Revoltado com o acordo firmado entre lideranças partidárias para reajustar os salários de deputados e senadores em 91%, o deputado federal Tarcísio Zimmermann prevê que somente uma grande mobilização, com apoio e participação da sociedade, será capaz de revogar tal ato. "A decisão de praticamente dobrar os salários de deputados e senadores é uma afronta ao povo brasileiro, que espera há anos para ter um salário mínimo digno. O Legislativo não está honrando a confiança da população, que tem razões suficientes para estar revoltada", desabafa o parlamentar.Tarcísio lembra que a bancada do PT apresentou a proposta de reajustar os salários dos parlamentares em 28,4%, correspondente à inflação dos quatro últimos anos, mas que esta alternativa foi descartada pela maioria dos líderes de partidos. "O reajuste aprovado gerará um efeito cascata, que comprometerá ainda mais os orçamentos dos estados e da própria União. Temos que conclamar a população a se manifestar contra esta sandice e a exigir um mínimo de responsabilidade e respeito dos detentores de cargos eletivos. Sinto vergonha do que está acontecendo...".
O deputado acredita que ainda é possível rever tal decisão, uma vez que os parlamentares da próxima legislatura têm a prerrogativa de rever o reajuste e baixar o índice: "É hora de a sociedade manifestar sua contrariedade e exigir que a Câmara e o Senado revejam suas posições. Vou lutar para que isso aconteça", declarou Tarcísio.
Fonte: Assessoria de Imprensa.


O que deveria ser uma solução emergencial virou prática de gestão pública. Pelo quarto ano consecutivo, o governo Germano Rigotto contrairá empréstimo junto ao Banrisul para pagar o 13º salário dos servidores públicos do RS. Desde 2003, a atual administração estadual pretende - através de projeto - institucionalizar o financiamento do 13º salário do funcionalismo. No entanto, emendas de deputados não permitiram que esta transação ocorra sem passar pelo Parlamento. Esta estratégia do governo Rigotto se repetiu no corpo do projeto encaminhado à Assembléia Legislativa e aprovado com uma emenda e com os votos contrários da bancada do PT, na sessão desta terça-feira (12). Foram 35 votos favoráveis e 14 contrários.O vice-líder da bancada, deputado Raul Pont, lembrou que os petistas têm votado contra não só pelo fato de o governo estadual não priorizar o pagamento do salário dos servidores, mas, também, pela prática repetida de afronta e descumprimento da Constituição. Esta proíbe que os Executivos usem os bancos públicos para políticas de empréstimos como esta. Apesar do empréstimo ser feito pelos servidores, quem quita a dívida é o Estado. “Devido aos juros bancários, esta operação onera os cofres públicos”, acrescentou Pont, para quem o atual governo estadual prioriza os grandes em detrimento dos pequenos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi considerado o líder mais apreciado da América Latina, de acordo com o Informe 2006 do Latinobarómetro, uma pesquisa realizada em 18 países com mais de 20 mil entrevistas, segundo o jornal El País.
Na ultima sexta-feira (8), na reunião da Subcomissão de Desverticalização da CEEE, o Deputado Estadual Raul Pont, denunciou que a equipe de transição da governadora Yeda Crusius está trabalhando em um projeto para a venda da CEEE Geração e Transmissão.A denúncia do parlamentar, foi baseada em uma informação divulgada, no último dia 6, pelo boletim eletrônico Relatório Reservado. O informativo revela que a equipe de transição da governadora, planeja vender a CEEE – GT, e ficar apenas com a área de distribuição. “Isso é contrário a tudo que foi votado na Assembléia Legislativa, quando foi aprovada a desverticalização da empresa”, afirmou Pont. De acordo com o parlamentar é necessário que sejam cobrados esclarecimentos da equipe da futura governadora, pois após a posse será mais difícil.Também foi debatido na Subcomissão, a dívida que a Companhia possui com a Fundação CEEE, estimada em cerca de R$ 700 milhões. A Fundação administra o fundo de pensão da Companhia. Entidades de classes questionaram os deputados sobre as garantias de que a Fundação não seria prejudicada com a cisão societária. Os funcionários, afirmaram o interesse de que o crédito junto ao Governo Federal, possa ser utilizado no pagamento dos créditos a Fundação.