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terça-feira, outubro 16

CPI DOS PEDÁGIOS

Foi melancólico o fim da CPI dos Pedágios na noite desta segunda-feira (15). O relatório, aprovado pela maioria, deixou muitas perguntas sem respostas e ignorou suspeitas de irregularidades envolvendo empresas ligadas às concessionárias. Genérico e superficial, não pediu o indiciamento de ninguém pelo descumprimeto de cláusulas contratuais, omissão na fiscalização, clonagem de notas e sonegação fiscal, fatos que vieram à tona no decorrer das investigações. Para os deputados oposicionistas, a CPI chegou ao fim prematuramente, sem apontar medidas para evitar prejuízos à sociedade e sobrecarga financeira aos usuários. “Após um desfecho nunca visto na história da Assembléia Legislativa, a CPI dos Pedágios só conseguiu levantar as principais suspeitas existentes na sua instalação, mas não consegiu responsabilizar nenhum gestor deste processo”, diz a declaração de voto por escrito apresentada pelos representantes do PT na comissão de inquérito, Marisa Formolo e Dionilso Marcon.

Além de tentar preencher lacunas do relatório elaborado pelo deputado Berfran Rosado (PPS), o documento pede a apuração das responsabilidades de diversas autoridades estaduais e representantes das concessionárias pelo não cumprimento de contratos, interferência em depoimentos, punição de depoentes e omissão de informações. Os petistas recomendam, ainda, que o Estado não prorrogue os atuais contratos com as concessionárias, não feche vias alternativas e que realize um plebiscito em 2008 para que a população discuta uma nova alternativa para a conservação das estradas. O relator admite a prorrogação desde que haja contrapartida das concessinárias.

Sem respostas

Na opinião dos deputados petistas, o modelo de pedágios implantado no Rio Grande do Sul começo mal. O processo de licitação, segundo Marisa e Marcon, foi marcado pela ilegalidade tanto no processo de pré-seleção das empresas quanto no loteamentos dos trechos a serem explorados. Segundo os parlamentares, não houve competição e sim acordo entre as empresas, desrespeitando a Lei das Concessões. Por este motivo, os petistas pedem a responsabilização do diretor de Concessões do DAER, Sérgio Simões.

Classificando de retrocesso, a deputada Marisa Formolo criticou a sugestão do relatório de reduzir em 50% as tarifas para veículos com placas dos locais em que as praças estão inseridas. Ela lembrou que, em algumas localidades, como Viamão, os moradores já obtiveram na Justiça o direito à isenção para trafegar. “Trata-se de um retrocesso em relação a vitórias que a população vem conquistando a duras penas”, frisou.

A alteração da Taxa Interna de Retorno das empresas (TIR) de 14% para 18% também é questionada pelos deputados. A ausência, no relatório final, de explicações para o fato é um dos argumentos da oposição para defender a prorrogação da CPI. A falta de preocupação com os custos de operação das concessionárias, com a receita e com os investimentos constam na declaração de voto do PT como questões que não foram respondidas pelo relator. E os vínculos político-partidários de dirigentes do DAER e da AGERS são apontados como fatores que põem em dúvida a atuação dos órgãos e criam entraves à fiscalização das concessionárias.Segundo o PT, o relatório final não fez menção à clonagem de notas e crimes de sonegação fiscal que teriam sido praticados por concessionárias. Tampouco as divergências sobre o desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos foram equacionados pelo relatório final. Os petistas lembram que o valor de R$ 650 milhões, reivindicado pelas empresas, não é reconhecido pelo Estado e foi obtido a partir de informações das próprias empresas, segundo o depoimento do diretor de Concessões do DAER, Sérgio Simões. “Foi uma CPI criada a portas fechadas, que teve um relator chapa branca, se negou a abrir a caixa preta e produziu uma grande pizza”, avaliou Marcon.

Mais investigações

Ao contrário do relator, que poupou autoridades estaduais e representantes das empresas, o PT solicita que sejam apuradas as responsabilidades de oito pessoas, entre elas o presidente da AGERS, Alcides Saldanha, por permitir a realização de reuniões nas dependências do órgão por representantes das concessionárias com o objetivo de orientar depoimentos, e do conselheiro Guilherme Socias Vilella, em função de gravação em que ele sugere a uma testemunha que poderia combinar o depoimento com o relator. Pelo envolvimento no mesmo episódio, pede que sejam apuradas as responsabilidades de Eduardo Krause, funcionário da agência.Os petistas querem mais investigações sobre a conduta do ex-diretor geral do DAER, José Luis Rocha Paiva, que teria autorizado o início da cobrança nas praças de pedágio sem que as concessionárias tivessem concluído os trabalhos iniciais previstos nos contratos. O presidente da Associação Gaúcha das Concessionárias de Rodovias (AGCR), Marcos Picarelli, também está na mira do PT por não ter entregue a CPI notas fiscais para comprovar gastos com consultorias e propaganda. O diretor administrativo da Sultepa, Ângelo Villarinho da Silva, deve, segundo os deputados do PT, ser responsabilizado por não dizer a verdade à Comissão de Valores Mobiliários. Em ofício dirigido ao órgão, ele afirmou que havia projeto de lei na Assembléia Legislativa para prorrogar os pedágios, o que não é verdadeiro. Villarinho omitiu, ainda, a existência de processo por sonegação fiscal de R$ 33,5 milhões envolvendo empresas ligadas às concessionárias. O relatório apresentando por Berfran foi aprovado por sete votos favoráveis a cinco contrários. Mesmo assim, a declaração de voto apresentada pelo PT deverá ser publicada no Diário Oficial, integrando as conclusões da CPI dos Pedágios.

