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sábado, janeiro 26

O BAJULADOR

Lendo a crônica do editor do Jornal Dois Irmãos publicada no dia 25/01/2008, tive uma crise de risos. O pré-candidato a prefeito pelo PP e editor do Jornal, Alan Caldas ‘Vaias’ (sobrenome que carinhosamente lhe foi posto depois de ter sido vaiado na abertura do Show da Família Lima no Natal dos Anjos, quando ameaçou o seu discurso quase único ‘dos de 1829’), em sua coluna, escreveu que ficou extremamente sensibilizado com a franqueza e com a sinceridade da governadora Yeda Crusius na administração do Estado do Rio Grande do Sul. Contou que acompanhou a governadora na entrega de uma obra em Garibaldi e concluiu que “quem votou nela não errou”.
Fico preocupado com o conceito de sinceridade que o “nobre” editor usa.
Vamos aos fatos, esses sim, sinceros e verdadeiros:

  • Depois de prometer não aumentar impostos, Yeda tentou aplicar o pior tarifaço da história do Rio Grande. Em menos de um ano de governo, Yeda Crusius tentou aumentar impostos duas vezes. A primeira, no final de 2006, antes mesmo de assumir.

O que ela dizia na campanha (Não era a verdadeira Yeda?)
Durante a campanha eleitoral, Yeda prometeu um novo jeito de governar. Os gaúchos acreditaram e deram um voto de confiança. Agora, ela diz que o Estado não tem saída se a população não pagar mais impostos.
O Que estava escrito na Cartilha do Plano de governo
“Eliminar o déficit público sabendo que a despesa com inativos não pode ser reduzida imediatamente e que a sociedade gaúcha não aceita aumento de carga tributária é um enfrentamento que exigirá um conjunto variado de medidas...”.
No Jornal do Almoço - 14/08/06 “A máquina precisa ser modernizada, mas jamais com aumento de alíquotas”.
Debate na TV Pampa - 11/09/06 “Esta crise (a financeira) é a mais grave e deve ser enfrentada desde o primeiro dia, mostrando ações de receitas para aumentar a arrecadação sem aumentar imposto e ações de despesas de fazer mais com os mesmos recursos.”.



  • Pelo visto caro Alan, temos um conceito diferente de verdade e sinceridade para com o povo Gaúcho. Prefiro ficar com o meu, que recebi na educação da minha querida mãe, ser verdadeiro sincero de fato, e não um bajulador “puxa-saco” que usa o espaço importante em um jornal, em troca de uma “viajenzinha” à Garibaldi.

Charge : Eugênio Neves

sexta-feira, janeiro 25

"O CHATO DA CAVERNA DO RATÃO"

Logo que voltei de férias do Paraná, na mesma tarde o Prof. Miguel veio me visitar, junto dele trazia uma crônica feita pelo editor do Jornal Dois Irmãos sobre a Formatura do Ensino Médio do Affonso Wolf. Ao ler fui obrigado a rir, pois aquilo me pareceu um desabafo do “patinho feio”, que foi convidado para uma festa e ninguém deu muita atenção. Para sua infelicidade sentou-se do lado do Professor Miguel, e como é em todas as cerimônias da escola, fruto do grande carisma que tem, os formandos cumprimentavam o Miguel e passavam direto pelo cidadão sem cumprimentá-lo. Isso deve ter o deixado um tanto enciumado. Ele, em seu tablóide de fofocas, fez várias observações e várias críticas ao cerimonial da escola, mas todas sem importância se comparadas à atitude do “nobre” de levantar e deixar a solenidade. Abaixo publiquei a crônica que o Paulo Sant’na fez em homenagem à ele em 2005. Boa leitura e divirtam-se.

Dito e feito
Anteontem presenciei o chato da Caverna do Ratão. Estava lotado o bar tradicional da Avenida Protásio Alves.

Enquanto íamos devorando os sanduíches de lombinho e bolos de carne, uma certa expectativa tensa passou a tomar conta de todos nós. É que o local era propício para que a qualquer momento emergisse no ambiente um chato carregado de intempestividade.

Dito e feito. O chato saiu de uma mesa lá do fundo e veio direto à nossa mesa.

Como eu disse outro dia, o chato escolhe na mesa um cabeça-de-ponte, uma referência, a plataforma pela qual ele expandirá toda a potência da sua inconveniência.

O chato afetou que se dirigia ao banheiro e lançou uma frase a mim, chamando-me pelo nome, fez-me uma pergunta de resposta rápida e foi mesmo ao banheiro.

