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domingo, outubro 10

Serra mentiu na TV: ele foi reprovado na constituinte com nota 3,75

Para entender a cabeça de José Serra, e o que ele pensa sobre os direitos trabalhistas, é só consultar como ele votou sobre estes temas na Constituinte.

Serra foi contra o abono de férias (1/3 extra do salário), contra o aviso prévio, contra o salário mínimo real, e contra outros direitos trabalhistas.

Serra mentiu na TV: ele foi reprovado na constituinte com nota 3,75

No programa de TV do segundo turno, José Serra (PSDB), auto-proclamou-se "o melhor deputado da Constituinte de 1988".

Foi uma mentira das grossas.

Ele foi reprovado com nota 3,75 na avaliação do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Lula, que também foi constituinte, tirou nota 10.

Ele votou contra quase todos os direitos de quem trabalha:

- contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
- contra mais garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
- negou seu voto pelo direito de greve (isso explica o forma ditatorial e violenta com que ele trata o funcionalismo quando recorre à greve);
- negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
- negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
- negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
- negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
- negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
- votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
- votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;

Do Blog Os Amigos do Presidente Lula

domingo, novembro 4

A ÉTICA DE PAULO MALUF DO PP

A renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) para evitar julgamento no Supremo por tentativa de homicídio foi o assunto do plenário da Câmara ontem. Numa roda, Paulo Maluf (PP-SP) elogiava a decisão. "Eu acho que não tem de ter foro privilegiado coisa nenhuma", dizia o ex-prefeito, que tanto se valeu desse recurso. "Tem de ir tudo para a Justiça comum, porque demora tanto que quando chegar aqui todos nós já teremos morrido."

quinta-feira, outubro 18

MÔNICA DESPE A TODOS

Texto de Martha Medeiros
Peguemos um acontecimento trivial, que está praticamente perdendo a atualidade e que daqui a uma semana não será mais comentado nem em fila de banco, nem em mesa de churrascaria: as fotos da jornalista Mônica Veloso na Playboy.
O que sabemos de concreto sobre o fato: ela teve um caso com um senador da República, casado. Ninguém tem nada a ver com isso, são dois adultos e fazem o que bem entendem. No entanto, ele acabou colocando a República na história porque pagava pensão pra moça com dinheiro que não era dele, e sim de aliados que ele favorecia com sua ascendência política, o que passa a ser assunto nosso, já que Renan Calheiros é funcionário meu, seu e de todo o povo brasileiro.
O caso deles termina, pormenores vêm a público e, depois de prolongadas e irrefutáveis denúncias, Sua Excelência renuncia usando o eufemismo "licença" para sair de cena com alguma pose, como se isso fosse possível depois do trucidamento moral e ético. Ela? Linda! Faturando com gosto. Mas, em entrevistas, negando-se veementemente a falar sobre o pai da sua filha, que, segundo ela, nada tem a ver com a venda da revista ou com a futura biografia que pretende lançar sobre os bastidores da política em Brasília - projeto que é bom que saia logo antes que a esqueçam.
Gente, eu sonhei tudo isso ou é real?
Primeiro: a Playboy, revista respeitada em seu segmento, sempre alternou ensaios sensuais com mulheres famosas e mulheres contingentes, digamos assim. Atualmente, as contingentes estão mais requisitadas do que nunca e, se não forem deusas, o photoshop está aí pra isso mesmo. Muitas artistas consagradas e respeitadas já fotografaram também por dinheiro, mas souberam dar à sua nudez algum conceito, alguma mística, algum mistério. Agora é essa liquidação, esse fim de feira.
Segundo: Mônica se recusa a falar em entrevistas sobre Renan Calheiros, como se o fato de ela ter sido pivô de um escândalo político nada tivesse a ver com sua projeção momentânea. É um faz-de-conta constrangedor e hipócrita: ela se comporta como se tivesse sido convidada apenas por ser bonita, quando, na verdade, no Brasil, chuta-se uma árvore e caem 10 Mônicas Veloso, só que nenhuma com a história peculiar que ela tem pra contar - mas que, recatada, não conta.
Terceiro: que mediocridade é essa que estamos vivendo e consumindo? Uma sociedade sem vergonha de se expor, sem vergonha da própria farsa, sem vergonha de faturar em cima de situações vexatórias, sem vergonha de ganhar dinheiro a qualquer custo, uma sociedade absolutamente sem pudor.
Já tivemos glamour, já tivemos cultura, já tivemos um certo refinamento, uma certa discrição. Foi em outra vida. Que bando de chinelões nos tornamos.

sábado, dezembro 16

TARCISIO:"ME SINTO ENVERGONHADO COM QUE ESTÁ ACONTECENDO"

Revoltado com o acordo firmado entre lideranças partidárias para reajustar os salários de deputados e senadores em 91%, o deputado federal Tarcísio Zimmermann prevê que somente uma grande mobilização, com apoio e participação da sociedade, será capaz de revogar tal ato. "A decisão de praticamente dobrar os salários de deputados e senadores é uma afronta ao povo brasileiro, que espera há anos para ter um salário mínimo digno. O Legislativo não está honrando a confiança da população, que tem razões suficientes para estar revoltada", desabafa o parlamentar.
Tarcísio lembra que a bancada do PT apresentou a proposta de reajustar os salários dos parlamentares em 28,4%, correspondente à inflação dos quatro últimos anos, mas que esta alternativa foi descartada pela maioria dos líderes de partidos. "O reajuste aprovado gerará um efeito cascata, que comprometerá ainda mais os orçamentos dos estados e da própria União. Temos que conclamar a população a se manifestar contra esta sandice e a exigir um mínimo de responsabilidade e respeito dos detentores de cargos eletivos. Sinto vergonha do que está acontecendo...".
O deputado acredita que ainda é possível rever tal decisão, uma vez que os parlamentares da próxima legislatura têm a prerrogativa de rever o reajuste e baixar o índice: "É hora de a sociedade manifestar sua contrariedade e exigir que a Câmara e o Senado revejam suas posições. Vou lutar para que isso aconteça", declarou Tarcísio.
Fonte: Assessoria de Imprensa.