CHOQUE DE GESTÃO, O CHARLATANISMO GRANDILOQÜENTE

A fala do presidente Lula, quando expressou, há alguns dias, em alto e bom som, que choque de gestão, na sua visão, era criar empregos e oportunidades (ou algo nessa linha) foi manipulada e descontextualizada, de maneira capciosa, pela grande imprensa, de sorte que, ao final, ficou parecendo que o presidente havia dito uma enorme sandice, uma temeridade que sugeria “irresponsabilidade” e “incompetência” – o que não é, em absoluto, verdade.
Não utilizarei esse espaço para defender as palavras mal ditas pelo presidente, mas para questionar esse remédio amargo vendido como verdadeira panacéia por muito charlatão engravatado que circula por aí vestindo a fantasia de homem público competente e probo – travestindo assim a realidade, a verdade dos fatos.Em seguida, logo após a repercussão das palavras de Lula no noticiário, esses veículos, estrategicamente, abriram espaço para tucanos emplumados abrirem o bico e exibirem as cores enganadoras de sua plumagem. Li, dentre outros, um artigo do governador Aécio Neves, um outro do economista Yoshiaki Nakano (guru desse, vamos dizer, “chocante” modo de governar tipicamente tucano) e mais um punhado de alguns outros colunistas e articulistas. Esses últimos, jornalistas muito bem remunerados pelo exercício da sabujice aos “donos do poder”, confortavelmente abrigados na grande imprensa – onde mais?No caso específico do artigo do governador (reeleito em seu estado, diga-se), o que se vê é mera propaganda enganosa, cujo repertório de “argumentos” reduz-se à enumeração e divulgação de supostas (e questionáveis) realizações de seu governo. Os demais fazem uma costura, muito mal cerzida, um arrazoado de sofismas muito mal “arrematado”. Questiono, por exemplo: pode se considerar mérito de algum governo pagar os salários de seus funcionários – e, veja bem, pagar “em dia”! O artigo do governador diz ser meritório. Caberia uma pergunta: os funcionários públicos de MG têm recebido reajustes salariais que contemplem, pelo menos, a recuperação das perdas inflacionárias? Isso também – a exemplo de pagar em dia – deve ser considerado apenas mera obrigação de qualquer governante. Não há mérito algum nisso. Ou estou equivocado? Pelas informações e notícias que me chegam, o funcionalismo público de Minas Gerias há muito não recebe reajuste salarial. Aliás, vale frisar, o tratamento dispensado aos servidores públicos nas gestões tucanas é baseado em princípios nocivos, desrespeitosos, desumanos mesmo. Os tucanos, como se sabe, são os mercadores monopolistas dessa grife mentirosa e vazia do “choque de gestão”.A ministra Dilma Roussef foi uma das poucas vozes, no governo e no PT, sensatas e ponderadas o suficiente, para dizer, com rara propriedade, clareza e assertividade (característica essas tão raras nas nossas autoridades), que “choque de gestão” é mero recurso de propaganda. Ponto final. Touché, ministra!O tal “choque de gestão”, emblema da (in)competência tucana na gestão da coisa pública, propiciou, só para citar um exemplo, que as concessões de exploração das estradas paulistas se realizassem com a custa de pedágios altíssimos, escorchantes mesmo. O mesmo processo, agora tocado pela ministra Dilma (a mesma que trata com o devido desdém o tal “choque de gestão”), parece ter obtido resultados muito mais favoráveis ao erário e aos usuários das nossas estradas. É só comparar as tarifas de pedágio cobradas nas estradas paulistas e as que serão cobradas nas estradas federais – uma vez que a comparação entre serviços prestados só poderá ser feita quando esses serviços efetivamente começarem a ser prestados, por óbvio. Sim, o modelo, eu sei, é diferente – mas enfim não seria esse o melhor modelo?“Choque de gestão” é apenas uma expressão de efeito, grandiloqüente, cara aos charlatões com suas drogas milagrosas. Mera malandragem retórica, completamente destituída de sentido ou conteúdo. É uma ferramenta para o marketing político – apenas isso. Na cidade de São Paulo, o marketing político, do à época prefeito Paulo Maluf, teve a “sacada genial” de construir, às margens das principais avenidas (portanto, com máxima visibilidade), prédios populares batizados, com efeito, de “Cingapura”. Esses prédios eram construídos em terrenos onde antes existiam favelas – existiam e continuariam a existir, esclareça-se. A estratégia era a seguinte: construía-se ali dois ou três prédios, resolvia-se assim o problema de uns poucos sem-teto do local. O restante daquela população permaneceria na mesma favela, ali mesmo nas cercanias, agora oculta/escondida pelo portentoso prédio. A verdade estava por detrás da bonita e providencial edificação. Perceberam a jogada? Mas qual seria então a verdade/realidade que procura ocultar esse famigerado biombo do “choque de gestão”. Reflitamos sobre isso.Você sabe, o que diferencia o remédio do veneno é a dosagem. Da mesma maneira, uma descarga elétrica controlada pode salvar uma vida e reanimar um ser humano à beira da morte. Mas uma descarga elétrica pode também eletrocutar um indivíduo, levando-o a morte. Da mesma maneira o tal “choque de gestão” pode, isto sim, levar à falência do Estado ou da máquina pública – em vez de melhorá-lo(a) ou aperfeiçoá-lo(a).A estratégia de gestão tucana é, por todos, sobejamente conhecida. Conduzem, paulatinamente, os órgão e empresas do Estado à ruína: cortam recursos para investimento e custeio, demitem funcionários e, aos poucos que restam, pagam salários vis e desanimadores. Salários baixos traduzem-se em baixa produtividade, pois, como conseqüência imediata desse estado de coisas, vai fosso abaixo a auto-estima dos funcionários, levando-os ao desalento e a mais completa falta de motivação. Mas, aos olhos da sociedade, a culpa será sempre dos servidores “preguiçosos”, “que não gostam de trabalhar”. Os gestores tucanos fazem isso, não somente por incompetência ou porque são maus gestores; fazem-no para debilitar a estrutura do Estado e assim justificar/legitimar futuras terceirizações e privatizações – fontes sub-reptícias e primeiras do caixa 2 que virão a irrigar e fortalecer a máquina partidária. Estabelece-se assim uma promíscua e providencial relação de simbiose (ou seria parasitismo?) entre o público e o privado.Devemos, por exemplo, de saída fazer a seguinte pergunta: qual a produtividade que desejamos? Seja na esfera do funcionalismo público ou do privado. Aquela produtividade que visa, em primeiro lugar, o bem-estar do trabalhador ou aquela que visa tão-somente o acúmulo de capital – levando a mais-valia a um, antes impensável, paroxismo? Sim, pois existem, pelo menos, dois tipos de produtividade. A deletéria (ou produtividade ruim), que é aquela que é incentivada também, claro, com intuito de se obter redução de custos, mas que é obtida a qualquer custo, pagando-se o preço (altíssimo) da deterioração da saúde do trabalhador: o estresse e outras complicações e transtornos emocionais? Ou a produtividade boa, que é aquela obtida quando se propicia ao trabalhador boas condições de trabalho e salários mais justos? No “choque de gestão” tucano, ou nas empresas do chamado “hiper-capitalismo” predatório, com sua sanha voraz, um trabalhador chega a fazer o trabalho de três ou quatro como resultado de um “enxugamento” progressivo do quadro de pessoal.Essa fórmula/receita gerencial e a “competência” dos gestores tucanos, capatazes do neoliberalismo ou do “hiper-capitalismo” predatório, é por demais conhecida e não tem nada a ver com eficácia, eficiência ou competência administrativa (ou de gestão). É por demais batida: cortar gastos e investimentos, reduzir os custos com pessoal (por intermédio de cortes ou congelamento de salários), comprometer (sabotar) a qualidade dos serviços prestados, terceirizar e privatizar.Os paulistas já sentem na carne os efeitos do “choque de gestão” tão propalado pela grande imprensa e posto em prática na gestão Geraldo Alckmin – como foi na de FHC e, agora, na de José Serra. Desnecessário dizer (ou relembrar) aqui das condições em que se encontram hoje a educação, a segurança e a saúde pública no estado de São Paulo. Isso sem falar no desmonte/destruição realizado no patrimônio público e na máquina de um modo geral. Não à toa Alckmin, bem como seus correligionários, em geral não sabem dar uma resposta ao rótulo de “privatistas” ou debater gestão pública com a necessária seriedade.Com a palavra os cidadãos dos estados de Minas, São Paulo e Rio Grande Sul. Esses poderão nos dizer, com mais propriedade, o que vem a ser esse tal “choque de gestão”.


*Lula Miranda é economista, poeta e cronista. É secretário de Formação para a Cidadania do SEEL – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de SP. Integra o Coletivo de Formação da CUT São Paulo.

quinta-feira, outubro 11

DO GRITO À CORRENTE

As correntes que sempre foram marcas de opressão hoje serviram de elos entre professores em busca de melhorias na política educacional no estado do RS. Por volta das 4 horas da manhã centenas de professores chegaram em caravanas e acorrentaram-se em frente ao Palácio Piratini num protesto contra a política educacional adotada pelo Governo Yeda (PSDB) o protesto contou com um forte repudio ao projeto de “enturmação” e também contra ao “Tarifaço” anunciado por Yeda.


Cada vez fico mais convencido que o “cineasta fracassado de filmes pornôs” Arnaldo Jabor estava certo quando escreveu em uma crônica com título “de onde virá o grito?”
Durante a sua crônica o “intelectual da elite” escreve: “Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.”.
Claro que Jabor, como bom defensor do neoliberalismo não imaginava que o tal “grito dos gaúchos” viriam a contrapor os seus ideais e seriam contra ao governo neoliberal da Yeda aqui no RS!
A consciência coletiva se deu nesta quinta-feira (11) através de elos metálicos que se acoplaram em sinturas e pernas de professores formando-se uma “corrente” para o “grito” da consciência coletiva.
Arnaldo Jabor, você estava certo, que “... Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra...”



terça-feira, outubro 9

A MÍDIA GAÚCHA E O TARIFAÇO DE YEDA

Do blog de Marco Weissheimer RS Urgente:
Os editores dos jornais Zero Hora e Correio do Povo entraram em campo para defender o tarifaço proposto pela governadora Yeda Crusius (PSDB). A cobertura dos dois jornais nos últimos dias abandonou qualquer sutileza. A do Correio consegue ser ainda mais escancarada que a de ZH. O jornal exibe os seguintes títulos na edição desta segunda-feira: “Governo aperta cerco à sonegação”, “Corte de cargos trará economia de R$ 7 milhões”, “Serra devolve parte do ICMS a cidadão”. Já a ZH exibe na manchete: “Pacote contra a crise expõe contradição em posições de deputados”. As contradições apresentadas na matéria são as dos deputados que resistem ou se opõem ao tarifaço. O texto fala das contradições de deputados governistas que já aprovaram aumento de impostos em passado recente (governo Rigotto) e de deputados oposicionistas que, segundo ZH, teriam apresentado a mesma receita durante o governo Olívio. Nenhuma linha sobre as contradições de Yeda que foi eleita afirmando que aumentar impostos era coisa do “velho jeito de governar”.

Em sua edição dominical, o veículo da RBS dedicou três páginas ao tema, sendo que uma delas destacava em manchete: “Os inimigos do aumento de ICMS”. No sábado, o jornal dedica um editorial à crise, defendendo que "não é hora de fazer diagnósticos dos descaminhos que levaram à crise” e que é preciso enfrentar o problema de “sustentar um Estado gigante, cada vez mais voraz e ao mesmo tempo incapaz de se autogerir e cumprir com suas obrigações”. Do outro lado do “Estado gigante”, segundo o editorial, está o Rio Grande privado e moderno, que implementa conceitos de qualidade total. O texto sintetiza bem a ideologia que atravessa os governos Britto, Rigotto e Yeda: defesa da “modernidade” do setor privado contra o “anacronismo” do Estado; diluição de responsabilidades e amputação da memória. O que pode significar a afirmação: “não é hora de fazer diagnósticos”?

Durante o governo Britto, os representantes da “modernidade” aplaudiram entusiasticamente e mesmo participaram ativamente das privatizações (caso exemplar da RBS), das políticas de renúncia fiscal, guerra fiscal e de enxugamento do Estado. Diziam, então, que esse era o caminho para o RS crescer. Cresceu? Em artigo na Carta Maior, Miguel Rossetto defende que o conjunto dessas políticas agravaram profundamente a capacidade de financiamento público do Estado. Quando o governo Olívio Dutra procurou questionar temas como os da renúncia fiscal, da matriz tributária e da renegociação da dívida, foi acusado de promover a “insegurança jurídica”, o desrespeito a contratos e a “fúria arrecadatória”. Agora, diz ZH, é hora de esquecer o passado, não ficar perdendo tempo com diagnósticos e apostar nos programas de qualidade total de gestão para enfrentar o “Estado gigante e anacrônico”. O que os deputados e deputadas do chamado campo de esquerda, que derramaram-se em elogios à RBS recentemente, tem a dizer sobre isso? Acham esse discurso que articula política e ideologicamente a direta gaúcha (existe, afinal, uma direita gaúcha?) uma expressão de uma imprensa plural e moderna, exemplo de responsabilidade social?

