes mesmo. O mesmo processo, agora tocado pela ministra Dilma (a mesma que trata com o devido desdém o tal “choque de gestão”), parece ter obtido resultados muito mais favoráveis ao erário e aos usuários das nossas estradas. É só comparar as tarifas de pedágio cobradas nas estradas paulistas e as que serão cobradas nas estradas federais – uma vez que a comparação entre serviços prestados só poderá ser feita quando esses serviços efetivamente começarem a ser prestados, por óbvio. Sim, o modelo, eu sei, é diferente – mas enfim não seria esse o melhor modelo?“Choque de gestão” é apenas uma expressão de efeito, grandiloqüente, cara aos charlatões com suas drogas milagrosas. Mera malandragem retórica, completamente destituída de sentido ou conteúdo. É uma ferramenta para o marketing político – apenas isso. Na cidade de São Paulo, o marketing político, do à época prefeito Paulo Maluf, teve a “sacada genial” de construir, às margens das principais avenidas (portanto, com máxima visibilidade), prédios populares batizados, com efeito, de “Cingapura”. Esses prédios eram construídos em terrenos onde antes existiam favelas – existiam e continuariam a existir, esclareça-se. A estratégia era a seguinte: construía-se ali dois ou três prédios, resolvia-se assim o problema de uns poucos sem-teto do local. O restante daquela população permaneceria na mesma favela, ali mesmo nas cercanias, agora oculta/escondida pelo portentoso prédio. A verdade estava por detrás da bonita e providencial edificação. Perceberam a jogada? Mas qual seria então a verdade/realidade que procura ocultar esse famigerado biombo do “choque de gestão”. Reflitamos sobre isso.Você sabe, o que diferencia o remédio do veneno é a dosagem. Da mesma maneira, uma descarga elétrica controlada pode salvar uma vida e reanimar um ser humano à beira da morte. Mas uma descarga elétrica pode também eletrocutar um indivíduo, levando-o a morte. Da mesma maneira o tal “choque de gestão” pode, isto sim, levar à falência do Estado ou da máquina pública – em vez de melhorá-lo(a) ou aperfeiçoá-lo(a).A estratégia de gestão tucana é, por todos, sobejamente conhecida. Conduzem, paulatinamente, os órgão e empresas do Estado à ruína: cortam recursos para investimento e custeio, demitem funcionários e, aos poucos que restam, pagam salários vis e desanimadores. Salários baixos traduzem-se em baixa produtividade, pois, como conseqüência imediata desse estado de coisas, vai fosso abaixo a auto-estima dos funcionários, levando-os ao desalento e a mais completa falta de motivação. Mas, aos olhos da sociedade, a culpa será sempre dos servidores “preguiçosos”, “que não gostam de trabalhar”. Os gestores tucanos fazem isso, não somente por incompetência ou porque são maus gestores; fazem-no para debilitar a estrutura do Estado e assim justificar/legitimar futuras terceirizações e privatizações – fontes sub-reptícias e primeiras do caixa 2 que virão a irrigar e fortalecer a máquina partidária. Estabelece-se assim uma promíscua e providencial relação de simbiose (ou seria parasitismo?) entre o público e o privado.Devemos, por exemplo, de saída fazer a seguinte pergunta: qual a produtividade que desejamos? Seja na esfera do funcionalismo público ou do privado. Aquela produtividade que visa, em primeiro lugar, o bem-estar do trabalhador ou aquela que visa tão-somente o acúmulo de capital – levando a mais-valia a um, antes impensável, paroxismo? Sim, pois existem, pelo menos, dois tipos de produtividade. A deletéria (ou produtividade ruim), que é aquela que é incentivada também, claro, com intuito de se obter redução de custos, mas que é obtida a qualquer custo, pagando-se o preço (altíssimo) da deterioração da saúde do trabalhador: o estresse e outras complicações e transtornos emocionais? Ou a produtividade boa, que é aquela obtida quando se propicia ao trabalhador boas condições de trabalho e salários mais justos? No “choque de gestão” tucano, ou nas empresas do chamado “hiper-capitalismo” predatório, com sua sanha voraz, um trabalhador chega a fazer o trabalho de três ou quatro como resultado de um “enxugamento” progressivo do quadro de pessoal.Essa fórmula/receita gerencial e a “competência” dos gestores tucanos, capatazes do neoliberalismo ou do “hiper-capitalismo” predatório, é por demais conhecida e não tem nada a ver com eficácia, eficiência ou competência administrativa (ou de gestão). É por demais batida: cortar gastos e investimentos, reduzir os custos com pessoal (por intermédio de cortes ou congelamento de salários), comprometer (sabotar) a qualidade dos serviços prestados, terceirizar e privatizar.Os paulistas já sentem na carne os efeitos do “choque de gestão” tão propalado pela grande imprensa e posto em prática na gestão Geraldo Alckmin – como foi na de FHC e, agora, na de José Serra. Desnecessário dizer (ou relembrar) aqui das condições em que se encontram hoje a educação, a segurança e a saúde pública no estado de São Paulo. Isso sem falar no desmonte/destruição realizado no patrimônio público e na máquina de um modo geral. Não à toa Alckmin, bem como seus correligionários, em geral não sabem dar uma resposta ao rótulo de “privatistas” ou debater gestão pública com a necessária seriedade.Com a palavra os cidadãos dos estados de Minas, São Paulo e Rio Grande Sul. Esses poderão nos dizer, com mais propriedade, o que vem a ser esse tal “choque de gestão”.