Eu falei aos meus colegas de mesa: "Ele está no banheiro mas não está fazendo pipi, está apenas se concentrando para o ataque final, quando passar novamente por aqui".

Dito e feito. O chato da Caverna do Ratão abriu a porta do banheiro e veio para cima de nós com tudo que tinha direito.

Encheu o saco por vários minutos, durante os quais os chopes e os sanduíches perderam seu delicioso sabor e deram lugar a uma estafa cruciante.

Afastou-se, foi para sua mesa, pagou a conta, saiu com seus dois amigos e, quando iam se retirando, ameaçou da porta: "Voltaremos".

Atendi pela nonagésima vez o telefone ontem: "Sant'Ana, sou o filho do Moab Caldas, moro em Dois Irmãos. Foi feita aqui uma pesquisa em todos os colégios da cidade e tu foste eleito a pessoa preferida para ser entrevistada pela revista local. Preciso dessa entrevista para hoje".

Respondo que não dava para hoje, havia outras cinco cidades já inscritas, só para me entrevistar hoje.

Ele disse: "Parece que tu não estás entendendo, estou na estrada, falando do celular, daqui a 20 minutos estou aí na Zero Hora".

Dito e feito. Dali a 20 minutos, estava na minha frente, enquanto eu escrevia as linhas acima sobre o chato da Caverna do Ratão, o entrevistador de Dois Irmãos.

Chegou batendo fotos, enquanto eu escrevia esta coluna. Depois, fez uma série de perguntas, duas das quais vou chupar da revista de Dois Irmãos e transcrevê-las para todos os leitores do Rio Grande do Sul.

Primeira pergunta do entrevistador: "Quem já morreu que deveria ainda estar vivo?"

Minha resposta: "Maurício Sirotsky. Mas quem ainda está vivo e deveria já estar morto para não andar incomodando quem trabalha: a pessoa que me entrevista neste momento".

Segunda pergunta do entrevistador: "Você já disse em várias entrevistas que teve duas mulheres por dentro (casamentos) e muitas mulheres por fora (retoços). O que foi que elas lhe provocaram: prazeres, alegrias, sofrimentos, tristezas?"

Minha resposta: "Enormes prejuízos financeiros".

Publicado em ZH coluna Paulo Sant'ana 17/12/2005

POR QUE YEDA REPUDIOU AO CONVITE FEITO PELA POLÍCIA FEDERAL À PROCURADORA GERAL?

Em meio as investigações da Operação Rondin, que apura as fraudes do Detran-RS. Um convite feito à Procurado Geral do Estado, Eliana Martins, para prestar informações sobre autorização de contratos envolvendo a autarquia, não foi bem recebida no Palácio Piratini. A governador Yeda Crusius reagiu dizendo que a procuradora não pode ser convocada pela Polícia Federal, pois, segundo ela, "isso fere completamente o equilíbrio federativo, pois tem que haver definição de espaço". Ainda em tom de desafio Yeda continuou : "Não me transformem isso numa investigação em cima do governo estadual".
Talvez a Sra. Yeda ainda não se tenha dado conta que as pessoas envolvidas na fraude do Detran eram pessoas de seu governo e foram indicadas e escolhidas por seus aliados políticos e por ela entre eles, Flávio Vaz Netto e Antônio Dorneu Maciel (integrantes do Partido Progressista) envolvidos diretamente na fraude que está sendo investigada pela Polícia Federal. Não vejo por que dona Yeda estar preocupada com a investigação. Há um ditado que diz quem não deve não teme. Por que Yeda teme?

EU VOLTEI!

Depois das férias maravilhosas estou de volta! A blogsfera de Dois Irmãos não será mais a mesma! Esse ano promete ser interessante, e nós vamos trazer o nosso ponto de vista das questões municipais, estaduais e federais. Com um ponto de vista critico estaremos atualizando nosso blog. E como canta o Rei Roberto Carlos na parceria com Erasmo Carlos:

Eu cheguei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei

Tudo estava igual como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei

Eu voltei agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei
Eu voltei

Fui abrindo a porta devagar
Mas deixei a luz entrar primeiro
Todo o meu passado iluminei
E entrei

Meu retrato ainda na parede
Meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar por onde andei
E eu falei:

Onde andei não deu para ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei
Eu voltei

Sem saber depois de tanto tempo
Se havia alguém à minha espera
Passos indecisos caminhei
E parei

Quando vi que dois braços abertos
Me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
E chorei

Eu voltei agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei
Eu voltei

Eu voltei agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei
Eu voltei...