domingo, outubro 7

O TROLL "ANÔNIMO" DE DOIS IRMÃOS

Um fenômeno cada vez mais comum em blogs e fóruns de internet é o indivíduo que provoca outros membros do grupo, freqüentemente resultando em carregá-los para uma discussão infrutífera e desviando a atenção dos propósitos estabelecidos pelo tópico publicado. Esse tipo de indivíduo tem um nome: troll; a sua prática chama-se trollagem. Seu propósito é provocar e chamar toda a atenção para si mesmo, para inviabilizar o debate do tópico. A trollagem envolve provocar outras pessoas para se envolverem em discussões sem objetivo e consumir seu tempo. O nome deriva de uma prática usada na pescaria onde uma linha esticada é arrastada atrás de um barco para ir fisgando peixes distraídos. Outros textos na Internet definem o troll como um monstro fictício esperando embaixo da ponte para pegar pedestres desavisados. Temos um troll freqüentando nosso blog. Não se trata simplesmente de uma pessoa que pensa diferente, ou que é de direita, ou que defende o continuísmo em Dois Irmãos. Há pessoas que defendem tudo isso e que mantém a disponibilidade de participar de um diálogo e de escutar o que dizem aqueles que pensam diferente dele. Mas esse, serve mesmo para incomodar, não vira o disco e não contribue para nada na discussão. Até aí não tem problema, é até divertido ver o cara escrever aquelas baboseiras (e bota baboseira). Logo de início cheguei a pensar que ele fosse meio maquiavélico, cheguei a ficar com raiva. Mas não, hoje tenho pena do cara, (pelo que escreve da pra ver que não tem capacidade intelectual para perceber o que é ser maquiavélico, nem escrever direito ele sabe). Há várias receitas de se lidar com um troll. Um é simplesmente não publicar seus comentários e o mandar procurar a turma dele. Outro é publicar os comentários e simplesmente ignorá-los. E um terceiro é deixar o troll solto fazendo suas lambanças. Optei pela segunda. E quem seria o Troll "anônimo"?
Mas, não vamos dar muita atenção a ele, se trata de um ciumento, imaginem como deve ser triste a vida de uma pessoa assim,deve ser um frustrado, então vamos deixar o Troll opinar... Será que ele consegue interpretar os textos que escrevo? Sei não, tenho minhas duvidas...

sábado, outubro 6

PENSE NISSO!


Ainda que eu falasse a língua do homens.
E falasse a língua do anjos,
sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos,
sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer.
É solitário andar por entre a gente.
É um não contentar-se de contente.
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem
todos dormem todos dormem.
Agora vejo em parte.
mas então veremos face a face.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua do anjos,
sem amor eu nada seria.
(Monte Castelo - Legião Urbana)

quinta-feira, outubro 4

A CRISE DO RS TEM NOME E SOBRENOME

Miguel Rossetto envia nota, chamando a atenção para o caráter falacioso do argumento que afirma que a crise financeira do Estado do RS é resultado de um processo que iniciou há 30 ou 40 anos. Para ele, essa posição procura diluir a responsabilidade histórica do PMDB e do PSDB que implementaram três medidas danosas para o RS, durante o governo Britto. Ele escreve:

"Os problemas financeiros que o Estado do Rio Grande do Sul vive hoje não são resultado de uma crise de 30, 40 anos, como alguns afirmam, mas sim conseqüência de decisões recentes. Ela tem data de nascimento, nome e sobrenome, que identificam responsáveis por opções que foram feitas e que produziram resultados danosos para o povo gaúcho e para o Estado. A dificuldade de financiamento público que vemos hoje no RS foi produzida por escolhas feitas no governo Britto, pelo PMDB e pelo PSDB, partido da atual governadora. Esses partidos, durante aquele governo, sustentaram três grandes medidas nos anos de 1995, 1996 e 1997, que são, em larga medida, responsáveis pela crise atual. Compreender isso não é nenhuma atitude revanchista, mas sim algo necessário para identificar as causas dos problemas que enfrentamos hoje e propor alternativas que não os aprofundem ainda mais.

As três medidas tomadas durante o governo Britto retiraram receitas do Estado, desorganizaram nossa economia e comprometeram por um longo período a capacidade de financiamento público. Que medidas foram essas? Em primeiro lugar, a aceleração de uma política permanente e ampla de renúncia fiscal, sem critérios e sem uma avaliação séria sobre os seus efeitos para a economia gaúcha e para as finanças públicas. Essa política começou a ser aprofundada em 2005, quando o RS teve o pior desempenho, em todo o Brasil, na evolução de sua receita. Grande parte da renovação da plataforma industrial do Estado foi constituída a partir de uma política de renúncias fiscais em prazos que vão de 15 a 25 anos. Isso reduziu enormemente a receita pública e deu origem a desigualdades internas na atividade econômica do RS.

Em segundo lugar, a aprovação da Lei Kandir, que eliminou a tributação de exportação de produtos primários e semi-elaborados e criou um conjunto de outras renúncias de tributos estaduais. Essa medida também contribuiu para aprofundar desigualdades entre os estados. Por exemplo, quando a GM compra uma peça ou uma máquina em São Paulo, ela recolhe ICM para aquele Estado e se credita no Tesouro do Estado do RS. Obviamente, esse modelo é insustentável para as receitas do Estado. E, em terceiro, a chamada renegociação da dívida do Estado. O RS, que vinha pagando historicamente uma média de 5% de suas receitas, passou a pagar de 13% a 15% por um prazo de 30 anos. A partir dessa medida, o Estado é diminuído para 87% da sua capacidade de financiamento. Essas três medidas, aprovadas pelos governos do PMDB e do PSDB, prejudicaram estruturalmente a capacidade de financiamento do Estado".

publicado no blog RS Urgente

quarta-feira, outubro 3

PINÓQUIO E “SIVIRINO CHIQUE-CHIQUE”

Quem nunca ouviu essa frase: "uma mentira contada mil vezes se torna verdade", pois é isso que a situação (PMDB/PP) de Dois Irmãos está tentando fazer. Na sessão desta última segunda-feira (01), Elony Nyland (PP), utilizou seu espaço para, como sempre, fazer provocações e profanar inverdades. Utilizou ao todo 20 minutos atacando o PT, o vereador Prof. Miguel e o Deputado Tarcísio Zimmermann. caluniando falando inverdades. Será que é para isso que Elony Nyland “torrou” tanto dinheiro público dos munícipes de Dois Irmãos em congressos? Para utilizar seu tempo caluniando e fazendo provocações gratuitas? Ou será que foi para “aprender legislar”? Com toda a certeza o que menos Elony aprendeu foi legislar (durante o congresso devia estar tomando um banho de mar ou fazendo compras no Paraguai). Elony trata-se de um vereador limitado, e é isso que políticos limitados fazem, provocações e acusações mentirosas. Na sessão não me contive e durante a sessão o chamei de mentiroso. Pois ele estava utilizando de um espaço privilegiado (que devia ser dedicado à resolver os problemas do município), para fazer insinuações mentirosas a respeito de pessoas honestas e que trabalham pela nossa cidade e região.
Mas o que me surpreendeu (se é que ainda me surpreendo com eles) foi a atitude do “presidente interino”(Fã de Severino Cavalcanti), Marcel Van Haten (PP), que pediu para que eu me retratasse ou saísse da sessão da câmara. Segundo ele “o Regimento Interno não permite que a assistência se manifeste e interrompa o vereador que está usando a tribuna ainda mais chamando o de mentiroso”... Em outras palavras o Regimento não permite que chame o vereador de mentiroso mas permite que o vereador minta na tribuna pois foi isso que Elony Nyland (PP) fez. Mentiu! E mentiu com o consentimento do “presidente interino” da Câmara de Vereadores. O lamentável que vemos um Jovem, que devia se indignar com inverdades, dando aval a elas. Cara de jovem, mas pensamentos conservadores, reacionários e autoritários. Pois ser jovem e não se indignar pelo contrário concordar com aquilo que aconteceu na tribuna da câmara é uma contradição genética. Precisamos de Renovação na nossa câmara de vereadores, nossa cidade merece vereadores competentes. Não "pinóquios" e nem "severinos".

De quem depende a continuação desse domínio?
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?

(Elogio da dialética- Bertold Brecht)

Em Tempo: estou providênciando o escâner da matériazinha com a foto Marcel e Severino Juntos em breve será adicionada a esta matéria