*Lula Miranda é economista, poeta e cronista. É secretário de Formação para a Cidadania do SEEL – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de SP. Integra o Coletivo de Formação da CUT São Paulo.

quinta-feira, outubro 11

DO GRITO À CORRENTE

As correntes que sempre foram marcas de opressão hoje serviram de elos entre professores em busca de melhorias na política educacional no estado do RS. Por volta das 4 horas da manhã centenas de professores chegaram em caravanas e acorrentaram-se em frente ao Palácio Piratini num protesto contra a política educacional adotada pelo Governo Yeda (PSDB) o protesto contou com um forte repudio ao projeto de “enturmação” e também contra ao “Tarifaço” anunciado por Yeda.


Cada vez fico mais convencido que o “cineasta fracassado de filmes pornôs” Arnaldo Jabor estava certo quando escreveu em uma crônica com título “de onde virá o grito?”
Durante a sua crônica o “intelectual da elite” escreve: “Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.”.
Claro que Jabor, como bom defensor do neoliberalismo não imaginava que o tal “grito dos gaúchos” viriam a contrapor os seus ideais e seriam contra ao governo neoliberal da Yeda aqui no RS!
A consciência coletiva se deu nesta quinta-feira (11) através de elos metálicos que se acoplaram em sinturas e pernas de professores formando-se uma “corrente” para o “grito” da consciência coletiva.
Arnaldo Jabor, você estava certo, que “... Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra...”



terça-feira, outubro 9

A MÍDIA GAÚCHA E O TARIFAÇO DE YEDA

Do blog de Marco Weissheimer RS Urgente:
Os editores dos jornais Zero Hora e Correio do Povo entraram em campo para defender o tarifaço proposto pela governadora Yeda Crusius (PSDB). A cobertura dos dois jornais nos últimos dias abandonou qualquer sutileza. A do Correio consegue ser ainda mais escancarada que a de ZH. O jornal exibe os seguintes títulos na edição desta segunda-feira: “Governo aperta cerco à sonegação”, “Corte de cargos trará economia de R$ 7 milhões”, “Serra devolve parte do ICMS a cidadão”. Já a ZH exibe na manchete: “Pacote contra a crise expõe contradição em posições de deputados”. As contradições apresentadas na matéria são as dos deputados que resistem ou se opõem ao tarifaço. O texto fala das contradições de deputados governistas que já aprovaram aumento de impostos em passado recente (governo Rigotto) e de deputados oposicionistas que, segundo ZH, teriam apresentado a mesma receita durante o governo Olívio. Nenhuma linha sobre as contradições de Yeda que foi eleita afirmando que aumentar impostos era coisa do “velho jeito de governar”.