FANTASIANDO

Numa cidade muito próspera, localizada no Vale do Rio dos Sinos, mulheres e homens extremamente esforçados levantavam cedo todos os dias e seguiam para o seu trabalho, com o orgulho de terem um ofício capaz de dar sustento às suas famílias e de gerarem a riqueza da cidade em que viviam. A vida era muito complicada para aquelas pessoas, pois passavam o dia inteiro dentro das fábricas, recebiam baixos salários e, o pouco tempo que restava para o lazer, era usado com os afazeres domésticos e com os cuidados com os filhos.
Pois foi nesse contexto que o proprietário do jornal da cidade, Alaca, teve a grande idéia de criar uma espécie de monstro, inspirado pela obra do historiador Niccolò di Bernardo Machiavelli. Ele considerava que aquele era o momento ideal para apresentar aos cidadãos da cidade uma espécie de político, o "Demagogic monstru", mais conhecido como "trambiqueiro". E foi assim que Alaca começou a construir sua fantástica criaturinha. Escolheu um rapaz de seu convívio, que lhe era leal e deu-lhe a tarefa de entregar diariamente, de casa em casa, um exemplar do seu "tablóide de fofocas". Passado um tempo, bastante satisfeito com o desempenho do seu monstrinho, Alaca fez-lhe uma proposta: "Estás pronto para a próxima tarefa e sei que esta é tua ambição. Por isso, de hoje em diante, terás todo o apoio deste jornal para ser vereador da cidade. Tudo o que fizeres, por mais insignificante que seja o gesto, será fotografado e publicado no nosso jornal. Teu nome estará estampado nas manchetes diárias e teus feitos serão valorizados e engrandecidos. Serás conhecido por toda a população e, na próxima eleição, serás eleito com grande quantidade de votos. Basta aceitares ser meu aliado...".
O "monstrinho", babando de entusiasmo, não teve dúvidas e aceitou a proposta.
Em seguida, os jornais começaram a exibir manchetes fantásticas sobre os atos banais do "monstrinho", que rapidamente crescia e se tornava popular em toda a cidade, principalmente junto à classe média, que era a principal "receptora" das ideologias direitosas do tablóide diário de Alaca. As pessoas pagavam para ter a (des)informação que julgavam necessária, e Alaca e seu monstrinho ficavam cada vez mais vaidosos e ambiciosos.
Com o apoio de uma parcela da classe média, o monstrinho se elegeu vereador, sendo aclamado por muitos como "a grande renovação da política" e "um promissor administrador".
Mas o "monstrinho" tinha um defeito: ele não conseguia disfarçar sua prepotência e arrogância, herdadas de família. Não tardou para que começassem a surgir conflitos dentro do seu "próprio ninho", ou seja, junto aos seus correligionários... O monstrinho botou as unhas para fora e, em conluio com alguns colegas vereadores, conseguiu derrubar e tirar de cena o que ele e Alaca julgavam ser seu principal rival da cidade. Este rival despertava a inveja do monstrinho porque desenvolvia um bom trabalho na área ambiental, defendendo e trabalhando na revitalização da bacia do rio que cortava a cidade. Isso, realmente, era uma ameaça ao "brilho" do monstrinho.
Passados dois anos, o "Demagogic monstru" julgou que já estava preparado para alçar vôos mais altos. Alaca, o dono do jornal, continuava a apoiar o seu monstrinho e a dedicar-lhe espaços generosos nas páginas do tablóide. O monstro decidiu, então, lançar-se candidato a deputado. Propagandeava, aos quatro cantos e para quem quisesse ouvir, que era o responsável pela formação de uma associação de estudantes. Ele escondia que, na verdade, a associação era fruto do trabalho coletivo de diversos jovens que se reuniam, durante vários finais de semana seguidos, para acertar o estatuto e toda a papelada da nova entidade. Outro grande feito que o "Demagogic monstru" se orgulhava em alardear era o fato de sempre ter se posicionado contrário a tudo e a qualquer proposição vinda da oposição, podia ela ser boa ou fiscalizatória. O monstro sempre votava contra qualquer iniciativa apresentada pelos oponentes, independentemente de isso ser bom ou não para a cidade. E foi assim que o seu sonho de se tornar um grande deputado não se concretizou. O monstrinho não obteve votos suficientes para eleger-se. Alguns dizem que foi por falta de carisma. Outros dizem que foi sua prepotência e arrogância. Mas a verdade é que o "monstrinho" do Alaca não morreu. Ele continua vivo e seu corpo continua crescendo. Comentam, por aí, que ele anda "afiando suas garras".
O fato é que ele ficou conhecido como "o rei do oportunismo" e, até hoje, tem uma queda arrebatadora por jornalistas e máquinas fotográficas. A população da cidade está atenta e deve tomar cuidado, pois essa espécie de monstro sempre ressurge. Alaca, o "pai" do monstrinho, já demonstrou que não vai desistir, e insiste que nas veias do seu pupilo corre um sangue com instinto Bornhauseniano. Na verdade, o grande sonho de Alaca é acabar com um partido de oposição da cidade...
Você leu este texto até aqui e está fazendo analogias com certas pessoas? Não se preocupe. Isso é apenas uma fantasia e, antes que eu esqueça, "qualquer semelhança é mera coincidência".

PT VOTARÁ CONTRA AUMENTO DE ICMS DE YEDA

O líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, deputado Raul Pont, afirmou, na sessão plenária desta terça-feira (2), que os petistas votarão contra o aumento de impostos previsto no pacote que a governadora Yeda Crusius pretende remeter ao Palácio Farroupilha ainda nesta semana. "Do nosso ponto de vista, não tem condições de prosperar qualquer proposta que tente retomar o aumento de impostos. O fato de o governo estadual ter elaborado um orçamento desequilibrado é uma forma de botar o bode na sala", alerta o petista, identificando aí uma tática para criar a idéia de que a única saída para enfrentar a crise é aumentar impostos.

Segundo o deputado, assim é muito fácil equilibrar as contas do Estado. "Queremos um projeto de justiça fiscal com os contribuintes, com os cidadãos e que aponte para o desenvolvimento do nosso Estado". O petista reafirma que o déficit público precisa ser enfrentado com o corte de privilégios a grandes empresas. Ele espera que as bancadas da base aliada do governo mantenham a mesma postura de não aprovar aumento de impostos.

Raul Pont também refutou os argumentos do deputado Adilson Troca (PSDB) de que a governadora está seguindo ‘rigorosamente’ os preceitos do Pacto pelo Rio Grande. "Ora, leia o que escrevemos e veja se tem uma vírgula sobre aumento de impostos", registrou. O líder petista lembra que a agenda mínima do Pacto pelo Rio Grande prevê vedar as concessões de anistia fiscal e a prorrogação de contratos do Fundopem e Integrar-RS. Além disso, busca integrar ações de combate à sonegação, cobrar a dívida ativa do Estado com maior rigor e eficácia e renegociar a dívida pública com a União. "O que não dá é mudar de discurso como a governadora que durante a campanha afirmava que não iria aumentar impostos", criticou.

Confira alguns itens do Pacto pelo Rio Grande

Implantar o equilíbrio das contas públicas.

Estabilizar os gastos dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Púbico e Tribunal de Contas.

Implementar o teto remuneratório nos três Poderes.

Regulamentar e implementar o Fundo de Previdência para novos servidores.

Vedar a concessão de anistia fiscal.

Vedar a prorrogação de contratos do Fundopem e Integrar-RS.

Integrar as ações de combate à sonegação do Estado, Receita Federal e Municípios.

Cobrar a dívida ativa do Estado com maior rigor e eficácia.

Revisar as relações federativas.

Renegociar a dívida pública com a União, garantir o repasse dos recursos de responsabilidade estadual aos Municípios e aprovar uma nova política tributária que fortaleça os Estados e Municípios.

Do blog PTSul

VEJA, A INCOMPETENTE!























Che era um assassino frio e insaciável, um narcisista cujas irresponsáveis aventuras conduziram à morte milhares de cubanos. Era também um sujeito desprezível que implorou pela vida segundos antes de ser executado, além de um maltrapilho fedorento que odiava tomar banho.
Estas são algumas das “revelações” sobre o homem Ernesto Guevara de la Serna, trazidas à luz pela revista Veja desta semana. São 10 páginas dedicadas ao assunto, numa espécie de edição comemorativa pelos 40 anos do assassinato do monstruoso líder guerrilheiro. Segundo Veja, “já passou da hora” de alguém mostrar ao mundo a verdadeira face do “falso mito”.
A matéria, fiel à linha editorial da revista, é recheada de imprecisões, contradições, omissões e informações incorretas, além de se legitimar inteiramente no depoimento de cubanos residentes em Miami, que, como sabemos todos, são as pessoas mais isentas do mundo para falar sobre o assunto.
Mas dentro da estratégia geral do panfletão dos Civita – alimentar o fascismo atávico que habita o coraçãozinho nervoso dos cansados –, não há como negar que a “nova biografia” de Che cumpre plenamente seus objetivos.Ao longo do laboroso trabalho de desconstrução restou, porém, uma pergunta incômoda: por que um homem tão desprezível permanece “intocado” no “panteão dos mitos”? Veja tenta esclarecer: o fato de Guevara sobreviver no imaginário popular como um ideal de justiça e liberdade se deve à força da “máquina de propaganda marxista”.
Dado que apenas três pessoas no planeta acreditam na existência de tal máquina – Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho – a conclusão de Veja só pode ser entendida como uma surpreendente confissão de incompetência.

do blog do PT

segunda-feira, outubro 1

QUANTO VALE?

Há muito tempo Petrobras e Vale do Rio Doce puxam o bloco das maiores empresa do Brasil, com ligeira vantagem para a primeira. Desde ontem, os jornais anunciam que a Vale teria tomado a dianteira no que se refere ao valor de mercado das duas. A diferença em favor da mineradora, segundo os números apresentados, é ínfima – R$ 285,9 bilhões contra R$ 285,3 bilhões, ou 0,002%. E se deve a duas razões: a perspectiva de que o minério de ferro suba de preço em 2008; e a aquisição de empresas do setor por parte da companhia brasileira, como a Inco do Canadá. Ou seja, nada além de uma movimentação normal de mercado, motivada por fatores conjunturais.
No front midiático, porém, algumas viúvas da Era FHC – saudosas do tempo em podiam abocanhar o patrimônio nacional pagando o equivalente a um cacho de bananas – transformaram a notícia em mais uma prova inequívoca de que as privatizações foram a melhor coisa que aconteceu ao Brasil desde a chegada de Cabral.
Aqui e ali surgiram “especialistas” afirmando que a “virada” da Vale só foi possível graças à venda da empresa, ocorrida em 1997, e que a Petrobras está “perdendo valor” por causa das disputas políticas por cargos na companhia. A tese é de uma pobreza intelectual de dar dó, mas eles não estão muito preocupados com isso. O importante, para as viúvas, é manter viva a guerra ideológica contra o governo Lula e seu projeto de nação soberana, na expectativa de que um dia, talvez, quem sabe, o povo esqueça o que eles fizeram no verão passado.