Em sua edição dominical, o veículo da RBS dedicou três páginas ao tema, sendo que uma delas destacava em manchete: “Os inimigos do aumento de ICMS”. No sábado, o jornal dedica um editorial à crise, defendendo que "não é hora de fazer diagnósticos dos descaminhos que levaram à crise” e que é preciso enfrentar o problema de “sustentar um Estado gigante, cada vez mais voraz e ao mesmo tempo incapaz de se autogerir e cumprir com suas obrigações”. Do outro lado do “Estado gigante”, segundo o editorial, está o Rio Grande privado e moderno, que implementa conceitos de qualidade total. O texto sintetiza bem a ideologia que atravessa os governos Britto, Rigotto e Yeda: defesa da “modernidade” do setor privado contra o “anacronismo” do Estado; diluição de responsabilidades e amputação da memória. O que pode significar a afirmação: “não é hora de fazer diagnósticos”?

Durante o governo Britto, os representantes da “modernidade” aplaudiram entusiasticamente e mesmo participaram ativamente das privatizações (caso exemplar da RBS), das políticas de renúncia fiscal, guerra fiscal e de enxugamento do Estado. Diziam, então, que esse era o caminho para o RS crescer. Cresceu? Em artigo na Carta Maior, Miguel Rossetto defende que o conjunto dessas políticas agravaram profundamente a capacidade de financiamento público do Estado. Quando o governo Olívio Dutra procurou questionar temas como os da renúncia fiscal, da matriz tributária e da renegociação da dívida, foi acusado de promover a “insegurança jurídica”, o desrespeito a contratos e a “fúria arrecadatória”. Agora, diz ZH, é hora de esquecer o passado, não ficar perdendo tempo com diagnósticos e apostar nos programas de qualidade total de gestão para enfrentar o “Estado gigante e anacrônico”. O que os deputados e deputadas do chamado campo de esquerda, que derramaram-se em elogios à RBS recentemente, tem a dizer sobre isso? Acham esse discurso que articula política e ideologicamente a direta gaúcha (existe, afinal, uma direita gaúcha?) uma expressão de uma imprensa plural e moderna, exemplo de responsabilidade social?

domingo, outubro 7

O TROLL "ANÔNIMO" DE DOIS IRMÃOS

Um fenômeno cada vez mais comum em blogs e fóruns de internet é o indivíduo que provoca outros membros do grupo, freqüentemente resultando em carregá-los para uma discussão infrutífera e desviando a atenção dos propósitos estabelecidos pelo tópico publicado. Esse tipo de indivíduo tem um nome: troll; a sua prática chama-se trollagem. Seu propósito é provocar e chamar toda a atenção para si mesmo, para inviabilizar o debate do tópico. A trollagem envolve provocar outras pessoas para se envolverem em discussões sem objetivo e consumir seu tempo. O nome deriva de uma prática usada na pescaria onde uma linha esticada é arrastada atrás de um barco para ir fisgando peixes distraídos. Outros textos na Internet definem o troll como um monstro fictício esperando embaixo da ponte para pegar pedestres desavisados. Temos um troll freqüentando nosso blog. Não se trata simplesmente de uma pessoa que pensa diferente, ou que é de direita, ou que defende o continuísmo em Dois Irmãos. Há pessoas que defendem tudo isso e que mantém a disponibilidade de participar de um diálogo e de escutar o que dizem aqueles que pensam diferente dele. Mas esse, serve mesmo para incomodar, não vira o disco e não contribue para nada na discussão. Até aí não tem problema, é até divertido ver o cara escrever aquelas baboseiras (e bota baboseira). Logo de início cheguei a pensar que ele fosse meio maquiavélico, cheguei a ficar com raiva. Mas não, hoje tenho pena do cara, (pelo que escreve da pra ver que não tem capacidade intelectual para perceber o que é ser maquiavélico, nem escrever direito ele sabe). Há várias receitas de se lidar com um troll. Um é simplesmente não publicar seus comentários e o mandar procurar a turma dele. Outro é publicar os comentários e simplesmente ignorá-los. E um terceiro é deixar o troll solto fazendo suas lambanças. Optei pela segunda. E quem seria o Troll "anônimo"?
Mas, não vamos dar muita atenção a ele, se trata de um ciumento, imaginem como deve ser triste a vida de uma pessoa assim,deve ser um frustrado, então vamos deixar o Troll opinar... Será que ele consegue interpretar os textos que escrevo? Sei não, tenho minhas duvidas...