Sobre a verdadeira história da privatização da Vale, o Blog sugere a leitura de dois artigos publicados recentemente no site do PT: Venda da Vale: o crime faz 10 anos e Um atentado contra o patrimônio nacional.


Matéria extraida do blog do PT.

FREUD EXPLICA! EXPLICA?

por Izaías Almada

Afinal, é o Brasil que pauta a mídia ou é a mídia que passou a pautar o Brasil? Liberdade ou libertinagem de imprensa? A democracia deve ser preservada para o bem de todos ou deve ser tutelada para o bem de alguns? A liberdade de expressão vale para todo e qualquer cidadão ou apenas para aqueles que têm colunas e editoriais jornalísticos e televisivos? Vale para os movimentos sociais ou vale apenas para os lobbies da direita golpista? Confundir conscientemente verdades e mentiras não será um perigoso jogo antidemocrático? Condenar sem provas, uma atitude irresponsável? Opinião pública é apenas a opinião da classe média cansada ou é a opinião da maioria dos cidadãos?Não sou psicólogo, nunca tive a intenção de ser, nem tenho conhecimentos que me habilitem a fazer análises da conjuntura política brasileira – se for o caso - sob esse prisma. Contudo, pertenço ao rol daqueles 170 milhões de brasileiros que entendem de tudo e não entendem de nada ao mesmo tempo. Desse Brasil pós-moderno e neoliberal. Nesse aspecto, sim, considero-me capacitado a dar opinião, como qualquer cidadão a falar sobre a seleção de futebol, sobre política ou sobre o Lalau e o Paulo Maluf. Mas, voltando à psicologia. Já é famosa e gasta entre nós a expressão “Freud explica!”. A expressão, usada ad nauseam significa que a preocupação excessiva – individual ou coletiva – sobre determinada questão, sobre determinado assunto, pode significar, grosso modo, que a pessoa ou o grupo de pessoas preocupadas age, no seu inconsciente, de maneira diferente (e até mesmo oposta) àquilo que dá origem à sua preocupação. Em outras palavras: se eu não consigo alcançar as uvas maduras e fresquinhas de uma parreira, eu posso dizer que elas ainda estão verdes. Ou, se a namorada do meu vizinho é mais bonita do que a minha, eu sempre poderei dizer, “é... mas em mulher a beleza não é tudo”.E já que estamos no terreno do popular – essa condição social da qual Jorge Bornhausen e FHC e seus partidários têm tanto horror, existem também alguns ditados muito apropriados para explicar o inconsciente de um indivíduo, de uma coletividade ou de uma corporação. Ditados como “é o porco falando do toucinho” ou “o roto falando do rasgado”, que demonstram a falta de critérios ou de autoconhecimento na avaliação de uma determinada questão, em particular quando queremos imputar aos outros aquilo que muitas vezes fazemos às escondidas. Tomemos a ética como exemplo, esse conceito filosófico que estuda o comportamento humano sob a ótica do que é certo ou errado ou do bem e do mal. De repente, a imprensa brasileira descobriu a ética, alguns velhos políticos brasileiros descobriram a ética. Alguns filósofos, profissionais do assunto, trataram de deitar falação sob os holofotes da mídia, deleitando-nos a nós pobres mortais e ignorantes das questões de honestidade, justiça e democracia, com sua sapiência sobre a ética e o comportamento exemplar que cada cidadão deve ter perante a sociedade, numa generalização mais ao gosto dos livros de auto-ajuda e dos programas de culinária do que propriamente à luz da ciência social.E agora juntemos os ingredientes e formulemos a seguinte questão: por que só agora a mídia, setores da oposição como DEM e PSDB, alguns e pequenos setores da chamada elite econômica (alguns se querem até intelectuais) resolveram que o Brasil passa por uma crise de ética? Não leram esses senhores sobre a formação histórica do Brasil? Desconhecem as capitanias hereditárias e o sistema de heranças e transmissão de terras? Ignoram a escravidão e suas seqüelas entre a população negra e mulata no Brasil? Não somos todos herdeiros de um sistema político clientelista e apodrecido, cuja compra de votos foi sempre a regra e não a exceção, inclusive para o estabelecimento da reeleição em proveito próprio, como fez Fernando Henrique Cardoso e seu incorruptível escudeiro Sérgio Mota?Ah, quanta hipocrisia! Como o papel em branco e o microfone e a câmera de TV, ligados, aceitam tudo, nada mais fácil hoje em dia para os que detêm o poder da informação em levantar calúnias e mentiras contra seus adversários, mesmo que existam aqui e ali alguns deslizes praticados pelos acusados, mas que os próprios acusadores já cometeram algum dia (alguns até mais graves do que os anunciados). E falam todos de boca cheia contra a grande crise de ética no país em defesa da democracia e da liberdade de imprensa, como nunca se viu antes! E a entrega da Vale do Rio Doce a preço de banana? E a CPI Abril - TVA? E a CPI do Banestado? E as concorrências públicas no Estado de São Paulo, esse ninho de tucanos acima de qualquer suspeita? E as bonecas do “Cansei”?Perdoem-me o inevitável e surrado lugar comum: Freud explica!

*Izaías Almada é escritor e dramaturgo. Autor, entre outros, do livro TEATRO DE ARENA: uma estética de resistência, Ed. Boitempo

PROUNI VAI OFERECER 180 MIL BOLSAS EM 2008

O Programa Universidade para Todos (ProUni) , do governo federal , tem como meta o oferecimento de 180 mil bolsas de estudo em 2008. Neste ano, o ProUni ofertou 163 mil bolsas nos dois processos seletivos ocorridos . A renúncia fiscal estimada pela Receita Federal, referente ao ano de 2007, foi de R$126 milhões. No total, o ProUni conta com cerca de 1.400 instituições de educação superior participantes, presentes em todos os Estados do País. Trata-se de uma evolução significativa para a iniciativa, institucionalizada há dois anos, quando foram oferecidas 112 mil bolsas e contava com 1.142 instituições de ensino superior abrigando estudantes beneficiados pelo programa. Todos os indicadores relativos ao ProUni têm sido positivos. Uma das principais críticas ao programa, a de que ele prejudicaria o nível de ensino das faculdades, não se confirmou. O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), de 2006, apontou que os bolsistas do ProUni tiveram desempenho superior aos demais em 14 das 15 áreas do conhecimento avaliadas. Conforme o secretário de Educação Superior, Ronaldo Mota, "os resultados do Enade demonstram que o ProUni não só atinge um grande contingente de alunos, mas qualifica a educação superior. Invariavelmente, os beneficiários do ProUni têm apresentado rendimento acadêmico superior aos não-bolsistas". O ProUni foi criado pelo governo federal em 2004, e institucionalizado no ano seguinte. A iniciativa concede bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de cursos de graduação e seqüência i s de formação específica, em instituições privadas de ensino. Em contrapartida, os estabelecimentos recebem isenção de alguns tributos. O programa Universidade para Todos é dirigido aos estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais, cuja renda familiar per capita máxima é de três salários mínimos. A seleção dos candidatos é feita pelo Enem - Exame Nacional do Ensino Médio.

COTAS - O programa reserva também um percentual de bolsas ofertadas aos afro-descendentes, indígenas e pessoas com deficiência. Os professores também possuem critérios diferenciados de participação no programa, conforme a política do MEC de incentivo à formação dos docentes e qualificação da educação básica pública. PNAD - A última


PNAD - Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílios, do IBGE, revelou ainda que houve crescimento no número de alunos do 3º grau da rede particular de ensino, de 2005 para 2006: 13,2%.

sexta-feira, setembro 28

"ENTURMAÇÃO"

Depois das escolas amargarem todo o primeiro semestre com a falta de professores, com problemas no transporte escolar por falta de repasse de recursos aos municípios, com o atraso da verba de autonomia escolar, a solução “mágica” da governadora é amontoar até 50 estudantes numa sala de aula, sem preocupar-se com as condições necessárias ao ensino e à aprendizagem. A rede pública estadual volta às aulas conhecendo mais um “lançamento” do novo jeito de governar: desta vez é o método de empilhar estudantes em uma mesma sala para não contratar professores.
Especialistas em educação já se manifestaram contra essa medida, que atinge estudantes de ensino médio de todo o Rio Grande. Entendem que o excesso de adolescentes em uma sala de aula é prejudicial ao ensino. Na nossa opinião, esse é mais um passo no sucateamento da educação pública, um novo golpe na qualidade de ensino. Com essa medida, a governadora revela que a educação pública não está entre as prioridades da sua gestão, mostrando, mais uma vez, o seu descaso com o povo gaúcho.

Em Dois Irmãos na Escola Affonso Wolf está ocorrendo uma série de protestos por parte dos alunos conscientes do tanto que é prejudicial para a questão pedagógica a medida da Governadora Yeda. A direção e o Conselho Escolar já se reuniram com a coordenadora regional de Educação, para cancelar a “enturmação”. Mesmo com o protesto dos alunos que se concentravam do lado de fora da sala a coordenadora – que deve ter vindo com o discurso do “novo jeito de governar” pronto, não aceitou as reivindicações. Ontem quinta-feira (27), os alunos fizeram mais um protesto, entregaram uma carta para o Prefeito da cidade de Dois Irmãos com as reivindicações e pedidos de apoio contra essa medida. Não posso aqui me furtar sobre o oportunismo de alguns vereadores dessa cidade, esses que apoiaram a Paulista Yeda devem ter a coragem de defendê-la. Lembram durante a campanha para governo do Estado? Quando nós avisávamos sobre quem era a governadora Yeda? O que os vereadores do PP fizeram? Chamaram-nos de xenofobista, nos acusaram de ter pendurado um Colar Maldito em Yeda. A verdade é que estávamos certos. O que não imaginávamos é que esse governo da Yeda e seus aliados PP, PMDB seria tão violento, tão depredatório. Ao mesmo tempo em que Yeda fala que não tem dinheiro para educação ela gasta 14 milhões para a reforma do prédio administrativo. O interessante agora é ver os vereadores do PP fazendo demagogia. Os mesmos que pediram voto para Yeda na campanha querem pousar de "bom moço". Mas essa história de lobo com pele de cordeiro não cola mais. Em breve Dois Irmãos vai saber quem é quem. Aguardem...