sábado, outubro 6

PENSE NISSO!


Ainda que eu falasse a língua do homens.
E falasse a língua do anjos,
sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos,
sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer.
É solitário andar por entre a gente.
É um não contentar-se de contente.
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem
todos dormem todos dormem.
Agora vejo em parte.
mas então veremos face a face.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua do anjos,
sem amor eu nada seria.
(Monte Castelo - Legião Urbana)

quinta-feira, outubro 4

A CRISE DO RS TEM NOME E SOBRENOME

Miguel Rossetto envia nota, chamando a atenção para o caráter falacioso do argumento que afirma que a crise financeira do Estado do RS é resultado de um processo que iniciou há 30 ou 40 anos. Para ele, essa posição procura diluir a responsabilidade histórica do PMDB e do PSDB que implementaram três medidas danosas para o RS, durante o governo Britto. Ele escreve:

"Os problemas financeiros que o Estado do Rio Grande do Sul vive hoje não são resultado de uma crise de 30, 40 anos, como alguns afirmam, mas sim conseqüência de decisões recentes. Ela tem data de nascimento, nome e sobrenome, que identificam responsáveis por opções que foram feitas e que produziram resultados danosos para o povo gaúcho e para o Estado. A dificuldade de financiamento público que vemos hoje no RS foi produzida por escolhas feitas no governo Britto, pelo PMDB e pelo PSDB, partido da atual governadora. Esses partidos, durante aquele governo, sustentaram três grandes medidas nos anos de 1995, 1996 e 1997, que são, em larga medida, responsáveis pela crise atual. Compreender isso não é nenhuma atitude revanchista, mas sim algo necessário para identificar as causas dos problemas que enfrentamos hoje e propor alternativas que não os aprofundem ainda mais.

As três medidas tomadas durante o governo Britto retiraram receitas do Estado, desorganizaram nossa economia e comprometeram por um longo período a capacidade de financiamento público. Que medidas foram essas? Em primeiro lugar, a aceleração de uma política permanente e ampla de renúncia fiscal, sem critérios e sem uma avaliação séria sobre os seus efeitos para a economia gaúcha e para as finanças públicas. Essa política começou a ser aprofundada em 2005, quando o RS teve o pior desempenho, em todo o Brasil, na evolução de sua receita. Grande parte da renovação da plataforma industrial do Estado foi constituída a partir de uma política de renúncias fiscais em prazos que vão de 15 a 25 anos. Isso reduziu enormemente a receita pública e deu origem a desigualdades internas na atividade econômica do RS.

Em segundo lugar, a aprovação da Lei Kandir, que eliminou a tributação de exportação de produtos primários e semi-elaborados e criou um conjunto de outras renúncias de tributos estaduais. Essa medida também contribuiu para aprofundar desigualdades entre os estados. Por exemplo, quando a GM compra uma peça ou uma máquina em São Paulo, ela recolhe ICM para aquele Estado e se credita no Tesouro do Estado do RS. Obviamente, esse modelo é insustentável para as receitas do Estado. E, em terceiro, a chamada renegociação da dívida do Estado. O RS, que vinha pagando historicamente uma média de 5% de suas receitas, passou a pagar de 13% a 15% por um prazo de 30 anos. A partir dessa medida, o Estado é diminuído para 87% da sua capacidade de financiamento. Essas três medidas, aprovadas pelos governos do PMDB e do PSDB, prejudicaram estruturalmente a capacidade de financiamento do Estado".