TENSÃO NO NINHO TUCANO

"Mensalão tucano".
Lideres do PSDB tentam silenciar e isolar o Senador Eduardo Azeredo ex-presidente nacional do PSDB. Azeredo envolveu o ex-presidente FHC no esquema de caixa-dois. Os Lideres do PSDB fizeram fila para defender FHC afirmando que FHC não sabia de nada. Seria cômico se não fosse triste, a abominação chamada Artur Virgílio (PSDB) o mesmo que “se achou” grande coisa ameaçando o Presidente Lula de dar uma surra agora indo para a tribuna defender o chefe da máfia tucana, dizendo "FHC não sabia de nada". Tentaram dar o golpe, tentaram ganhar uma eleição aliados com O PIG (é a sigla do Partido da Imprensa Golpista), mas o povo não caiu na deles. O PIG faz de tudo para tentar derrubar a popularidade de LULA. Mas como se viu na última pesquisa a popularidade do Presidente continua lá em cima. O interessante disso tudo que o escândalo do “mensalão tucano” ninguém vê nas folhas do tablóide e nem nas telas do PIG.
Em tempo: PIG quer dizer também "Porco" em Inglês, uma mera coincidência com a sigla. (hehehe)

quinta-feira, setembro 27

O PLÁSTICO SAIU DE MODA

O debate em torno do uso das sacolinhas de plástico-filme dos supermercados ganhou força nos últimos meses. O tema despertou o interesse da sociedade, demonstrando que existe interesse da população em adotar novas soluções no combate a essa verdadeira praga que infesta e contamina lixões e aterros sanitários pelo País. Projetos sugerindo a adoção de novas tecnologias para substituir o material utilizado pelos supermercados começaram a surgir em Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais. E, acredite se quiser, até a milionária indústria do plástico se comprometeu a buscar soluções para amenizar o impacto desse composto sobre o ambiente. As propostas variam, de acordo com o freguês. Os mais radicais defendem que o plástico seja simplesmente banido das gôndolas dos supermercados. Acreditam que a adoção dessa medida amenizaria a utilização desse material como depósito de lixo nas residências. Sem dúvida, seria a solução mais eficaz para resolver o problema, embora se apresente como a menos receptível por envolver uma mudança brusca de comportamento das pessoas. Seria um acontecimento sem precedentes no mundo. Outra solução seria a substituição do plástico atual por compostos oxibiodegradáveis, que aceleram o processo de decomposição através de um aditivo adicionado durante o processo de produção do plástico-filme. Assim, ao invés de demorar centenas de anos para se decompor na Natureza, as sacolinhas desapareceriam em tempo bem menor, que poderia variar de acordo com o desejo do fabricante. Essa experiência já vem sendo adotada por várias redes de supermercado do País e do mundo, embora ainda não conte com o apoio dos governos. Em São Paulo, projeto de lei exigindo a adoção dessa tecnologia foi vetado recentemente pelo governador José Serra. Para quem ainda está em dúvida sobre a melhor maneira de combater o plástico, surgiram recentemente propostas para incentivar a utilização de sacolas de pano em troca do plástico-filme. Algumas grifes, inclusive, já manifestaram interesse em colocar no mercado modelos que possam atender ao consumidor. Com design moderno, essas bolsas têm tudo para cair no gosto daqueles que se preocupam com a preservação do planeta. Gente bem informada, que sabe o mal que milhões de toneladas de plástico despejadas no ambiente anualmente poderão trazer às gerações futuras. Quem não gosta nada dessa idéia são os grandes conglomerados que se dedicam a produzir plástico, um negócio que movimenta bilhões de reais. Para não ficar à deriva, essas empresas já se movimentam para produzir compostos mais resistentes, que possam ser reutilizados e que tenham valor de compra. Dessa forma, eles acreditam que poderia haver estímulo maior para que as pessoas se preocupassem com a reciclagem do plástico produzido, como ocorreu com o alumínio e o papelão. Vou além. Particularmente, acredito que já está na hora de cobrar ações mais concretas dessas empresas. Já que têm interesse em manter a produção do plástico, elas também deveriam se responsabilizar com a coleta do material antes de ele ir parar no lixo doméstico, adotando métodos do que se convencionou chamar de logística reversa. Limpariam, assim, a sujeira que vem despejando no ambiente nas últimas décadas. Acho pouco provável que alguma dessas indústrias adote espontaneamente essa postura. Nesse caso, cabe ao Poder Público a elaboração de leis que possam apontar responsabilidades em torno desse tema de tamanha importância. Seja qual for a solução, o importante é que as pessoas passaram a pensar duas vezes antes de levar uma sacolinha para casa. Da mesma forma, muitos comerciantes têm questionado o consumidor sobre a necessidade de colocarem a mercadoria nesse plástico. Espero que esse movimento não se restrinja ao calor da hora. Trata-se de uma discussão que está apenas no começo e que pode evoluir se os entes públicos realmente se mobilizarem para coibir a produção irresponsável de plástico-filme, que sai das gôndolas dos supermercados para nossas casas, onde vira depósito de lixo.
(*) Sebastião Almeida é deputado estadual pelo PT, coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Água e presidente da comissão de Serviços e Obras Públicas da Assembléia Legislativa de São Paulo

MENSALÃO TUCANO. ONDE ESTÁ A VEJA, FOLHA, GLOBO, ESTADÃO, ZH E TODA A MÍDIA QUE SE DIZ IMPARCIAL?

O tema é o mesmo: caixa dois e desvio de dinheiro público. Mudam apenas alguns dos beneficiados. Sai o PT; e entra o PSDB no banco dos réus. O crime é semelhante, mas o discurso sobre ele tem sido bem diferente. Para os meios de comunicação hegemônicos, o episódio envolvendo José Dirceu e a cúpula petista era chamado de "mensalão do governo Lula" ou "mensalão petista". Agora, a designação é mais sutil: "mensalão mineiro" - embora o principal envolvido seja o ex-presidente do PSDB, ex-governador de Minas Gerais e atual senador Eduardo Azeredo (MG).
O tucano Azeredo será um dos políticos denunciados pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ao Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento num esquema de caixa dois na campanha do PSDB ao governo mineiro, em 1998. A denúncia, que deve ser apresentada ao STF até o dia 30 de setembro, será feita com base num inquérito da Polícia Federal que aponta Azeredo como principal beneficiário de um modelo de arrecadação ilegal de recursos quando disputou a reeleição ao governo do Estado.

Mais que isso, o esquema é apontado como o precursor do utilizado depois pela cúpula petista. O inquérito relacionou 36 pessoas, entre elas o atual ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, o publicitário Duda Mendonça e o empresário Marcos Valério.

Segundo o relatório da PF, a coligação de Azeredo, que tinha como vice o ex-deputado Clésio Andrade, do PFL (atual DEM), injetou dinheiro ilegal na campanha, por meio de caixa dois. A coligação só declarou à Justiça Eleitoral R$ 8,55 milhões, dos mais de R$ 80 milhões gastos na campanha, sem contar os R$ 20 milhões que ficou devendo.


Doações sigilosas
A lista inclui ainda os coordenadores da campanha de Azeredo, dirigentes de estatais mineiras e executivos de empresas, sobretudo empreiteiras, que tinham negócios com o governo e fizeram grandes doações sigilosas. O esquema teria arrecadado mais de R$ 100 milhões entre desvios de estatais e empréstimos de fachada feitos pelo empresário. Com os resultados obtidos pela PF, parte dos envolvidos poderá ser enquadrada nos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. O documento também reproduz lista que descreve o envio de R$ 110 mil do esquema para a campanha do então candidato a deputado e atual governador de Minas, Aécio Neves (PSDB). Embora a imprensa corporativa tenha citado brevemente o envolvimento do governador mineiro no esquema de caixa dois, “ele teve participação ativa, pois na época estava em plena campanha para deputado federal”.

Segundo Luis Ronaldo Carvalho, da Consulta Popular, quando o esquema de desvio de verbas foi descoberto no Estado, os setores que começaram a denunciá-lo foram alvo de ameaças. “Sem falar na imprensa que num geral não noticia nada porque é totalmente refém do Estado e os jornalistas que ousam tratar do assunto são ameaçados de demissão”, revela.


Lista de Furnas

além do caixa dois que ocorreu em 1998, nas eleições de 2002, em que os candidatos eram os tucanos José Serra (para presidente), Geraldo Alckmin (para governador de São Paulo) e Aécio Neves (para governador de Minas Gerais), o esquema se manteve com a chamada Lista de Furnas, com o caixa dois superando o valor de R$ 25 milhões somente para os cargos majoritários.

A perícia da Polícia Federal constatou isso na lista em que Serra aparece como beneficiário de R$ 7 milhões, Alckmin de R$ 9,3 milhões e Aécio Neves com R$ 5,5 milhões. Além do atual governador de Minas, pessoas ligadas a ele, como a sua irmã Andréia Neves e o Secretário de Governo também receberam recursos.