publicado no blog RS Urgente

quarta-feira, outubro 3

PINÓQUIO E “SIVIRINO CHIQUE-CHIQUE”

Quem nunca ouviu essa frase: "uma mentira contada mil vezes se torna verdade", pois é isso que a situação (PMDB/PP) de Dois Irmãos está tentando fazer. Na sessão desta última segunda-feira (01), Elony Nyland (PP), utilizou seu espaço para, como sempre, fazer provocações e profanar inverdades. Utilizou ao todo 20 minutos atacando o PT, o vereador Prof. Miguel e o Deputado Tarcísio Zimmermann. caluniando falando inverdades. Será que é para isso que Elony Nyland “torrou” tanto dinheiro público dos munícipes de Dois Irmãos em congressos? Para utilizar seu tempo caluniando e fazendo provocações gratuitas? Ou será que foi para “aprender legislar”? Com toda a certeza o que menos Elony aprendeu foi legislar (durante o congresso devia estar tomando um banho de mar ou fazendo compras no Paraguai). Elony trata-se de um vereador limitado, e é isso que políticos limitados fazem, provocações e acusações mentirosas. Na sessão não me contive e durante a sessão o chamei de mentiroso. Pois ele estava utilizando de um espaço privilegiado (que devia ser dedicado à resolver os problemas do município), para fazer insinuações mentirosas a respeito de pessoas honestas e que trabalham pela nossa cidade e região.
Mas o que me surpreendeu (se é que ainda me surpreendo com eles) foi a atitude do “presidente interino”(Fã de Severino Cavalcanti), Marcel Van Haten (PP), que pediu para que eu me retratasse ou saísse da sessão da câmara. Segundo ele “o Regimento Interno não permite que a assistência se manifeste e interrompa o vereador que está usando a tribuna ainda mais chamando o de mentiroso”... Em outras palavras o Regimento não permite que chame o vereador de mentiroso mas permite que o vereador minta na tribuna pois foi isso que Elony Nyland (PP) fez. Mentiu! E mentiu com o consentimento do “presidente interino” da Câmara de Vereadores. O lamentável que vemos um Jovem, que devia se indignar com inverdades, dando aval a elas. Cara de jovem, mas pensamentos conservadores, reacionários e autoritários. Pois ser jovem e não se indignar pelo contrário concordar com aquilo que aconteceu na tribuna da câmara é uma contradição genética. Precisamos de Renovação na nossa câmara de vereadores, nossa cidade merece vereadores competentes. Não "pinóquios" e nem "severinos".

De quem depende a continuação desse domínio?
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?

(Elogio da dialética- Bertold Brecht)

Em Tempo: estou providênciando o escâner da matériazinha com a foto Marcel e Severino Juntos em breve será adicionada a esta matéria