De acordo com o relatório da PF, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia (PTB), atuou para indicar políticos que receberiam dinheiro da campanha de Eduardo Azeredo, organizou a contratação do publicitário Duda Mendonça e levantou empréstimos no Banco Rural. O relatório aponta que foram repassados a Mares Guia R$ 24 milhões para pagamentos das despesas.

terça-feira, setembro 25

ORÇAMENTO FEDERAL TEM MAIS INVESTIMENTOS PARA O RS QUE O ORÇAMENTO ESTADUAL

O Projeto de Lei Orçamentária para 2008, encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional, prevê um equilíbrio de Receitas e Despesas em R$ 1.352.543.609.047,00 ( R$ 1,3 trilhão), englobando tanto o orçamento fiscal quanto o da seguridade.Estão previstos R$ 92 bilhões de investimentos para o próximo ano, sendo R$ 30 bilhões do orçamento fiscal e seguridade e R$ 62 bilhões das estatais federais. Para o RS, só do Orçamento Fiscal estão previstos R$ 3,4 bilhões para Custeio e Investimento (exclui Pessoal). Os investimentos serão de R$ 1,006 bilhão, dos quais R$ 554 milhões em cerca de 30 obras em estradas, como a finalização da duplicação da BR 101 e a Rodovia do Parque na Região Metropolitana.Outros R$ 55 milhões serão destinados à construção de barragens para irrigação. R$ 180 milhões são para obras no Porto de Rio Grande. Na educação, para expansão das universidades federais e escolas técnicas estão destinados R$ 57 milhões. Na saúde serão R$ 45,6 milhões eminvestimentos e R$ 1,95 bilhões para o custeio dos serviços de atendimento à população.Proposta do Orçamento EstadualNa proposta de orçamento para 2008 o governo Yeda indicou R$ 898 milhões para investimentos no RS. Destes, R$ 348 milhões virão de convênios, maioria absoluta do governo federal. Ou seja, a governadora diz que irá investir apenas R$ 550 milhões de recursos estaduais, praticamente a metade dos investimentos federais no RS.

Mesmo assim, como a governadora encaminhou um orçamento deficitário. Ou seja, só há fonte de recursos garantida para os investimentos frutos de convênios, para os demais investimentos próprios não há indicação de onde sairão os recursos ou se não serão realizados por conta do
déficit.

Fonte: PTSul

BERFRAN ROSADO E O JOGO DE CARTAS MARCADAS NA CPI DOS PEDÁGIOS

Na sessão da CPI dos Pedágios de segunda-feira (24) apareceu mais uma escândalo na Assembléia Legislativa Gaúcha. Segundo gravações que comprometem o parlamentar do PPS Berfran Rosado. A gravação diz respeito a uma conversa entre o conselheiro da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), Guilherme Socias Villela, e a diretora de qualidade da Agência, Denise Zaions. O diálogo evidencia que o relator passou previamente à Denise as perguntas a serem respondidas por ela na CPI. O fato foi revelado pelo deputado Paulo Azeredo (PDT), que tornou publica a cópia da gravação e a transcrição da conversa.
"Desde o início, percebemos que havia jogo ensaiado nas perguntas formuladas pelo relator a depoentes. As perguntas entregues antecipadamente aos depoentes facilitavam as respostas. Conforme a pergunta, o depoente lia a resposta", frisou Marcon Deputado Estadual do PT. Além disso, lembra que até mesmo a imprensa já especulava sobre o fato de o relator ser homem de confiança das concessionárias e da governadora do estado.
Trata-se, na visão de Marcon, de algo da mais alta gravidade, pois envolve a credibilidade da Assembléia Legislativa e da CPI e um conselheiro que já foi ex-prefeito de Porto Alegre, deputado estadual e secretário dos transportes. "Em função disso, Berfran Rosado perdeu a credibilidade e não tem mais como permanecer na relatoria", afirma o deputado, para quem não adianta Villela pedir desculpas a Rosado. "Onde há fumaça, há fogo. Esta Casa sempre prezou pela seriedade. Sempre tivemos diferenças políticas, mas nunca marcamos o resultado antes de começar o jogo. O relator não tem mais condições de prosseguir nos trabalhos. Deputado tem que ter honestidade. Tem que admitir o erro, caso contrário esta CPI vai acabar em pizza".
Para Marcon, a Assembléia tem compromisso com a sociedade gaúcha e com os usuários das praças de pedágio de promover investigações sérias e apresentar um resultado final consistente. "Estamos trabalhando para mostrar à sociedade a caixa preta dos contratos entre concessionárias e o governo estadual. Neste momento, temos mais de 12 requerimentos que não conseguimos aprovar e uma discussão sobre a prorrogação do prazo dos trabalhos da CPI", observou Marcon.

Por Stella Máris Valenzuela
Assessoria de Imprensa da Bancada do PT – AL/RS

segunda-feira, setembro 24

ALGUMAS FRASES DE CHE GUEVARA


"Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a Primavera."


"Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida."


"Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética."


"Hay que endurecer-se pero sin perder la ternura jamas!"


"O verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de generosidade; é impossível imaginar um revolucionário autêntico sem esta qualidade".


"Não nego a necessidade objetiva do estímulo material, mas sou contrário a utilizá-lo como alavanca impulsora fundamental. Porque então ela termina por impor sua própria força às relações entre os homens."


"No momento em que for necessário, estarei disposto a entregar a minha vida pela liberdade de qualquer um dos países da América Latina, sem pedir nada a ninguém..."


" Muitos dirão que sou aventureiro, e sou mesmo, só que de um tipo diferente, daqueles que entregam a própria pele para demonstrarsuas verdades. "


"O importante não é justificar o erro, mas impedir que ele se repita."

"É preciso endurecer, sem perder a ternura, jamais."


"Quando o extraodinário se torna cotidiano, é a revolução."


"Nós, socialistas, somos mais livres porque somos mais completos; somos mais completos por sermos mais livres. "


"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."


"Hasta la vitória, siempre!"

HOMENAGEM

Cuba lembra 40 anos sem Che Guevara com mostra de cinema
Uma mostra a Ernesto "Che" Guevara, morto há 40 anos nas serras bolivianas, será exibida em Cuba, no próximo mês de outubro, como parte das homenagens ao guerrilheiro argentino. Organizado pelo Centro Provincial de Cinema de Ciego de Avila, 423 quilômetros a leste de Havana, a mostra incluirá os documentários mais recentes sobre Che.O evento se chamará Che Guevara - Imagens de um Guerrilheiro e trará filmes como San Ernesto de La Higuera (Isabel Santos e Rolando Solís), Che (Miguel Torres), Uma Foto Recorre el Mundo (Pedro Chaskell) e Diários de Motocicleta (Walter Salles).A mostra é uma das muitas atividades que Cuba prepara para lembrar o 40º aniversário da "queda de combate" de Che, em outubro de 1967. Haverá também jornadas massivas de trabalho voluntário, que o tiveram como seu principal incentivador. A homenagem será realizada de 8 a 28 de outubro e um de seus momentos centrais será a apresentação do documentário Che Guevara, donde nunca jamás se lo Imaginan, do cubano Manuel Pérez, com uma posterior bate-papo do público com veteranos combatentes da Revolução Cubana.Ernesto Guevara nasceu em 1928 na cidade argentina de Rosário. Conheceu no México em 1955 Fidel Castro e se juntou à luta contra Fulgêncio Batista, que culminou com o triunfo revolucionário de 18 de janeiro de 1959.Em 1966 entrou clandestinamente na Bolívia com a idéia de impulsionar um foco revolucionário pela América Latina. No entanto, foi capturado pelo exército no dia 8 de outubro de 1967 e executado no dia seguinte em uma escola na cidade de La Higuera.Seus restos mortais, identificados e exumados em 1997, foram levados para Cuba, onde se encontram atualmente no Mausoléu "Ernesto Che Guevara" em Santa Clara, a 270 quilômetros a leste de Havana.

PAC TEM 80% DAS OBRAS DENTRO DO CRONOGRAMA

O segundo balanço quadrimestral do andamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apontou que, desde a primeira avaliação, em maio, o Programa cresceu em volume de recursos, execução financeira e na quantidade de ações monitoradas. Divulgado pelo governo federal nesta quinta-feira, 20, o levantamento mostra que, em abril, o Orçamento Geral da União (OGU) dispunha de R$ 9,5 bilhões para o PAC. Com a aprovação da Lei 11.477/07 (que alterou os dispositivos para a elaboração da Lei de Orçamento Anual), esta dotação orçamentária subiu para R$ 14,7 bilhões, ou seja, uma elevação de 54%. A execução também ganhou velocidade, com um aumento de 249% nos volume de recursos, passando de R$ 1,9 bilhão no final de abril para R$ 6,7 bilhões até 18 de setembro - o que representa 45% do orçamento total.“Há mais de 20 anos não se investia em projetos tão importantes para o País”, afirmou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, acrescentando que "a iniciativa privada é protagonista do PAC. E este é um processo de equipe, e se conseguimos bons resultados é porque ele é um trabalho de equipe”, declarou a ministra, que fez a apresentação do balanço ao lado dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Obras

No primeiro balanço, o PAC acompanhava 1.646 ações, mas, entre maio e agosto, algumas delas foram desmembradas, o que hoje totaliza 2.014 ações. Em 31 de agosto, 60% delas estavam no estágio de obras, enquanto 40% se encontravam na fase de projeto, licenciamento ou licitação. O resultado de hoje é que 90,3% (em termos de quantidade) e 94,1% (considerando valores) das ações revelam prosseguimento satisfatório. Levando-se em consideração a quantidade de projetos, 79,9% das ações do governo estão em ritmo adequado. Outros 10,4% merecem atenção, enquanto 9,7% foram julgadas como preocupantes. Para concretizá-las, cada uma das ações monitoradas envolve a participação de vários órgãos públicos e de agentes privados; precisa atender exigências técnicas e legais; além de observar cronogramas previamente definidos.

Controle

As obras consideradas com andamento adequado subiram de 52,5%, em abril, para 79,9%, em agosto. No mesmo período, aquelas classificadas em amarelo - estão em estado de atenção porque embora com cronograma em dia, há risco de atraso - diminuíram de 39,1% para 10,4%. Apenas as distribuídas na classe de preocupantes, que receberam o carimbo vermelho, sofreram ligeiro aumento, passando de 8,4% para 9,7%. Com o objetivo de solucionar problemas no andamento dos projetos, o governo montou uma estrutura de gestão composta de diferentes funções e níveis. Esse sistema de acompanhamento e tomada de decisão tem o objetivo de garantir o fluxo das obras. Por isso, as 2.014 ações são monitoradas por Comitês Gestores dos ministérios e por equipes de técnicos distribuídos em 11 Salas de Situação temáticas. Esses grupos controlam todas as etapas do cronograma de ações, com atenção especial para a identificação de possíveis riscos ao bom fluxo.

NO AR

Propaganda gratuita do PT gaúcho no rádio e na TV
Começou na sexta-feira( 21) a propaganda gratuita do PT gaúcho no rádio e na TV. Serão 10 inserções nos dias 21, 24, 26 e 28 de setembro entre o horário das 19h30min às 22 horas. Os programas tratam dos investimentos do governo Lula no Rio Grande do Sul, do descaso do governo Yeda com a saúde, educação e segurança. E nesta segunda-feira, especialmente, Olivio Dutra, presidente do partido, faz uma homenagem a Revolução Farroupilha.

IBGE: GOVERNO LULA ACELERA O CRESCIMENTO E A DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

Uma série de indicadores divulgados pelo IBGE na semana passada mostram que o governo do presidente Luiz Inácio Lula Silva está cumprindo o principal compromisso assumido com o povo brasileiro durante a campanha eleitoral do ano passado: o de promover a aceleração do crescimento econômico do país, com distribuição de renda e redução das desigualdades.

Por um lado, os indicadores mostram que o PIB brasileiro cresceu 5,4% no segundo trimestre deste ano, na comparação com igual período do ano passado. Dois dias depois, veio a divulgação da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), revelando que, em 2006, a renda dos brasileiros cresceu mais de 7% e o total de empregos com carteira assinada outros 4,7%, enquanto o nível de desemprego foi o menor dos últimos 10 anos – entre outros dados positivos.

Além disso, um cruzamento dos dados da PNAD, feito pela Fundação Getúlio Vargas nesta semana, aponta que, no ano passado, houve uma redução de 15% no número de pessoas que viviam abaixo da linha da pobreza – é também a maior queda dos últimos 10 anos.

Para ler sobre o PIB, clique aqui. Sobre a PNAD, aqui. E sobre o trabalho da FGV, aqui.

sábado, setembro 22

PELA DEMOCRACIA O SENADO DEVE ACABAR

Rui Falcão, FSP 20/09/2007
A existência do Senado é um desserviço à democracia brasileira. É chegada a hora de discutir o fim do sistema bicameral do país
A absolvição do senador Renan Calheiros pode contribuir, paradoxalmente, para aperfeiçoar a democracia se a reflexão sobre o escândalo transpuser as considerações de caráter circunstancial.
Ler o artigo publicado na FSP ...

FRAUDE DOS SELOS: MACALÃO FALA MAIS

O ex-diretor de Serviços Administrativos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Ubirajara Macalão, prestou novo depoimento à Polícia Federal na tarde desta sexta-feira. O novo depoimento, que durou cerca de duas horas, foi motivado por novos fatos levantados pela PF durante as investigações do caso. Macalão citou o nome de três deputados gaúchos que também teriam se beneficiado do esquema do desvio de selos. Segundo publicou o blog de Diego Casagrande (às 16:56), Macalão acusou Edemar Vargas (PTB), Kalil Sehbe (PDT) e Paulo Brum (PSDB) de participarem do esquema.

Paulo Brum é o atual primeiro vice-presidente da Assembléia Legislativa.

* Kalil Sehbe era o queridinho de um vereador de Dois Irmãos, alguém lembra? Uma pista hoje esse vereador está no PP.

AGRICULTURA

Os gastos previstos para a agricultura em 2008 são de absoluta penúria e sugerem que a governadora paulista teve em mente a pujança industrial do seu estado de origem ao indicá-los. Sim, porque só num estado onde a agricultura ocupa um espaço marginal se pode imaginar um orçamento tão franciscano. Para se ter uma idéia do tamanho da pobreza, basta ver que enquanto a despesa total do orçamento de 2008 cresce em 9% a da agricultura decresce em 22%.
COMO ERA NO GOVERNO OLÍVIO?

A análise em separado dos recursos previstos para investimentos é mais preocupante ainda. Em 2002 os investimentos em agricultura foram da ordem de R$ 115 milhões em valores atualizados, representando 18,37% dos investimentos totais da administração direta. Já para 2008 Yeda reduz estes valores para 38 milhões de reais, o que significa um terço do investido no último ano do Governo Olívio. Isto vale dizer que os investimentos previstos para a agricultura caem para 5,7% dos investimentos totais da administração direta contra 18,3% de 2002.
Fonte: Deputado Marcon PT

quarta-feira, setembro 19

JN JÁ TEM CANDIDATO A PRESIDENTE

Paulo Henrique Amorim Conversa Afiada



Máximas e Mínimas 650

. O Jornal Nacional desta terça feira, dia 18, fez reportagem sobre um suposto “mensalão” do PSDB de Minas.

. A reportagem envolve o senador Eduardo Azeredo, do PSDDB, e o Ministro Mares Guia, da articulação política do Presidente Lula.

. Mas o JN nem chegou perto do nome mais ilustre do PSDB de Minas, o Governador Aécio Neves, que aparece em todas as listas do “mensalão” mineiro.

. Quem disse que já conhecia o teor da denúncia que o Procurador-Geral da República fará sobre o suposto “mensalão” de Minas foi a revista IstoÉ.

. Como a IstoÉ tem características de um jornalismo chamemos de ... inconsistente ..., a reportagem pode ter sido o primeiro torpedo contra a candidatura de Aécio à Presidência da República.

(Clique aqui para ler sobre a reportagem da IstoÉ e quem botava dinheiro no “valerioduto”)

. Como se sabe, os adversários do presidente eleito José Serra correm, sempre, o risco de ser alvejados por torpedos sob a forma, por exemplo, de dossiês.


. Só que Aécio Neves parece que venceu essa primeira barreira – se, de fato, o torpedo partiu do Palácio dos Bandeirantes - da longa caminhada que o aguarda, até ser escolhido o candidato do PSDB a Presidente.

. E venceu com direito a medalha de ouro.
. O Jornal Nacional não se deu ao trabalho de incluir Aécio Neves entre os envolvidos no “mensalão” de Minas.

. José Serra deve estar a se roer de raiva ...

POBREZA CAI AO MENOR NÍVEL DESDE 1987

Em 2006, a pobreza atingia 26,9% da população brasileira. É o mais baixo índice desde 1987, quando estudos nesse sentido começaram a ser feitos pela economista Sonia Rocha, do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), com base em informações da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE.
Em números absolutos, houve queda de 10,6% no contingente de pobres no país -de 54,884 milhões de pessoas em 2005 para 49,043 milhões em 2006. Ou seja, em um ano, 5,841 milhões de brasileiros se afastaram da linha da pobreza.
Segundo o estudo, o total de indigentes que vivem no país também baixou -de 6,8% da população em 2005 para 5,7% em 2006.
Segundo Sonia Rocha Os resultados refletem melhorias no mercado de trabalho, o forte reajuste real do mínimo e a expansão das transferências assistenciais [entre elas, o Bolsa Família], que atingem R$ 20 bilhões em 2006, contribuem para o aumento da renda das famílias na base da distribuição e a redução da incidência de pobreza. O aumento dos preços dos alimentos abaixo da inflação média de 2006 também contribuiu para diminuir a pobreza no país. É que as despesas com alimentação pesam mais no bolso dos mais pobres.

Nota do Paulinho: É por isso que a Elite não se conforma, um metalúrgico, um homem do povo fazendo o que nenhum dos seus doutores fez, uma verdadeira revolução na vida dos mais pobres. Por manchetes como estas que Lula é uma ameaça para essa Elite e de tudo fazem para impedi-lo sem sucesso. O Brasil agora, têm um estadista de verdade e ele é do povo para a "dor-de-cotovelo" dos “arautos” da sociedade brasileira.

Leia a Matéria completa aqui na Folha de S. Paulo só para assinantes

terça-feira, setembro 18

ELOGIO DA DIALÉTICA (Victor Hugo)

A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.
Os dominadores se estabelecem por dez mil anos.
Só a força os garante.
Tudo ficará como está.
Nenhuma voz se levanta além da voz dos dominadores.
No mercado da exploração se diz em voz alta:
Agora acaba de começar:
E entre os oprimidos muitos dizem:
Não se realizará jamais o que queremos!
O que ainda vive não diga: jamais!
O seguro não é seguro.
Como está não ficará.
Quando os dominadores falarem
Falarão também os dominados.
Quem se atreve a dizer: jamais?
De quem depende a continuação desse domínio?
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
E o "hoje" nascerá do "jamais".