FANTASIANDO

Numa cidade muito próspera, localizada no Vale do Rio dos Sinos, mulheres e homens extremamente esforçados levantavam cedo todos os dias e seguiam para o seu trabalho, com o orgulho de terem um ofício capaz de dar sustento às suas famílias e de gerarem a riqueza da cidade em que viviam. A vida era muito complicada para aquelas pessoas, pois passavam o dia inteiro dentro das fábricas, recebiam baixos salários e, o pouco tempo que restava para o lazer, era usado com os afazeres domésticos e com os cuidados com os filhos.
Pois foi nesse contexto que o proprietário do jornal da cidade, Alaca, teve a grande idéia de criar uma espécie de monstro, inspirado pela obra do historiador Niccolò di Bernardo Machiavelli. Ele considerava que aquele era o momento ideal para apresentar aos cidadãos da cidade uma espécie de político, o "Demagogic monstru", mais conhecido como "trambiqueiro". E foi assim que Alaca começou a construir sua fantástica criaturinha. Escolheu um rapaz de seu convívio, que lhe era leal e deu-lhe a tarefa de entregar diariamente, de casa em casa, um exemplar do seu "tablóide de fofocas". Passado um tempo, bastante satisfeito com o desempenho do seu monstrinho, Alaca fez-lhe uma proposta: "Estás pronto para a próxima tarefa e sei que esta é tua ambição. Por isso, de hoje em diante, terás todo o apoio deste jornal para ser vereador da cidade. Tudo o que fizeres, por mais insignificante que seja o gesto, será fotografado e publicado no nosso jornal. Teu nome estará estampado nas manchetes diárias e teus feitos serão valorizados e engrandecidos. Serás conhecido por toda a população e, na próxima eleição, serás eleito com grande quantidade de votos. Basta aceitares ser meu aliado...".
O "monstrinho", babando de entusiasmo, não teve dúvidas e aceitou a proposta.
Em seguida, os jornais começaram a exibir manchetes fantásticas sobre os atos banais do "monstrinho", que rapidamente crescia e se tornava popular em toda a cidade, principalmente junto à classe média, que era a principal "receptora" das ideologias direitosas do tablóide diário de Alaca. As pessoas pagavam para ter a (des)informação que julgavam necessária, e Alaca e seu monstrinho ficavam cada vez mais vaidosos e ambiciosos.
Com o apoio de uma parcela da classe média, o monstrinho se elegeu vereador, sendo aclamado por muitos como "a grande renovação da política" e "um promissor administrador".
Mas o "monstrinho" tinha um defeito: ele não conseguia disfarçar sua prepotência e arrogância, herdadas de família. Não tardou para que começassem a surgir conflitos dentro do seu "próprio ninho", ou seja, junto aos seus correligionários... O monstrinho botou as unhas para fora e, em conluio com alguns colegas vereadores, conseguiu derrubar e tirar de cena o que ele e Alaca julgavam ser seu principal rival da cidade. Este rival despertava a inveja do monstrinho porque desenvolvia um bom trabalho na área ambiental, defendendo e trabalhando na revitalização da bacia do rio que cortava a cidade. Isso, realmente, era uma ameaça ao "brilho" do monstrinho.
Passados dois anos, o "Demagogic monstru" julgou que já estava preparado para alçar vôos mais altos. Alaca, o dono do jornal, continuava a apoiar o seu monstrinho e a dedicar-lhe espaços generosos nas páginas do tablóide. O monstro decidiu, então, lançar-se candidato a deputado. Propagandeava, aos quatro cantos e para quem quisesse ouvir, que era o responsável pela formação de uma associação de estudantes. Ele escondia que, na verdade, a associação era fruto do trabalho coletivo de diversos jovens que se reuniam, durante vários finais de semana seguidos, para acertar o estatuto e toda a papelada da nova entidade. Outro grande feito que o "Demagogic monstru" se orgulhava em alardear era o fato de sempre ter se posicionado contrário a tudo e a qualquer proposição vinda da oposição, podia ela ser boa ou fiscalizatória. O monstro sempre votava contra qualquer iniciativa apresentada pelos oponentes, independentemente de isso ser bom ou não para a cidade. E foi assim que o seu sonho de se tornar um grande deputado não se concretizou. O monstrinho não obteve votos suficientes para eleger-se. Alguns dizem que foi por falta de carisma. Outros dizem que foi sua prepotência e arrogância. Mas a verdade é que o "monstrinho" do Alaca não morreu. Ele continua vivo e seu corpo continua crescendo. Comentam, por aí, que ele anda "afiando suas garras".
O fato é que ele ficou conhecido como "o rei do oportunismo" e, até hoje, tem uma queda arrebatadora por jornalistas e máquinas fotográficas. A população da cidade está atenta e deve tomar cuidado, pois essa espécie de monstro sempre ressurge. Alaca, o "pai" do monstrinho, já demonstrou que não vai desistir, e insiste que nas veias do seu pupilo corre um sangue com instinto Bornhauseniano. Na verdade, o grande sonho de Alaca é acabar com um partido de oposição da cidade...
Você leu este texto até aqui e está fazendo analogias com certas pessoas? Não se preocupe. Isso é apenas uma fantasia e, antes que eu esqueça, "qualquer semelhança é mera coincidência".